Questões de Concurso
Sobre morfologia - pronomes em português
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I. Deram um exercício difícil para mim resolver.
II. Entre eu e tu nunca houve amor.
Conclui-se que:
I. Tudo acaba-se nesta vida.
II. Calei-me para não magoar ninguém.
Conclui-se que:
“Sabemos quem o senhor é, fique tranquilo.”
Caso a forma de tratamento utilizada, “senhor”, fosse substituída pelo pronome de tratamento “Vossa Excelência”, a correta redação do período seria:
Leia o texto a seguir e responda à questão.
Pessoas negras e indígenas são os grupos sociais que menos têm acesso ao saneamento básico no Brasil, segundo dados do Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A pesquisa, realizada em 2022, levou em conta a proporção dos moradores em domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário por rede coletora, pluvial ou fossa séptica. Nacionalmente, a maior proporção de atendimento por serviços públicos de saneamento ocorre para as pessoas amarelas, seguidas das brancas.
Considerando as 18 cidades mais populosas do país, pessoas brancas ou amarelas também são as que mais têm acesso a este tipo de política pública. O destaque negativo ocorre na cidade de Maceió. A capital alagoana registra os piores índices para quase todos os grupos sociais, exceto indígenas. No município, entre os amarelos 40,4% das pessoas não têm acesso ao saneamento; entre os pretos, o número é de 35,9%; pardos são 34,9%, e brancos são 28%.
Já em relação aos indígenas, a cidade com os piores índices é Manaus. Na capital do Amazonas, 39,9% desse grupo não têm acesso ao saneamento. Por outro lado, o melhor atendimento em saneamento básico, para todos os grupos sociais, ocorre na cidade de Curitiba. No município, 99,6% dos amarelos são atendidos pela política. Entre a população branca na capital paranaense, 98,9%; pretos 97,9%; pardos 97,7%; e indígenas 97,2%.
Dos 18 municípios analisados, em 17 deles as populações negra (que inclui pretos e pardos) e indígena são o grupo social com menos acesso às políticas de saneamento. “Isso não é algo novo. O que está sendo colocado agora em números é, na verdade, o retrato de um processo histórico”, diz Victor de Jesus, um dos coordenadores do Núcleo Capixaba de Estudos da Experiência Humana em Meio Urbano. Segundo ele, este é um processo antigo. Desde o século XIX, quando passou a ser desenvolvido o planejamento urbano das cidades brasileiras, a população negra não foi integrada aos espaços.
“Essa população não participa do processo decisório, não constrói políticas públicas e não é reconhecida como sujeito de direito. Com isso, o setor institui uma política capitalista, que vê saneamento como mercadoria e, portanto, só quem pode ter acesso é quem pode pagar, o que exclui mais uma vez”.
Em 2022, o Brasil ainda registrava o equivalente a 49 milhões de habitantes sem atendimento adequado de esgoto e 4,8 milhões de pessoas sem água encanada, apesar do crescimento desses serviços.
(Adaptado de: RIBEIRO, Tayguara. População negra e indígena têm menor acesso à rede de esgoto. Folha de S. Paulo. 24 de fevereiro de 2024. B2. Cotidiano).
Sobre os recursos linguístico-semânticos utilizados no texto, considere as afirmativas a seguir.
I. No trecho “Segundo ele, este é um processo antigo”, o pronome destacado foi usado para evitar a repetição do nome de Victor de Jesus.
II. No fragmento “que vê saneamento como mercadoria e, portanto, só quem pode ter acesso é quem pode pagar”, o conectivo em destaque tem sentido conclusivo.
III. No trecho “Desde o século XIX, quando passou a ser desenvolvido o planejamento urbano das cidades brasileiras”, o termo destacado introduz uma noção de condicionalidade.
IV. Em “4,8 milhões de pessoas sem água encanada, apesar do crescimento desses serviços”, a expressão em destaque indica a consequência do fato informado.
Assinale a alternativa correta.
“Gostaria de que me informassem sobre o novo cronograma.”
Sobre a colocação pronominal no trecho, assinale a alternativa correta.
“Me encaminhe o relatório assim que possível.”
Responda a seguinte pergunta, a forma pronominal está adequada ao padrão formal da língua?
Selecione o item que responde corretamente à pergunta.
