Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q3935707 Português
Projeto de ressocialização do CASE Sinop abre novos caminhos para jovens em conflito com a lei


Um jovem que antes carregava em sua trajetória um ato infracional gravíssimo, passou mais de dois anos internado no Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE) de Sinop. Durante esse tempo, sua vida tomou outro rumo: concluiu o Ensino Médio, participou ativamente de projetos como o xadrez e o Vida Organizada, aprendeu a respeitar regras e a conviver em harmonia. Ao sair da unidade, decidiu mudar de cidade, conquistou um emprego lícito, ingressou em novos planos de estudo e até removeu tatuagens que o ligavam a uma organização criminosa. Hoje, leva uma vida diferente, distante do crime.

O relato é da juíza Melissa de Lima Araújo, do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Socioeducativo (GMF) em Sinop, que acompanha de perto o trabalho desenvolvido na unidade. Para ela, histórias como essa traduzem a importância do CASE na construção de novas perspectivas para adolescentes em conflito com a lei.

"É por meio das atividades desenvolvidas na unidade que os adolescentes adquirem novas perspectivas de futuro, aprendem a seguir regras, socializar, participar de atividades socioculturais e a se preparar para uma vida afastada da criminalidade quando forem beneficiados com medidas em meio aberto", destacou a magistrada.

No CASE Sinop, diversas iniciativas socioeducativas são desenvolvidas para fortalecer habilidades emocionais, promover a cidadania e abrir horizontes. Entre elas está o Projeto Ponto de Esperança, criado em 2021, que utiliza a técnica do crochê como ferramenta pedagógica. O trabalho manual desenvolve paciência, organização, criatividade e autonomia. Hoje, são os próprios internos que ensinam os recém-chegados a confeccionar peças, em um ciclo de cooperação e solidariedade.

Outro destaque é o Clube do Livro − Descobrindo Novos Mundos, que promove rodas de leitura e debates sobre obras literárias escolhidas coletivamente. A proposta amplia o repertório cultural, estimula a reflexão crítica e fortalece a empatia entre os jovens. Na área ambiental, o projeto Verde do Amanhã implantou uma horta agroecológica dentro da unidade. Além de incentivar hábitos saudáveis, ensina técnicas de cultivo sustentável, compostagem e uso racional da água, despertando nos adolescentes consciência ecológica e responsabilidade social.

O projeto Xadrez − Estratégia para a Vida também tem se mostrado um aliado na formação dos socioeducandos, fortalecendo raciocínio lógico, concentração, disciplina e respeito às regras. Já a Brinquedoteca Temporária garante um espaço humanizado para visitas de filhos e familiares, reforçando vínculos afetivos.

Segundo a juíza Melissa Araújo, muitos adolescentes chegam ao CASE oriundos de contextos em que o crime faz parte da realidade. Nesse cenário, a unidade atua como um contraponto, apresentando alternativas de vida por meio da educação, da cultura, do esporte e da profissionalização. "Compete à unidade socioeducativa demonstrar que o estudo pode oportunizar melhores condições socioeconômicas e que o trabalho lícito é viável, desde que esses jovens estejam dispostos a abraçar essa nova realidade fora do ambiente institucional", explicou.

O CASE Sinop conta com apoio do Ministério Público, Defensoria Pública, Poder Judiciário, universidades e comunidade local, que contribuem para o fortalecimento das ações. Para o futuro, a expectativa é ampliar os projetos já existentes e criar novas oportunidades. "Está em fase de estruturação, por exemplo, uma parceria com a Secretaria de Meio Ambiente de Sinop e o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente para ensinar os internos a produzir mudas de árvores, que serão utilizadas em plantios na cidade", comentou a juíza.

