Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 98.163 questões

Q3701357 Português
“A humanidade vive a implorar pela paz.” A palavra destacada foi utilizada com o sentido de:
Alternativas
Q3701353 Português
São antônimas as palavras: 
Alternativas
Q3701349 Português
Texto I

A ÁGUA NO MUNDO



     A água é muito importante para a nossa vida. Ela está presente em muitas atividades do nosso dia-a-dia. Em nossa higiene diária, quando tomamos banho, lavamos as mãos antes das refeições, escovamos os dentes, etc. Está presente também em nosso lazer, quando nos refrescamos no rio, nas praias ou nas piscinas. A água também é fundamental para a hidratação do nosso corpo quando bebemos água e outros líquidos. Utilizamos também nas tarefas domésticas, como lavar roupas, limpar pisos, etc.

    Há muita coisa a saber a respeito da água, ela está presente nos menores movimentos do nosso corpo, como no piscar de olhos. Afinal, somos compostos basicamente de água em mais de 70% do nosso corpo.

    A água é um elemento essencial para a nossa vida, mas a água potável não estará disponível infinitamente, ela é um recurso limitado. A água também se encontra ameaçada pela poluição, pela contaminação e pelas alterações climáticas que o ser humano vem provocando, trazendo grande perigo para a saúde e bem estar do homem. Por isso cada um de nós devemos usar a água com mais economia.

http://www.smartkids.com.br/especiais/agua


Texto II

A importância da água

   A água é fonte da vida. Não importa quem somos, o que fazemos, onde vivemos, nós dependemos dela para viver. No entanto, por maior que seja a importância da água, as pessoas continuam poluindo os rios e destruindo as nascentes, esquecendo o quanto ela é essencial para nossas vidas.

   A água é, provavelmente o único recurso natural que tem a ver com todos os aspectos da civilização humana, desde o desenvolvimento agrícola e industrial aos valores culturais e religiosos arraigados na sociedade. É um recurso natural essencial, seja componente bioquímico de seres vivos, como meio de vida de várias espécies vegetais e animais, como elemento representativo de valores sociais e culturais e até como fator de produção de vários bens de consumo final e intermediário.

(Projeto Brasil das águas)
Os textos I e II estão relacionados, ou seja, convergem em torno de uma mesma ideia.
Das alternativas abaixo somente uma NÃO está correta. Assinale-a. 
Alternativas
Q3701343 Português
Texto I

A ÁGUA NO MUNDO



     A água é muito importante para a nossa vida. Ela está presente em muitas atividades do nosso dia-a-dia. Em nossa higiene diária, quando tomamos banho, lavamos as mãos antes das refeições, escovamos os dentes, etc. Está presente também em nosso lazer, quando nos refrescamos no rio, nas praias ou nas piscinas. A água também é fundamental para a hidratação do nosso corpo quando bebemos água e outros líquidos. Utilizamos também nas tarefas domésticas, como lavar roupas, limpar pisos, etc.

    Há muita coisa a saber a respeito da água, ela está presente nos menores movimentos do nosso corpo, como no piscar de olhos. Afinal, somos compostos basicamente de água em mais de 70% do nosso corpo.

    A água é um elemento essencial para a nossa vida, mas a água potável não estará disponível infinitamente, ela é um recurso limitado. A água também se encontra ameaçada pela poluição, pela contaminação e pelas alterações climáticas que o ser humano vem provocando, trazendo grande perigo para a saúde e bem estar do homem. Por isso cada um de nós devemos usar a água com mais economia.

http://www.smartkids.com.br/especiais/agua


Texto II

A importância da água

   A água é fonte da vida. Não importa quem somos, o que fazemos, onde vivemos, nós dependemos dela para viver. No entanto, por maior que seja a importância da água, as pessoas continuam poluindo os rios e destruindo as nascentes, esquecendo o quanto ela é essencial para nossas vidas.

   A água é, provavelmente o único recurso natural que tem a ver com todos os aspectos da civilização humana, desde o desenvolvimento agrícola e industrial aos valores culturais e religiosos arraigados na sociedade. É um recurso natural essencial, seja componente bioquímico de seres vivos, como meio de vida de várias espécies vegetais e animais, como elemento representativo de valores sociais e culturais e até como fator de produção de vários bens de consumo final e intermediário.

