Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3544768 Português
“É essencial fazer com que uma voz com base científica seja ouvida em alto e bom som, especialmente em tempos de crise (epidemias, crise financeira, terremoto, novos medicamentos etc.) e isto pode ser feito através da comunicação profissional. O preço de não comunicar ou de comunicar mal está aumentando a cada dia, porque hoje aqueles que não estão bem representados na arena pública correm o risco de perder a sua palavra, recursos ou confiança.”


M.S. Jucan e C.N. Jucan, Procedia - Social and Behavioral Sciences 149 (2014) 461 – 466. Traduzido. 
A necessidade crescente de comunicação por vozes com base científica vem de uma separação entre ciência e sociedade, observada nos dias de hoje. Contribuem mais fortemente para o aumento dessa separação
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Q3544595 Português
Assinale a alternativa em que ocorre uma palavra seguida de seu hipônimo.
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Q3544588 Português
Texto para responder à questão.


Muito calor


    Ontem, com aquele calor todo, apareceu um homem disposto a discutir comigo. Eu discuto muito mal, principalmente no verão. O homem defendia os agiotas. Isto é, não defendia. O que ele dizia era que, afinal de contas, os agiotas não sei o que têm, porque é preciso não esquecer que, de um certo ponto de vista, é preciso encarar a questão, aliás, não sei o quê... Era mais ou menos isso o que o homem dizia. Ele citou vários exemplos e de vez em quando me perguntava:

    — Você não acha que eu tenho razão?

    Eu não achava nem deixava de achar, de maneira que não dizia nada. Aí o homem insistia:

    — Vamos, diga, isso é ou não é um fato?

    — É...

    — Pois bem. Agora você precisa ver outra coisa. Aqui no Rio de Janeiro há não sei quantas casas de penhor. Muito bem. Pois então vamos fazer um cálculo...

    Aí o homem fazia um cálculo. Depois perguntava se eu não concordava com o cálculo, se não achava justo, se achava exagerado — aí teve uma hora que não sei o que foi que eu disse que o homem gritou:

    — Mas então é você que defende os usurários! Esse argumento seu...

    E ele me provou por a mais b que o meu argumento era uma grande arma na mão dos usurários. Aliás, reparando bem, uma arma de dois gumes. Eu, a bem dizer, não me lembrava mais qual era o meu argumento, nem mesmo sabia que tinha dado um argumento. O homem falou sobre taxas de juros, avaliação, leilão e monte de socorro, fiscalização, prazo e outras coisas desse gênero. Confesso que fiquei um pouco desorientado. O homem então se exaltou não sei por que e perguntou se eu queria que os usurários me emprestassem dinheiro a um por cento ao mês.

    — É isso que você quer, não é?

    — Eu, não…

    — Então o que é que você quer?

    Respondi que eu não queria nada. Ele disse que "não quero nada" era um modo de dizer. E perguntou outra vez, ameaçador:

    — Mas então o que é que você acha? Eu não compreendo você! Ora você diz uma coisa, ora outra. Vamos, me explique, o que é que você acha?

    Respondi com a máxima sinceridade:

    — Eu acho que está fazendo muito calor.

    O homem ficou um pouco zangado e disse que comigo não se podia discutir. Não valia a pena discutir. Para que ele não ficasse mais zangado, concordei:

    — Pois é isso o que eu sempre digo.

    O leitor me desculpe, mas não sei o que falamos mais nessa palestra tão interessante e instrutiva. O que sei é que estava fazendo muito calor, e que no momento em que escrevo continua fazendo muito calor.


