Questões de Concurso
Sobre intertextualidade em português
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Texto 6
Meme produzido tendo por base a obra Love Disarmed (1885)
de William-Adolphe Bouguereau

Disponível em: https://diariogaucho.clicrbs.com.br/entretenimento/noticia/2015/12/
relembre-os-memes-que-bombaram-na-internet-em-2015-4940478.html.
Texto 7
Replicação de memes “me solta”

Disponível em: https://www.gerarmemes.com.br/memes-galeria/66-me-solta/650.
Com base nos textos 6 e 7, assinale a alternativa que melhor preenche a sequência de lacunas das proposições que seguem.
I. O meme é criado tendo por base uma ______ a outro texto.
II. Nos memes, a figura da mulher é reproduzida tal como na obra original; a repetição é uma característica da _______.
III. O texto 6 estabelece uma _______ explícita com o quadro de Love Disarmed.
IV. Na produção dos memes, a imagem do anjo é substituída pela de um alienígena. A subversão da ideia original é uma característica da ______.
V. Os quatro memes do texto 7 mantêm entre si uma relação de ______.
Pequenos Encontros
Por Adriana Antunes

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2025/02/pequenosencontros-cm79d6fcx007n013c3sutqi64.html - texto adaptado especialmente para esta prova).
I. Tanto o texto quanto a tirinha empregam o elemento “pedra” a fim de estabelecer uma reflexão.
II. O bichinho de jardim, personagem da tirinha, consegue dar um basta ao seu ciclo de obrigações, o que a autora do texto chama de ser “escravo de si mesmo”.
III. O conselho final da autora sobre a busca da felicidade não é mencionado, de forma explícita, na tirinha como o é no texto.
Quais estão corretas?
Para responder à questão, considere o texto abaixo.

Disponível em: https://www.folha.uol.com.br/. Acesso em: 02 nov. 2024.
(1) Retoma a ideia inicial e reproduz partes do texto original com outras palavras.
(2) Subverte ou distorce a ideologia do texto original, normalmente com objetivo irônico.
(3) Reproduz parte de um texto referência.
(4) Sugestão ou insinuação sobre um determinado lugar, personagem, etc., sem aprodundamento nele.
( ) Citação.
( ) Paráfrase.
( ) Alusão.
( ) Paródia.