A magistrada comentou sobre a necessidade de que o Estado forneça cursos profissionalizantes e um plano sociopedagógico amplo, para que os jovens saiam da unidade com uma alternativa de estudo e trabalho lícito. "Fortalecer e ampliar parcerias é essencial para que o tempo dentro do CASE seja aproveitado ao máximo para o crescimento humano e social desses adolescentes", reforçou.


https://www.tjmt.jus.br/noticias/2025/10/projeto-ressocializacao-case-si
nop-abre-novos-caminhos-para-jovens-em-conflito-a-lei

"No CASE Sinop, diversas iniciativas socioeducativas são desenvolvidas para fortalecer habilidades emocionais , promover a cidadania e abrir horizontes."
Considerando as regras de colocação pronominal, ao substituir as expressões destacadas no trecho por pronomes oblíquos, deverá ocorrer:
Alternativas
Q3935041 Português
Texto 1  

Leia com atenção o texto abaixo:


Escola de SC é referência no Brasil em projeto pioneiro que reduz quase 100% do lixo

Ideia, que teve início na sala de aula, tem como objetivo promover uma consciência ambiental aos estudantes


Na Escola de Educação Básica Aldo Câmara da Silva, localizada em São José, na Grande Florianópolis, os alunos aprendem de uma forma diferente das outras instituições. Isto porque o local é considerado o primeiro colégio lixo zero do Brasil ao enviar 97% dos resíduos para compostagem ou reciclagem. Tudo com a ajuda dos 620 alunos que estudam na instituição.

A ideia de criar uma escola de lixo zero surgiu em 2019, em uma aula de língua portuguesa, quando a professora Fabiana Nogueira levou um texto sobre sacolas plásticas para a sala de aula. Segundo Daniela Lemos Polla, coordenadora responsável pelo projeto e também professora de ciências, após a leitura do material, a professora percebeu que os alunos se interessaram pelo assunto.

Mas o desafio de transformar a EEBA Aldo Câmara da Silva em uma escola lixo zero veio depois que Rodrigo Sabatini, presidente do Instituto Lixo Zero, palestrou para os alunos a pedido da professora Fabiana.

— A motivação dos alunos, na época do nono ano, foi essencial para que o projeto desse sequência. Em 2019, eles começaram a entender o que era o conceito de lixo zero — diz a coordenadora Daniela.

Ela explica que ser uma escola lixo zero engloba questões ambientais, sociais e econômicas. Ou seja, na teoria, é reduzir o máximo que puder de lixo.

— Vamos supor que na minha casa eu encaminhasse 100% do lixo para um aterro sanitário ou um lixão. Para você ter a certificação Lixo Zero, você tem que reduzir em 90% o que você envia para esse aterro. Ou seja, tem que desviar e encaminhar para compostagem e reciclagem — explica.

O desafio proposto por Sabatini foi cumprido com sucesso pelos alunos logo no primeiro ano de projeto. De acordo com Daniela, a instituição desviou 94% dos resíduos entre 2019 e 2020. 

[…]


Fonte: https://www.nsctotal.com.br/noticias/escola-de-sc-e-referencia-no-brasil-em-projeto-pioneiro-que-reduz-quase-100-do-lixo 
No trecho retirado do parágrafo introdutório do Texto 1 que diz que:

Isto porque o local é considerado o primeiro colégio lixo zero do Brasil ao enviar 97% dos resíduos para compostagem ou reciclagem”,

o pronome “isto”, sublinhado na matéria mencionada, exerce a função de:
Alternativas
Q3932476 Português
        Linguagem Simples é o nome dado no Brasil a um conjunto de técnicas de redação e de design da informação usadas para produzir textos claros para o público-alvo das comunicações oficiais.

        Quando falamos em “público-alvo”, estamos tratando especificamente da parcela da população a quem a informação se destina. Uma pessoa pode, por exemplo, redigir um texto para um site de câmara municipal com o objetivo de que seja compreendido por cidadãos com ensino médio completo; um folheto sobre malária para uma população ribeirinha de baixa escolaridade; ou, ainda, um estudo legislativo para embasar o trabalho de um deputado. Em qualquer dessas situações, tanto o público como a instituição vão se beneficiar do uso da Linguagem Simples.

