Questões de Concurso Sobre intertextualidade em português

Foram encontradas 498 questões

Q3290112 Português
Leia o Texto II e responda à questão.

Texto II

Teste genético ajuda a prevenir câncer de mama e de ovário

Detecção por amostra de sangue viabiliza intervenção antes de a doença surgir

    O teste genético para saber se uma pessoa tem chances de desenvolver câncer é feito a partir da coleta de uma simples amostra de sangue ou saliva e pode salvar mais de uma vida – a do paciente e a dos que compartilham com ele o mesmo histórico genético. O procedimento existe há cerca de uma década, mas, segundo especialistas, houve avanço expressivo no entendimento sobre os códigos revelados, permitindo resultados mais rápidos e tratamento preventivo mais preciso.
    “O que mudou foi a leitura dos genes, que se tornou mais completa. Lemos [agora] parte dos genes que antigamente não conseguíamos. Além disso, como mais pessoas estão fazendo o teste, conhecemos um maior número de mutações e podemos classificá-las melhor”, afirma a médica Bruna Zucchetti, oncologista especialista em câncer de mama do Hospital Nove de Julho.
    A profilaxia vai desde o uso de medicações para cada tipo de mutação encontrada até a indicação de cirurgia redutora de risco. No caso de mutações BRCA1 e BRCA2, o médico pode solicitar a remoção de ovários (ooforectomia), glândulas mamárias (adenomastectomia), tubas uterinas e útero (histerectomia) para evitar o desenvolvimento de um câncer agressivo.
    A mutação de BRCA 1 e 2 pode ser apresentada por homens e mulheres, sendo indicativa de risco genético para câncer de mama (masculino e feminino), ovários, pâncreas e próstata. “O teste genético não faz diagnóstico de câncer. Nas pacientes que já têm [a doença], é feito para orientar o seguimento e a necessidade de cirurgias profiláticas para reduzir o risco de novo câncer”, explica Zucchetti. O exame, portanto, ajuda a definir o melhor tratamento e orienta a testagem de outros membros da família.
    O DNA para pesquisa de mutação de BRCA1 e 2 é extraído das células de uma amostra de sangue, que pode ser coletada por qualquer pessoa e sem necessidade de nenhum preparo prévio. Arecomendação da Sociedade Americana de Oncologia é que todas as mulheres com menos de 65 anos que tenham diagnóstico de câncer de mama, independentemente do histórico familiar, façam o teste genético.
    “A cirurgia redutora de risco – ou profilática – reduz consideravelmente a chance de desenvolver um tumor de mama e ovário”, diz Zuchetti. A remoção das glândulas mamárias, nesses casos, é feita dos dois lados e antes dos 40 anos. Já os ovários têm recomendação de remoção também bilateral, mas após os 40 anos. “É indicado que todas as mulheres com diagnóstico de mutação de BRCA1 ou 2 realizem essas duas cirurgias profiláticas”, aponta a oncologista.
    Zuchetti diz que os exames genéticos têm ficado mais acessíveis, mas ainda encontram barreiras para serem realizados via rede pública e até por convênios, mas que a expectativa para o futuro é que mais pacientes tenham acesso e possam realizar o teste.


Fonte: CASTRO, Danielle. Folha de S. Paulo, 08 abril 2024, B4, com adaptações.
Analise as assertivas que seguem a respeito dos fatores de textualidade observados no Texto II.

I- A informatividade é um fator ausente no Texto II, pois ele apresenta apenas informações já conhecidas por todos os leitores.
II- Ocorre intertextualidade no Texto II a partir de uma referência explícita a um texto científico no segundo parágrafo.
III- A coerência do Texto II pode ser observada a partir da sequência lógica das informações, que vai desde a explicação sobre os testes genéticos até as recomendações.
IV- A coesão textual pode ser observada no Texto II a partir do uso de pronomes e expressões referenciais ao longo do texto.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3288071 Português

Leia o Texto VIII para responder à questão.