(Projeto Brasil das águas)
Para o autor, NÃO está correta a ideia expressa na alternativa:
Alternativas
Q3701119 Português
Algumas frases ou falas, dependendo da forma em que são escritas ou faladas, podem provocar ambiguidade. A ambiguidade pode ser proposital como recurso linguístico, ou apenas um vício de linguagem. Atente-se para a tirinha a seguir.


Imagem associada para resolução da questão

Percebe-se uma ambiguidade lexical, no intuito de provocar efeito de sentido no texto:
Alternativas
Q3701116 Português
Leia o trecho do monólogo a seguir.


“ – E tudo começou assim. Em um dia qualquer... segunda, terça, sábado, domingo quem sabe. Não importa. Sei que ali ele estava. O que? Ainda não viram? O buraco? Sim no meio da sala dele, do seu quarto, do seu banheiro, da sua cozinha, dentro dele? Não sei. Só sei que lá estava. E talvez aquele seria os primeiros sintomas da saúde mental dele. Incomodava-o? O que? O nome dele? Não interessa. Só sei que estava lá. Era um buraco, no início não muito grande. Com o tempo foi crescendo. E ele era aquele garoto sem resposta para a vida. Afinal, alguém tem resposta quando criança? Como ter resposta se a vida mal está começando quando se é criança? Na realidade, a vida inteira não cabe uma resposta.

– E assim, a loucura se torna feito uma sinfonia, desconcertante, sim, um desconcerto, sem s, pois se faz um concerto, numa melodia desconcertante, sem s, desconcertante sem s... num desconforto em que num desequilíbrio equilibrado soa em um tiro a morte da sinfonia. (PAHHHHHH!)

(O PIANISTA CAI A CABEÇA SOBE O PIANO COMO SE TIVESSE MORRIDO)

– Não há buraco mais profundo e tenebroso.... Do que aquele que acompanha o nosso âmago, a nossa própria alma!!!! E era noite escura de um sol deslumbrante, arrancando-nos um suor naquele inverno cortante, e nós ali, no bosque de um arvoredo sem árvores, com pássaros deixando rastros de suas pastagens, enquanto ouvíamos o barulho dos rinocerontes mexendo em seus ninhos nos Baobás. Mas lá estávamos, quem? Eu, o meu reflexo e aquele buraco entre nós. Agora eu sentia ressurgir o som da sinfonia (O PIANISTA COMEÇA A TOCAR), porque não há vida que se possa negar a morte, e nem há morte que se possa negar a viver.

(OLHA PARA TODA A PLATEIA COM UM OLHAR NUMA MISTURA DE IRONIA)

– Não importa meu DESCONCERTO, SIM, DESCONCERTO SEM S, POR QUÊ? UMA SINFONIA DISSONANTE EM HARMONIA COM AS SINGULARIDADES.”

(Peça “Desconcerto” – Tulius Mendonça) 
A peça denomina-se “Desconcerto”. Levando em consideração o texto, as notações cênicas (rubricas) e a frase final do trecho, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3701115 Português
Leia o trecho do monólogo a seguir.


“ – E tudo começou assim. Em um dia qualquer... segunda, terça, sábado, domingo quem sabe. Não importa. Sei que ali ele estava. O que? Ainda não viram? O buraco? Sim no meio da sala dele, do seu quarto, do seu banheiro, da sua cozinha, dentro dele? Não sei. Só sei que lá estava. E talvez aquele seria os primeiros sintomas da saúde mental dele. Incomodava-o? O que? O nome dele? Não interessa. Só sei que estava lá. Era um buraco, no início não muito grande. Com o tempo foi crescendo. E ele era aquele garoto sem resposta para a vida. Afinal, alguém tem resposta quando criança? Como ter resposta se a vida mal está começando quando se é criança? Na realidade, a vida inteira não cabe uma resposta.

– E assim, a loucura se torna feito uma sinfonia, desconcertante, sim, um desconcerto, sem s, pois se faz um concerto, numa melodia desconcertante, sem s, desconcertante sem s... num desconforto em que num desequilíbrio equilibrado soa em um tiro a morte da sinfonia. (PAHHHHHH!)

