Questões de Concurso Sobre intertextualidade em português

Foram encontradas 600 questões

Ano: 2025 Banca: UFSC Órgão: UFSC Prova: UFSC - 2025 - UFSC - Assistente em Administração |
Q3264394 Português

Texto 6

Meme produzido tendo por base a obra Love Disarmed (1885)

de William-Adolphe Bouguereau

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://diariogaucho.clicrbs.com.br/entretenimento/noticia/2015/12/

relembre-os-memes-que-bombaram-na-internet-em-2015-4940478.html.


 

Texto 7

Replicação de memes “me solta”


Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://www.gerarmemes.com.br/memes-galeria/66-me-solta/650.



Com base nos textos 6 e 7, assinale a alternativa que melhor preenche a sequência de lacunas das proposições que seguem.


I. O meme é criado tendo por base uma ______ a outro texto.


II. Nos memes, a figura da mulher é reproduzida tal como na obra original; a repetição é uma característica da _______.


III. O texto 6 estabelece uma _______ explícita com o quadro de Love Disarmed.


IV. Na produção dos memes, a imagem do anjo é substituída pela de um alienígena. A subversão da ideia original é uma característica da ______.


V. Os quatro memes do texto 7 mantêm entre si uma relação de ______.

Alternativas
Q3263096 Português

Pequenos Encontros


Por Adriana Antunes






(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2025/02/pequenosencontros-cm79d6fcx007n013c3sutqi64.html - texto adaptado especialmente para esta prova).

Leia a tirinha a seguir e analise as assertivas subsequentes a respeito de sua relação com o texto-base da prova:


Imagem associada para resolução da questão


I. Tanto o texto quanto a tirinha empregam o elemento “pedra” a fim de estabelecer uma reflexão.
II. O bichinho de jardim, personagem da tirinha, consegue dar um basta ao seu ciclo de obrigações, o que a autora do texto chama de ser “escravo de si mesmo”.
III. O conselho final da autora sobre a busca da felicidade não é mencionado, de forma explícita, na tirinha como o é no texto.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3254970 Português
Leia os textos I e II para responder à questão.


Texto I - Capítulo VIII


Do bom sucesso que teve o valoroso D. Quixote na espantosa e jamais imaginada aventura dos moinhos de vento, com outros sucessos dignos de feliz recordação. Quando nisto iam, descobriram trinta ou quarenta moinhos de vento, que há naquele campo. Assim que D. Quixote os viu, disse para o escudeiro:

— A aventura vai encaminhando os nossos negócios melhor do que o soubemos desejar; porque, vês ali, amigo Sancho Pança, onde se descobrem trinta ou mais desaforados gigantes, com quem penso fazer batalha, e tirar-lhes a todos as vidas, e com cujos despojos começaremos a enriquecer; que esta é boa guerra, e bom serviço faz a Deus quem tira tão má raça da face da terra.

— Quais gigantes? — disse Sancho Pança.

— Aqueles que ali vês — respondeu o amo — de braços tão compridos, que alguns os têm de quase duas léguas.

— Olhe bem Vossa Mercê — disse o escudeiro — que aquilo não são gigantes, são moinhos de vento; e os que parecem braços não são senão as velas, que tocadas do vento fazem trabalhar as mós.

— Bem se vê — respondeu D. Quixote — que não andas corrente nisto das aventuras; são gigantes, são; e, se tens medo, tira-te daí, e põe-te em oração enquanto eu vou entrar com eles em fera e desigual batalha. Dizendo isto, meteu esporas ao cavalo Rocinante, sem atender aos gritos do escudeiro, que lhe repetia serem sem dúvida alguma moinhos de vento, e não gigantes, os que ia acometer. Mas tão cego ia ele em que eram gigantes, que nem ouvia as vozes de Sancho nem reconhecia, com o estar já muito perto, o que era; antes ia dizendo a brado: — Não fujais, covardes e vis criaturas; é um só cavaleiro o que vos investe.


CERVANTES, Miguel de. Dom Quixote de La Mancha. 1605. Capítulo VIII. Da edição da Nova Cultural (2002). Tradução de Viscondes de Castilho e Azevedo. Adaptado.



