Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3543991 Português

Texto para a questão.



A última crônica



A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico.

Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.


[...]


[Trecho inicial do texto A última crônica, de Fernando Sabino] Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/a-ultima-cronica-fernando-sabino/. Acesso em: 03 jan. 2024.

A partir da leitura do texto, é possível deduzir que: 
Alternativas
Q3543913 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO


   “Documentar é um ato de informação e conformação porque é um ato de atribuição de valor. Só há documento porque há a intenção de informar, de produzir conhecimento sobre um determinado conjunto de bens culturais. Nesse sentido, os documentos produzidos ao longo da atividade de documentação museológica são instauradores do próprio processo de musealização. Musealizar, portanto, também é um ato de informação. Nas palavras dos autores, “[...] estas instituições, ao criarem um corpus documental em papel, criam um corpus patrimonial, na medida em que dão origem a objetos patrimoniais que se tornam documentos históricos, artísticos.” (GRIGOLETO; MARAÑON, 2009: 06)”


Museologia & Interdisciplinaridade. vol. 11, Especial. Dossiê: Perspectivas de
Documentação Museológica: Competências, Formações, Experiências e
Reflexões. Brasília: Unb, 2022. 
Considerando a frase inicial da citação apresentada, podemos considerar como sinônimo da palavra “conformação”, de acordo com o empregado no texto: 
Alternativas
Q3543896 Português
    “Se incorporar o transitório não significa necessariamente torná-lo duradouro, eterno (vide os trabalhos em xerox e vídeo que, no limite, tendem a desaparecer), o que tal produção reclama não é apenas uma outra visada sobre si mesmo, como objeto artístico isolado, mas uma profunda reconsideração do papel do artista, do público e das instituições dentro desse novo paradigma artístico.”

Freire, 2020:p.40.

Sobre esse trecho pode-se afirmar que a autora acredita que 
Alternativas
Q3543870 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO


   “Como os rolos de papiro petrificados em razão da erupção do Vesúvio em 79 d.C. não podem ser desenrolados sem serem destruídos, uma nova técnica de tomografias computadorizadas de alta resolução escaneou camada por camada. Mesmo assim, a olho nu não é possível reconhecer letras nas imagens das folhas queimadas a milhares de anos. O desafio consistia, então, em treinar uma inteligência artificial capaz de identificar pequenos padrões de rachaduras que indicassem onde haveria tinta. O diferencial da equipe brasileira foi introduzir no programa uma equação usada na biologia para prever a evolução de uma epidemia, o que tornou o reconhecimento mais rápido.

  ‘Há 30 ou 40 anos atrás, esse era um material dado como perdido’, enfatiza Odemir Bruno, professor do Departamento de Física e Ciência dos Materiais do Instituto de Física de São Carlos, da USP. Como foram carbonizados pelo calor da erupção, os rolos de papiro são extremamente frágeis. Desde a descoberta, há quase três séculos, diversas máquinas e produtos químicos foram testados para abrir fisicamente os rolos, o que destruiu parte do material. Mesmo assim, cerca de 800 papéis conhecidos estão preservados, aguardando o dia de serem desvendados.”


