Questões de Concurso Sobre análise sintática em português

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Q4124188 Português
Analise o excerto a seguir para responder a questão.

        Os cometas são corpos celestes que, junto com os planetas e asteroides, integram o Sistema Solar. Eles são descritos por astrônomos como "pedras de gelo sujo". Isso se deve a sua constituição, que é, basicamente, gases congelados, poeira cósmica e rochas. Esses corpos celestes possuem órbita em formato de elipse em torno do Sol. Logo, a proximidade em relação ao astro varia de acordo com a posição em que estão localizados.
A partir do conhecimento de análise sintática, leia esse fragmento e assinale a alternativa incorreta, em relação a oração: “Os cometas são corpos celestes”.
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Q4124130 Português
Atente à palavra que está sublinhada. Ele é um veículo que desempenha diversas funções, como arar, cultivar e semear os campos. Assinale a alternativa que corresponde ao sujeito da oração, representado pelo pronome pessoal Ele. 
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Q4119464 Português
O texto a seguir contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


A linguagem humana e as línguas do mundo

A linguagem articulada é uma faculdade exclusivamente humana e, por sua capacidade simbólica, representa um dos mais importantes fatores que nos diferenciam das outras espécies. As abelhas, as formigas, os lobos e os chimpanzés têm relações sociais, de poder, de hierarquia e comunicam-se entre si, mas o ser humano é o único que é capaz de criar representações abstratas. Isso lhe faculta ter consciência de si mesmo e, com a força da sua imaginação, explorar, além do presente, o passado e o futuro. Quando alguém diz algo como “Daqui a três dias estarei em Salvador”, representa, simbolicamente, o tempo (três dias) e o espaço em que pretende estar futuramente (Salvador). Sem o uso da linguagem, isso seria impossível.

Os seres humanos não são os animais mais fortes do planeta, nem os mais ágeis, nem os que correm mais depressa. Revestidos por uma camada de pele fina e delicada, nossa proteção contra as agressões do meio ambiente e as intempéries é bastante limitada. O que nos transformou na espécie dominante do planeta foi o fato de sermos capazes de criar infinitos símbolos vinculados à articulação ordenada de sons. Isso nos deu a possibilidade de, explorando nossa inteligência, nos comunicarmos de maneira extremamente vantajosa em relação aos outros seres vivos. Somos a única espécie capaz de referenciar em ausência, ou seja, podemos falar de lugares e assuntos que não estão presentes no momento e na situação da enunciação. A linguagem, além de nos dar o privilégio, sobretudo por meio da escrita, de transmitir nossa herança cultural às gerações seguintes, acumulando conhecimento, possibilitou o desenvolvimento de um dos nossos maiores diferenciais competitivos: a capacidade de planejar o futuro.

(ABREU, Antônio Suárez. Texto e Gramática: uma visão integrada e funcional para a leitura e a escrita. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2012. – Como eu ensino.)
A transitividade verbal é a mesma em cada trecho destacado a seguir, EXCETO:
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Q4119165 Português
Texto para responder à questão.

O gigolô das palavras


Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa mesma missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra língua. Cada grupo portava seu gravador cassete, certamente o instrumento vital da pedagogia moderna, e andava arrecadando opiniões. Suspeitei de saída que o tal professor lia esta coluna, se descabelava diariamente com as suas afrontas às leis da língua, e aproveitava aquela oportunidade para me desmascarar. Já estava até preparando, às pressas, minha defesa (“Culpa da revisão! Culpa da revisão!”). Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse. Eles mesmos tinham escolhido os nomes a serem entrevistados. Vocês têm certeza que não pegaram o Veríssimo errado? Não. Então vamos em frente.

Respondi que a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer “escrever claro” não é certo mas é claro, certo? O importante é comunicar. [...].

(VERÍSSIMO, Luís Fernando. O gigolô das palavras [Fragmento]. In: VERÍSSIMO, Luís Fernando. O nariz. 11. ed. São Paulo: Ática, 2006, p. 91.)
No trecho “Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse.”, NÃO está correto o que se explica em:
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Q4119162 Português
Texto para responder à questão.

Apesar de tudo, a educação avançou


Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, mais de 70% dos estudantes do ensino médio não têm conhecimento suficiente em português e matemática. No último Pisa, a principal avaliação escolar do mundo, entre 79 países, o Brasil foi o 57º em leitura, o 66º em ciências e o 70º em matemática. A educação básica no País é ruim. Mas já foi muito pior. As conquistas desde a Constituição de 88 foram expressivas. Em nota técnica – Fim de uma Era. Desafios para a atuação federal na Educação Básica –, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) traçou os últimos 30 anos de evolução, insuficiências e desafios das políticas educacionais.