        Embora no Brasil o termo “Linguagem Simples” tenha prevalecido, o mote da técnica não é exatamente “quanto mais simples, melhor”, mas “quanto mais claro, melhor”. Tendo-se em mente que a clareza, e não a simplicidade, é a meta última da técnica, é possível e desejável usá-la até mesmo para redigir um texto técnico para o público especialista em determinado assunto. Em casos como esse, trocar palavras difíceis por outras mais fáceis não será a primeira preocupação.

         A Linguagem Simples vai muito além da escolha de palavras. A técnica engloba diretrizes relacionadas à arquitetura da informação, à estrutura das frases e ao design, com o objetivo de reduzir o tempo e a dificuldade para o cérebro processar informações.

Patrícia Roedel. Manual de linguagem simples: como planejar, desenvolver e testar textos que funcionam. Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2024, p. 13-14 (com adaptações)

Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item seguinte.


A forma pronominal “se”, em “vão se beneficiar” (último período do segundo parágrafo), poderia ser corretamente deslocada para imediatamente após a forma verbal infinitiva, da seguinte forma: vão beneficiar-se.

Alternativas
Q3930047 Português
Texto para responder à questão.

Comunicação

    É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer. Imagine-se entrando numa loja para comprar um… um… como é mesmo o nome?
    “Posso ajudá-lo, cavalheiro?”
    “Pode. Eu quero um daqueles, daqueles…”
    “Pois não?”
    “Um… como é mesmo o nome?”
    “Sim?”
    “Pomba! Um… um… Que cabeça a minha. A palavra me escapou por completo. É uma coisa simples, conhecidíssima.”
    “Sim senhor.”
    “O senhor vai dar risada quando souber.”
    “Sim senhor.”
    “Olha, é pontuda, certo?”
    “O quê, cavalheiro?”
“Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um… Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta; a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. E isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?”
    “Infelizmente, cavalheiro…”
    “Ora, você sabe do que eu estou falando.”
    “Estou me esforçando, mas…”
    “Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?”
    “Se o senhor diz, cavalheiro.”
    “Como, se eu digo? Isso já é má vontade. Eu sei que é pontudo numa ponta. Posso não saber o nome da coisa, isso é um
detalhe. Mas sei exatamente o que eu quero.”
    “Sim senhor. Pontudo numa ponta.”
    “Isso. Eu sabia que você compreenderia. Tem?”
    “Bom, eu preciso saber mais sobre o, a, essa coisa. Tente descrevê-la outra vez. Quem sabe o senhor desenha para nós?”
    “Não. Eu não sei desenhar nem casinha com fumaça saindo da chaminé. Sou uma negação em desenho.”
    “Sinto muito.”

(VERÍSSIMO, Luis Fernando. Para gostar de ler. V.7. 3.ed. São Paulo: Ática, 1982. Adaptado.)
Considerando as características das classes gramaticais, é possível reconhecer que, dentre os elementos destacados a seguir, há um que não pertence ao mesmo grupo dos demais; assinale-o.
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Q3929085 Português
A colocação do pronome oblíquo átono está em conformidade com as exigências da norma-padrão da língua em: 
Alternativas
Q3929005 Português
A Hegemonia do Padrão e o Silenciamento das Alteridades

A persistência do mito do monolitismo linguístico no Brasil constitui um dos maiores entraves à democratização do ensino de língua materna. Ao erigir a norma-padrão como a única manifestação legítima do pensamento, o sistema educacional frequentemente opera uma clivagem que marginaliza o sujeito em sua própria fala. Não se trata de negar a importância da variedade de prestígio — ferramenta essencial para o acesso aos espaços de poder —, mas de desmistificar a ideia de que a gramática normativa é um sistema autônomo e neutro. Na verdade, a norma é uma construção histórica e política, frequentemente utilizada como instrumento de distinção social.