Texto VIII

Fonte: https://vejasp.abril.com.br/coluna/pop/raiz-burger-king-ironiza-parceria-entre-mcdonalds-e-nutella. Acesso em: 29 set 2024.
Sobre as referências que fazem estes anúncios publicitários, leia as assertivas.
I- As duas expressões, que são usadas em sentido aproximativo em memes conhecidos, tornam visível a colaboração entre as empresas.
II- Há uma expressão conhecida em cada e que nunca é usada em sentido de comparação.
III- Há duas expressões que são usadas em contextos de comparação e que indicam culminância de ideias de promoção positiva apenas de um produto.
IV- As duas expressões que são usadas em sentido comparativo em memes tornam visível o uso da intertextualidade para indicar a competitividade entre as empresas.
V- Há uma expressão em cada um dos anúncios e que são sempre usadas em sentido denotativo.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3277617 Português
Assinalar a alternativa na qual a frase foi escrita baseada em outra bastante conhecida. 
Alternativas
Q3277615 Português
De acordo com a intertextualidade, analisar os textos abaixo (texto-fonte e intertexto) e assinalar a alternativa que corresponde à classificação do intertexto. 

TEXTO-FONTE: Minha terra tem palmeiras Onde canta o sabiá; As aves que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. (“A Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias)
INTERTEXTO: Minha terra não tem palmeiras... E em vez de um mero sabiá, Cantam aves invisíveis Nas palmeiras que não há.
Minha terra tem relógios, Cada qual com sua hora Nos mais diversos instantes... Mas onde o instante de agora?
Mas onde a palavra "onde"? Terra ingrata, ingrato filho, Sob os céus da minha terra Eu canto a Canção do Exílio! (“Uma Canção”, de Mario Quintana)
Alternativas
Q3277430 Português

 Leia o texto I a seguir para responder à questão.


TEXTO I





Na era digital, as redes sociais tornaram‑se o palco onde muitos de nós encenam nossas vidas, dançando ao ritmo das curtidas e validações virtuais. Contudo, por trás da fachada de felicidade e sucesso, a roda da escravidão moderna está em pleno movimento, aprisionando muitos em uma busca incessante por uma validação que muitas vezes é ilusória.


Ao explorar as vidas aparentemente perfeitas que permeiam nossos feeds, é fácil cair na armadilha da comparação. A tirania dos valores “exibidos” nas redes sociais impõe padrões inatingíveis, criando uma ilusão de felicidade que obscurece a realidade complexa e multifacetada da experiência humana.


A busca incessante pela validação virtual cria uma dinâmica paradoxal. A roda da escravidão digital gira, e indivíduos se encontram cada vez mais distantes de suas próprias verdades, submersos na ilusão de que a aceitação on‑line equivale à validação pessoal. O preço pago por essa busca desenfreada é a perda da percepção de individualidade; à medida que nos moldamos para atender a padrões externos, muitas vezes em detrimento de nossa autenticidade, perdemos nossa verdadeira essência.


A sociedade contemporânea — marcada pela constante exposição nas redes sociais — propaga essa narrativa de sucesso e felicidade que muitas vezes é desconectada da realidade. A pressão para “parecer feliz, parecer bem‑sucedido” alimenta essa roda da ilusão, levando à exaustão emocional e à deterioração da saúde mental.


A reinvenção necessária não reside na perpetuação dessa farsa digital, mas na redescoberta da verdadeira autenticidade. É hora de desconectar‑se da tirania da validação virtual e reconectar‑se consigo mesmo. Ao invés de se perder nas imagens retocadas e narrativas cuidadosamente construídas, busque a essência de sua própria jornada.


Reverter esse ciclo demanda consciência, aceitação, ações conscientes para cultivar uma presença digital que reflita a verdadeira complexidade e autenticidade da experiência humana, promovendo a valorização do indivíduo para além das métricas virtuais.


Para se libertar é necessário buscar o autoconhecimento. Ao explorar as dinâmicas familiares, sociais e culturais que moldam nossas crenças e comportamentos, é possível desatar as correntes invisíveis desta roda da escravidão digital. Através do autodesenvolvimento é possível reconectar‑se consigo mesmo.


Nas palavras de Carl Jung, “quem olha para fora sonha, quem olha para dentro acorda”. A jornada interior nos desperta para a verdadeira essência, permitindo‑nos desafiar padrões prejudiciais e construir uma narrativa pessoal mais autêntica, tornando‑nos livres e felizes.


ARAGÃO, Alessandra. A roda da escravidão da felicidade virtual. Estado de Minas, 21 dez. 2023 (adaptado).