(O PIANISTA CAI A CABEÇA SOBE O PIANO COMO SE TIVESSE MORRIDO)

– Não há buraco mais profundo e tenebroso.... Do que aquele que acompanha o nosso âmago, a nossa própria alma!!!! E era noite escura de um sol deslumbrante, arrancando-nos um suor naquele inverno cortante, e nós ali, no bosque de um arvoredo sem árvores, com pássaros deixando rastros de suas pastagens, enquanto ouvíamos o barulho dos rinocerontes mexendo em seus ninhos nos Baobás. Mas lá estávamos, quem? Eu, o meu reflexo e aquele buraco entre nós. Agora eu sentia ressurgir o som da sinfonia (O PIANISTA COMEÇA A TOCAR), porque não há vida que se possa negar a morte, e nem há morte que se possa negar a viver.

(OLHA PARA TODA A PLATEIA COM UM OLHAR NUMA MISTURA DE IRONIA)

– Não importa meu DESCONCERTO, SIM, DESCONCERTO SEM S, POR QUÊ? UMA SINFONIA DISSONANTE EM HARMONIA COM AS SINGULARIDADES.”

(Peça “Desconcerto” – Tulius Mendonça) 
O trecho retirado do texto que demonstra um paradoxo na fala da personagem, ou seja, utilizando de antíteses e ideias antagônicas está em: 
Alternativas
Q3701114 Português
Leia o trecho do monólogo a seguir.


“ – E tudo começou assim. Em um dia qualquer... segunda, terça, sábado, domingo quem sabe. Não importa. Sei que ali ele estava. O que? Ainda não viram? O buraco? Sim no meio da sala dele, do seu quarto, do seu banheiro, da sua cozinha, dentro dele? Não sei. Só sei que lá estava. E talvez aquele seria os primeiros sintomas da saúde mental dele. Incomodava-o? O que? O nome dele? Não interessa. Só sei que estava lá. Era um buraco, no início não muito grande. Com o tempo foi crescendo. E ele era aquele garoto sem resposta para a vida. Afinal, alguém tem resposta quando criança? Como ter resposta se a vida mal está começando quando se é criança? Na realidade, a vida inteira não cabe uma resposta.

– E assim, a loucura se torna feito uma sinfonia, desconcertante, sim, um desconcerto, sem s, pois se faz um concerto, numa melodia desconcertante, sem s, desconcertante sem s... num desconforto em que num desequilíbrio equilibrado soa em um tiro a morte da sinfonia. (PAHHHHHH!)

(O PIANISTA CAI A CABEÇA SOBE O PIANO COMO SE TIVESSE MORRIDO)

– Não há buraco mais profundo e tenebroso.... Do que aquele que acompanha o nosso âmago, a nossa própria alma!!!! E era noite escura de um sol deslumbrante, arrancando-nos um suor naquele inverno cortante, e nós ali, no bosque de um arvoredo sem árvores, com pássaros deixando rastros de suas pastagens, enquanto ouvíamos o barulho dos rinocerontes mexendo em seus ninhos nos Baobás. Mas lá estávamos, quem? Eu, o meu reflexo e aquele buraco entre nós. Agora eu sentia ressurgir o som da sinfonia (O PIANISTA COMEÇA A TOCAR), porque não há vida que se possa negar a morte, e nem há morte que se possa negar a viver.

(OLHA PARA TODA A PLATEIA COM UM OLHAR NUMA MISTURA DE IRONIA)

– Não importa meu DESCONCERTO, SIM, DESCONCERTO SEM S, POR QUÊ? UMA SINFONIA DISSONANTE EM HARMONIA COM AS SINGULARIDADES.”

