Questões de Concurso
Sobre intertextualidade em português
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Quanto ao senhor e às suas esporádicas visitas, a primeira foi para ver se adão e eva haviam tido problemas com a instalação doméstica, a segunda para saber se tinham beneficiado alguma coisa da experiência da vida campestre e a terceira para avisar que tão cedo não esperava voltar, pois tinha de fazer a ronda pelos outros paraísos existentes no espaço celeste. De facto, só viria a aparecer muito mais tarde, em data de que não ficou registo, para expulsar o infeliz casal do jardim do éden pelo crime nefando de terem comido do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Este episódio, que deu origem à primeira definição de um até aí ignorado pecado original, nunca ficou bem explicado.
SARAMAGO, J. Caim. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 12.
Com base nas informações apresentadas, é possível afirmar que há uma incoerência nessa proposta de atividade, pois
TEXTO 1
ZIRALDO. O menino maluquinho. Edição comemorativa do 1º milhão de exemplares. São Paulo: Melhoramentos, 2008.
TEXTO 2
Disponível em: https://g1.globo.com/fantastico/noticia/. Acesso em: 9 maio 2024.
Considerando-se a intertextualidade explícita que constrói coerentemente a textualidade da charge, é correto afirmar que o intertexto realiza uma
INSTRUÇÃO: Leia a ilustração da personagem Dona Anésia e responda à questão.

(Disponível: https://www.instagram.com/p/CqTOoSRLsbT/.)
A ilustração de Dona Anésia é uma releitura da capa do livro O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry. O fator linguístico da textualidade presente na produção deste tipo de obra é a:
I- há aspeamento, de modo que os atos discursivos são separados pelo uso de notação gráfica que os diferencia.
II- há intertextualidade. Assim, ocorre o diálogo entre dois textos diferentes, criando um discurso único.
III- há polifonia, de modo que há discurso de outros diluídos no autor/produtor do discurso, sem possibilidades de distinção das vozes.
IV- há citação indireta, dessa forma, indicando uma única voz que compõe o enunciado.
V- há negação, ou seja, quando há um pressuposto do efeito invertido, o não é o sim esperado no ouvinte, tornando-se, assim, homogêneo.
É CORRETO o que se afirma em:
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 03 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 03

Disponível em: https://br.pinterest.com/ . Acesso em: 20 set. 2024.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as ideias veiculadas pelo texto 03.
I - A ideia defendida é que as viagens tornam as pessoas muito felizes.
II - A resposta à pergunta feita, considerando a análise gramatical, é “ele”.
III - A resposta à pergunta feita, do ponto de vista discursivo, é “viajando”.
IV - O texto contém uma ambiguidade construída com o termo “sujeito”.
V - O verbo “viajando” define o sentido em que o termo “sujeito” foi usado.
Estão CORRETAS as afirmativas

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/trissia-ordovas-sartori/noticia/2024/06/sobreorquideas-e-pessoas-html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Leia a charge e as asserções a seguir, e analise a relação proposta entre elas:

I. Tanto a charge quanto o texto abordam a questão da efemeridade das flores.
MAS
II. Somente o texto apresenta um aspecto positivo desse tipo de planta. A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
(Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/materia/cartuns-de-alberto-benett-3/. Acesso em 10 nov. 2024.)
Analisando o processo de construção do texto e dos sentidos que se deseja provocar e a mobilização de conhecimentos, a HQ apresenta uma:
Nesse contexto, analise as afirmações que seguem:
I.Ao reconhecer as conexões entre textos, os alunos aprendem a ler de maneira mais crítica e ativa. Eles começam a perceber que nenhum texto é neutro ou isolado, mas sim parte de uma rede de significados mais ampla.
II.A intertextualidade ajuda a ampliar o repertório cultural dos alunos, pois incentiva a leitura e a referência a textos clássicos, contemporâneos, populares e acadêmicos. Essa prática enriquece a experiência de leitura e permite que os alunos compreendam melhor os contextos históricos, sociais e culturais em que os textos foram produzidos.
III.Na produção textual, a intertextualidade permite que os alunos experimentem novas formas de escrita, apropriando-se de ideias e transformando-as de maneira criativa. Isso incentiva a inovação e a reflexão crítica sobre os textos.
IV.A intertextualidade também contribui para que os alunos entendam como os diferentes gêneros textuais se relacionam e como as convenções de um gênero podem ser incorporadas ou subvertidas em outro.
Está CORRETO o que se afirma em:
A intertextualidade é um recurso que pode aprimorar a capacidade de leitura e escrita em sala de aula. As alternativas apresentam as contribuições da intertextualidade na produção de textos, EXCETO:
Texto II