Em relação à metaliteratura/metaficção, examine as afirmações abaixo, marcando V, para as Verdadeiras, e F, para as Falsas.
( ) Embora frequentemente definido como um fenômeno da pós-modernidade, a metaliteratura/metaficção é uma constante na história da literatura de todos os tempos.
( ) O conceito de metaliteratura/metaficção é corretamente aplicado às obras produzidas pela crítica literária, uma vez que elas dedicam-se à análise e à interpretação de obras literárias.
( ) Qualquer obra literária pode ser considerada metaliterária porque pressupõe a existência de obras literárias anteriores, visto que os escritores são, primeiramente, leitores.
( ) Como toda obra literária é sempre metaliterária, esse conceito é fundamental para distinguir as obras que fazem desse procedimento temática central daquelas que apenas o utilizam pela essência do processo literário.
( ) Na literatura de cunho metaficcional, ao invés de o escritor tomar como tema a representação do mundo, ele elege a própria literatura como temática, em um processo autorreferencial.
Qual a sequência correta, de cima para baixo?
Leia o texto a seguir para resolver à questão.
Um país (quase) sem leitores
Livros não são meros acervos de palavras: são janelas para outros mundos, portadores de experiências e ensinamentos acumulados ao longo dos séculos
Estado de Minas | 08 de janeiro de 2024
Uma pesquisa encomendada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e divulgada no fim do ano passado apresentou um dado estarrecedor, mas que acabou sendo pouco discutido. Segundo a pesquisa "Panorama do Consumo de Livros", aplicada pela Nielsen BookData em 16 mil pessoas com 18 anos ou mais, entre os dias 23 e 31 de outubro de 2023, aproximadamente 84% da população brasileira acima de 18 anos não comprou nenhum livro nos últimos 12 meses. Ou seja, em 2023, apenas 16% das pessoas se dispuseram a ir a uma livraria ou a um site para comprar um livro sobre qualquer assunto. Além disso, apenas 25 milhões dos 214,3 milhões de brasileiros se consideram consumidores de livros, ou seja, menos de 10%.
É um sinal de alerta que não pode ser ignorado. Mesmo sendo uma pesquisa sobre a compra de livros – outros modos de acesso, como bibliotecas, não foram considerados –, o número revela, de modo claro, a ausência de interesse pela leitura da população brasileira, o que traz implicações mais amplas para a educação e o desenvolvimento da sociedade.
Afinal, livros não são meros acervos de palavras: são janelas para outros mundos, portadores de experiências e ensinamentos acumulados ao longo dos séculos. Eles são um dos principais dispositivos que a humanidade dispõe de transmissão de conhecimento ao longo de gerações, e são ferramentas fundamentais para o aprendizado e a educação. Além disso, a leitura, ao estimular o pensamento crítico, promove a capacidade de análise e de síntese. São habilidades fundamentais para um mundo cada vez mais dominado pelas telas e pelos algoritmos das redes sociais. A educação proporcionada pelos livros torna-se um antídoto poderoso contra a superficialidade e a desinformação. A leitura é um instrumento democratizador do conhecimento, permitindo que indivíduos de todas as origens tenham acesso a ideias e perspectivas que enriquecem sua compreensão do mundo e leva a uma mobilidade na pirâmide social.
Mudar o cenário de baixo interesse pelos livros e ampliar a base de consumidores e leitores no Brasil é possível, mas não será simples. Os próprios dados da pesquisa apontam alguns dos problemas a serem combatidos para resolver a questão. Entre os 84% de entrevistados que não compraram livros em 2023, 60% afirmaram que consideram o hábito da leitura importante, mas se sentem desmotivados para isso. Entre os motivos para o desânimo estão a ausência de livrarias próximas, a falta de tempo e, principalmente, o custo.
É preciso, portanto, que o debate sobre o estímulo à leitura seja ampliado. O preço do livro no Brasil, por exemplo, vem sendo exaustivamente discutido por editoras, livreiros, entidades e políticos desde a consolidação da Amazon – acusada de praticar uma concorrência desleal contra livrarias e prejudicar toda a cadeia produtiva do livro –, mas raramente inclui a opinião do consumidor final, ou seja, o leitor. Outras ações para o incentivo à leitura, como programas educacionais, campanhas de conscientização e parcerias entre governos, empresas e organizações da sociedade civil também podem desempenhar um papel vital nesse esforço conjunto e devem ser considerados. Afinal, investir na educação, com foco na promoção da leitura, é investir no futuro. Ao garantir que mais brasileiros tenham acesso a livros e se sintam motivados a explorar suas páginas, a mudança que virá não vai se refletir apenas em conhecimento, mas também em um país mais culturalmente rico e promissor para todos.