(Peça “Desconcerto” – Tulius Mendonça) 
O texto lido é trecho de uma peça de teatro em forma de monólogo. Nele todo o enredo traz como tema central, a loucura, entretanto não como algo patológico, mas sim, a loucura sendo considerada em pessoas que não se enquadram a um modelo padrão de sociedade. A partir do que você leu, o “buraco” em referência no texto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3701105 Português
O Riso é o Melhor Indicador da Alma


    O Riso é o Melhor Indicador da Alma. Acho que, na maioria dos casos, quando uma pessoa se ri torna-se nojento olharmos para ela. Manifesta-se no riso das pessoas, na maioria das vezes, qualquer coisa de grosseiro que humilha a quem ri, embora essa pessoa quase nunca saiba que efeito o seu riso provoca. Tal como não sabe (ninguém sabe, aliás) a cara que faz quando dorme. Há quem mantenha no sono uma cara inteligente, mas outros há que, embora inteligentes, fazem uma cara tão estúpida a dormir que se torna ridícula. Não sei por que tal acontece, apenas quero salientar que a pessoa que ri, tal como a pessoa que dorme, não sabe a cara que faz. De uma maneira geral, há muitíssimas pessoas que não sabem rir. Aliás, isso não é coisa que se aprenda: é um dom, não se pode aperfeiçoar o riso. A não ser que nos reeduquemos interiormente, que nos desenvolvamos para melhor e que superemos os maus instintos do nosso caráter: então também o riso poderá possivelmente mudar para melhor.

    A pessoa manifesta no riso aquilo que é, é possível conhecermos num instante todos os seus segredos. Mesmo o riso incontestavelmente inteligente é, às vezes, abominável. O riso exige em primeiro lugar sinceridade, mas onde está a sinceridade das pessoas? O riso exige a ausência de maldade, mas as pessoas, na maioria dos casos, riem com maldade. Um riso sincero e sem maldade é uma pura alegria, mas, nos tempos que correm, onde está a alegria? E poderão as pessoas serem alegres? A alegria é um dos mais reveladores traços humanos, basta a alegria para revelar as pessoas dos pés à cabeça.

   Por vezes não há meio de percebermos o caráter de uma pessoa, mas basta ela rir para lhe conhecermos o feitio como às palmas das nossas mãos. Só as pessoas desenvolvidas do modo mais elevado e feliz sabem ser contagiosamente alegres, de uma maneira irresistível e benévola. Não falo de desenvolvimento intelectual, mas de caráter, do homem como um todo. Portanto: se quiserdes compreender uma pessoa e conhecer-lhe a alma não presteis atenção à sua maneira de se calar, ou de falar, ou de chorar, ou de se emocionar com as ideias mais nobres, olhai antes para ela quando se ri. Ri-se bem - é boa pessoa.

    Observai depois todos os matizes: por exemplo, é preciso que o riso não pareça estúpido, por mais alegre e ingênuo que seja. Mal detecteis a mais pequena nota de estupidez num riso, ficai sabendo que a pessoa que assim ri é intelectualmente limitada, apesar de deitar cá para fora um semfim de ideias. Mesmo que o riso não seja estúpido, se vos parecer ridículo, nem que seja um pouquinho, ficai sabendo que não há na pessoa que o ri uma verdadeira dignidade, pelo menos uma dignidade suficiente. Por último, notai que, mesmo que um riso seja contagioso, mas por qualquer razão vos  pareça vulgar, também a natureza dessa pessoa é vulgar, que toda a nobreza e espírito sublime que tínheis visto nela ou são fingidos ou imitados inconscientemente, e que essa pessoa, no futuro, mudará inevitavelmente para pior, dedicar-se-á ao «útil», abandonando sem pena as ideias nobres como sendo erros e paixões da juventude. (...)

    Apenas entendo que o riso é a mais certeira prova da alma. Olhai para uma criança: só as crianças sabem rir com perfeição, por isso são fascinantes. É abominável a criança que chora, mas a que ri alegremente é um raio do paraíso, é o futuro do homem quando ele, finalmente, se tornar tão puro e ingênuo como uma criança.


(Fiódor Dostoiévski, in 'O Adolescente')
A frase do texto que comprova a capacidade que o riso tem de revelar o interior de um indivíduo é:
Alternativas
Q3701059 Português
Prioridades