I. O pronome introduz a oração subordinada adjetiva “onde emoções e comportamentos ficam mais visíveis”.
II. Seria possível substituir “onde” por “no qual”, já que o antecedente é um substantivo que indica lugar.
III. Caso “espaço escolar” fosse substituído por “cotidiano do estudante”, a palavra “onde” poderia ser mantida.
Está correto o que se afirma em
TEXTO I ATENÇÃO BÁSICA COMO PILAR DO SUS Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil se estrutura em diferentes níveis de complexidade, sendo a Atenção Básica, também conhecida como Atenção Primária à Saúde, a principal porta de entrada e o centro de comunicação com toda a Rede de Atenção à Saúde. A Estratégia Saúde da Família (ESF) é o modelo prioritário para expandir e consolidar a Atenção Básica. Nela, equipes multiprofissionais, que incluem médicos, enfermeiros e, de forma essencial, Agentes Comunitários de Saúde (ACS), atuam em um território definido, acompanhando de perto um número determinado de famílias. agentes, por residirem na própria comunidade em que trabalham, criam um vínculo de confiança e conhecem a realidade local, o que facilita a identificação de problemas de saúde e de situações de risco. Eles realizam visitas domiciliares, orientam sobre prevenção de doenças, acompanham gestantes e idosos e atuam como uma ponte entre a população e os serviços de saúde. Dados do Ministério da Saúde indicam que municípios com alta cobertura da ESF apresentam melhores indicadores de saúde, como a redução da mortalidade infantil. fortalecimento da Atenção Básica é, portanto, uma estratégia fundamental para garantir um sistema de saúde mais eficiente e justo, capaz de promover a saúde e prevenir doenças, em vez de apenas tratar os problemas depois que eles já surgiram. Investir nesse nível de atenção significa investir na qualidade de vida da população a longo prazo. (Texto elaborado com base em informações públicas sobre saúde pública no brasil) base no texto acima, julgue o item a seguir.
Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias.
No segundo semestre de 2022, uma situação inusitada em Roraima chamou a atenção do cientista Felipe Naveca. Centenas de pessoas passaram a apresentar febre, dor no corpo, vermelhidão na pele e nos olhos, sintomas que sugerem um quadro de dengue, zika ou chikungunya. No entanto, uma grande proporção dos exames laboratoriais feitos nesses pacientes trazia um resultado negativo para essas três doenças, transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti, "ou seja, eram muitos casos suspeitos e poucos confirmados", resume Naveca, que é pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz).
Uma análise mais detalhada revelou que o problema era outro. "Não era dengue. Era oropouche", informa o especialista. Esse vírus endêmico da Amazônia também é transmitido por mosquitos e a infecção provoca incômodos similares aos observados na ação daqueles outros três patógenos mais conhecidos.
Desde o episódio ocorrido em Roraima, algo parecido se repetiu em outras partes da Região Norte, como Acre, Amazonas e Rondônia. Além disso, o vírus conseguiu ultrapassar as barreiras da Amazônia e hoje causa surtos em locais como Bahia, Espírito Santo e Santa Catarina, além de já ter sido importado para outros países das Américas e da Europa.
O oropouche é apenas um exemplo de como a Amazônia, o local mais biodiverso do mundo, é lar de milhares de vírus, bactérias e outros agentes microscópicos que podem eventualmente causar problemas de saúde em seres humanos. Mais que isso, pesquisas recentes têm demonstrado que a degradação desse bioma por meio do desmatamento, do garimpo e de outras atividades aumenta o risco de contato com esses patógenos e eventualmente pode se tornar o gatilho para futuras epidemias ou até pandemias.
Em linhas gerais, vírus, fungos, bactérias, protozoários e outros agentes microscópicos vivem ciclos bem definidos na natureza, com animais hospedeiros, intermediários e outros elementos que determinam o equilíbrio dessa dinâmica. "Esses patógenos circulam de uma maneira saudável dentro do ecossistema onde atuam, sem causar problemas para os seres humanos", contextualiza o biólogo Joel Henrique Ellwanger, do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). "A ameaça só passa a existir quando acontece a interferência humana nesses sistemas", complementa ele.
Nos últimos cinco anos, Ellwanger publicou alguns artigos científicos em que detalha como um processo desses poderia acontecer na Amazônia. A ideia dele é entender como esse spillover conceito científico que descreve uma espécie de "pulo" ou "salto", um processo de transição no qual os patógenos passam a afetar os seres humanos, pode acontecer na prática, dentro do contexto específico deste bioma brasileiro. "Nem todo evento de spillover vai gerar uma epidemia. Isso vai depender do patógeno, de ele conseguir chegar até a população humana e encontrar ali as condições favoráveis para se disseminar", pondera o biólogo. Essas tais condições favoráveis envolvem aspectos biológicos e genéticos, como nossas células terem um receptor onde o vírus consegue se encaixar, por exemplo, até questões sociais, como a existência de um mosquito na região que pode servir de hospedeiro e perpetuador dos ciclos de transmissão.
"Quando ocorre o desmatamento em alguma região, toda a fauna que habita aquele lugar vai se mover. Muitas vezes, o animal que servia de reservatório natural para aquele patógeno foge. E os vetores, que transmitem doenças como malária e leishmaniose, vão se alimentar de sangue disponível, como o de seres humanos", detalha Naveca.
No entanto, quando pensamos na abundância amazônica, tudo isso ganha uma escala muito maior, o que faz as probabilidades também crescerem numa progressão geométrica. "Imagina a diversidade de plantas que existe ali e a gente sequer conhece. Se pensarmos que cada espécie de ser vivo possui um microbioma próprio, estamos muito longe de entender os potenciais ameaças", explica Ellwanger. "Nós conhecemos apenas uma gota de um imenso oceano microbiano que interage nesse ecossistema", complementa ele.