Sobre o texto I, analise as afirmativas a seguir:


I. Os elementos verbais tornam possível o que se deseja comunicar; caso a imagem que encabeça o texto fosse dispensada, seu sentido e objetivo não seriam prejudicados.

II. A intertextualidade explícita se faz presente no último parágrafo pela reprodução parcial do texto fonte, com a transcrição exata do que foi dito, seguida de identificação.

III. O termo destacado em “A busca incessante pela validação virtual cria uma dinâmica paradoxal.”, considerando o contexto apresentado, sugere uma situação contraditória.


Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)

Alternativas
Q3277153 Português
Bullying


         Bullying é uma palavra que se originou na língua inglesa. “Bully” significa “valentão”, e o sufixo “ing” representa uma ação contínua. A palavra bullying designa um quadro de agressões contínuas, repetitivas, com características de perseguição do agressor contra a vítima, não podendo caracterizar uma agressão isolada, resultante de uma briga.

     As agressões podem ser de ordem verbal, física e psicológica, comumente acontecendo as três ao mesmo tempo. As vítimas são intimidadas, expostas e ridicularizadas. São chamadas por apelidos vexatórios e sofrem variados quadros de agressão com base em suas características físicas, seus hábitos, sua sexualidade e sua maneira de ser.

        As vítimas de bullying podem sofrer agressões de uma pessoa isolada ou de um grupo. Esse grupo pode atuar apenas como “espectadores inertes” da violência, que indiretamente contribuem para a continuidade da agressão.

     Normalmente, chamamos de bullying o comportamento agressivo sistemático cometido por crianças e adolescentes. Quando um comportamento parecido acontece entre adultos, geralmente no ambiente de trabalho, classificamos o ato como assédio moral.

        As discussões sobre o bullying são relativamente recentes, chamando a profunda atenção dos especialistas em comportamento humano apenas nas últimas duas décadas. Até a década de 1970, não se falava sobre bullying. Segundo Cleo Fante, especialista no assunto, o comportamento agressivo e a perseguição sistemática de algumas crianças contra outras era visto como um traço comportamental natural.

     Comumente, o bullying é uma prática injusta, visto que os agressores ou agem em grupo (ou com o apoio do grupo) ou agem contra indivíduos que não conseguem se defender das agressões. Apesar de considerarmos o sofrimento da vítima, também devemos tentar entender o comportamento dos agressores. Muitas vezes, são jovens que passam por problemas psicológicos ou que sofrem agressões no ambiente familiar e na própria escola, e tentam transferir os seus traumas por meio da agressividade contra os outros.


Fonte: Brasil Escola (UOL) — adaptado.
No texto, o trecho sublinhado (5º parágrafo) apresenta que tipo de intertextualidade?
Alternativas
Q3276557 Português
A respeito do conceito de intertextualidade, analise as alternativas a seguir e assinale a INCORRETA:
Alternativas
Q3273217 Português
Um convite para se reencontrar


(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/sandra-cecilia-peradelles/noticia/2025/02/umconvite-para-se-reencontrar.html – texto adaptado especialmente para esta prova).


Leia a tirinha e as asserções a seguir e analise sua relação com o texto-base da prova:



Imagem associada para resolução da questão


Fonte: conversadegentemiuda.wordpress.com/2015/11/30/empatia/


I. Tanto a tirinha quanto o texto abordam a importância do relacionamento consigo mesmo e com os outros.


CONTUDO


II. O texto aborda a valorização de si mesmo, e a tirinha, a empatia com os outros.



A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Ano: 2025 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2025 - UEG - Analista de Gestão Governamental |
Q3267065 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012. p. 19-21 (Adaptado).

No segundo parágrafo do texto (linhas 6 a 10), ao mencionar ideias de outros autores, o texto cria com eles uma relação de  
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFSC Órgão: UFSC Prova: UFSC - 2025 - UFSC - Assistente em Administração |
Q3264394 Português

Texto 6

Meme produzido tendo por base a obra Love Disarmed (1885)

de William-Adolphe Bouguereau

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://diariogaucho.clicrbs.com.br/entretenimento/noticia/2015/12/

relembre-os-memes-que-bombaram-na-internet-em-2015-4940478.html.


 

Texto 7

Replicação de memes “me solta”


Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://www.gerarmemes.com.br/memes-galeria/66-me-solta/650.