        Muito do que gastamos (e nos desgastamos) nesse consumismo feroz podia ser negociado com a gente mesmo: uma hora de alegria em troca daquele sapato. Uma tarde de amor em troca da prestação do carro do ano; um fim de semana em família em lugar daquele trabalho extra que está me matando e ainda por cima detesto.
         Não sei se sou otimista demais, ou fora da realidade. Mas, _____ medida que fui gostando mais do meu jeans, camiseta e mocassins, me agitando menos, querendo ter menos, fui ficando mais tranquila e mais divertida. Sapato e roupa simbolizam bem mais do que isso que são: representam uma escolha de vida, uma postura interior.
         Nunca fui modelo de nada, graças a Deus. Mas amadurecer me obrigou _____ fazer muita faxina nos armários da alma e na bolsa também. Resistir _____ certas tentações é burrice; mas fugir de outras pode ser crescimento, e muito mais alegria.
        Cada um que examine o baú de suas prioridades e faça a arrumação que quiser ou puder.             Que seja para aliviar a vida, o coração e o pensamento — não para inventar de acumular ali mais alguns compromissos estéreis e mortais.


(LUFT, Lya. — adaptado.)
 No 4º parágrafo, a autora escreve: “Cada um que examine o baú de suas prioridades e faça a arrumação que quiser ou puder”. Qual das alternativas melhor descreve o trecho no contexto da crônica?
Alternativas
Q3700842 Português
Leia o excerto a seguir.

   “Nesta noite, uma das últimas do fim do ano, que de lembranças suaves me esvoaçam pelo espírito!    Crede, esta carta é um desabafo. Não só vós, minhas queridas, voltejais na minha memória, como nas rondas do colégio; há outros amigos adorados, invisíveis, de poderosa influência, a que me lanço com significativa gratidão: - os autores. O primeiro livro lido; as páginas mais vezes relidas; as músicas que melhor interpretei; os versos que me fizeram estremecer ou sonhar; singulares sensibilidades, acordadas por estranhos que amei como amo o sol que me aquece, ou a flor que me inebria, - tudo renasce e passa pelo meu pensamento, numa irradiação puríssima, de devaneio...    Nestas horas vertiginosas e perturbadoras reconheço todos os meus sonhos e desejos antigos, roçando por mim as suas asas, com tanto arrojo abertas e tão cedo enfraquecidas...     Mas isso que vos importa?”
ALMEIDA, Júlia Lopes de. Livro das donas e donzelas. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bi000171.pdf. Acesso em: 14 jun. 2023.

A palavra grifada nesse excerto pode ser substituída, sem alteração ou prejuízo de sentido ao enunciado em que ela é empregada, por
Alternativas
Q3700840 Português
Leia o trecho a seguir.

    “Gostaria de convidar você a fazer uma viagem ao passado.     Vamos voltar até 1970. Em março daquele ano, o renomado neurocirurgião americano Robert J. White (1926-2010) realizou uma operação insólita.    Em um hospital de Cleveland, nos Estados Unidos, White conseguiu, pela primeira vez, conectar a cabeça de um macaco ao corpo de outro.    A intervenção levou 18 horas. Quando o macaco acordou, ele conseguia ver, ouvir, cheirar e até morder.     A notícia trouxe entusiasmo. Podemos dizer que aquele foi o primeiro transplante de cérebro – ou, melhor dizendo, de cabeça – realizado ‘com sucesso’. [...]
PALLARES, Jannette Rodríguez. Por que ainda não é possível fazer um transplante de cérebro. BBC Brasil, 14 de junho de 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/clj125y4k37o. Acesso em: 14 jun. 2023.

