Questões de Concurso Sobre intertextualidade em português

Questões Discursivas

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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146725 Português
TEXTO 1


Toda a gente tinha achado estranha a maneira como o cap. Rodrigo Cambará entrara na vida de Santa Fé. Um dia chegou a cavalo, vindo ninguém sabia de onde, com o chapéu de barbicacho puxado para a nuca, a bela cabeça de macho altivamente erguida, e aquele seu olhar de gavião que irritava e ao mesmo tempo fascinava as pessoas. Devia andar lá pelo meio da casa dos trinta, montava um alazão, trazia bombachas claras, botas com chilenas de prata e o busto musculoso apertado num dólmã militar azul, com gola vermelha e botões de metal. Tinha um violão a tiracolo; sua espada, apresilhada aos arreios, rebrilhava ao sol daquela tarde de outubro de 1828 e o lenço encarnado que trazia ao pescoço esvoaçava no ar como uma bandeira.

VERISSIMO, E. Um certo capitão Rodrigo. São Paulo: Cia. das Letras, 2005.



TEXTO 2

— Bien ¿y usté don Segundo?
— Viviendo sin demasiadas penas graciah’a Dios.

Mientras los hombres se saludaban con las cortesías de uso, miré al recién llegado. No era tan grande en verdad, pero lo que le hacía aparecer tal hoy le viera, debíase seguramente a la expresión de fuerza que manaba de su cuerpo.

El pecho era vasto, las coyunturas huesudas como las de un potro, los pies cortos con un empeine a lo galleta, las manos gruesas y cuerudas como cascarón de peludo.

Su tez era aindiada, sus ojos ligeramente levantados hacia las sienes y pequeños. Para conversar mejor habíase echado atrás el chambergo de ala escasa, descubriendo un flequillo cortado como crin a la altura de las cejas. Su indumentaria era de gaucho pobre. Un simple chanchero rodeaba su cintura. La blusa corta se levantaba un poco sobre un “cabo de güeso”, del cual pendía el rebenque tosco y ennegrecido por el uso. El chiripá era largo, talar, y un simple pañuelo negro se anudaba en torno a su cuello, con las puntas divididas sobre el hombro. Las alpargatas tenían sobre el empeine un tajo para contener el pie carnudo.


GÜIRALDES, R. Don Segundo Sombra. Buenos Aires: Proa, 1926. 
A professora, ao abordar a intertextualidade entre os dois textos, pretende apresentar aos estudantes semelhanças e diferenças socioculturais entre os dois trechos. Para atingir o seu objetivo, ela
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146724 Português
TEXTO 1


Toda a gente tinha achado estranha a maneira como o cap. Rodrigo Cambará entrara na vida de Santa Fé. Um dia chegou a cavalo, vindo ninguém sabia de onde, com o chapéu de barbicacho puxado para a nuca, a bela cabeça de macho altivamente erguida, e aquele seu olhar de gavião que irritava e ao mesmo tempo fascinava as pessoas. Devia andar lá pelo meio da casa dos trinta, montava um alazão, trazia bombachas claras, botas com chilenas de prata e o busto musculoso apertado num dólmã militar azul, com gola vermelha e botões de metal. Tinha um violão a tiracolo; sua espada, apresilhada aos arreios, rebrilhava ao sol daquela tarde de outubro de 1828 e o lenço encarnado que trazia ao pescoço esvoaçava no ar como uma bandeira.

VERISSIMO, E. Um certo capitão Rodrigo. São Paulo: Cia. das Letras, 2005.



TEXTO 2

— Bien ¿y usté don Segundo?
— Viviendo sin demasiadas penas graciah’a Dios.

Mientras los hombres se saludaban con las cortesías de uso, miré al recién llegado. No era tan grande en verdad, pero lo que le hacía aparecer tal hoy le viera, debíase seguramente a la expresión de fuerza que manaba de su cuerpo.

El pecho era vasto, las coyunturas huesudas como las de un potro, los pies cortos con un empeine a lo galleta, las manos gruesas y cuerudas como cascarón de peludo.