Texto II - O poeta está vivo - Barão Vermelho


Baby, compra o jornal
E vem ver o sol
Ele continua a brilhar
Apesar de tanta barbaridade

Baby, escuta o galo cantar
A aurora dos nossos tempos
Não é hora de chorar
Amanheceu o pensamento

O poeta está vivo
Com seus moinhos de vento
A impulsionar
A grande roda da história

Mas quem tem coragem de ouvir
Amanheceu o pensamento
Que vai mudar o mundo
Com seus moinhos de vento

Se você não pode ser forte
Seja pelo menos humana
Quando o papa e seu rebanho chegar
Não tenha pena

Todo mundo é parecido
Quando sente dor
Mas nu e só ao meio-dia
Só quem está pronto pro amor

O poeta não morreu
Foi ao inferno e voltou
Conheceu os jardins do Éden
E nos contou 

Mas quem tem coragem de ouvir
Amanheceu o pensamento
Que vai mudar o mundo
Com seus moinhos de vento


Composição: Dulce Quental / Frejat
A canção da banda Barão Vermelho, embora temporalmente distante da obra de Miguel de Cervantes, faz uma alusão ao personagem Dom Quixote em:  
Alternativas
Q3247459 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

Vivendo de dúvidas

Em "Cartas a um Jovem Poeta", Rilke expõe um de seus mandamentos sagrados para jamais se afastar da sua essência: viver de dúvidas.

O mineiro é assim. Demora para se decidir. Não segura a primeira maçaneta que aparecer. Ainda que seja a única porta, vai olhar para os lados ou esperar alguém surgir por perto para ter uma segunda opinião.

Não é que seja desconfiado, mas precavido. É alucinado por queijo com goiabada, por exemplo, porém perguntará antes quais são as outras sobremesas. Ainda que seja para optar pelo queijo com goiabada. Tanto que ele não lê o cardápio, estuda o cardápio. Tanto que ele não recebe visitas, investiga as visitas.

A solitária certeza em Minas é a dúvida. Mineiro é do resumo, é do balanço, é da justiça. Não se pauta pelas aparências. Não se fia nas fachadas. Não age sem preliminares e sondagens. Quer entender onde está se metendo, pé por pé. Não se acomoda em tendências ou sugestões. Guia-se unicamente pela sua experiência.

Gasta a sola do seu sapato se precisar, torra a paciência se for necessário. Mineiro é olheiro de Deus na terra. Degusta de tudo um pouco para dizer o que presta. Se o paraíso existe, é que um mineiro já foi até lá. Uma compra não será passional, momentânea, mas fruto do cansaço. Não é que o mineiro achou o que procurava, apenas se cansou de procurar.

Seu maior medo é perder uma promoção, uma oferta, uma barbada por pressa. Tortura a si mesmo com a lentidão. Até pode acontecer amor à primeira vista, mas em Minas tarda-se para dar as mãos e namorar. Jamais serei ingênuo de crer que eu era a única opção de Beatriz. Sou romântico, mas não bobo. Para ela ter me escolhido, só imagino o tamanho da sua fila de pretendentes.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/1/17/vivend o-de-duvidas 
Considerando o contexto apresentado no texto, como o autor usa a figura do mineiro para levantar questões sobre o valor da experiência individual versus a conformidade social?
Alternativas
Q3227306 Português

Para responder à questão, considere o texto abaixo.



                              Disponível em: https://www.folha.uol.com.br/. Acesso em: 02 nov. 2024.

Para que o leitor possa construir o sentido do texto, ele precisa acionar, prioritariamente, o conhecimento
Alternativas
Q3223446 Português
Em relação à intertextualidade, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.

(1) Retoma a ideia inicial e reproduz partes do texto original com outras palavras.
(2) Subverte ou distorce a ideologia do texto original, normalmente com objetivo irônico.
(3) Reproduz parte de um texto referência.
(4) Sugestão ou insinuação sobre um determinado lugar, personagem, etc., sem aprodundamento nele.

( ) Citação.
( ) Paráfrase.
( ) Alusão.
( ) Paródia.
Alternativas
Q3218942 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.