Para o docente de Língua Portuguesa, o desafio é equilibrar a função de mediador da norma com a de analista crítico das relações de poder que a perpassam. O ensino produtivo deve, portanto, pautar-se pela plurivalência discursiva, permitindo que o aluno compreenda a língua como um território em constante disputa. Ignorar a natureza dinâmica do idioma em prol de uma rigidez descritiva é uma forma de anacronismo pedagógico. O texto, nesse contexto, deve ser visto como um espaço de negociação, onde a subjetividade do autor se choca com as expectativas sociais de correção, exigindo do professor um olhar que vá além da superfície textual para alcançar as camadas de interdiscursividade que sustentam o dizer. 
Assinale a alternativa que apresenta a colocação do pronome oblíquo átono em total conformidade com a norma-padrão:
Alternativas
Q3928985 Português
Analise as frases abaixo quanto à colocação dos pronomes átonos e assinale a alternativa que segue rigorosamente a norma culta:
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Q3928769 Português
Sobre estar doente

    Considerando-se como a doença é comum, como é enorme a alteração espiritual que ela provoca e como são surpreendentes, quando as luzes da saúde estão fracas, as terras ainda não descobertas que então se revelam — quando pensamos em tudo isso e infinitamente mais, parece realmente estranho que a doença não tenha encontrado o seu lugar, junto com o amor, o ciúme e a batalha, entre os principais temas da literatura. Alguns romances, ocorreria a alguém pensar, seriam dedicados à gripe; poemas épicos, à febre tifoide; odes, à pneumonia; breves poemas, à dor de dente. Mas não; com poucas exceções, a literatura faz tudo o que pode para sustentar que sua preocupação é com a mente, que o corpo é uma placa de vidro liso, pela qual passa o olhar direto e claro da alma, e que o corpo, exceto no que toca a uma ou duas paixões, como o desejo e a ambição, é nulo, negligenciável e inexistente.
    Mas justamente o contrário disso é que é verdade. O dia todo e a noite inteira, o corpo interfere; embaça ou aclara, colore ou descolore, transforma-se em cera no calor de junho, adensa-se em sebo na escuridão de fevereiro. A criatura que vai dentro só pode olhar pela placa, encardida ou rósea; não pode, nem por um instante, separar-se do corpo como a bainha da faca ou a vagem do grão; tem de passar por toda a infinita sucessão de mudanças, calor e frio, conforto e desconforto, fome e satisfação, saúde e doença, até que ocorra a inevitável catástrofe: o corpo se parte em cacos, e a alma (é o que se diz) escapa. 
    No entanto, de todo esse drama cotidiano do corpo não há registro algum. Todos sempre escrevem sobre os afazeres da mente; as ideias que lhe vêm; seus nobres planos; como ela civilizou o universo. Mostram-na ignorando o corpo na torrinha do filósofo, ou chutando o corpo, como uma velha bola de futebol de couro, por extensões de neve e deserto em busca de descoberta ou conquista. As grandes guerras que ele trava por si, com a mente como sua escrava, na solidão do quarto, contra o ataque de febre ou o avanço da melancolia, são esquecidas.

Virginia Woolf. O valor do riso e outros ensaios.
Tradução: Leonardo Fróes. São Paulo: Cosac Naify, 2014 (com adaptações). 
No terceiro parágrafo do texto Sobre estar doente, a forma pronominal “lhe” (segundo período) retoma o vocábulo
Alternativas
Q3928605 Português
Analise a colocação do pronome oblíquo átono nas frases abaixo e assinale a única alternativa que está em total conformidade com a norma culta: 
Alternativas
Q3928525 Português
Em "Queria que me ajudasses", o trecho destacado pode ser substituído por:
Alternativas
Q3928430 Português
Onde a Mocidade estiver, eu estarei também.” – Constitui um exemplo de pronome:
Alternativas
Q3928428 Português
Quanto ao emprego dos pronomes demonstrativos observe: Próximo de quem fala; correlacionando-se com advérbio aqui. Deve completar corretamente a lacuna: “_________ Escola de Samba estava cheia de flores!”
Alternativas
Q3928427 Português
Pronomes de Tratamento são palavras ou expressões usadas no trato cerimonioso com o interlocutor ou para se referir respeitosamente a alguém, além de marcar níveis de intimidade com as pessoas do discurso. A única opção que apresenta a relação correta entre o pronome de tratamento e para quem deva ser empregado é:
Alternativas
Q3928420 Português