https://jornal.usp.br/ciencias/decifrando-os-papiros-carbonizados-pelo-
vulcao-vesuvio-com-inteligencia-artificial/ (adaptado) 
A frase ‘Há 30 ou 40 anos atrás, esse era um material dado como perdido’ torna explícita a ideia de que a ciência 
Alternativas
Q3543828 Português
A leitura depende de certos conhecimentos prévios, como por exemplo: conhecimento prévio textual que compreende o conjunto de noções e conceitos relativos à tipologia textual que determina os diferentes gêneros discursivos. Assim, qual o tipo textual centrado na ação, que tem a presença comum de marcadores de tempo, sistematizado, principalmente, em três partes?
Alternativas
Q3543800 Português
No contexto educacional, é possível trabalhar a leitura e a produção dos mais variados tipos de gêneros discursivos, uma vez que eles estão presentes em todos os contextos e fazem parte da vida humana em suas mais variadas formas. Nesse sentido, os gêneros textuais circulam pelas diversas esferas sociais. No caso dos gêneros discursivos: horóscopo, infográfico e caricatura, qual a sua esfera social de circulação?
Alternativas
Q3543719 Português
Por que comemos ovos de chocolate na Páscoa?
    Antes do chocolate, o ovo já era um símbolo da festa judaica Pessach, que inspirou a Páscoa cristã. Nela, o ovo, que é um dos únicos alimentos que permanece no mesmo formato depois de co____ido, era relacionado ao povo judeu, que, mesmo na dor e no sofrimento, preservava sua unidade — além de também já ser um símbolo de vida e renascimento entre povos antigos, como os romanos.
    Enquanto isso, séculos antes do nascimento de Cristo, as pessoas se pre___enteavam com ovos de galinha no equinócio de primavera para celebrar o fim do inverno. Quando o Pessach foi adaptado para o cristianismo, o ovo se tornou um símbolo da re___urreição de Jesus Cristo.
    Os ovos de chocolate surgiram apenas no século 18 na França, quando confeiteiros decidiram esvaziar os ovos de galinha e preenchê-los com chocolate. A prática logo foi aderida por todos, e repetida com o passar dos anos. Porém, os ovos de chocolate se tornaram muito caros e, dessa forma, nem todo mundo conseguia celebrar a data com o doce, voltando à antiga tradição dos ovos pintados e ornamentados.
    A produção dos ovos de chocolate se tornou cada vez mais popular em todas as partes do mundo. Hoje, podemos encontrar ovos dos mais diferentes sabores, como o clássico chocolate ao leite, até recheado com morango, maracujá, coco e várias outras delícias.
(Fonte: Recreio — adaptado.)
Qual alternativa é um sinônimo para a expressão sublinhada no 3º parágrafo do texto?
Alternativas
Q3543718 Português
Por que comemos ovos de chocolate na Páscoa?
    Antes do chocolate, o ovo já era um símbolo da festa judaica Pessach, que inspirou a Páscoa cristã. Nela, o ovo, que é um dos únicos alimentos que permanece no mesmo formato depois de co____ido, era relacionado ao povo judeu, que, mesmo na dor e no sofrimento, preservava sua unidade — além de também já ser um símbolo de vida e renascimento entre povos antigos, como os romanos.
    Enquanto isso, séculos antes do nascimento de Cristo, as pessoas se pre___enteavam com ovos de galinha no equinócio de primavera para celebrar o fim do inverno. Quando o Pessach foi adaptado para o cristianismo, o ovo se tornou um símbolo da re___urreição de Jesus Cristo.
    Os ovos de chocolate surgiram apenas no século 18 na França, quando confeiteiros decidiram esvaziar os ovos de galinha e preenchê-los com chocolate. A prática logo foi aderida por todos, e repetida com o passar dos anos. Porém, os ovos de chocolate se tornaram muito caros e, dessa forma, nem todo mundo conseguia celebrar a data com o doce, voltando à antiga tradição dos ovos pintados e ornamentados.
    A produção dos ovos de chocolate se tornou cada vez mais popular em todas as partes do mundo. Hoje, podemos encontrar ovos dos mais diferentes sabores, como o clássico chocolate ao leite, até recheado com morango, maracujá, coco e várias outras delícias.
(Fonte: Recreio — adaptado.)
De acordo com as informações do texto, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3543365 Português
      O trocador olhou, viu, não aprovou. Daquele passageiro, escanchado placidamente no banco lateral, escorria um fio de água que ia compondo, no piso do ônibus, a microfigura de uma piscina.

        – Ei, moço, quer fazer o favor de levantar?

        O moço (pois ostentava barba e cabeleira amazônica, sinais indiscutíveis de mocidade) nem-te-ligo.

        O trocador esfregou as mãos no rosto, em gesto de enfado e desânimo, diante da situação tantas vezes enfrentada, e murmurou:

        – Esses caras são de morte.