TEXTO 1



Fonte: <https://www.instagram.com/p/DBQ1aquPH6g/?igsh=Y3Jwdm9iZzhuZDdr>. Acesso em: 10 dez. 2024.
Qual elemento da textualidade é preponderante a partir do uso das metáforas no Texto 1?
Alternativas
Q3206824 Português
A intertextualidade, conceito cunhado por Julia Kristeva nos anos 1960, abarca diferentes fenômenos literários, como a citação, a alusão, o pastiche, a paródia, entre outros. O conceito de intertextualidade, para autores como Leila Perrone Moisés (2016), seria suficiente, inclusive, para abarcar ou substituir a noção de metaliteratura/metaficção.
Em relação à metaliteratura/metaficção, examine as afirmações abaixo, marcando V, para as Verdadeiras, e F, para as Falsas.

( ) Embora frequentemente definido como um fenômeno da pós-modernidade, a metaliteratura/metaficção é uma constante na história da literatura de todos os tempos.

( ) O conceito de metaliteratura/metaficção é corretamente aplicado às obras produzidas pela crítica literária, uma vez que elas dedicam-se à análise e à interpretação de obras literárias.

( ) Qualquer obra literária pode ser considerada metaliterária porque pressupõe a existência de obras literárias anteriores, visto que os escritores são, primeiramente, leitores.

( ) Como toda obra literária é sempre metaliterária, esse conceito é fundamental para distinguir as obras que fazem desse procedimento temática central daquelas que apenas o utilizam pela essência do processo literário.

( ) Na literatura de cunho metaficcional, ao invés de o escritor tomar como tema a representação do mundo, ele elege a própria literatura como temática, em um processo autorreferencial.

Qual a sequência correta, de cima para baixo?
Alternativas
Q3205510 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Ser mais legal é mais atraente do que ser bonito? O que diz a Ciência

Embora beleza física seja desejada, ela não é, segundo a Ciência, fator mais importante para quem busca sua cara-metade

William Park

Considerando a atenção que damos à aparência e a rapidez com que formamos — e mantemos — uma primeira impressão sobre os outros, seria natural presumir que a atração física é uma condição indispensável para um relacionamento dar certo.

Mas, embora ela seja desejada, não é, segundo a Ciência, o fator mais importante para quem busca sua cara-metade.

Aparência e sensualidade ocupam posições intermediárias nas sondagens sobre as características preferidas de pessoas que estão à procura de relacionamentos.

Menos significativos ainda são fatores como sucesso material ou segurança financeira.

Em vez disso, qualidades como agradabilidade, extroversão e inteligência são consideradas mais importantes do que a atração física para homens e mulheres, independentemente da orientação sexual.

Vale lembrar, contudo, que nesse tipo de levantamento, o viés da desejabilidade social — ou a nossa tendência em dar respostas "para parecer bem aos olhos dos outros" — pode distorcer os resultados, ressalva Greg Webster, professor de Psicologia na Universidade da Flórida, nos Estados Unidos.

Mas de fato priorizamos personalidade à aparência?

Segundo Jess Alderson, cofundadora do aplicativo de namoro So Syncd, que obriga aos usuários realizarem um teste psicométrico para determinar traços de sua personalidade, a resposta é sim.

De uma amostra de mais de mil usuários compartilhada com a BBC, quase 90% disseram preferir personalidade à aparência na busca de um relacionamento.

Aqui, vale outra observação: classificar a personalidade de alguém pode ser complicado.

Os testes psicométricos, que geralmente assumem a forma de questionário, têm sido utilizados há décadas na psiquiatria para descobrir o tipo de personalidade.

Esses testes tendem a medir o quanto as pessoas concordam com afirmações como "eu sou a vida e a alma da festa", por exemplo.

Pessoas mais simpáticas tendem a ver outras como gentis e amigáveis, dizem estudos.

Os psicólogos costumam usar o teste conhecido como "Big Five" (ou, em português, Cinco Grandes), que classifica as pessoas em cinco características — abertura para experiência, conscienciosidade, extroversão, agradabilidade e neuroticismo (instabilidade emocional).

Essas cinco qualidades são consideradas bastante comuns, mas esse teste não está imune a críticas.

Olhar apenas para cinco características é muito limitador, diz Webster.

Apesar disso, os testes psicométricos podem mostrar semelhanças e diferenças entre as pessoas, além de retratar quadros amplos de personalidades.

E algumas de nossas características parecem indicar se somos mais ou menos propensos a relacionamentos sérios.

Dos Cinco Grandes, a agradabilidade, que é um indicador das habilidades interpessoais de alguém (ou quão carinhosa e benevolente a pessoa é), desempenha um papel importante para ambos os sexos na avaliação inicial da desejabilidade de um encontro.