O que significa a expressão em destaque nesse trecho?
Alternativas
Q3700301 Português
Relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta.
1. Texto narrativo. 2. Texto descritivo. 3. Texto dissertativo. 4. Texto expositivo. 5. Texto injuntivo.
( ) Tipologia que é frequentemente utilizada para contar histórias e eventos, portanto apresenta um narrador. Caracteriza-se pela presença de uma sequência de acontecimentos, de personagens e de uma linha temporal. Possui desenvolvimento, clímax e desfecho. Pode ser apresentada em diversos formatos, como contos, romances, fábulas, novelas, dentre outros.
( ) Tipologia cujo objetivo principal é orientar, instruir ou definir ações ao leitor. Em outras palavras, esse tipo de texto fornece informações sobre como realizar certas atividades, dando instruções passo a passo. Inclui a presença de verbos no modo imperativo, que indicam uma ordem, pedido ou conselho direto ao leitor. Exemplos são os manuais de instruções, receitas culinárias, tutoriais, guias passo a passo, dentre outros.
( ) Tipologia que tem como objetivo principal apresentar informações de forma clara, objetiva e organizada, buscando transmitir conhecimento sobre determinado tema ao leitor. Não busca persuadir ou entreter, como outros tipos de textos. É comum em livros didáticos, seminários, entrevistas, enciclopédia, verbete de dicionário, dentre outros.
( ) Tipologia usada para retratar pessoas, lugares, objetos, cenas ou eventos na mente do leitor. Sua principal função é transmitir uma impressão sensorial completa através da linguagem. Esse tipo de texto frequentemente utiliza comparações, metáforas e adjetivos. Classificados, cardápios de restaurantes e folhetos turísticos são bons exemplos.
( ) Tipologia que tem como objetivo principal apresentar e discutir uma ideia, analisar argumentos, expor pontos de vista e sustentar uma tese sobre determinado tema. Sua estrutura é constituída por introdução, desenvolvimento e conclusão, fornecendo uma abordagem lógica e organizada do assunto em questão. 
Alternativas
Q3700300 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Um automóvel havia encalhado em certo ponto de mau caminho, num atoleiro.
— E agora?
— Agora é procurar bois na vizinhança e arrancá-lo à força viva.
Assim se fez. Arranjam os bois — uma junta.
Atrelam-na ao carro e principia a luta.
— Vamos, Malhado! Puxa, Cuitelo!
Os bois estiram os músculos num potente esforço, espicaçados pelo aguilhão.
Mas não basta. É preciso que todos, serviçais e passageiros, metam ombros à tarefa e, empurrando de cá, alçapremando de lá, ajudem o arranco dos bovinos. A mosca aparece. Assunta o caso e resolve meter o bedelho onde não é chamada. E toda aflita começa — voa daqui, pousa ali, zumbe à orelha de um, pica no focinho de outro, atormenta os bois, atrapalha os homens
— a multiplicar-se de tal maneira que dá a impressão de ser não uma só, mas um enxame inteiro de moscas infernais.
O carro, afinal, saiu do atoleiro.
— Uf! Que trabalhão me deu!... — disse a mosquinha enxugando o suor da testa.

PRIETO, Benita (org.). Fabulosas fábulas de Monteiro Lobato, Monteiro. A mosca e o automóvel. Ações e Conexões: Rio de Janeiro, 2021. 
No final do texto:
“O carro, afinal, saiu do atoleiro. — Uf! Que trabalhão me deu!... — disse a mosquinha enxugando o suor da testa.”, há um exemplo da figura de linguagem onomatopeia e um verbo dicendi, que são, respectivamente
Alternativas
Q3700299 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Um automóvel havia encalhado em certo ponto de mau caminho, num atoleiro.
— E agora?
— Agora é procurar bois na vizinhança e arrancá-lo à força viva.
Assim se fez. Arranjam os bois — uma junta.
Atrelam-na ao carro e principia a luta.
— Vamos, Malhado! Puxa, Cuitelo!
Os bois estiram os músculos num potente esforço, espicaçados pelo aguilhão.
Mas não basta. É preciso que todos, serviçais e passageiros, metam ombros à tarefa e, empurrando de cá, alçapremando de lá, ajudem o arranco dos bovinos. A mosca aparece. Assunta o caso e resolve meter o bedelho onde não é chamada. E toda aflita começa — voa daqui, pousa ali, zumbe à orelha de um, pica no focinho de outro, atormenta os bois, atrapalha os homens
— a multiplicar-se de tal maneira que dá a impressão de ser não uma só, mas um enxame inteiro de moscas infernais.
O carro, afinal, saiu do atoleiro.
— Uf! Que trabalhão me deu!... — disse a mosquinha enxugando o suor da testa.