Su tez era aindiada, sus ojos ligeramente levantados hacia las sienes y pequeños. Para conversar mejor habíase echado atrás el chambergo de ala escasa, descubriendo un flequillo cortado como crin a la altura de las cejas. Su indumentaria era de gaucho pobre. Un simple chanchero rodeaba su cintura. La blusa corta se levantaba un poco sobre un “cabo de güeso”, del cual pendía el rebenque tosco y ennegrecido por el uso. El chiripá era largo, talar, y un simple pañuelo negro se anudaba en torno a su cuello, con las puntas divididas sobre el hombro. Las alpargatas tenían sobre el empeine un tajo para contener el pie carnudo.


GÜIRALDES, R. Don Segundo Sombra. Buenos Aires: Proa, 1926. 
Com base em uma metodologia pautada nos princípios da leitura dialógica e da intertextualidade, conforme discutido por Bakhtin, uma professora de Língua Portuguesa da 3ª série do Ensino Médio escolheu os textos literários 1 e 2 para que os estudantes compreendessem como esses textos podem estar relacionados. Em seguida, apresentou os textos, contextualizando-os brevemente quanto a autor, época e gênero.
Uma proposta de atividade que atenda aos pressupostos teóricos adotados e que trabalhe a relação entre os dois textos, conforme objetivado pela professora, é
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145175 Português
Considerando as variáveis tempo-espaço e a produção de sentidos, é correto afirmar que 
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145174 Português
A relação estabelecida entre o Texto 1 e o Texto 2 é evidenciada pela 
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145173 Português





TEXTO 2

Marginália II

Eu, brasileiro, confesso
Minha culpa, meu pecado
Meu sonho desesperado
Meu bem guardado segredo
Minha aflição
Eu, brasileiro, confesso
Minha culpa, meu degredo
Pão seco de cada dia
Tropical melancolia
Negra solidão
Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo
Aqui, meu pânico e glória
Aqui, meu laço e cadeia
Conheço bem minha história
Começa na lua cheia
E termina antes do fim
Minha terra tem palmeiras
Onde sopra o vento forte
Da fome, do medo e muito
Principalmente da morte
Uh, lê lê, lá lá

GILBERTO GIL. Disponível em: www.vagalume.com.br. Acesso em: 4 jun. 2025 (fragmento).



Em uma aula de leitura, os estudantes analisam os três textos apresentados. Ao discutir os efeitos de sentido produzidos pelos textos, o professor propõe uma reflexão sobre os modos de construção discursiva que envolvem múltiplas linguagens. Com base nessa proposta, qual análise evidencia uma leitura intersemiótica dos textos?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145172 Português





TEXTO 2

Marginália II

Eu, brasileiro, confesso
Minha culpa, meu pecado
Meu sonho desesperado
Meu bem guardado segredo
Minha aflição
Eu, brasileiro, confesso
Minha culpa, meu degredo
Pão seco de cada dia
Tropical melancolia
Negra solidão
Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo
Aqui, meu pânico e glória
Aqui, meu laço e cadeia
Conheço bem minha história
Começa na lua cheia
E termina antes do fim
Minha terra tem palmeiras
Onde sopra o vento forte
Da fome, do medo e muito
Principalmente da morte
Uh, lê lê, lá lá

GILBERTO GIL. Disponível em: www.vagalume.com.br. Acesso em: 4 jun. 2025 (fragmento).



Os três textos apresentam críticas sociais por meio de diferentes linguagens. A leitura comparativa desses textos permite compreender que, apesar das diferenças formais, todos eles
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145146 Português
Em relação aos textos 1 e 2, é correto afirmar que
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Ciências Biológicas |
Q4144713 Português
Texto para questão

TEXTO 1


Discursos e práticas científicas, como produções inseridas em uma cultura, participam dos processos de alterização. Esse conceito faz referência aos processos culturais de delimitação das formas possíveis da construção do eu e do outro em um determinado marco sócio-histórico. Ele é utilizado para definir o padrão de normalidade em cada sociedade. Com base nesse padrão, geram-se hierarquizações entre grupamentos humanos, a partir da configuração de escalas de superioridade e inferioridade — de segregação e marginalização das pessoas consideradas anormais e inferiores. Esse fato aconteceu com Henrietta Lacks (1920- 1951), que, aos 30 anos de vida, foi diagnosticada com carcinoma epidermoide do colo do útero. Submetida aos procedimentos de tratamento da doença, Lacks, mulher negra e pobre vivendo em plena vigência das leis de segregação racial nos Estados Unidos, teve amostras de suas células coletadas e armazenadas sem seu consentimento. Desde a década de 1920, pesquisadores analisavam amostras de tecidos de pessoas enfermas a fim de usá-las para investigar a causa e a cura do câncer. Até a amostra de Henrietta Lacks, todas as células recolhidas com esse propósito, após um tempo em cultura, morriam. No caso das células de Henrietta, elas não morreram. Como o pesquisador em questão codificava as células usando as duas primeiras letras do primeiro e último nome de cada paciente, as células de Henrietta Lacks — e a própria Henrietta — foram nomeadas de “HeLa”.