BRAGA, R. O Conde e o passarinho e Morro do Isolamento. 5ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 1982.
Com a leitura do texto, depreende-se que o baixo desempenho do autor na discussão relatada se deve ao fato de que:
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Q3544439 Português
“As linhas escritas, apesar de serem muito mais frequentes do que antes, vêm se tornando cada vez menos importantes para as massas do que as superfícies. Não necessitamos de profetas para saber que o ‘homem unidimensional’ está desaparecendo. [...] O problema é descobrir que tipo de adequação existe entre as superfícies do mundo de um lado, e entre as superfícies e as linhas, de outro. ” ( FLUSSER, 2007). Vilém Flusser articula os conceitos de linha e superfície para refletir sobre dinâmicas sociais e a condição existencial humana no mundo cada vez mais povoado de imagens técnicas. Assinale a alternativa que descreve corretamente um argumento do autor.
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Q3544418 Português
 Voltando à questão da inércia empresarial, é triste constatar que nem os exemplos de crises que acontecem com outras empresas animam o empresário a tomar providências. Numa palavra: organizar-se. O máximo que acontece é o “efeito cadáver na estrada”. (NEVES, 2002, p. 20)
Assinale a alternativa que melhor define o “efeito cadáver na estrada” elaborado por Roberto de Castro Neves. 
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Q3544184 Português

Observe a charge a seguir publicada por ocasião do Dia Internacional da Mulher de 2024:


Imagem associada para resolução da questão


Considerando o contexto e de acordo com a ideia contida na charge, é possível afirmar que Ana e Marcos

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Q3544126 Português

Leia o Texto 04 a seguir, para responder à questão.


Texto 04




Disponível em: https://blogdoaftm.com.br/charge-queda-na-natalidade/. Acesso em: 29 nov. 2023.

Na charge, a palavra “natalidade” foi usada com o sentido de:
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Q3544125 Português

Leia o Texto 04 a seguir, para responder à questão.


Texto 04




Disponível em: https://blogdoaftm.com.br/charge-queda-na-natalidade/. Acesso em: 29 nov. 2023.

Em reação ao que a colega disse, a expressão fisionômica da ave que carrega o bebê revela um sentimento de
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Q3544123 Português

Leia o Texto 03 a seguir, para responder à questão.


Texto 03


    A população da cidade de Turvânia (GO) chegou a 4.480 pessoas no Censo de 2022, o que representa uma queda de -7,34% em relação com o Censo de 2010. Os resultados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    

    Os dados do Censo também revelam que a população do Brasil é de 203.062.512, um aumento de 6,45% em relação ao Censo de 2010. No estado de Goiás, a população é de 7.055.228, o que representa um aumento de 17,55% se comparado ao Censo anterior.

    

    No ranking de população dos municípios, Turvânia está: na 154ª colocação no estado; na 341ª colocação na região Centro-Oeste; e na 4.452ª colocação no Brasil. A pesquisa do IBGE também aponta que a cidade em Turvânia tem uma densidade demográfica de 9,29 habitantes por km² e uma média de 2,47 moradores por residência.


Disponível em: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2023/06/28/populacao-deturvania-g. Acesso em: 30 nov. 2023. [Adaptado].

O texto mostra que, em comparação com o Censo de 2010, a população de Turvânia
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Q3544121 Português

Leia o Texto 02 a seguir, para responder à questão.


Texto 02



Disponível em: https://diariotribuna.com.br/?p=4616. Acesso em: 29 de nov. 2023.

Na mensagem expressa na propaganda, a função do trecho “pois um dia você também será um...” é a de 
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Q3544120 Português

Leia o Texto 02 a seguir, para responder à questão.


Texto 02



Disponível em: https://diariotribuna.com.br/?p=4616. Acesso em: 29 de nov. 2023.

Na propaganda, a imagem e o texto escrito pretendem
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Q3544117 Português

Leia o Texto 01 a seguir, para responder à questão.


Texto 01

Etarismo: que bicho é esse? Preconceito por idade prejudica saúde de idosos


    Chegar à terceira idade com saúde e disposição é um privilégio, mas é comum que quem tenha mais de 50 anos já comece a sentir discriminação por estar envelhecendo. Ouvir frases como: "Você está velho demais para isso!", "Lugar de velho é em casa" ou "Está ficando gagá" começa a fazer parte do cotidiano de muitos idosos.

    

    A discriminação por idade pode ser velada e explícita. O idoso costuma ouvir comentários desagradáveis, como se fossem "brincadeiras" sobre o envelhecimento, ou sente que não foi chamado para uma entrevista de emprego por causa da idade.

    

    Essa discriminação passou a ser chamada de etarismo — mas também é conhecida como idadismo ou ageísmo — e é bastante comum: de acordo com um relatório elaborado pela Organização Mundial de Saúde, uma em cada duas pessoas no mundo já praticou ações discriminatórias que pioram a saúde física e mental dos idosos.


Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/08/20/etarismo-quebicho-e-esse-preconceito-por-idade-prejudica-saude-de-idosos.htm. Acesso em: 30 de nov. 2023. [Adaptado].

O texto informa que a discriminação contra idosos já foi cometida pela 
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Q3543996 Português

Texto para a questão.



O que significa obra de Graciliano Ramos em domínio público



Para a família do escritor, legislação brasileira só aumenta lucros das editoras, além de permitir publicações menos cuidadosas. Quem adaptar obra para TV ou HQs, por exemplo, poderá receber parte dos lucros. Vidas Secas, Angústia, São Bernardo e todos os outros livros escritos por Graciliano Ramos (1892- 1953), um dos maiores nomes da literatura nacional, estão em domínio público a partir desta segunda-feira (01/01). Conforme prevê a legislação brasileira, não é mais necessário o pagamento de direitos autorais aos herdeiros de um autor a partir do ano seguinte ao septuagésimo aniversário da morte do mesmo.


Segundo o jurista Gustavo Martins de Almeida, advogado do Sindicato Nacional dos Editores de Livro (SNEL), a integridade da obra segue protegida. “Após os 70 anos [da morte], a obra pode ser livremente reproduzida. No entanto, há um direito moral que implica na integridade da obra, isto é: seu conteúdo não poderá ser alterado”, explica.


“Precisam ser resguardados os direitos morais, ou seja, a obra tem de continuar sendo creditada ao autor e a sua integridade, mantida”, completa o jornalista Leonardo Neto, especializado em mercado editorial e curador de eventos como a Bienal do Livro de São Paulo. “Nenhuma modificação que possa prejudicar a obra ou atingir a reputação ou honra do autor pode ocorrer.”


[...]


Neto de Graciliano, o escritor Ricardo Ramos Filho conta que a família vinha se preparando há tempos para esta transição. Anos atrás, houve a renovação do contrato firmado entre os herdeiros e a editora Record, que publica a obra completa do autor. “E fizemos um contrato mais longo. A editora vai continuar pagando direitos autorais à família até 2029”, relata.


Ramos Filho frisa que toda reedição tem o acompanhamento da família, com o objetivo de zelar pela qualidade final. “Sabemos que [agora] muitas editoras vão publicar sem maiores cuidados, pensando só no lucro. É claro que nós não gostamos disso”, comenta ele.


“A lei do domínio público, eu usaria uma palavra muito forte para definir o que eu penso, acho que é uma excrescência”, afirma Ramos Filho. Seus argumentos são de que a legislação só serve para aumentar os lucros daqueles que exploram as obras do autor.


Ele diz que aprova o fato de que a partir de agora qualquer pessoa pode acessar livremente a obra a partir de uma biblioteca on-line, completamente grátis. “Para isso, não precisaria nem esperar 70 anos, 50 já estava bom. Acho importante que as pessoas possam acessar a obra do autor sem pagar, é importante para que ele seja lido e divulgado. Isso é domínio público.”


O problema, para o herdeiro, é a comercialização. “A partir de janeiro, qualquer editora vai poder publicar Graciliano sem pagar os 10% que pagavam de direito autoral para a família. O livro vai custar mais barato por causa disso? Não. As editoras vão poder publicar o autor, não vão pagar direito autoral e vão continuar cobrando a mesma coisa pelo livro”, avalia. “É isso que nos revolta. Mas, tudo bem: é lei, e lei a gente pode até não aceitar, mas a gente acata.”


“A lei de domínio público, da maneira como está posta, é uma falácia”, enfatiza.


Disponível em: https://www.ocafezinho.com/2024/01/01/o-que-significa-obra-degraciliano-ramos-em-dominio-publico/. Acesso em: 04 jan. 2024.

Ao se referir à lei de Domínio Público, o também escritor Ramos Filho, neto de Graciliano Ramos, diz que a lei é uma falácia. Nesse contexto, o sinônimo mais adequado é:
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Q3543995 Português

Texto para a questão.