Com base nos textos 6 e 7, assinale a alternativa que melhor preenche a sequência de lacunas das proposições que seguem.


I. O meme é criado tendo por base uma ______ a outro texto.


II. Nos memes, a figura da mulher é reproduzida tal como na obra original; a repetição é uma característica da _______.


III. O texto 6 estabelece uma _______ explícita com o quadro de Love Disarmed.


IV. Na produção dos memes, a imagem do anjo é substituída pela de um alienígena. A subversão da ideia original é uma característica da ______.


V. Os quatro memes do texto 7 mantêm entre si uma relação de ______.

Alternativas
Q3263096 Português

Pequenos Encontros


Por Adriana Antunes






(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2025/02/pequenosencontros-cm79d6fcx007n013c3sutqi64.html - texto adaptado especialmente para esta prova).

Leia a tirinha a seguir e analise as assertivas subsequentes a respeito de sua relação com o texto-base da prova:


Imagem associada para resolução da questão


I. Tanto o texto quanto a tirinha empregam o elemento “pedra” a fim de estabelecer uma reflexão.
II. O bichinho de jardim, personagem da tirinha, consegue dar um basta ao seu ciclo de obrigações, o que a autora do texto chama de ser “escravo de si mesmo”.
III. O conselho final da autora sobre a busca da felicidade não é mencionado, de forma explícita, na tirinha como o é no texto.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3254970 Português
Leia os textos I e II para responder à questão.


Texto I - Capítulo VIII


Do bom sucesso que teve o valoroso D. Quixote na espantosa e jamais imaginada aventura dos moinhos de vento, com outros sucessos dignos de feliz recordação. Quando nisto iam, descobriram trinta ou quarenta moinhos de vento, que há naquele campo. Assim que D. Quixote os viu, disse para o escudeiro:

— A aventura vai encaminhando os nossos negócios melhor do que o soubemos desejar; porque, vês ali, amigo Sancho Pança, onde se descobrem trinta ou mais desaforados gigantes, com quem penso fazer batalha, e tirar-lhes a todos as vidas, e com cujos despojos começaremos a enriquecer; que esta é boa guerra, e bom serviço faz a Deus quem tira tão má raça da face da terra.

— Quais gigantes? — disse Sancho Pança.

— Aqueles que ali vês — respondeu o amo — de braços tão compridos, que alguns os têm de quase duas léguas.

— Olhe bem Vossa Mercê — disse o escudeiro — que aquilo não são gigantes, são moinhos de vento; e os que parecem braços não são senão as velas, que tocadas do vento fazem trabalhar as mós.

— Bem se vê — respondeu D. Quixote — que não andas corrente nisto das aventuras; são gigantes, são; e, se tens medo, tira-te daí, e põe-te em oração enquanto eu vou entrar com eles em fera e desigual batalha. Dizendo isto, meteu esporas ao cavalo Rocinante, sem atender aos gritos do escudeiro, que lhe repetia serem sem dúvida alguma moinhos de vento, e não gigantes, os que ia acometer. Mas tão cego ia ele em que eram gigantes, que nem ouvia as vozes de Sancho nem reconhecia, com o estar já muito perto, o que era; antes ia dizendo a brado: — Não fujais, covardes e vis criaturas; é um só cavaleiro o que vos investe.


CERVANTES, Miguel de. Dom Quixote de La Mancha. 1605. Capítulo VIII. Da edição da Nova Cultural (2002). Tradução de Viscondes de Castilho e Azevedo. Adaptado.



Texto II - O poeta está vivo - Barão Vermelho


Baby, compra o jornal
E vem ver o sol
Ele continua a brilhar
Apesar de tanta barbaridade

Baby, escuta o galo cantar
A aurora dos nossos tempos
Não é hora de chorar
Amanheceu o pensamento

O poeta está vivo
Com seus moinhos de vento
A impulsionar
A grande roda da história

Mas quem tem coragem de ouvir
Amanheceu o pensamento
Que vai mudar o mundo
Com seus moinhos de vento

Se você não pode ser forte
Seja pelo menos humana
Quando o papa e seu rebanho chegar
Não tenha pena

Todo mundo é parecido
Quando sente dor
Mas nu e só ao meio-dia
Só quem está pronto pro amor

O poeta não morreu
Foi ao inferno e voltou
Conheceu os jardins do Éden
E nos contou 

Mas quem tem coragem de ouvir
Amanheceu o pensamento
Que vai mudar o mundo
Com seus moinhos de vento


Composição: Dulce Quental / Frejat
A canção da banda Barão Vermelho, embora temporalmente distante da obra de Miguel de Cervantes, faz uma alusão ao personagem Dom Quixote em:  
Alternativas
Q3247459 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

Vivendo de dúvidas

Em "Cartas a um Jovem Poeta", Rilke expõe um de seus mandamentos sagrados para jamais se afastar da sua essência: viver de dúvidas.