UM país (quase) sem leitores. Estado de Minas, 08 de janeiro de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/opiniao/2024/01/6781938-um-pais-quase-semleitores.html. Acesso em: 09 jan. 2024. Adaptado.
Disponível em: https://deposito-de-tirinhas.tumblr.com/post/67951484818/hagar-o-horr%C3%ADvel-por-dik-browne-echris-browne. Acesso em 12 set. 2024.
Os elementos verbais e não verbais constituem o humor do texto por serem:
O texto acima relaciona-se ao famoso poema “No meio do caminho” por meio de um(a):
Em uma prova do vestibular da Universidade da Bahia, foi exigida dos candidatos a interpretação destes versos de Camões:
“Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói e não se sente,
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.”
Uma vestibulanda de 16 anos interpretou-os assim:
Ah! Camões,
se vivesses hoje em dia,
tomavas uns antipiréticos,
uns quantos analgésicos
e Prozac para a depressão.
Compravas um computador,
consultavas a Internet
e descobririas que as dores que sentias,
esses calores que te abrasavam,
essas mudanças de humor repentinas,
esses desatinos sem nexo,
não eram feridas de amor,
massomente falta de sexo.
A menina baiana ganhou nota 10. Comentário: foi a primeira vez que, ao longo de mais de 500 anos, alguém desconfiou que o problema de Camões era falta de uma companheira. E o caso, se verdadeiro (há versões de que teria acontecido em Portugal), serve para livrar a cara dos vestibulandos, só lembrados pelas suas provas lamentáveis, que invariavelmente se tornam motivos de chacota. E também da Bahia. Afinal, nem tudo lá é trio elétrico e gente pulando na rua, nos 365 dias do ano.
(http://jornalggn.com.br/noticia/a-vestibulanda-e-a-dor-quedesatina-sem-doer-de-camoes)
Sabe-se que a intertextualidade significa a presença de elementos formais ou semânticos de textos, já produzidos, em uma nova produção textual. Pode-se também referir-se aos textos que apresentam, integral ou parcialmente, partes semelhantes ou idênticas de outros textos produzidos anteriormente. Comparando os versos de Camões aos versos da suposta interpretação da vestibulanda da Bahia, o tipo de intertextualidade que se apresenta é:
Leia o texto a seguir.
Artifícios
Tulius Mendonça
Ao ler o texto I, poema de Fernando Pessoa e o texto Artifícios, pode-se afirmar que o segundo texto:
Conta certa lenda que estavam duas crianças patinando num lago congelado. Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas. De repente o gelo se quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou. A outra, vendo seu amiguinho preso e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo, por fim, quebrá-lo e libertar o amigo. Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino: – Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis! Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou: – Eu sei como ele conseguiu. Todos perguntaram: – Pode nos dizer como? – É simples. – respondeu o velho. – Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz.
(sitecontabil.com.br. Atribuído a Albert Einstein. Acessado em 30 de abril de 2024)
Em relação ao primeiro texto da prova, de Luciana Garbin, é correto afirmar, quanto aos aspectos nele tratados, que esta narrativa, atribuída a Albert Einstein, vem
ECPHRASIS ou EKPHRASIS
Por definição ampla, trata-se da descrição literária ou pictórica de um objeto real ou imaginário. O termo foi delimitado por alguns estudiosos à descrição de objetos de arte, objetos esses que teriam detalhes visuais significativos. Seria, portanto, um exercício ou mecanismo de retórica que permitiria a relação direta entre um medium artístico com outro, isto é, funcionaria como um gênero de “ponte” entre duas esferas artísticas (como, por exemplo, pintura e literatura, pintura e escultura, literatura e escultura), definindo e descrevendo as respectivas essências e formas, de maneira a ilustrar um objeto artístico de forma vívida por meio de um medium distinto.
CEIA, C. E-Dicionário Eletrônico de Termos Literários. Disponível em: https://edtl.fcsh.unl.pt/encyclopedia/ecphrasis. Acesso em: 25 maio 2024 (adaptado).
TEXTO 2
Cansaram-se de caminhar
ou o caminho se cansou?
ANDRADE, C. D. de. Arte em exposição. In.: ANDRADE, C. D. de. Farewell. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
Carlos Drummond de Andrade, em seu livro Farewell, apresenta o poema Arte em exposição, composto de micropoemas, ao modo de uma galeria de arte. Cada poema faz alusão a uma obra de arte de famoso artista da tradição da pintura. Entre os 32 poemetos que compõem a exposição, quatro poemas ecfrásticos foram dedicados a Van Gogh.
Com base nas informações apresentadas, assinale a opção que indica a pintura a que o Texto 2 faz referência.