PAIVA, A. S.; SILVA, E. P. Q. Mulher, raça, ciência e livro didático: leitura feminista interseccional do caso de Henrietta Lacks. Cadernos de Gênero e Tecnologia, n. 47, 2023 (adaptado).



TEXTO 2


A luta entre a boxeadora da Argélia Imane Khelif e a italiana Angela Carini, ambas categoria até 66 quilos, nas olimpíadas de Paris (2024), durou só 46 segundos e terminou com a vitória da argelina. A repercussão da prova, porém, ficou em cima de um outro acontecimento. Em 2023 a Associação Internacional de Boxe desclassificou Khelif de um campeonato por ela não ter passado no teste de gênero realizado pela organização. Isso aconteceu porque os níveis de testosterona da atleta não cumpriram critérios de elegibilidade da associação. Segundo a pesquisadora consultada pela reportagem, essa verificação pode ser imprecisa e acabar ficando específica para atletas que teriam uma aparência, entendida socialmente, como masculinizada, em especial pelos dirigentes de entidades esportivas.


Disponível em: www.nexojornal.com.br. Acesso em: 22 maio 2025 (adaptado).
Considerando o conceito de alterização apresentado no Texto 1, a intersecção entre o caso de Henrietta Lacks e Imane Khelif pode ser identificada na(s) 
Alternativas
Q4116654 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


Eu não sei como começou todo este papo de Lobo Mau, mas está completamente errado. Talvez seja por causa de nossa alimentação. Olha, não é culpa minha se os lobos comem bichos engraçadinhos como coelhos e porquinhos. É apenas nosso jeito de ser. Se os cheeseburgers fossem uma gracinha, todos iam achar que você é Mau.


Fragmento do livro ?A verdadeira história dos três porquinhos?, de Jon Scieszka, s/p − São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1998. 

Com base na leitura do trecho, é possível perceber que o lobo tenta inverter a imagem tradicional construída sobre ele nas histórias infantis. Considerando o tom usado pelo narrador e a justificativa apresentada, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4116549 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Eu não sei como começou todo este papo de Lobo Mau, mas está completamente errado. Talvez seja por causa de nossa alimentação. Olha, não é culpa minha se os lobos comem bichos engraçadinhos como coelhos e porquinhos. É apenas nosso jeito de ser. Se os cheeseburgers fossem uma gracinha, todos iam achar que você é Mau.


Fragmento do livro ?A verdadeira história dos três porquinhos?, de Jon Scieszka, s/p − São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1998. 

Com base na leitura do trecho, é possível perceber que o lobo tenta inverter a imagem tradicional construída sobre ele nas histórias infantis. Considerando o tom usado pelo narrador e a justificativa apresentada, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4116502 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


Eu não sei como começou todo este papo de Lobo Mau, mas está completamente errado. Talvez seja por causa de nossa alimentação. Olha, não é culpa minha se os lobos comem bichos engraçadinhos como coelhos e porquinhos. É apenas nosso jeito de ser. Se os cheeseburgers fossem uma gracinha, todos iam achar que você é Mau.


Fragmento do livro ?A verdadeira história dos três porquinhos?, de Jon Scieszka, s/p − São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1998.

Com base na leitura do trecho, é possível perceber que o lobo tenta inverter a imagem tradicional construída sobre ele nas histórias infantis. Considerando o tom usado pelo narrador e a justificativa apresentada, pode-se afirmar que:

Alternativas
Q4113226 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão

Eu não sei como começou todo este papo de Lobo Mau, mas está completamente errado. Talvez seja por causa de nossa alimentação. Olha, não é culpa minha se os lobos comem bichos engraçadinhos como coelhos e porquinhos. É apenas nosso jeito de ser. Se os cheeseburgers fossem uma gracinha, todos iam achar que você é Mau.