Texto:


Não Há Limites Pra Sonhar


O céu vai clarear

Iluminar a zona oeste da cidade

E Deus vai desfilar

Pra ver o mago recriar a Mocidade


A luz que nos chega da estrela primeira

Nascida do pó no Cruzeiro do Sul

Do plasma divino das mãos carpinteiras

Ressurge Candeia no breu nesse azul

Será que o limbo da imaginação

Perverte a inteligência

O homem com sua ambição

Desconhece a razão, desatina a

Ciência

Será que há de ter carnaval, sem minha

cadência?

Com alas em tom digital


No fim da existência

Me diz afinal quem há de arcar com as

consequências?


Se a Mocidade sonhar

No infinito escrever

Versos a luz do luar, deixa!

Quando o futuro voltar

A juventude vai crer

Que toda estrela pode renascer

[...]


Samba-enredo 2025 - Voltando Para o Futuro – Não Há

Limites Pra Sonhar

G.R.E.S. Mocidade Independente de Padre Miguel (RJ)

Texto adaptado para esta prova.

Disponível em: https://www.letras.mus.br/mocidade-

independente-de-padre-miguel/samba-enredo-2025-

voltando-para-o-futuro-nao-ha-limites-pra-sonhar/ -

Acessado em: 28/07/2025

“Será que há de ter carnaval, sem minha cadência?” – No verso em análise constatamos a presença de pronomes, respectivamente:
Alternativas
Q3926710 Português

Leia o período a seguir:



“A equipe reuniu-se para discutir os resultados, e o coordenador entregou-lhes o relatório final.”



Considerando o uso e a colocação dos pronomes, bem como a concordância relacionada ao substantivo coletivo, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3926404 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

O poeta da roça - Patativa do Assaré

Sou fio das mata, cantô da mão grosa
Trabaio na roça, de inverno e de estio
A minha chupana é tapada de barro
Só fumo cigarro de paia de mio

Sou poeta das brenha, não faço o papé
De argum menestrê, ou errante cantô
Que veve vagando, com sua viola
Cantando, pachola, à percura de amô

Não tenho sabença, pois nunca estudei
Apenas eu seio o meu nome assiná
Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre
E o fio do pobre não pode estuda

Meu verso rastero, singelo e sem graça
Não entra na praça, no rico salão
Meu verso só entra no campo da roça e dos eito
E às vezes, recordando feliz mocidade
Canto uma sodade que mora em meu peito.
Leia o verso:
Meu verso só entra no campo da roça”
A palavra destacada pertence à classe gramatical:
Alternativas
Q3926394 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão. 


Origem dos livros


Por Rainer Gonçalves Sousa


Para quem hoje se vislumbra com a praticidade oferecida pelos e-books, nem chega a imaginar o longo caminho percorrido pelos livros na História. Companheiro da escrita, os livros tiveram grande importância para a realização de registros históricos, a compilação de leis e a divulgação de ideias. Atualmente, a produção de livros chegou a tal ponto que, por exemplo, o século XX foi responsável por uma literatura histórica superior a de todos os outros séculos somados juntos!


No Egito Antigo, o ancestral dos livros foi concebido através do papiro. Transformada em atividade importante, a escrita no papiro era exclusivamente executada por uma classe de escribas responsáveis pela leitura e fabricação dos textos oficiais e religiosos. Pesquisadores apontam que as peças de papiro mais antigas já encontradas foram concebidas há três mil anos antes de Cristo. Para se organizar esses documentos, as folhas de papiro eram pregadas umas às outras formando um único rolo.