Fonte: Biernath, A.. Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias. BBC News Brasil 16/11/2025. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2vrn1rwggo.
Leia o fragmento adaptado:
“O vírus Oropouche tem provocado surtos em diferentes estados. Ele se espalha com rapidez, principalmente em áreas de grande circulação. Isso preocupa especialistas, que alertam: se medidas não forem adotadas, novos casos podem surgir.”
Com base nos mecanismos de coesão presentes no fragmento, assinale a alternativa correta:
LÍNGUA PORTUGUESA
Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 7.
Segundo uma pesquisa do ONS, órgão oficial de estatísticas do Reino Unido, publicada em novembro, 33% dos britânicos de 16 a 29 anos relataram sentir solidão "com frequência, sempre ou às vezes" — a taxa mais alta entre todas as faixas etárias. Entre pessoas com mais de 70 anos, 17% disseram o mesmo. Neste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) analisou diversos estudos publicados em diferentes países e constatou que jovens adultos e adolescentes relatam os níveis mais elevados de solidão.
Os dados são complexos, e há indícios de que, em alguns países, entre o grupo mais idoso, de pessoas com mais de 85 anos, a solidão aumenta de forma acentuada e pode se igualar à registrada entre jovens de 18 a 30 anos. Ainda assim, analistas afirmam que, na maior parte das pesquisas, os jovens adultos se destacam como um grupo particularmente isolado. “Os adultos entre 18 e 24 anos são os que se sentem mais solitários, seguidos pelos idosos”, afirma a professora Andrea Wigfield, diretora do Centro de Estudos da Solidão da Sheffield Hallam University, no Reino Unido. "É um problema crescente".
Cada vez mais, especialistas afirmam que o mundo moderno é o principal responsável pelo problema. Muitos jovens na faixa dos 20 anos vivem em casas compartilhadas nas quais não conhecem bem, ou não gostam, dos colegas de quarto. O trabalho, com frequência, passou a ser feito em casa, e o contato com os amigos muitas vezes ocorre pelas redes sociais. Nem tudo é desolador. Graças à internet, os jovens adultos têm acesso a amizades no mundo todo. Mas, de modo geral, dizem os especialistas, a imagem de uma vida social intensa entre jovens de 20 e poucos anos, apresentada em séries como Friends, da década de 90, precisa de uma correção urgente.
"Tendemos a romantizar o início da vida adulta como um período despreocupado, quando, na maioria das vezes, é o período mais miserável da vida das pessoas”, afirma o professor Richard Weissbourd, docente de educação na Universidade Harvard, nos EUA. Em alguns aspectos, o começo da vida adulta sempre foi um período de instabilidade. Os jovens adultos tendem a sair da casa dos pais e se mudar com frequência. Os amigos partem, e os laços familiares se enfraquecem. Esses eventos de transição podem, para algumas pessoas, levar a uma profunda solidão. “Um grande problema é a dispersão; todo mundo que você conheceu agora vive em um milhão de lugares diferentes”, diz a psicóloga clínica Meg Jay, autora do livro The Twenty-Something Treatment (O Tratamento para os 20 e Poucos, em tradução livre).
Hoje, há também um conjunto de novos fatores e claramente modernos que podem estar agravando o problema. Em muitas partes do mundo, as pessoas estão se casando e tendo filhos mais tarde (ou nem sequer os têm). No Reino Unido, a idade média do primeiro casamento hoje é de 31 anos, segundo o ONS. Em 1970, essa média era de 23 anos para homens e 21 para mulheres. Os jovens adultos tendem a depender mais dos amigos para estabelecer conexões emocionais e, à medida que essas relações não correspondem às expectativas, a solidão pode surgir.
O professor Weissbourd, da Universidade Harvard, também aponta para uma fragmentação mais ampla das comunidades. Em países ricos, a participação em instituições cívicas, como igrejas, grupos comunitários ou sindicatos, vem diminuindo desde a década de 1970. Esse fenômeno é conhecido como a tese chamada de "Jogando Boliche Sozinho" (Bowling Alone), nome inspirado em um ensaio famoso publicado em 1995 pelo cientista político Robert Putnam. No texto, ele observou que mais jovens americanos estavam jogando boliche sozinhos, e não em grupo; um símbolo de um colapso amplo das relações sociais.
Pessoas na faixa dos 20 anos, que podem ter deixado a casa da infância, mas ainda não formaram sua própria família, sentem essa perda de comunidade de forma mais aguda, afirma Weissbourd. “Vivemos em uma sociedade cada vez mais individualista. Acho que a solidão é um sintoma da nossa incapacidade em cuidar uns dos outros”.
(Jornal BBC News Brasil, 20.12.2025. Adaptado).
Em “Entreguei-lhe o documento ontem”, o pronome “lhe” é:
Analise a tirinha abaixo e responda a questão.
Revista Galileu.globo.com
22 de setembro de 2022.

Considerando as regras de colocação pronominal do pronome oblíquo 'nos', na segunda ocorrência no trecho, identifique a alternativa incorreta.