Fragmento do livro ?A verdadeira história dos três porquinhos?, de Jon Scieszka, s/p − São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1998. 
Com base na leitura do trecho, é possível perceber que o lobo tenta inverter a imagem tradicional construída sobre ele nas histórias infantis. Considerando o tom usado pelo narrador e a justificativa apresentada, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q4113196 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Eu não sei como começou todo este papo de Lobo Mau, mas está completamente errado. Talvez seja por causa de nossa alimentação. Olha, não é culpa minha se os lobos comem bichos engraçadinhos como coelhos e porquinhos. É apenas nosso jeito de ser. Se os cheeseburgers fossem uma gracinha, todos iam achar que você é Mau.

Fragmento do livro ?A verdadeira história dos três porquinhos?, de Jon Scieszka, s/p − São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1998.
Se esse trecho fosse representado por uma sequência de quatro imagens, a última cena provavelmente mostraria: 
Alternativas
Q4113091 Português

Cuidado, os sabichões querem seu cérebro!


Sabichonismo é uma doença que explora e

agrava nossa insegurança com a língua


Sérgio Rodrigues



O sabichonismo linguístico é uma doença social oportunista que se aproveita da insegurança do falante médio, intimidado com a normatividade da língua, para convencê‑lo de que contraria regras em série — todas imaginárias.


Por exemplo: “É pleonasmo vicioso dizer que um filme é baseado em fatos reais. Todo fato é real; se não for real, não é fato!”, grita o sabichão. (Por alguma razão, sabichões gostam de gritar)


É mentira dele, claro: além de existir algo que se chama ênfase, o mundo sempre foi cheio de fatos falsos, para não mencionar os hipotéticos, os fictícios, os que dependem de fé etc.


Mesmo assim, é comum que o fato sabichão seja acolhido. O mecanismo psíquico que nos leva a encarar quem nos “corrige” como detentor de um saber superior é o mesmo que garante o sucesso internético de vídeos como “você bebeu água errado a vida inteira: aprenda”.


Sim, todo mundo sempre usou a expressão “dois pesos e duas medidas”, de impecáveis credenciais bíblicas. Não há nada nela, sob nenhum aspecto, que esteja errado: refere‑se a dois pesos (para a farinha) e duas medidas (para o tecido), artimanhas de comerciante desonesto. Aí vem o sabichão e, por saber pouco, anuncia na praça: “O certo é um peso e duas medidas!”.


O sabichonismo pode ser do tipo literalista, que eu chamo de podólatra da letra: “Não existe gol de bola parada, bola parada não entra”; “Risco de vida está errado, o certo é risco de morte”.


Também pode ter corte lógico‑matemático, encrencado com a dupla negativa do português: “Se você diz que não viu nada, então viu alguma coisa”. Pode ser purista, amalucado: “O certo é ab‑rupto”.


O único objetivo do sabichonismo é afirmar a posição de poder de quem o exerce. Embora seja muitas vezes diletante, seu caráter falsamente educativo faz com que assuma com frequência a forma de atividade profissional, caso em que provoca estragos maiores.


Como regra, sabichões exercem o sabichonismo por convicção. Estão convencidos da sabedoria de sua bobagem, que gostariam de ver abraçada por todos. No entanto, sobretudo nos casos em que a atividade produz ganho material, não se deve descartar a hipótese da má‑fé.


A fragilidade do organismo social de que o sabichonismo tira partido — a autoconfiança precária que, como povo, sentimos diante de uma língua que é nossa e ao mesmo tempo não é — acaba, sob seus ataques, por se agravar.


Quando nos deixamos convencer de que o certo é “esculpido em Carrara” — em vez de “cuspido e escarrado”, bela versão lusófona de uma ideia presente no inglês “spitting image” e em outras línguas —, podemos ter a sensação inebriante de que nada no mundo é o que parece.


Contentes de descobrir tal joia perdida do conhecimento universal — “O certo é quem tem boca vaia Roma, buuu!” —, saímos espalhando a boa nova.


E assim o sabichão cumpre o seu papel final, reprodutivo, que é o mesmo dos zumbis: comer o cérebro do maior número possível de pessoas para transformá‑las em sabichonas também.


Todo cuidado com ele!



FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo,


Cotidiano, 1 maio 2025, p. A 41 (adaptado).

Releia o trecho do texto I a seguir.
“Quando nos deixamos convencer de que o certo é ‘esculpido em Carrara’ — em vez de ‘cuspido e escarrado’, bela versão lusófona de uma ideia presente no inglês ‘spitting image’ e em outras línguas —, podemos ter a sensação inebriante de que nada no mundo é o que parece.”

Com base na análise do trecho apresentado, assinale a alternativa incorreta. 
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Q4106577 Português

Texto 1

Acesso à internet entre idosos quase quadruplica em 8 anos, aponta IBGE

    De 2016 a 2024, o número de idosos que acessam a internet saltou de 6,5 milhões para 24,5 milhões. Esse crescimento representa alta de 278%, ou seja, quase quadruplicou. Observando de outro ângulo, esses números revelam que, em 2016, 44,8% das pessoas com 60 anos ou mais utilizavam a internet. Em 2024, o patamar alcançou praticamente 70% (69,8%) dos idosos.

    Os dados fazem parte de um suplemento sobre tecnologia da informação e comunicação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios /Contínua (Pnad), divulgada nesta quinta-feira (24/07/2025) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). [...]

    O analista da pesquisa, Gustavo Geaquinto Fontes, destaca que os idosos têm aumentado o acesso ano a ano, embora ainda sejam o grupo que menos usa a rede. Para o pesquisador, o crescimento expressivo reflete o envelhecimento da população e a entrada de novas gerações na velhice. A oferta de serviços fornecidos pela internet também é um dos motivos que explicam essa ampliação, acredita Fontes.

    “Eu acho que a internet tem feito cada vez mais parte do cotidiano da sociedade, de uma forma geral. Muitos serviços são acessados pela internet, as pessoas, muitas vezes, se comunicam pela internet, muitas vezes é importante para o trabalho das pessoas”, descreve o analista.

    Dos 24,5 milhões de idosos com acesso à internet, 87,9% usavam a rede todos os dias.

Adaptado de: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/acesso-ainternet-entre-idosos-quase-quadruplica-em-8-anos-diz-ibge/. Acesso em: 25 jul. 2025. 

Texto 2


                                                    Imagem associada para resolução da questão


Disponível em:

https://f.i.uol.com.br/fotografia/2025/01/13/1736808433678597f138 a05_1736808433_3x2_md.jpg. Acesso em: 25 jul. 2025



De acordo com as informações apresentadas nos Textos 1 e 2, é correto afirmar que 

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Q4104858 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão

TEXTO I
Menos é mais?

Alessandra Aragão

Essa corrida constante nos torna, de fato, mais felizes? O que realmente ganhamos ao acumular tanto?

Vivemos em um mundo de excessos. Gavetas abarrotadas, agendas lotadas, mentes sobrecarregadas de informações. A todo momento, buscamos mais: mais sucesso, mais reconhecimento, mais coisas. Mas essa corrida constante nos torna, de fato, mais felizes? O que realmente ganhamos ao acumular tanto?

O minimalismo propõe um olhar diferente: menos pode ser mais. Não se trata apenas de reduzir posses, mas de reavaliar o que realmente importa. Como disse Henry David Thoreau, “nossa vida é desperdiçada em detalhes... simplifique, simplifique”.

Pesquisas apontam que o acúmulo excessivo impacta diretamente nosso bem‑estar. Um estudo conduzido pelo Centro de Vidas Cotidianas de Famílias (CELF), da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), acompanhou famílias americanas para entender como o ambiente doméstico influencia o bem‑estar. Os resultados mostraram que casas desorganizadas estão associadas a altos níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Quanto mais acumulamos, maior tende a ser nossa ansiedade. O que sua casa diz sobre você? Seu ambiente traz paz ou sobrecarga? Mas essa sobrecarga não se limita ao material.

O neurocientista Daniel Levitin, autor de “A mente organizada”, explica que o excesso de informação drena nossa capacidade de concentração e decisão. Quando tudo exige nossa atenção, perdemos a clareza sobre o que é essencial. Como você tem usado sua atenção? O que merece prioridade em sua vida?

Talvez seja hora de uma pausa para reflexão. Você possui as coisas ou as coisas possuem você? O que há em excesso na sua vida que rouba sua paz? O essencial não se encontra no acúmulo, mas na escolha. Se você tivesse que reduzir sua vida ao que realmente importa, o que permaneceria?