Em 1988, o Brasil tinha os piores indicadores entre seus pares nas Américas. A média de anos de estudo dos brasileiros de 25 a 65 anos era de 5,1 anos – no Chile, Paraguai e Peru eram, respectivamente, 8,9, 8,8 e 8,2. Só 33% das crianças completavam o primário – no Uruguai e Panamá eram 95% e 91%. Menos de 18% dos jovens cursavam o secundário – no México e Argentina eram 83% e 95%.

Havia falta de vagas nas escolas; os professores tinham baixa escolaridade, não recebiam formação específica e ganhavam salários irrisórios; o financiamento era escasso e mal distribuído; faltavam parâmetros mínimos para as redes escolares; inexistia um sistema de avaliação; e a falta de clareza na sociedade sobre a importância da educação era generalizada.

De lá para cá, o Brasil construiu um dos melhores sistemas de avaliação entre os países em desenvolvimento, as competências do governo federal, Estados e municípios foram detalhadas, a formação e remuneração dos professores melhoraram substancialmente e os recursos cresceram e passaram a ser fiscalizados com mais rigor. Hoje, o financiamento por aluno é cinco vezes maior, quase todas as crianças têm acesso a uma escola e a taxa de término do primário saltou de 33% para 80%.

Mas, apesar desses avanços quantitativos, qualitativamente os resultados estão bem aquém do desejável. “O Brasil se empenhou em organizar e fortalecer o ensino público”, resumem os pesquisadores do Ipea, “e o resultado foi esse: a criança começa aprendendo em níveis razoáveis e termina o ensino médio com uma inaptidão irrazoável.”

O desafio de uma evolução nacional passa necessariamente pela articulação federativa. No Brasil o ensino fundamental é primordialmente de responsabilidade dos municípios; o médio, dos Estados; e o superior, da União. O governo federal não atua diretamente sobre os resultados da educação básica, mas pode aprimorá-los por meio da coordenação, financiamento e avaliação.

Em 2009, o Sistema Nacional de Educação foi inserido na Constituição para articular a cooperação federativa com vistas ao alcance das metas do Plano Nacional de Educação. Mas as atuais comissões intergovernamentais ou têm caráter protocolar, como a que discute os parâmetros do Fundo Nacional da Educação Básica (Fundeb), ou não contam com a participação de Estados e municípios, como o Conselho Deliberativo do FNDE. Falta uma instância única com legitimidade para congregar não só os gestores da Educação, mas os da Fazenda e Planejamento nos três níveis de governo.

Como resume o Ipea, uma boa articulação federal entre coordenação, financiamento e avaliação pode estabelecer bases curriculares flexíveis, adaptáveis às inovações pedagógicas e demandas do mercado de trabalho; diminuir iniquidades salariais dos professores por meio de uma complementação mais equitativa via Fundeb; construir processos formativos direcionados às lacunas de aprendizado e aptos a mensurar as competências desenvolvidas pelos estudantes; e estimular trocas das melhores práticas entre municípios e Estados.

As conquistas da última geração, sobretudo no acesso e fluxo escolares, mostram que os preceitos constitucionais sobre educação estão no caminho certo. Mas a geração presente precisará de muito esforço para capitalizar esses ganhos e materializar esses preceitos não só em uma educação aberta a todos, mas de excelência para cada um.

(Apesar de tudo, a educação avançou. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 142, nº 46.823, 28/12/2021. Notas e Informações, p. A3.)
Apresenta desvio no emprego da vírgula a recombinação da ordem sintática dos sintagmas no período que está em:
Alternativas
Q4114992 Português

Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão:



E a vida continua



    Chegou a hora de enfrentar os preconceitos com a velhice.