A agradabilidade é o elemento mais forte para a satisfação de um relacionamento atual e futuro, e único preditor significativo de dissolução de relacionamento.

Tanto para homens como para mulheres, a atração física deve estar associada à agradabilidade para antecipar o desejo de um relacionamento sério.

Ser uma pessoa legal, portanto, é "indispensável para relacionamentos harmoniosos de longo prazo", diz Webster

"A agradabilidade é uma espécie de necessidade", acrescenta o especialista.

Segundo Webster, a percepção de nossa própria personalidade e da de outras pessoas é moldada por nossos próprios valores.

Pessoas mais simpáticas, por exemplo, tendem a ver as outras como gentis e amigáveis, e vice-versa.

Neste sentido, nos sentimos atraídos por pessoas que compartilham valores semelhantes aos nossos.

Em resumo: a chance de dar o "match" perfeito é maior com pessoas que têm traços de personalidade semelhantes aos nossos.

Parceiros românticos que dizem ser "parecidos" nos cinco grandes traços de personalidade apresentam uma vantagem sobre outros casais.

Parceiros românticos que dizem ser "parecidos" nos cinco grandes traços de personalidade apresentam uma vantagem sobre outros casais na capacidade de resolver problemas e gerir tarefas diárias, acrescentam as sociólogas Terri Orbuch, da Universidade de Michigan, e Susan Sprecher, da Universidade Estadual de Illinois, ambas nos EUA.

Mas isso não quer dizer que seu relacionamento só será bem-sucedido com alguém que seja parecido com você.

Algumas diferenças de personalidade também podem ser atraentes. Estudos mostram, por exemplo, que preferimos estar em relacionamentos com pessoas que têm um nível de extroversão oposto aos nossos.

"Faz sentido que tenhamos evoluído para sentir atração por pessoas que são diferentes de nós", diz Alderson, cujo aplicativo de namoro online tem maior probabilidade de combinar perfis de pessoas com características complementares.

"Formamos um time mais forte e teremos mais chances de sobreviver. Mas, ainda assim, você e seu parceiro ainda precisam de um denominador comum."

O teste psicométrico usado no aplicativo de namoro So Syncd não é o mesmo do Big Five (Cinco Grandes), mas faz perguntas baseadas em temas semelhantes — como o quão extrovertidos os usuários são ou se eles constroem conexões emocionais com facilidade.

"Juntamos casais que têm semelhanças suficientes para formar uma conexão forte e diferenças suficientes para acender aquela faísca no relacionamento", diz Alderson.

"Nada é definitivo. Se você e seu parceiro são muito parecidos, pode ser um pouco chato. Mas se vocês são muito diferentes, o dia a dia pode ser bem difícil", acrescenta.

Nos relacionamentos, a agradabilidade aliada a outras características atraentes pode extrair o melhor das pessoas, diz Webster.

Em um estudo do qual participou, Webster analisou pessoas socialmente, fisicamente e financeiramente dominadoras, bem como o efeito que a agradabilidade teve na forma como eram vistas por parceiros em potencial.

Esses três tipos de dominância são atraentes, dizem os pesquisadores, pois cada um oferece algum nível de proteção ou acesso a necessidades básicas, como alimentação e abrigo, até as mais desejáveis, como estilos de vida luxuosos.

Mas essa dominância pode causar problemas.

"Os estudos mostram que as pessoas querem parceiros socialmente, fisicamente e financeiramente dominadores, mas querem se sentir dominadas por eles dentro de um relacionamento."

Segundo ele, portanto, a dominância e agradabilidade têm que caminhar lado a lado, acrescenta.

"Você pode ser uma pessoa com instinto dominador, mas estaria disposto a ser dominado por seu parceiro?", questiona o especialista.

Quando se trata de encontrar a combinação certa, diz Webster, a agradabilidade acentua as vantagens de outros traços da nossa personalidade.

Ou seja, em vez de focar na beleza física, talvez valha a pena ser apenas legal.


Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3gy93ym4r9o
O recurso intertextual mais utilizado pelo autor para construir o seu texto é
Alternativas
Q3204512 Português

Leia o texto a seguir para resolver à questão.