Minimalismo não é escassez, mas intenção. Na prática, significa fazer escolhas mais conscientes: manter apenas o que agrega valor — sejam objetos, compromissos ou relações; priorizar experiências significativas em vez de bens materiais; criar espaços físicos e mentais mais leves, eliminando excessos que geram estresse.

Barry Schwartz, no livro “O paradoxo da escolha”, destaca que o excesso de opções pode levar à insatisfação e até à paralisia decisória. Diante de tantas possibilidades, podemos nos sentir perdidos, incapazes de valorizar plenamente o que já temos. Um exemplo disso é Steve Jobs, que adotava um guarda‑roupa simples para evitar a fadiga decisória. Ao reduzir escolhas triviais, direcionava sua energia ao que realmente importava. E você? Quanta energia está desperdiçando tentando administrar o excesso?

O designer alemão Dieter Rams sintetizou essa ideia ao afirmar: “menos, porém melhor”. Não se trata apenas de reduzir, mas de priorizar o que realmente tem valor. Esse princípio pode ser aplicado em diversas áreas da vida. No trabalho: priorizar qualidade em vez de quantidade. Nos relacionamentos: valorizar conexões verdadeiras, deixando de lado laços superficiais. No tempo livre: desfrutar o lazer, reduzir distrações digitais e redescobrir o prazer da simplicidade.

Nesse sentido, Dostoiévski nos lembra que “o segredo da existência humana não está apenas em viver, mas em saber pelo que se vive”. O minimalismo nos convida a essa reflexão, ajudando‑nos a eliminar os excessos que obscurecem o que realmente tem significado.

Ser minimalista não significa renunciar a tudo, mas viver com mais intenção. Onde você pode trazer mais simplicidade para sua rotina? Quais excessos estão pesando sobre sua vida?

No final, não somos definidos pelo que possuímos, mas pelo espaço que criamos para o que realmente importa. Talvez seja a hora de abrir mão de um hábito desgastante, um pensamento que já não te serve mais ou um compromisso sem propósito.

Que tal começar agora?


Estado de Minas, Bem Viver, 24 abr. 2025, p. 33 (adaptado).
O texto I apresenta referências a autores como Thoreau, Daniel Levitin, Barry Schwartz, Steve Jobs, Dieter Rams e Dostoiévski.
Esse recurso é um exemplo de
Alternativas
Q4099786 Português
Vidas secas, vidas apagadas


Sergio Andrade

Leia atentamente o excerto: “Do universo de ‘Vidas Secas’, ainda hoje sobressaem vidas apagadas pelo esforço de existir em silêncio, uma linha tênue entre a espera e o desalento. Mas não há destino inevitável.” (linhas 39 e 40). A partir desse excerto, infere-se que: 
Alternativas
Q4099784 Português
Vidas secas, vidas apagadas


Sergio Andrade

O título do texto “Vidas secas, vidas apagadas” cumpre papel fundamental na orientação da leitura e no processo de produção de sentidos. Esse título 
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Q4095521 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



A princesa e o sapo



    Era uma vez... numa terra muito distante... uma princesa linda, independente e cheia de autoestima.


    Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico...


    Então, a rã pulou para o seu colo e disse: linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito.


    Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo.


    A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...


    Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:


    - Eu, hein?... nem morta!



VERÍSSIMO, Luis Fernando. A princesa e o sapo. Disponível em <https://www.pensador.com/frase/MTM3OTAy/>.


Em relação ao texto “A princesa e o sapo”, é correto afirmar que o autor:
Alternativas
Q3808565 Português
Em sentido amplo, a _______________ se faz presente em todo e qualquer texto, como componente decisivo de suas condições de produção, não sendo gratuita, mas estratégica, revestida de finalidade e de significações. Ela é condição mesma da existência de textos, indissociável dos processo de escrita e de leitura, pois todo texto é um mosaico de outros dizeres que o antecederam e lhe deram origem.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna no excerto:
Alternativas
Respostas
81: A
82: A
83: C
84: C
85: C
86: D
87: B
88: A
89: D
90: C
91: B
92: D
93: A
94: D
95: B
96: D
97: A
98: C
99: B
100: A