No fundo do mato‑virgem nasceu Macunaíma, herói de
nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite.
Houve um momento em que o silêncio foi tão grande
escutando o murmurejo de Uraricoera, que a índia
tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que
chamaram de Macunaíma.
ANDRADE, Mário de. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter.
Belo Horizonte: Vila Rica, 1997.
Em “Macunaíma”, Mário de Andrade apresenta a imagem
do herói nacional.
Considerando essa informação e em
relação ao texto, aos seus aspectos estéticos, ao seu
autor e aos movimentos literários brasileiros, julgue o ite seguinte.
A pesquisa por elementos mais característicos da
identidade nacional na obra de Mário de Andrade
revela‑se também nos seus poemas urbanos, em
Pauliceia Desvairada, e na apresentação da poesia
modernista de vanguarda nos dois manifestos que
lançou: Pau‑brasil e Antropófago, os quais resumiam
as novas referências estéticas.
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