Por volta do século X a. C., a organização dos documentos escritos ganhou maior funcionalidade com a invenção dos pergaminhos. Apesar de não terem a mesma praticidade dos encadernados, essa base material foi de suma importância para a preservação de importantes textos da Antiguidade, como a Bíblia Sagrada e os escritos de alguns pensadores do mundo clássico. Vale a pena frisar que a qualidade e a resistência dos pergaminhos eram superiores à do papiro.


A concepção do livro encadernado já era tentada nessa época. Para tanto, pegavam os pergaminhos disponíveis e realizava-se a organização de cada uma das supostas páginas. Conhecidos como codex (códice, em português) essas primeiras edições facilitaram a locomoção e manuseio dos textos escritos. Já nos fins da Antiguidade, por volta de 404, São Jerônimo registrou uma extensa teoria sobre as formas pelas quais seria possível produzir um livro.


No período medieval, o acesso ao mundo letrado ficou praticamente restrito aos clérigos. Boa parte dos livros ficava enclausurada sob a proteção dos mosteiros e tinham sua sabedoria conservada pelo demorado trabalho de monges copistas. Nesse aspecto, é importante ressaltar que a Igreja teve um papel fundamental para que vários textos da cultura grega e romana fossem conservados. Em tal época, era comum que as chamadas iluminuras decorassem o rodapé e os parágrafos dos livros com belas imagens. 


Em 1454, o processo de fabricação e divulgação dos livros sofreu um salto qualitativo gigantesco com a invenção da prensa. Desenvolvida por Johannes Gutenberg, essa máquina permitia que o processo de fabricação dos livros fosse dinamizado. Apesar da importância do feito, observamos que na Idade Moderna a leitura e a escrita ainda se conservavam atreladas aos privilégios desfrutados pelas elites. Ler e escrever eram prazeres ainda destinados aos nobres e burgueses enriquecidos. 


O século XIX, como filho das inovações tecnológicas, marcou uma época de grandes produções. Vale frisar que o processo de liberalização dos Estados Nacionais teve grande influência na disseminação do ensino público e no consequente incremento do número de leitores. Com o barateamento dos custos de produção, a leitura passou a atingir grandes parcelas da população. A partir de então nasceram os famosos e ainda bastante procurados “best-sellers”.


Disponível em: https://www.historiadomundo.com.br/curiosidades/origem-doslivros.htm?_gl=1*1nkjchq*_ga*d0xxZE1OQW9lbkplUl9leGVIWldLNWpUR mw4cjRrN2x3OWhwRVJadDd6RGlBS2NPc1llYlAzX2I1cE9GLXRsNw..*_g a_PCH74EBZTB*MTc3MTg1NTI2My4xLjEuMTc3MTg1NTI2My4wLjAuM A

Leia o trecho a seguir:
“Para se organizar esses documentos, as folhas de papiro eram pregadas umas às outras formando um único rolo.” (2º parágrafo)
Quanto ao emprego do pronome destacado no trecho acima e em seu contexto no texto, podemos afirmar que:
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Q3926350 Português

Poltrona sete.


    Desci para a plataforma de embarque. Vi o ônibus. Entrei. Tudo era fim de tarde naquele universo de sol morrendo aos poucos. Poltrona sete. Sentei. O sol queria permanecer um pouco mais. A vida inteira cabia naquele espaço tão fechado quanto o tempo em meu rosto insone.


    Aventurei um riso – me frustrei. Levantei as pernas em abraço de feto na barriga de uma mãe ausente – entristeci. O sol escureceu meus olhos – angustiei. Iria para sempre. Passei a mão no rosto. Iria para sempre. A boca amarga. Iria para sempre. Enquanto me perdia em solidão e caos, olhei pela janela. Na rodoviária, com o sol se pondo, vi o amor se materializar na figura de dois rapazes.