        Devia estar pensando: Todo ano a mesma coisa. Chegando o verão, chegam problemas. Bem disse o Dario, quando fazia gol no Atlético Mineiro: Problemática demais. Estava cansado de advertir passageiros que não aprendem como viajar em coletivo. Não aprendem e não querem aprender. Tendo comprado passagem por 65 centavos, acham que compraram o ônibus e podem fazer dele casa da peste.

(Carlos Drummond de Andrade, “Recalcitrante”.
Em: As palavras que ninguém diz, 2011. Adaptado)
De acordo com o texto, o trocador desaprovou o comportamento do passageiro porque este
Alternativas
Q3543361 Português
Os nem-nem

        Sem estudo, sem trabalho. Nesse limbo ocioso encontram-se 19,8% dos brasileiros entre 15 e 29 anos, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Educação de 2023.

        O poder público deve implementar políticas para lidar com o fenômeno, que impacta não apenas a renda de 9,6 milhões de pessoas como produz efeitos no longo prazo – quando se considera o envelhecimento da população brasileira e, consequentemente, o processo de perda do bônus demográfico.

        A principal causa do abandono escolar é a busca por emprego. O problema é que, com formação precária, os jovens enfrentam dificuldades para conseguir contratação. Assim, é necessário buscar meios de manter os alunos na rede de ensino e acelerar a transição entre estudo e trabalho.

        A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) preconiza o chamado VET (vocational education and training): programas de orientação vocacional aliados a parcerias entre escolas, empresas e indústria para treinamento e contratação de aprendizes. É fundamental, portanto, a integração do ensino técnico ao regular, e o Brasil peca nesse quesito.

        Em tramitação no Congresso, a nova versão da reforma do novo ensino médio incentiva a educação profissional. Não é panaceia, mas um passo necessário para mitigar o atraso do país nessa seara.

(Editorial. Folha de S.Paulo, 29.03.2024. Adaptado)
Na passagem – … um passo necessário para mitigar o atraso do país nessa seara. (5º parágrafo) –, a expressão destacada significa:
Alternativas
Q3543360 Português
Os nem-nem

        Sem estudo, sem trabalho. Nesse limbo ocioso encontram-se 19,8% dos brasileiros entre 15 e 29 anos, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Educação de 2023.

        O poder público deve implementar políticas para lidar com o fenômeno, que impacta não apenas a renda de 9,6 milhões de pessoas como produz efeitos no longo prazo – quando se considera o envelhecimento da população brasileira e, consequentemente, o processo de perda do bônus demográfico.

        A principal causa do abandono escolar é a busca por emprego. O problema é que, com formação precária, os jovens enfrentam dificuldades para conseguir contratação. Assim, é necessário buscar meios de manter os alunos na rede de ensino e acelerar a transição entre estudo e trabalho.

        A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) preconiza o chamado VET (vocational education and training): programas de orientação vocacional aliados a parcerias entre escolas, empresas e indústria para treinamento e contratação de aprendizes. É fundamental, portanto, a integração do ensino técnico ao regular, e o Brasil peca nesse quesito.

        Em tramitação no Congresso, a nova versão da reforma do novo ensino médio incentiva a educação profissional. Não é panaceia, mas um passo necessário para mitigar o atraso do país nessa seara.

(Editorial. Folha de S.Paulo, 29.03.2024. Adaptado)
Na análise desenvolvida no editorial, defende-se que o Brasil 
Alternativas
Q3543359 Português
Os nem-nem

        Sem estudo, sem trabalho. Nesse limbo ocioso encontram-se 19,8% dos brasileiros entre 15 e 29 anos, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Educação de 2023.

        O poder público deve implementar políticas para lidar com o fenômeno, que impacta não apenas a renda de 9,6 milhões de pessoas como produz efeitos no longo prazo – quando se considera o envelhecimento da população brasileira e, consequentemente, o processo de perda do bônus demográfico.