O que significa obra de Graciliano Ramos em domínio público



Para a família do escritor, legislação brasileira só aumenta lucros das editoras, além de permitir publicações menos cuidadosas. Quem adaptar obra para TV ou HQs, por exemplo, poderá receber parte dos lucros. Vidas Secas, Angústia, São Bernardo e todos os outros livros escritos por Graciliano Ramos (1892- 1953), um dos maiores nomes da literatura nacional, estão em domínio público a partir desta segunda-feira (01/01). Conforme prevê a legislação brasileira, não é mais necessário o pagamento de direitos autorais aos herdeiros de um autor a partir do ano seguinte ao septuagésimo aniversário da morte do mesmo.


Segundo o jurista Gustavo Martins de Almeida, advogado do Sindicato Nacional dos Editores de Livro (SNEL), a integridade da obra segue protegida. “Após os 70 anos [da morte], a obra pode ser livremente reproduzida. No entanto, há um direito moral que implica na integridade da obra, isto é: seu conteúdo não poderá ser alterado”, explica.


“Precisam ser resguardados os direitos morais, ou seja, a obra tem de continuar sendo creditada ao autor e a sua integridade, mantida”, completa o jornalista Leonardo Neto, especializado em mercado editorial e curador de eventos como a Bienal do Livro de São Paulo. “Nenhuma modificação que possa prejudicar a obra ou atingir a reputação ou honra do autor pode ocorrer.”


[...]


Neto de Graciliano, o escritor Ricardo Ramos Filho conta que a família vinha se preparando há tempos para esta transição. Anos atrás, houve a renovação do contrato firmado entre os herdeiros e a editora Record, que publica a obra completa do autor. “E fizemos um contrato mais longo. A editora vai continuar pagando direitos autorais à família até 2029”, relata.


Ramos Filho frisa que toda reedição tem o acompanhamento da família, com o objetivo de zelar pela qualidade final. “Sabemos que [agora] muitas editoras vão publicar sem maiores cuidados, pensando só no lucro. É claro que nós não gostamos disso”, comenta ele.


“A lei do domínio público, eu usaria uma palavra muito forte para definir o que eu penso, acho que é uma excrescência”, afirma Ramos Filho. Seus argumentos são de que a legislação só serve para aumentar os lucros daqueles que exploram as obras do autor.


Ele diz que aprova o fato de que a partir de agora qualquer pessoa pode acessar livremente a obra a partir de uma biblioteca on-line, completamente grátis. “Para isso, não precisaria nem esperar 70 anos, 50 já estava bom. Acho importante que as pessoas possam acessar a obra do autor sem pagar, é importante para que ele seja lido e divulgado. Isso é domínio público.”


O problema, para o herdeiro, é a comercialização. “A partir de janeiro, qualquer editora vai poder publicar Graciliano sem pagar os 10% que pagavam de direito autoral para a família. O livro vai custar mais barato por causa disso? Não. As editoras vão poder publicar o autor, não vão pagar direito autoral e vão continuar cobrando a mesma coisa pelo livro”, avalia. “É isso que nos revolta. Mas, tudo bem: é lei, e lei a gente pode até não aceitar, mas a gente acata.”


“A lei de domínio público, da maneira como está posta, é uma falácia”, enfatiza.


Disponível em: https://www.ocafezinho.com/2024/01/01/o-que-significa-obra-degraciliano-ramos-em-dominio-publico/. Acesso em: 04 jan. 2024.

A partir da leitura do texto, conclui-se que a família do escritor discorda da lei do Domínio Público porque, segundo Ramos Filho:



I. Aumenta lucros das editoras, além de permitir publicações menos cuidadosas. 


II. Deixa de existir a obrigatoriedade do pagamento de direitos autorais aos herdeiros, e o adaptador da obra passa a receber parte dos lucros.


III. O acesso livre à obra se torna completamente grátis a partir de uma biblioteca on-line.

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Q3543991 Português

Texto para a questão.



A última crônica



A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico.

Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.


[...]


[Trecho inicial do texto A última crônica, de Fernando Sabino] Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/a-ultima-cronica-fernando-sabino/. Acesso em: 03 jan. 2024.