O mineiro é assim. Demora para se decidir. Não segura a primeira maçaneta que aparecer. Ainda que seja a única porta, vai olhar para os lados ou esperar alguém surgir por perto para ter uma segunda opinião.

Não é que seja desconfiado, mas precavido. É alucinado por queijo com goiabada, por exemplo, porém perguntará antes quais são as outras sobremesas. Ainda que seja para optar pelo queijo com goiabada. Tanto que ele não lê o cardápio, estuda o cardápio. Tanto que ele não recebe visitas, investiga as visitas.

A solitária certeza em Minas é a dúvida. Mineiro é do resumo, é do balanço, é da justiça. Não se pauta pelas aparências. Não se fia nas fachadas. Não age sem preliminares e sondagens. Quer entender onde está se metendo, pé por pé. Não se acomoda em tendências ou sugestões. Guia-se unicamente pela sua experiência.

Gasta a sola do seu sapato se precisar, torra a paciência se for necessário. Mineiro é olheiro de Deus na terra. Degusta de tudo um pouco para dizer o que presta. Se o paraíso existe, é que um mineiro já foi até lá. Uma compra não será passional, momentânea, mas fruto do cansaço. Não é que o mineiro achou o que procurava, apenas se cansou de procurar.

Seu maior medo é perder uma promoção, uma oferta, uma barbada por pressa. Tortura a si mesmo com a lentidão. Até pode acontecer amor à primeira vista, mas em Minas tarda-se para dar as mãos e namorar. Jamais serei ingênuo de crer que eu era a única opção de Beatriz. Sou romântico, mas não bobo. Para ela ter me escolhido, só imagino o tamanho da sua fila de pretendentes.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/1/17/vivend o-de-duvidas 
Considerando o contexto apresentado no texto, como o autor usa a figura do mineiro para levantar questões sobre o valor da experiência individual versus a conformidade social?
Alternativas
Q3227306 Português

Para responder à questão, considere o texto abaixo.



                              Disponível em: https://www.folha.uol.com.br/. Acesso em: 02 nov. 2024.

Para que o leitor possa construir o sentido do texto, ele precisa acionar, prioritariamente, o conhecimento
Alternativas
Q3223446 Português
Em relação à intertextualidade, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.

(1) Retoma a ideia inicial e reproduz partes do texto original com outras palavras.
(2) Subverte ou distorce a ideologia do texto original, normalmente com objetivo irônico.
(3) Reproduz parte de um texto referência.
(4) Sugestão ou insinuação sobre um determinado lugar, personagem, etc., sem aprodundamento nele.

( ) Citação.
( ) Paráfrase.
( ) Alusão.
( ) Paródia.
Alternativas
Q3219854 Português
Texto VIII

Fonte: https://vejasp.abril.com.br/coluna/pop/raiz-burger-king-ironiza-parceria-entre-mcdonalds-e-nutella. Acesso em: 29 set 2024.
Sobre as referências que fazem estes anúncios publicitários, leia as assertivas.
I- As duas expressões, que são usadas em sentido aproximativo em memes conhecidos, tornam visível a colaboração entre as empresas.
II- Há uma expressão conhecida em cada e que nunca é usada em sentido de comparação.
III- Há duas expressões que são usadas em contextos de comparação e que indicam culminância de ideias de promoção positiva apenas de um produto.
IV- As duas expressões que são usadas em sentido comparativo em memes tornam visível o uso da intertextualidade para indicar a competitividade entre as empresas.
V- Há uma expressão em cada um dos anúncios e que são sempre usadas em sentido denotativo.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3218942 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.