    De frente um para o outro, como se quisessem adiar a despedida, eles se abraçaram. Um era anêmico pela própria natureza – os cabelos escuros caíam nos olhos. O outro era sério – olhava perdido para o mundo e trazia nos ombros a letargia do domingo à tarde.


    O sol espalhava prenúncios de adeus.


    Com o transporte às vésperas de sair, o amor se fez carne e habitou entre nós. Eles se beijaram. Tanta ternura se deu no beijo, tanto amor concretizado se fez no gesto, mas o ódio, intolerante, resolveu puni-los.


    O velho ao lado dele saiu com nojo. O menino que olhava foi repreendido pela mãe. O atendente da lanchonete riu. A mulher que limpava o local, estarrecida, cessou a vassoura. A moça com Frida Kahlo na blusa fez esforço para agir naturalmente. O homem ao lado dela conferiu o relógio e virou-se. A freira de hábito irrepreensível fez o sinal da cruz.


    O desconforto passeou pela rodoviária, mas o amor, indiferente, dançou no espelho dos olhares perplexos. Quando o amor dança, o ódio não consegue prendê-lo com seus grilhões enferrujados.


Depois um se arrastou para o ônibus e o outro paralisou na plataforma. Sob vigília, eles sentiram o sol se tornar áspero. Irmãos de muitas lutas, não saberiam lidar com a distância que lhes queria perfurar os corações exangues.


    O que se foi baixou os olhos. O que ficou conteve o choro. Nuvem não segura tempestade que teima em descer. Aos poucos, o que era lágrimas se fez soerguer do corpo. Ai, ai, ai!, rosnou um homem a reprovar seu pranto. O mundo foi dominado por esse bando de bicha!, ladrou outro. Uns riam, outros estranhavam. Uns diziam que era o fim do mundo, outros reprovavam em silêncio. O amor tem duas margens e um rio que lhe atravessa.


    Eu contemplava a cena em silêncio. Não se pode dizer muito quando o amor derrama ausências. A distância cria ciladas. Aonde iria um? Aonde iria o outro?


    A rodoviária era pequena para o amor de dois homens em estado de lágrimas. O sol vestiu ausência, a lua solidão.


    Eu flagrava a cena em silêncio, mas...


    Sofri pancada no rosto, ou pressenti o transporte em prenúncios de partida?


    Saindo da rodoviária, constatei que um dos rapazes em despedida era eu. A escuridão engoliu meu corpo. Fiquei aos gritos. Ninguém me ouviu da sepultura. Elza Soares cantou Lírio rosa. Apaguei os olhos para não ver pela janela.


    Desejei dizer que. Minha boca tentou, mas. Meu corpo queria, só que. Não pude fugir, apesar de. Na poltrona, fui afixado por milhões de pregos.


    E fui embora doendo sempre nos solavancos do ter-que-ir-para-nunca-mais.



(Cardoso, Emerson. O baile das assimetrias, Poltrona sete. 50, 52. São Paulo: OIA, 2002.)

Na frase: O amor tem duas margens e um rio que lhe atravessa. Os termos em destaque, respectivamente, são:
Alternativas
Q3925596 Português
A posição dos pronomes átonos interfere na formalidade e na clareza do enunciado. Considerando esse uso linguístico, relacionado à colocação pronominal, assinale a alternativa CORRETA
Alternativas
Q3925108 Português
Na sintaxe de colocação pronominal, a tradição normativa clássica e a eufonia prescrevem tendências específicas para o uso de pronomes átonos com infinitivos. Em estruturas onde a preposição "para" antecede um verbo no infinitivo, a preferência culta, visando evitar a cacofonia ou quebra rítmica, recai sobre a: 
Alternativas
Respostas
981: C
982: B
983: C
984: D
985: B
986: B
987: B
988: D
989: B
990: B
991: C
992: A
993: D
994: C
995: D
996: D
997: D
998: E
999: C
1000: B