Um país (quase) sem leitores


Livros não são meros acervos de palavras: são janelas para outros mundos, portadores de experiências e ensinamentos acumulados ao longo dos séculos


Estado de Minas | 08 de janeiro de 2024



    Uma pesquisa encomendada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e divulgada no fim do ano passado apresentou um dado estarrecedor, mas que acabou sendo pouco discutido. Segundo a pesquisa "Panorama do Consumo de Livros", aplicada pela Nielsen BookData em 16 mil pessoas com 18 anos ou mais, entre os dias 23 e 31 de outubro de 2023, aproximadamente 84% da população brasileira acima de 18 anos não comprou nenhum livro nos últimos 12 meses. Ou seja, em 2023, apenas 16% das pessoas se dispuseram a ir a uma livraria ou a um site para comprar um livro sobre qualquer assunto. Além disso, apenas 25 milhões dos 214,3 milhões de brasileiros se consideram consumidores de livros, ou seja, menos de 10%.


    É um sinal de alerta que não pode ser ignorado. Mesmo sendo uma pesquisa sobre a compra de livros – outros modos de acesso, como bibliotecas, não foram considerados –, o número revela, de modo claro, a ausência de interesse pela leitura da população brasileira, o que traz implicações mais amplas para a educação e o desenvolvimento da sociedade.


    Afinal, livros não são meros acervos de palavras: são janelas para outros mundos, portadores de experiências e ensinamentos acumulados ao longo dos séculos. Eles são um dos principais dispositivos que a humanidade dispõe de transmissão de conhecimento ao longo de gerações, e são ferramentas fundamentais para o aprendizado e a educação. Além disso, a leitura, ao estimular o pensamento crítico, promove a capacidade de análise e de síntese. São habilidades fundamentais para um mundo cada vez mais dominado pelas telas e pelos algoritmos das redes sociais. A educação proporcionada pelos livros torna-se um antídoto poderoso contra a superficialidade e a desinformação. A leitura é um instrumento democratizador do conhecimento, permitindo que indivíduos de todas as origens tenham acesso a ideias e perspectivas que enriquecem sua compreensão do mundo e leva a uma mobilidade na pirâmide social. 


    Mudar o cenário de baixo interesse pelos livros e ampliar a base de consumidores e leitores no Brasil é possível, mas não será simples. Os próprios dados da pesquisa apontam alguns dos problemas a serem combatidos para resolver a questão. Entre os 84% de entrevistados que não compraram livros em 2023, 60% afirmaram que consideram o hábito da leitura importante, mas se sentem desmotivados para isso. Entre os motivos para o desânimo estão a ausência de livrarias próximas, a falta de tempo e, principalmente, o custo.


    É preciso, portanto, que o debate sobre o estímulo à leitura seja ampliado. O preço do livro no Brasil, por exemplo, vem sendo exaustivamente discutido por editoras, livreiros, entidades e políticos desde a consolidação da Amazon – acusada de praticar uma concorrência desleal contra livrarias e prejudicar toda a cadeia produtiva do livro –, mas raramente inclui a opinião do consumidor final, ou seja, o leitor. Outras ações para o incentivo à leitura, como programas educacionais, campanhas de conscientização e parcerias entre governos, empresas e organizações da sociedade civil também podem desempenhar um papel vital nesse esforço conjunto e devem ser considerados. Afinal, investir na educação, com foco na promoção da leitura, é investir no futuro. Ao garantir que mais brasileiros tenham acesso a livros e se sintam motivados a explorar suas páginas, a mudança que virá não vai se refletir apenas em conhecimento, mas também em um país mais culturalmente rico e promissor para todos.


UM país (quase) sem leitores. Estado de Minas, 08 de janeiro de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/opiniao/2024/01/6781938-um-pais-quase-semleitores.html. Acesso em: 09 jan. 2024. Adaptado.

Em qual dos trechos a seguir, extraídos do texto, é possível identificar o emprego de uma intertextualidade explícita?
Alternativas
Q3203746 Português
(ITAME 2024) Leia o texto e, a seguir, responda à questão.
Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://deposito-de-tirinhas.tumblr.com/post/67951484818/hagar-o-horr%C3%ADvel-por-dik-browne-echris-browne. Acesso em 12 set. 2024.