TEXTO 1



Fonte: <https://www.instagram.com/p/DBQ1aquPH6g/?igsh=Y3Jwdm9iZzhuZDdr>. Acesso em: 10 dez. 2024.
Qual elemento da textualidade é preponderante a partir do uso das metáforas no Texto 1?
Alternativas
Q3206824 Português
A intertextualidade, conceito cunhado por Julia Kristeva nos anos 1960, abarca diferentes fenômenos literários, como a citação, a alusão, o pastiche, a paródia, entre outros. O conceito de intertextualidade, para autores como Leila Perrone Moisés (2016), seria suficiente, inclusive, para abarcar ou substituir a noção de metaliteratura/metaficção.
Em relação à metaliteratura/metaficção, examine as afirmações abaixo, marcando V, para as Verdadeiras, e F, para as Falsas.

( ) Embora frequentemente definido como um fenômeno da pós-modernidade, a metaliteratura/metaficção é uma constante na história da literatura de todos os tempos.

( ) O conceito de metaliteratura/metaficção é corretamente aplicado às obras produzidas pela crítica literária, uma vez que elas dedicam-se à análise e à interpretação de obras literárias.

( ) Qualquer obra literária pode ser considerada metaliterária porque pressupõe a existência de obras literárias anteriores, visto que os escritores são, primeiramente, leitores.

( ) Como toda obra literária é sempre metaliterária, esse conceito é fundamental para distinguir as obras que fazem desse procedimento temática central daquelas que apenas o utilizam pela essência do processo literário.

( ) Na literatura de cunho metaficcional, ao invés de o escritor tomar como tema a representação do mundo, ele elege a própria literatura como temática, em um processo autorreferencial.

Qual a sequência correta, de cima para baixo?
Alternativas
Q3205510 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Ser mais legal é mais atraente do que ser bonito? O que diz a Ciência

Embora beleza física seja desejada, ela não é, segundo a Ciência, fator mais importante para quem busca sua cara-metade

William Park

Considerando a atenção que damos à aparência e a rapidez com que formamos — e mantemos — uma primeira impressão sobre os outros, seria natural presumir que a atração física é uma condição indispensável para um relacionamento dar certo.

Mas, embora ela seja desejada, não é, segundo a Ciência, o fator mais importante para quem busca sua cara-metade.

Aparência e sensualidade ocupam posições intermediárias nas sondagens sobre as características preferidas de pessoas que estão à procura de relacionamentos.

Menos significativos ainda são fatores como sucesso material ou segurança financeira.

Em vez disso, qualidades como agradabilidade, extroversão e inteligência são consideradas mais importantes do que a atração física para homens e mulheres, independentemente da orientação sexual.

Vale lembrar, contudo, que nesse tipo de levantamento, o viés da desejabilidade social — ou a nossa tendência em dar respostas "para parecer bem aos olhos dos outros" — pode distorcer os resultados, ressalva Greg Webster, professor de Psicologia na Universidade da Flórida, nos Estados Unidos.

Mas de fato priorizamos personalidade à aparência?

Segundo Jess Alderson, cofundadora do aplicativo de namoro So Syncd, que obriga aos usuários realizarem um teste psicométrico para determinar traços de sua personalidade, a resposta é sim.

De uma amostra de mais de mil usuários compartilhada com a BBC, quase 90% disseram preferir personalidade à aparência na busca de um relacionamento.

Aqui, vale outra observação: classificar a personalidade de alguém pode ser complicado.

Os testes psicométricos, que geralmente assumem a forma de questionário, têm sido utilizados há décadas na psiquiatria para descobrir o tipo de personalidade.

Esses testes tendem a medir o quanto as pessoas concordam com afirmações como "eu sou a vida e a alma da festa", por exemplo.

Pessoas mais simpáticas tendem a ver outras como gentis e amigáveis, dizem estudos.

Os psicólogos costumam usar o teste conhecido como "Big Five" (ou, em português, Cinco Grandes), que classifica as pessoas em cinco características — abertura para experiência, conscienciosidade, extroversão, agradabilidade e neuroticismo (instabilidade emocional).

Essas cinco qualidades são consideradas bastante comuns, mas esse teste não está imune a críticas.

Olhar apenas para cinco características é muito limitador, diz Webster.

Apesar disso, os testes psicométricos podem mostrar semelhanças e diferenças entre as pessoas, além de retratar quadros amplos de personalidades.

E algumas de nossas características parecem indicar se somos mais ou menos propensos a relacionamentos sérios.