        A principal causa do abandono escolar é a busca por emprego. O problema é que, com formação precária, os jovens enfrentam dificuldades para conseguir contratação. Assim, é necessário buscar meios de manter os alunos na rede de ensino e acelerar a transição entre estudo e trabalho.

        A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) preconiza o chamado VET (vocational education and training): programas de orientação vocacional aliados a parcerias entre escolas, empresas e indústria para treinamento e contratação de aprendizes. É fundamental, portanto, a integração do ensino técnico ao regular, e o Brasil peca nesse quesito.

        Em tramitação no Congresso, a nova versão da reforma do novo ensino médio incentiva a educação profissional. Não é panaceia, mas um passo necessário para mitigar o atraso do país nessa seara.

(Editorial. Folha de S.Paulo, 29.03.2024. Adaptado)
De acordo com o editorial, a problemática brasileira de jovens sem estudo e sem trabalho deve ser entendida como um fenômeno
Alternativas
Q3543357 Português

(M. Schulz, Minduim Charles. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos. 23.03.2024)

As informações verbais e não verbais dos dois últimos quadros permitem concluir que a risada exprimiu
Alternativas
Q3543356 Português

(M. Schulz, Minduim Charles. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos. 23.03.2024)

No primeiro quadro, a pergunta da aluna sugere que ela
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2024 - TJ-SP - Psicólogo Judiciário |
Q3543296 Português
Assalto

        Na feira, a senhora protestou a altos brados contra o preço do chuchu:

        — Isto é um assalto!

        Houve um rebuliço. Os que estavam perto fugiram. Alguém, correndo, foi chamar o guarda. Um minuto depois, a rua inteira, atravancada, mas provida de admirável serviço de comunicação espontânea, sabia que se estava perpetrando um assalto ao banco. Mas que banco? Havia banco naquela rua? Evidente que sim, pois do contrário como poderia ser assaltado?

        — Um assalto! Um assalto! — a senhora continuava a exclamar, e quem não tinha escutado escutou, multiplicando a notícia. Aquela voz subindo do mar de barracas e legumes era como a própria sirena policial, documentando, por seu uivo, a ocorrência grave, que fatalmente se estaria consumando ali, na claridade do dia, sem que ninguém pudesse evitá-la.

        Moleques de carrinho corriam em todas as direções, atropelando-se uns aos outros. Queriam salvar as mercadorias que transportavam. Não era o instinto de propriedade que os impelia. Sentiam-se responsáveis pelo transporte. E no atropelo da fuga, pacotes rasgavam-se, melancias rolavam, tomates esborrachavam-se no asfalto. Se a fruta cai no chão, já não é de ninguém; é de qualquer um, inclusive do transportador. Em ocasiões de assalto, quem é que vai reclamar uma penca de bananas meio amassadas?

(Carlos Drummond de Andrade, 70 historinhas. Adaptado)
Considere as passagens:
•  ... mas provida de admirável serviço de comunicação espontânea, sabia que se estava perpetrando um assalto ao banco... (3º parágrafo)
•  Não era o instinto de propriedade que os impelia. (5º parágrafo)
Os termos destacados significam, correta e respectivamente:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2024 - TJ-SP - Psicólogo Judiciário |
Q3543295 Português
Assalto

        Na feira, a senhora protestou a altos brados contra o preço do chuchu:

        — Isto é um assalto!

        Houve um rebuliço. Os que estavam perto fugiram. Alguém, correndo, foi chamar o guarda. Um minuto depois, a rua inteira, atravancada, mas provida de admirável serviço de comunicação espontânea, sabia que se estava perpetrando um assalto ao banco. Mas que banco? Havia banco naquela rua? Evidente que sim, pois do contrário como poderia ser assaltado?

        — Um assalto! Um assalto! — a senhora continuava a exclamar, e quem não tinha escutado escutou, multiplicando a notícia. Aquela voz subindo do mar de barracas e legumes era como a própria sirena policial, documentando, por seu uivo, a ocorrência grave, que fatalmente se estaria consumando ali, na claridade do dia, sem que ninguém pudesse evitá-la.