Os elementos verbais e não verbais constituem o humor do texto por serem:
Alternativas
Q3187199 Português
A metamorfose

   Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e viu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Não tinha mais antenas. Quis emitir um som de surpresa e sem querer deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu segundo pensamento foi: “Que horror… Preciso acabar com essas baratas…”

   Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto com a cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa e encontrou um armário num quarto, e nele, roupa de baixo e um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquiou-se. Todas as baratas são iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia?… Tinha educação?…. Referências?… Conseguiu a muito custo um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa faxineira.

   Difícil era ser gente… Precisava comprar comida e o dinheiro não chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos não. Conhecem-se, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Será que o dinheiro vai dar ? Conseguir casa, móveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho. Vandirene casou-se, teve filhos. Lutou muito, coitada. Filas no Instituto Nacional de Previdência Social. Pouco leite. O marido desempregado… Finalmente acertou na loteria. Quase quatro milhões ! Entre as baratas ter ou não ter quatro milhões não faz diferença. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Mudou de bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, a comer bem, a cuidar onde põe o pronome. Subiu de classe. Contratou babás e entrou na Pontifícia Universidade Católica.

   Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penúltimo pensamento humano foi : “Meu Deus!… A casa foi dedetizada há dois dias!…”. Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois, mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida.

   Kafka não significa nada para as baratas…


Luís Fernando Veríssimo
O texto acima faz referência clara ao livro “Metamorfose”, novela de autoria do escritor tcheco Franz Kafka. O recurso utilizado pelo cronista gaúcho é extensamente utilizado na literatura e recebe o nome de:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: TCE-RR Prova: FGV - 2025 - TCE-RR - Técnico Administrativo |
Q3185411 Português
Assinale a frase que apresenta intertextualidade com uma outra frase muito conhecida. 
Alternativas
Q3180595 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


- Você é escritora?
- Sou sim.
- Então fala: "Comi um miojo"
- Aproximei meu corpo à mesa para ficar mais perto da tigela
fumegante. A noite estava fria, nada cairia melhor do que
aquela saborosa massa com ervas e especiarias.
Dei a primeira garfada. Senti meu corpo ir ao céu com aquele
maravilhoso carnaval de sabores em minha boca.
- Você é o Drummond?
- Sou sim
- Então fala: "comi um miojo"
- No meio da cozinha tinha um miojo
Tinha um miojo no meio da cozinha
Tinha um miojo
No meio da cozinha tinha um miojo
Nunca me esquecerei desse
acontecimento
Na vida de minha barriga tão esvaziada
Nunca me esquecerei que no meio da
cozinha
Tinha um miojo
Tinha um miojo no meio da cozinha
No meio da cozinha tinha um miojo
Tinha um miojo no meio do caminho

@sebastiao.salgados
Os dois textos acima fazem parte de uma brincadeira realizada por “Sebastião Salgados”, perfil na rede social Instagram. Essa brincadeira, feita de maneira colaborativa com os seguidores, trata-se de uma alusão ao dia do escritor, celebrado dia 25 de julho. Nesta brincadeira, foi imaginado como um escritor descreveria o simples ato de comer um miojo, logo após, como vários escritores brasileiros ou não também exporiam o mesmo ato. No excerto acima, apresenta-se especificamente o texto que emula o estilo do escrito Carlos Drummond de Andrade.
O texto acima relaciona-se ao famoso poema “No meio do caminho” por meio de um(a):
Alternativas
Q3153985 Português
Assinale a frase que foi construída com base em outra frase bastante conhecida, ou seja, com marcas de intertextualidade.
Alternativas
Q3153984 Português
Assinale a frase em que os dois termos sublinhados estão em adequada correspondência.
Alternativas
Q4257204 Português
Leia e responda:

Em uma prova do vestibular da Universidade da Bahia, foi exigida dos candidatos a interpretação destes versos de Camões:
“Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói e não se sente,
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.”

Uma vestibulanda de 16 anos interpretou-os assim:
Ah! Camões,
se vivesses hoje em dia,
tomavas uns antipiréticos,
uns quantos analgésicos
e Prozac para a depressão.
Compravas um computador,
consultavas a Internet
e descobririas que as dores que sentias,
esses calores que te abrasavam,
essas mudanças de humor repentinas,
esses desatinos sem nexo,
não eram feridas de amor,
massomente falta de sexo.