PRIETO, Benita (org.). Fabulosas fábulas de Monteiro Lobato, Monteiro. A mosca e o automóvel. Ações e Conexões: Rio de Janeiro, 2021. 
A tipologia textual a que o texto pertence é a
Alternativas
Q3700296 Português
As figuras de linguagem, essenciais para a expressividade de uma língua, são recursos que conferem beleza e criatividade ao discurso. Dentre as figuras de linguagem, destaca-se a antítese. Assinale a alternativa que exemplifica essa figura de linguagem.
Alternativas
Q3700292 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

“Quando falamos (ou escrevemos), tendemos a nos adequar à situação de uso da língua em que nos encontramos: se é uma situação formal, tentaremos usar uma linguagem formal; se é uma situação descontraída, uma linguagem descontraída, e assim por diante. Essa nossa tentativa de adequação se baseia naquilo que consideramos ser o grau de aceitabilidade do que estamos dizendo por parte de nosso interlocutor ou interlocutores. [...]
É totalmente inadequado, por exemplo, fazer uma palestra num congresso científico usando gírias, expressões marcadamente regionais, palavrões etc. A plateia dificilmente aceitará isso. É claro que se o objetivo do palestrante for precisamente chocar seus ouvintes, aquela linguagem será muito adequada... Não é adequado que um agrônomo se dirija a um lavrador analfabeto usando uma terminologia altamente técnica e especializada, a menos que queira não se fazer entender. Como sempre, tudo vai depender de quem diz o quê, a quem, como, quando, onde, por que e visando que efeito.”
BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. 15 ed. Loyola: São Paulo, 2002. 
Com base no trecho lido, pode-se depreender que
Alternativas
Q3700291 Português
As figuras de linguagem são ferramentas que enriquecem a expressividade das mensagens, categorizando-se em figuras de som, construção, pensamento e palavras. Assinale a alternativa que exemplifica a figura de linguagem conhecida como metáfora. 
Alternativas
Q3698612 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:

Troca de gerência 

        O homem perdeu a vez. Teve séculos e séculos para aprender a pedir a mulher em casamento, e jamais alcançou a alta performance. Pelo contrário, colecionou fiascos e vexames.

        Quais são os relatos das noivas?

        “Ele estava nervoso, estava sem jeito, estava incompreensível, estava maluco, estava confuso, estava com meias de pares trocados…”

        Não há um feedback positivo.

        Está na hora de transferir o rito para quem tem mais experiência e traquejo para a felicidade. O homem deve aceitar a sua incompetência.

        Falta determinação de sua parte. Cria suspense sem necessidade. Engasga-se com o discurso. Vaza a surpresa para os amigos. Compra o anel na joalheria com o número errado mesmo levando cola. Não sabe diferenciar uma bijuteria de um brilhante. É capaz de extraviar a aliança em algum dos seus bolsos do casaco, ou esquecê-la como um Sonrisal dentro de um cálice de espumante. Quando vai se ajoelhar, acaba rezando ou sentindo câimbras.

        Se não fossem os garçons, nada aconteceria, tudo ficaria oculto na covardia. Metade dos pedidos de casamento foi salva pelos garçons, que tentam melhorar um pouco o planejamento amador do evento colocando velas na mesa, administrando o tempo das refeições, incentivando ao fundo com aplausos.

        Se o ato deu certo, significa que alguém organizou pelo noivo.

        É o momento de demitir o homem por justa causa desse papel. Não nasceu para isso. É um fracasso tanto para casar como para se divorciar. Ainda é muito filhinho da mamãe, cheio de culpas, projeções, ato falhos.

        Tampouco desfruta de timing do relacionamento. Só pede a mão tarde demais, quando já cansou o seu par, como um último esforço para reconquistá-lo, como derradeira cartada para não restar sozinho. Ou _______ pisou na bola e busca pagar a dívida com uma nova dívida, ou ______ já se mostrou um chato e anseia pela redenção a partir de uma maior responsabilidade.

        Ele confunde casamento com reconciliação, um modo de abafar as desconfianças e as crises.

        Sempre faz a declaração quando o namoro não está bom, ou quando morar junto já é um tédio, ou quando a química não funciona mais.

        O romance encontra-se por um fio, e ele quer banhar os problemas com o ouro.

        Pede quando a relação parte para o finzinho do segundo tempo, com time desorganizado diante da derrota iminente, à base do chuveirinho desesperado na pequena área.

        Pede apenas quando não tem nenhuma outra opção, não tem nada melhor para oferecer.

        Cria constrangimentos com plateia ao redor, tirando a liberdade de escolha, impedindo qualquer chance de que ela diga não.

        Sua parceira vem pensando em se separar e ele aparece com uma proposta na contramão da verdade, absolutamente fora da realidade da convivência. 