        Moleques de carrinho corriam em todas as direções, atropelando-se uns aos outros. Queriam salvar as mercadorias que transportavam. Não era o instinto de propriedade que os impelia. Sentiam-se responsáveis pelo transporte. E no atropelo da fuga, pacotes rasgavam-se, melancias rolavam, tomates esborrachavam-se no asfalto. Se a fruta cai no chão, já não é de ninguém; é de qualquer um, inclusive do transportador. Em ocasiões de assalto, quem é que vai reclamar uma penca de bananas meio amassadas?

(Carlos Drummond de Andrade, 70 historinhas. Adaptado)
Há termo(s) empregado(s) em sentido figurado na passagem:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2024 - TJ-SP - Psicólogo Judiciário |
Q3543294 Português
Assalto

        Na feira, a senhora protestou a altos brados contra o preço do chuchu:

        — Isto é um assalto!

        Houve um rebuliço. Os que estavam perto fugiram. Alguém, correndo, foi chamar o guarda. Um minuto depois, a rua inteira, atravancada, mas provida de admirável serviço de comunicação espontânea, sabia que se estava perpetrando um assalto ao banco. Mas que banco? Havia banco naquela rua? Evidente que sim, pois do contrário como poderia ser assaltado?

        — Um assalto! Um assalto! — a senhora continuava a exclamar, e quem não tinha escutado escutou, multiplicando a notícia. Aquela voz subindo do mar de barracas e legumes era como a própria sirena policial, documentando, por seu uivo, a ocorrência grave, que fatalmente se estaria consumando ali, na claridade do dia, sem que ninguém pudesse evitá-la.

        Moleques de carrinho corriam em todas as direções, atropelando-se uns aos outros. Queriam salvar as mercadorias que transportavam. Não era o instinto de propriedade que os impelia. Sentiam-se responsáveis pelo transporte. E no atropelo da fuga, pacotes rasgavam-se, melancias rolavam, tomates esborrachavam-se no asfalto. Se a fruta cai no chão, já não é de ninguém; é de qualquer um, inclusive do transportador. Em ocasiões de assalto, quem é que vai reclamar uma penca de bananas meio amassadas?

(Carlos Drummond de Andrade, 70 historinhas. Adaptado)
O rebuliço relatado no texto deveu-se
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2024 - TJ-SP - Psicólogo Judiciário |
Q3543289 Português
Hora e vez da caatinga

        No semiárido nordestino se encontra o único bioma exclusivamente brasileiro. O Nordeste abriga a segunda maior população do país, metade em condição de pobreza. Secas e ondas de calor podem lhe causar ainda muito sofrimento e baixa na qualidade de vida.

        Não é apenas o El Niño deste ano que augura* uma estiagem grave. A mudança climática no planeta vai além dessa perturbação nas águas do Pacífico e apanha um sertão nordestino vulnerável.

        Estudos recentes cruzaram projeções sobre o aumento da aridez na região, em consequência do aquecimento global, com previsões sobre perda de fauna e flora sob aumento da temperatura e queda na precipitação. Concluíram que, em 2060, poderá ocorrer perda de espécies animais e vegetais em 90% da caatinga.

        Uma desertificação da região não será desastrosa só para pequenos mamíferos da caatinga, como prediz a pesquisa. A onipresença de caprinos dá boa ideia da importância para a segurança alimentar e a cultura dos sertanejos dessa criação que pasteja livre pelo bioma.

        Um incremento na perda de cobertura vegetal, acompanhada da homogeneização (poucas espécies) prevista pelos especialistas, trará impacto difícil de avaliar. A ele se somaria um processo de desmatamento já em aceleração, realimentando o vetor de aridificação.