Disponível em: https://x.com/HistoriaNoPaint/status/988828134719008768. Acesso em: 26 set. 2024.
Ao comparar os dois poemas, é nítida a relação entre eles. A este tipo de mecanismo em que um texto dialoga com outro dá-se o nome de
Tendo isso como referência, analise as assertivas a seguir:
I.Em "A comunicação eficaz é a chave para o sucesso em qualquer relacionamento" e "Ela encontrou a chave do carro em sua bolsa," o vocábulo 'chave' exemplifica a polissemia.
II.Em "A polpa da manga manchou a manga branca da minha blusa", o uso do vocábulo 'manga' gerou ambiguidade ao enunciado.
III.Em "A descrição detalhada do evento foi feita com discrição, evitando expor informações desnecessárias ao público", as palavras destacadas são exemplos de palavras polissêmicas..
IV.Em "O inferno são os outros, mas também podem ser nossos próprios limites", há intertextualidade.
Estão corretas:


Texto 5
Quadrilha
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. 22ª edição, Rio de Janeiro: Record, 1987, p. 146.
Texto 6
Refrão da letra da canção Flor da idade
(Chico Buarque)
Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo que amava Juca que amava Dora que amava
Carlos amava Dora que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava
Carlos amava Dora que amava Pedro que amava tanto que amava a filha que amava Carlos que amava Dora que amava toda a quadrilha
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda a questão, que a ele se refere.
Texto 01
A borboleta azul que desfila sobre o concreto da cidade
Kaká Werá
No turbilhão de concreto e asfalto que é São Paulo, onde a pressa dita o ritmo frenético das horas e os ruídos dos motores abafam qualquer suspiro de natureza, eis que surge um intruso inesperado: uma borboleta azul.
Não, não é um devaneio primaveril, tampouco uma ilusão de ótica. É real. Uma borboleta azul, resplandecente em sua singularidade, desafia a monotonia do cinza urbano.
É como se um pedaço do céu tivesse se desprendido e decidido dançar entre os carros engarrafados, deslizando entre os edifícios impessoais que se erguem como muralhas de concreto.
Onde não há verde, onde não se avistam parques ou jardins, e onde até mesmo as sacadas dos prédios se mostram despidas de vida vegetal, ali ela está, a borboleta azul, um paradoxo ambulante na selva de pedra.
Preso em minha própria rotina, questiono a origem e a missão desse ser com um par de azul na forma de asas. De onde teria vindo? Para onde se dirige?
Será que, em meio ao caos e à melhoria da metrópole, ela busca algo além do simples sobreviver? Seria sua missão deixar um rastro de cor e beleza na vastidão monocromática da selva urbana?
Enquanto o trânsito avança a passos lentos, a borboleta mantém o voo solitário, independente da frenética ao seu redor. Dessa forma, seu azul brilhante é uma pequena nota de esperança em um cenário, muitas vezes, desolador.
Assim, enquanto as buzinas e as sirenes ecoam pelas ruas, a borboleta azul segue seu curso, talvez sem destino definido.
Mas certamente deixando para trás uma marca indelével da beleza efêmera que pode florescer até nos ambientes mais inóspitos.
Talvez, só talvez, ela seja a própria poesia em voo, uma lembrança de que, mesmo no coração da cidade, a natureza encontra uma maneira de se fazer presente.
Essa suave visita me lembrou, por associação, um poema de Carlos Drummond de Andrade, chamado A flor e a náusea.
Em determinado momento, o poeta se espanta com uma flor que brotou por uma fresta em uma calçada áspera e cinzenta.
Admirado, ele escreve: “[G] uma flor nasceu na rua. Passem de longe bondes, ônibus, rio de aço do trânsito. Uma flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto. Façam completo silêncio, paralisem os negócios, garantam que uma flor nasceu”.
No meu caso, garanto que uma borboleta azul, como por exemplo as que povoam jardins encantados, driblou em voo o trânsito opaco da rotina da cidade.
Disponível: vidasimples.co/colunista/a-borboleta-azul-que-desfila-sobre-o-concreto-da-cidade/. Acesso em: 4 jun. 2024.
Analise os itens a seguir, tendo em vista os recursos de expressão presentes na construção do texto.
I- Intertextualidade.
II- Subjetividade.
III- Exemplificação.
IV- Interrogação.
V- Injunção.
Estão CORRETOS os itens