        Para o bem da reputação do amor, deixe o noivado para a batuta da mulher. Não irá enrolar, não agirá de forma infantil. Será mais decidida, mais criativa, mais sensível para perceber o momento ideal. Pedirá o namorado em casamento na época certa, quando os laços estão fortes e seguros, quando ainda existe o brilho nos olhos.
O autor do texto sugere que o pedido de casamento realizado pelos homens é frequentemente caracterizado por:
Alternativas
Q3698611 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:

Troca de gerência 

        O homem perdeu a vez. Teve séculos e séculos para aprender a pedir a mulher em casamento, e jamais alcançou a alta performance. Pelo contrário, colecionou fiascos e vexames.

        Quais são os relatos das noivas?

        “Ele estava nervoso, estava sem jeito, estava incompreensível, estava maluco, estava confuso, estava com meias de pares trocados…”

        Não há um feedback positivo.

        Está na hora de transferir o rito para quem tem mais experiência e traquejo para a felicidade. O homem deve aceitar a sua incompetência.

        Falta determinação de sua parte. Cria suspense sem necessidade. Engasga-se com o discurso. Vaza a surpresa para os amigos. Compra o anel na joalheria com o número errado mesmo levando cola. Não sabe diferenciar uma bijuteria de um brilhante. É capaz de extraviar a aliança em algum dos seus bolsos do casaco, ou esquecê-la como um Sonrisal dentro de um cálice de espumante. Quando vai se ajoelhar, acaba rezando ou sentindo câimbras.

        Se não fossem os garçons, nada aconteceria, tudo ficaria oculto na covardia. Metade dos pedidos de casamento foi salva pelos garçons, que tentam melhorar um pouco o planejamento amador do evento colocando velas na mesa, administrando o tempo das refeições, incentivando ao fundo com aplausos.

        Se o ato deu certo, significa que alguém organizou pelo noivo.

        É o momento de demitir o homem por justa causa desse papel. Não nasceu para isso. É um fracasso tanto para casar como para se divorciar. Ainda é muito filhinho da mamãe, cheio de culpas, projeções, ato falhos.

        Tampouco desfruta de timing do relacionamento. Só pede a mão tarde demais, quando já cansou o seu par, como um último esforço para reconquistá-lo, como derradeira cartada para não restar sozinho. Ou _______ pisou na bola e busca pagar a dívida com uma nova dívida, ou ______ já se mostrou um chato e anseia pela redenção a partir de uma maior responsabilidade.

        Ele confunde casamento com reconciliação, um modo de abafar as desconfianças e as crises.

        Sempre faz a declaração quando o namoro não está bom, ou quando morar junto já é um tédio, ou quando a química não funciona mais.

        O romance encontra-se por um fio, e ele quer banhar os problemas com o ouro.

        Pede quando a relação parte para o finzinho do segundo tempo, com time desorganizado diante da derrota iminente, à base do chuveirinho desesperado na pequena área.

        Pede apenas quando não tem nenhuma outra opção, não tem nada melhor para oferecer.

        Cria constrangimentos com plateia ao redor, tirando a liberdade de escolha, impedindo qualquer chance de que ela diga não.

        Sua parceira vem pensando em se separar e ele aparece com uma proposta na contramão da verdade, absolutamente fora da realidade da convivência. 

        Para o bem da reputação do amor, deixe o noivado para a batuta da mulher. Não irá enrolar, não agirá de forma infantil. Será mais decidida, mais criativa, mais sensível para perceber o momento ideal. Pedirá o namorado em casamento na época certa, quando os laços estão fortes e seguros, quando ainda existe o brilho nos olhos.
Analisando o texto, podemos interpretar que a visão do autor sobre a participação dos garçons em pedidos de casamento é que:
I. Os garçons prejudicam a intimidade do momento.
II. Eles muitas vezes salvam a situação, auxiliando na organização e encorajamento.
III. Os garçons são indiferentes ao evento.
Está(ão) CORRETA(S): 
Alternativas
Respostas
29921: B
29922: C
29923: B
29924: C
29925: B
29926: C
29927: D
29928: B
29929: A
29930: D
29931: D
29932: A
29933: C
29934: C
29935: B
29936: D
29937: A
29938: C
29939: C
29940: D