A partir da leitura do texto, é possível deduzir que: 
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Q3543913 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO


   “Documentar é um ato de informação e conformação porque é um ato de atribuição de valor. Só há documento porque há a intenção de informar, de produzir conhecimento sobre um determinado conjunto de bens culturais. Nesse sentido, os documentos produzidos ao longo da atividade de documentação museológica são instauradores do próprio processo de musealização. Musealizar, portanto, também é um ato de informação. Nas palavras dos autores, “[...] estas instituições, ao criarem um corpus documental em papel, criam um corpus patrimonial, na medida em que dão origem a objetos patrimoniais que se tornam documentos históricos, artísticos.” (GRIGOLETO; MARAÑON, 2009: 06)”


Museologia & Interdisciplinaridade. vol. 11, Especial. Dossiê: Perspectivas de
Documentação Museológica: Competências, Formações, Experiências e
Reflexões. Brasília: Unb, 2022. 
Considerando a frase inicial da citação apresentada, podemos considerar como sinônimo da palavra “conformação”, de acordo com o empregado no texto: 
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Q3543896 Português
    “Se incorporar o transitório não significa necessariamente torná-lo duradouro, eterno (vide os trabalhos em xerox e vídeo que, no limite, tendem a desaparecer), o que tal produção reclama não é apenas uma outra visada sobre si mesmo, como objeto artístico isolado, mas uma profunda reconsideração do papel do artista, do público e das instituições dentro desse novo paradigma artístico.”

Freire, 2020:p.40.

Sobre esse trecho pode-se afirmar que a autora acredita que 
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Q3543870 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO


   “Como os rolos de papiro petrificados em razão da erupção do Vesúvio em 79 d.C. não podem ser desenrolados sem serem destruídos, uma nova técnica de tomografias computadorizadas de alta resolução escaneou camada por camada. Mesmo assim, a olho nu não é possível reconhecer letras nas imagens das folhas queimadas a milhares de anos. O desafio consistia, então, em treinar uma inteligência artificial capaz de identificar pequenos padrões de rachaduras que indicassem onde haveria tinta. O diferencial da equipe brasileira foi introduzir no programa uma equação usada na biologia para prever a evolução de uma epidemia, o que tornou o reconhecimento mais rápido.

  ‘Há 30 ou 40 anos atrás, esse era um material dado como perdido’, enfatiza Odemir Bruno, professor do Departamento de Física e Ciência dos Materiais do Instituto de Física de São Carlos, da USP. Como foram carbonizados pelo calor da erupção, os rolos de papiro são extremamente frágeis. Desde a descoberta, há quase três séculos, diversas máquinas e produtos químicos foram testados para abrir fisicamente os rolos, o que destruiu parte do material. Mesmo assim, cerca de 800 papéis conhecidos estão preservados, aguardando o dia de serem desvendados.”


https://jornal.usp.br/ciencias/decifrando-os-papiros-carbonizados-pelo-
vulcao-vesuvio-com-inteligencia-artificial/ (adaptado) 
A frase ‘Há 30 ou 40 anos atrás, esse era um material dado como perdido’ torna explícita a ideia de que a ciência 
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Q3543828 Português
A leitura depende de certos conhecimentos prévios, como por exemplo: conhecimento prévio textual que compreende o conjunto de noções e conceitos relativos à tipologia textual que determina os diferentes gêneros discursivos. Assim, qual o tipo textual centrado na ação, que tem a presença comum de marcadores de tempo, sistematizado, principalmente, em três partes?
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Q3543800 Português
No contexto educacional, é possível trabalhar a leitura e a produção dos mais variados tipos de gêneros discursivos, uma vez que eles estão presentes em todos os contextos e fazem parte da vida humana em suas mais variadas formas. Nesse sentido, os gêneros textuais circulam pelas diversas esferas sociais. No caso dos gêneros discursivos: horóscopo, infográfico e caricatura, qual a sua esfera social de circulação?
Alternativas
Respostas
25241: A
25242: C
25243: B
25244: D
25245: B
25246: D
25247: B
25248: B
25249: C
25250: B
25251: D
25252: D
25253: B
25254: B
25255: B
25256: E
25257: E
25258: C
25259: E
25260: E