Dos Cinco Grandes, a agradabilidade, que é um indicador das habilidades interpessoais de alguém (ou quão carinhosa e benevolente a pessoa é), desempenha um papel importante para ambos os sexos na avaliação inicial da desejabilidade de um encontro.

A agradabilidade é o elemento mais forte para a satisfação de um relacionamento atual e futuro, e único preditor significativo de dissolução de relacionamento.

Tanto para homens como para mulheres, a atração física deve estar associada à agradabilidade para antecipar o desejo de um relacionamento sério.

Ser uma pessoa legal, portanto, é "indispensável para relacionamentos harmoniosos de longo prazo", diz Webster

"A agradabilidade é uma espécie de necessidade", acrescenta o especialista.

Segundo Webster, a percepção de nossa própria personalidade e da de outras pessoas é moldada por nossos próprios valores.

Pessoas mais simpáticas, por exemplo, tendem a ver as outras como gentis e amigáveis, e vice-versa.

Neste sentido, nos sentimos atraídos por pessoas que compartilham valores semelhantes aos nossos.

Em resumo: a chance de dar o "match" perfeito é maior com pessoas que têm traços de personalidade semelhantes aos nossos.

Parceiros românticos que dizem ser "parecidos" nos cinco grandes traços de personalidade apresentam uma vantagem sobre outros casais.

Parceiros românticos que dizem ser "parecidos" nos cinco grandes traços de personalidade apresentam uma vantagem sobre outros casais na capacidade de resolver problemas e gerir tarefas diárias, acrescentam as sociólogas Terri Orbuch, da Universidade de Michigan, e Susan Sprecher, da Universidade Estadual de Illinois, ambas nos EUA.

Mas isso não quer dizer que seu relacionamento só será bem-sucedido com alguém que seja parecido com você.

Algumas diferenças de personalidade também podem ser atraentes. Estudos mostram, por exemplo, que preferimos estar em relacionamentos com pessoas que têm um nível de extroversão oposto aos nossos.

"Faz sentido que tenhamos evoluído para sentir atração por pessoas que são diferentes de nós", diz Alderson, cujo aplicativo de namoro online tem maior probabilidade de combinar perfis de pessoas com características complementares.

"Formamos um time mais forte e teremos mais chances de sobreviver. Mas, ainda assim, você e seu parceiro ainda precisam de um denominador comum."

O teste psicométrico usado no aplicativo de namoro So Syncd não é o mesmo do Big Five (Cinco Grandes), mas faz perguntas baseadas em temas semelhantes — como o quão extrovertidos os usuários são ou se eles constroem conexões emocionais com facilidade.

"Juntamos casais que têm semelhanças suficientes para formar uma conexão forte e diferenças suficientes para acender aquela faísca no relacionamento", diz Alderson.

"Nada é definitivo. Se você e seu parceiro são muito parecidos, pode ser um pouco chato. Mas se vocês são muito diferentes, o dia a dia pode ser bem difícil", acrescenta.

Nos relacionamentos, a agradabilidade aliada a outras características atraentes pode extrair o melhor das pessoas, diz Webster.

Em um estudo do qual participou, Webster analisou pessoas socialmente, fisicamente e financeiramente dominadoras, bem como o efeito que a agradabilidade teve na forma como eram vistas por parceiros em potencial.

Esses três tipos de dominância são atraentes, dizem os pesquisadores, pois cada um oferece algum nível de proteção ou acesso a necessidades básicas, como alimentação e abrigo, até as mais desejáveis, como estilos de vida luxuosos.

Mas essa dominância pode causar problemas.

"Os estudos mostram que as pessoas querem parceiros socialmente, fisicamente e financeiramente dominadores, mas querem se sentir dominadas por eles dentro de um relacionamento."

Segundo ele, portanto, a dominância e agradabilidade têm que caminhar lado a lado, acrescenta.

"Você pode ser uma pessoa com instinto dominador, mas estaria disposto a ser dominado por seu parceiro?", questiona o especialista.

Quando se trata de encontrar a combinação certa, diz Webster, a agradabilidade acentua as vantagens de outros traços da nossa personalidade.

Ou seja, em vez de focar na beleza física, talvez valha a pena ser apenas legal.


Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3gy93ym4r9o
O recurso intertextual mais utilizado pelo autor para construir o seu texto é
Alternativas
Q3204512 Português

Leia o texto a seguir para resolver à questão.


Um país (quase) sem leitores


Livros não são meros acervos de palavras: são janelas para outros mundos, portadores de experiências e ensinamentos acumulados ao longo dos séculos


Estado de Minas | 08 de janeiro de 2024



    Uma pesquisa encomendada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e divulgada no fim do ano passado apresentou um dado estarrecedor, mas que acabou sendo pouco discutido. Segundo a pesquisa "Panorama do Consumo de Livros", aplicada pela Nielsen BookData em 16 mil pessoas com 18 anos ou mais, entre os dias 23 e 31 de outubro de 2023, aproximadamente 84% da população brasileira acima de 18 anos não comprou nenhum livro nos últimos 12 meses. Ou seja, em 2023, apenas 16% das pessoas se dispuseram a ir a uma livraria ou a um site para comprar um livro sobre qualquer assunto. Além disso, apenas 25 milhões dos 214,3 milhões de brasileiros se consideram consumidores de livros, ou seja, menos de 10%.


    É um sinal de alerta que não pode ser ignorado. Mesmo sendo uma pesquisa sobre a compra de livros – outros modos de acesso, como bibliotecas, não foram considerados –, o número revela, de modo claro, a ausência de interesse pela leitura da população brasileira, o que traz implicações mais amplas para a educação e o desenvolvimento da sociedade.


    Afinal, livros não são meros acervos de palavras: são janelas para outros mundos, portadores de experiências e ensinamentos acumulados ao longo dos séculos. Eles são um dos principais dispositivos que a humanidade dispõe de transmissão de conhecimento ao longo de gerações, e são ferramentas fundamentais para o aprendizado e a educação. Além disso, a leitura, ao estimular o pensamento crítico, promove a capacidade de análise e de síntese. São habilidades fundamentais para um mundo cada vez mais dominado pelas telas e pelos algoritmos das redes sociais. A educação proporcionada pelos livros torna-se um antídoto poderoso contra a superficialidade e a desinformação. A leitura é um instrumento democratizador do conhecimento, permitindo que indivíduos de todas as origens tenham acesso a ideias e perspectivas que enriquecem sua compreensão do mundo e leva a uma mobilidade na pirâmide social. 


    Mudar o cenário de baixo interesse pelos livros e ampliar a base de consumidores e leitores no Brasil é possível, mas não será simples. Os próprios dados da pesquisa apontam alguns dos problemas a serem combatidos para resolver a questão. Entre os 84% de entrevistados que não compraram livros em 2023, 60% afirmaram que consideram o hábito da leitura importante, mas se sentem desmotivados para isso. Entre os motivos para o desânimo estão a ausência de livrarias próximas, a falta de tempo e, principalmente, o custo.


    É preciso, portanto, que o debate sobre o estímulo à leitura seja ampliado. O preço do livro no Brasil, por exemplo, vem sendo exaustivamente discutido por editoras, livreiros, entidades e políticos desde a consolidação da Amazon – acusada de praticar uma concorrência desleal contra livrarias e prejudicar toda a cadeia produtiva do livro –, mas raramente inclui a opinião do consumidor final, ou seja, o leitor. Outras ações para o incentivo à leitura, como programas educacionais, campanhas de conscientização e parcerias entre governos, empresas e organizações da sociedade civil também podem desempenhar um papel vital nesse esforço conjunto e devem ser considerados. Afinal, investir na educação, com foco na promoção da leitura, é investir no futuro. Ao garantir que mais brasileiros tenham acesso a livros e se sintam motivados a explorar suas páginas, a mudança que virá não vai se refletir apenas em conhecimento, mas também em um país mais culturalmente rico e promissor para todos.


UM país (quase) sem leitores. Estado de Minas, 08 de janeiro de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/opiniao/2024/01/6781938-um-pais-quase-semleitores.html. Acesso em: 09 jan. 2024. Adaptado.

Em qual dos trechos a seguir, extraídos do texto, é possível identificar o emprego de uma intertextualidade explícita?
Alternativas
Respostas
21: D
22: E
23: A
24: C
25: D
26: C
27: C
28: A
29: A
30: C
31: E
32: B
33: D
34: A
35: D
36: E
37: B
38: D
39: C
40: A