(Editorial. Folha de S.Paulo, 28.10.2023. Adaptado)
* augura: prenuncia
Considere as passagens:
•  “… e a cultura dos sertanejos dessa criação que pasteja livre pelo bioma.” (4º parágrafo)
•  A ele se somaria um processo de desmatamento já em aceleração, realimentando o vetor de aridificação. (5º parágrafo)

As expressões destacadas referem-se, correta e respectivamente, às seguintes informações textuais: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2024 - TJ-SP - Psicólogo Judiciário |
Q3543287 Português
Hora e vez da caatinga

        No semiárido nordestino se encontra o único bioma exclusivamente brasileiro. O Nordeste abriga a segunda maior população do país, metade em condição de pobreza. Secas e ondas de calor podem lhe causar ainda muito sofrimento e baixa na qualidade de vida.

        Não é apenas o El Niño deste ano que augura* uma estiagem grave. A mudança climática no planeta vai além dessa perturbação nas águas do Pacífico e apanha um sertão nordestino vulnerável.

        Estudos recentes cruzaram projeções sobre o aumento da aridez na região, em consequência do aquecimento global, com previsões sobre perda de fauna e flora sob aumento da temperatura e queda na precipitação. Concluíram que, em 2060, poderá ocorrer perda de espécies animais e vegetais em 90% da caatinga.

        Uma desertificação da região não será desastrosa só para pequenos mamíferos da caatinga, como prediz a pesquisa. A onipresença de caprinos dá boa ideia da importância para a segurança alimentar e a cultura dos sertanejos dessa criação que pasteja livre pelo bioma.

        Um incremento na perda de cobertura vegetal, acompanhada da homogeneização (poucas espécies) prevista pelos especialistas, trará impacto difícil de avaliar. A ele se somaria um processo de desmatamento já em aceleração, realimentando o vetor de aridificação.

(Editorial. Folha de S.Paulo, 28.10.2023. Adaptado)
* augura: prenuncia
Considere as passagens:
•  O Nordeste abriga a segunda maior população do país, metade em condição de pobreza. (1º parágrafo)
•  ... e apanha um sertão nordestino vulnerável. (2º parágrafo)
•  Uma desertificação da região não será desastrosa só para pequenos mamíferos da caatinga, como prediz a pesquisa. (4º parágrafo)

Com base nas informações, conclui-se, correta e respectivamente, que:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2024 - TJ-SP - Psicólogo Judiciário |
Q3543286 Português
Hora e vez da caatinga

        No semiárido nordestino se encontra o único bioma exclusivamente brasileiro. O Nordeste abriga a segunda maior população do país, metade em condição de pobreza. Secas e ondas de calor podem lhe causar ainda muito sofrimento e baixa na qualidade de vida.

        Não é apenas o El Niño deste ano que augura* uma estiagem grave. A mudança climática no planeta vai além dessa perturbação nas águas do Pacífico e apanha um sertão nordestino vulnerável.

        Estudos recentes cruzaram projeções sobre o aumento da aridez na região, em consequência do aquecimento global, com previsões sobre perda de fauna e flora sob aumento da temperatura e queda na precipitação. Concluíram que, em 2060, poderá ocorrer perda de espécies animais e vegetais em 90% da caatinga.

        Uma desertificação da região não será desastrosa só para pequenos mamíferos da caatinga, como prediz a pesquisa. A onipresença de caprinos dá boa ideia da importância para a segurança alimentar e a cultura dos sertanejos dessa criação que pasteja livre pelo bioma.

        Um incremento na perda de cobertura vegetal, acompanhada da homogeneização (poucas espécies) prevista pelos especialistas, trará impacto difícil de avaliar. A ele se somaria um processo de desmatamento já em aceleração, realimentando o vetor de aridificação.

(Editorial. Folha de S.Paulo, 28.10.2023. Adaptado)
* augura: prenuncia
Ao analisar a pressão sobre o bioma caatinga, o editorial esclarece que se trata de uma região
Alternativas
Respostas
25221: B
25222: E
25223: E
25224: C
25225: E
25226: E
25227: A
25228: D
25229: C
25230: E
25231: A
25232: E
25233: B
25234: D
25235: C
25236: C
25237: D
25238: D
25239: E
25240: B