A menina baiana ganhou nota 10. Comentário: foi a primeira vez que, ao longo de mais de 500 anos, alguém desconfiou que o problema de Camões era falta de uma companheira. E o caso, se verdadeiro (há versões de que teria acontecido em Portugal), serve para livrar a cara dos vestibulandos, só lembrados pelas suas provas lamentáveis, que invariavelmente se tornam motivos de chacota. E também da Bahia. Afinal, nem tudo lá é trio elétrico e gente pulando na rua, nos 365 dias do ano.

(http://jornalggn.com.br/noticia/a-vestibulanda-e-a-dor-quedesatina-sem-doer-de-camoes)

Sabe-se que a intertextualidade significa a presença de elementos formais ou semânticos de textos, já produzidos, em uma nova produção textual. Pode-se também referir-se aos textos que apresentam, integral ou parcialmente, partes semelhantes ou idênticas de outros textos produzidos anteriormente. Comparando os versos de Camões aos versos da suposta interpretação da vestibulanda da Bahia, o tipo de intertextualidade que se apresenta é: 
Alternativas
Q4208043 Português
TEXTO I

Leia o poema a seguir.


Ano Novo
Ficção de que começa alguma coisa!
Nada começa: tudo continua.
Na fluida e incerta essência misteriosa.
Da vida, flui em sombra a água nua.

Curvas do rio escondem só o movimento.
O mesmo rio flui onde se vê.
Começar só começa em pensamento.

(Fernando Pessoa)
TEXTO II

Leia o texto a seguir.

Artifícios


    Meia noite. O céu se colore pelas cores da despedida e pelos brindes e goles do espumante, pela chegada.     Um se vai, outro chega. Abraços, beijos, cânticos saudando o convidado que adentra ao findar da contagem regressiva. As mãos se unem em orações e meditações diversas. Sorrisos, lágrimas pela despedida, pelo que se foi. Sim. Lágrimas de melancolia, de alívio, de "graças a Deus, já foi tarde". Entretanto outras, de gratidão.     Outros olham o novo, o convidado especial; alguns o recebem de branco, outros de amarelo, outros mergulhados no brilho, pois o novo merece. Ele promete. Promete?       A embriaguez toma conta de muitos, por satisfação, felicidade, mas também por pura e melancólica certeza de que é só mais uma noite e nada irá mudar.      Amanhece. O novo pretende ficar por um bom tempo. Ou melhor, mais precisamente por 365 dias, indubitavelmente. Contudo, percebe-se que só ele é novo. Ao abrir a janela, a rua é a mesma, as casas são as mesmas, o tempo é o mesmo. E o novo nem parece ali estar mais. Mas está. Em seu sorriso, com certo sarcasmo, apenas deixa implícito para muitos, que deixam passar por despercebidos, entretanto explícito para outros que percebem que a rua é a mesma, que o tempo é o mesmo, que o dia é o mesmo, que nada mudou, ou mudará? Todavia o que poderá se tornar novo é o pulsar dentro de cada um que não se rende ao trivial e se propõe a seguir o curso do rio da vida, deixando-se navegar pela correnteza da esperança, não se entregando à água tácita e incrédula, nem rendendo-se à tórrida estagnação.
Tulius Mendonça







Ao ler o texto I, poema de Fernando Pessoa e o texto Artifícios, pode-se afirmar que o segundo texto:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: APS - SP Prova: VUNESP - 2024 - APS - SP - Guarda Portuário |
Q4197153 Português
Leia o texto para responder à questão.


Você é um carpinteiro ou um jardineiro?


   A maioria dos pais e mães que conheço tem entre suas preocupações a filha ou o filho “ser alguém na vida”. Há uma grande ansiedade em atuar desde criança para que os filhos “cheguem lá”. E aí é que pode morar o perigo, segundo a psicóloga comportamental americana Alison Gopnik. Para ela, nessa ânsia de impulsionar resultados dos rebentos, o que os pais e mães acabam muitas vezes fazendo é limitar o potencial deles.

   “Muitos pais se concentram em fazer com que os filhos aprendam mais, melhor e mais rápido”, escreve Alison no livro O jardineiro e o Carpinteiro. “Nosso trabalho como pais não é moldar a mente dos nossos filhos: é deixar que explorem todas as possibilidades que o mundo permite. Não é dizer às crianças como brincar: é disponibilizar os brinquedos.”

   Conheci Alison num curso. Em sua palestra, ela mostrou vídeos de um experimento feito com crianças em idade pré- -escolar e um brinquedo de tubos em que um fazia barulho, outro acendia, outro tocava música, outro tinha um espelho. Para metade das crianças, o pesquisador falou algo na linha: “Olhe meu brinquedo! Vou mostrar como funciona”. Para a outra metade, não disse nada. As crianças ensinadas previamente a usá-lo interagiam com ele de forma mais limitada. Já as demais brincaram mais livremente.

  Ao mesmo tempo que as famílias foram encolhendo e tendo filhos mais tarde, muitos pais e mães passaram a trabalhar mais, focar a carreira e apelar a sites, canais e livros que “ensinam” a educar as crianças.

   E aí está outro problema na visão de Alison: o cuidado dos filhos passou a ser visto também como forma de trabalho, em vez de forma de amor. “Se você aceita a ideia de que ser pai é um tipo de trabalho, então você deve escolher entre esse tipo de trabalho e outros tipos de trabalho. As mães vivem infinitamente em conflito e se sentem forçadas a escolher entre diminuir a importância da maternidade e renunciar à carreira.”, afirma Alison.

   E o que tudo isso tem a ver com o jardineiro e o carpinteiro do livro de Alison? O pai carpinteiro é o que tenta esculpir o filho para se tornar um certo tipo de pessoa. Já o jardineiro não consegue formar sozinho as plantas ou flores: trabalha para criar as condições para que elas floresçam.

   A ideia de atuar como jardineiro pode ajudar a preparar os pais para a independência dos filhos. “Nossos filhos não só são independentes de nós e autônomos, como também fazem parte de uma nova geração que é autônoma e independente da anterior”, afirma.

   E aí? Você se identifica mais com o estilo jardineiro ou carpinteiro?


(Luciana Garbin. O Estado de S.Paulo, 4 de abril de 2024. Adaptado)
Deus não escolhe os capacitados
   Conta certa lenda que estavam duas crianças patinando num lago congelado. Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas. De repente o gelo se quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou.    A outra, vendo seu amiguinho preso e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo, por fim, quebrá-lo e libertar o amigo. Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino: – Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!    Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou:    – Eu sei como ele conseguiu.    Todos perguntaram:    – Pode nos dizer como? – É simples. – respondeu o velho.    – Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz.
(sitecontabil.com.br. Atribuído a Albert Einstein. Acessado em 30 de abril de 2024)


Em relação ao primeiro texto da prova, de Luciana Garbin, é correto afirmar, quanto aos aspectos nele tratados, que esta narrativa, atribuída a Albert Einstein, vem
Alternativas
Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Letras - Português e Inglês |
Q4158892 Português
TEXTO 1
ECPHRASIS ou EKPHRASIS
Por definição ampla, trata-se da descrição literária ou pictórica de um objeto real ou imaginário. O termo foi delimitado por alguns estudiosos à descrição de objetos de arte, objetos esses que teriam detalhes visuais significativos. Seria, portanto, um exercício ou mecanismo de retórica que permitiria a relação direta entre um medium artístico com outro, isto é, funcionaria como um gênero de “ponte” entre duas esferas artísticas (como, por exemplo, pintura e literatura, pintura e escultura, literatura e escultura), definindo e descrevendo as respectivas essências e formas, de maneira a ilustrar um objeto artístico de forma vívida por meio de um medium distinto.
CEIA, C. E-Dicionário Eletrônico de Termos Literários. Disponível em: https://edtl.fcsh.unl.pt/encyclopedia/ecphrasis. Acesso em: 25 maio 2024 (adaptado).

TEXTO 2
Cansaram-se de caminhar
ou o caminho se cansou?
ANDRADE, C. D. de. Arte em exposição. In.: ANDRADE, C. D. de. Farewell. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.

Carlos Drummond de Andrade, em seu livro Farewell, apresenta o poema Arte em exposição, composto de micropoemas, ao modo de uma galeria de arte. Cada poema faz alusão a uma obra de arte de famoso artista da tradição da pintura. Entre os 32 poemetos que compõem a exposição, quatro poemas ecfrásticos foram dedicados a Van Gogh.

Com base nas informações apresentadas, assinale a opção que indica a pintura a que o Texto 2 faz referência.
Alternativas
Respostas
121: C
122: E
123: B
124: D
125: A
126: D
127: B
128: D
129: C
130: A
131: C
132: D
133: E
134: D
135: A
136: E
137: X
138: B
139: B
140: A