   Tive bons anos, produtivos e confortáveis. Até pouco tempo, eu acreditava quando diziam que não parecia ter mais de 50. Embora minha vaidade estranhasse não me acharem com 40. Fui tomando consciência e não foi uma coisa rápida. Eu achava ótimo ter direito a filas prioritárias. Vaga garantida em shopping. E mais uma série de vantagens que chegam com a idade. Tudo isso eu achava legal, porque também não acreditava ter a aparência dos prioritários. Até que um dia vi a fila do avião. E lá estavam os idosos. Iguais a mim. Descobri para o mundo, eu tinha me transformado em um senhor de idade. Os mais velhos são discriminados, e a gente nem percebe imediatamente o tamanho do preconceito. Mas quando se fala que alguém é "velho", é como pertencesse a uma categoria menor na sociedade. E a dimensão da velhice muda com a idade de quem olha. Lembro-me de que, aos 20 anos, uma amiga namorava um homem de 40. Diziam que era "velho". Eu hoje tenho saudade dos meus 40 anos. Amar alguém de mais idade pode ser inconcebível para quem tem o corpo em cima e a beleza da juventude. Empregos privilegiam os mais novos. Juventude é associada com dinamismo, energia. Há empresas que aposentam obrigatoriamente quem tem 60 ou pouco mais. Quanto mais envelhece, mais a pessoa fica descartável, embora talvez seja seu momento mais pleno de experiência levo em consideração e criatividade. Agora, na pandemia da Covid-19, houve quem perguntasse se valia a pena manter nos aparelhos os mais velhos. O preconceito da idade já recebeu até nomes: ageísmo e etarismo entre outros.


   Nem levo em consideração piadas com minha idade. A gente não envelhece. Mas se recria.


  A rotina da vida se transforma. Outro dia li na internet que depois dos 30 ressaca parece uma dengue. E 30 é tão pouquinho. De repente, quando viajo, há tanto remédio pra levar. Não estou falando de nada grave. Mas de "por via das dúvidas". Vai que eu tenha um não sei quê... Tudo começou com um necessaire, mas agora é uma malinha inteira, tentando abarcar todas as situações de emergência. Mas claro, se tenho alguma coisa... Precisa-se justamente do remédio em que ninguém pensou. Tenho minhas obrigações: 3 litros de água por dia, no mínimo; caminhadas... Dizem que para manter o cérebro ativo é bom aprender línguas. Outro dia estava procurando aulas de aramaico!


   A paisagem em torno da gente vai sumindo. Perdem-se pessoas, de algumas não se ouve mais falar e um dia vem a notícia: "Você soube do fulano?". O preconceito não é só dos mais jovens. Os próprios idosos se discriminam. Difícil ver o dono de uma empresa contratar alguém de sua própria idade. Muitos se atiram em procedimentos estéticos como se envelhecer não fosse parte de um processo da vida. Eu, você, todos nós estamos envelhecendo neste momento.


   As pessoas continuam lá com sua genialidade. Seu fascínio. Portanto, se me insinuam "você não tem mais idade para isso", só sorrio. Nem levo em consideração piadas com minha idade. Não vou enfrentar essa discriminação. A gente não envelhece. Mas se recria. A vida é linda, e continua.



(Walcyr Carrasco. Revista VEJA. 26 de janeiro, 2022. ed. 2773)

Identifique a alternativa em que não se destacou o sujeito da oração:
Alternativas
Q4114713 Português
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão:


Abaixo o Etarismo.


    Há pouco dias, um quadro do "Porta dos Fundos" causou polêmica pela abordagem infeliz. Fábio Porchat mais duas colegas simulam uma reunião on-line mas a mãe dele - de quem só ouvimos a voz - atrapalha-os o tempo todo, ao que ele aconselha: "Vá mexer no celular, mamãe! Psiu! Agora estou trabalhando". Suas colegas então perguntam como ele pode deixar sua mãe sozinha ao celular com tantas fake news, golpes, dark web etc. Ele diz que ela tem 57 anos e, desconsiderando sua capacidade de discernimento, trata-a de modo infantilizado como uma idosa ignorante no mundo tecnológico.

    Fazendo um contraponto, depois de assistir ao episódio, a escritora Cris Guerra explica a Porchat, com muita elegância que, se ele tenta combater todo tipo de preconceito, que fique atento ao "etarismo" - preconceito contra idosos. E mostra sem nenhum tipo de arrogância, o quanto ele está por fora nessa questão. Eu não conhecia a Cris Guerra, mas em apenas um vídeo, ela ganhou uma fã.

    Creio que ele realmente não conhece uma mulher de 57 anos. A maioria está nas redes sociais e domina razoavelmente bem a tecnologia. Hoje as mulheres dessa idade - ou mais! -não se contentam apenas com o papel de avó. Tenho amiga dessa idade, lançando cursos de inglês com material preparado por ela. Várias entrando no mundo das bikes, pedalando 40, 50, 60 km nos finais de semana. Há também as atletas com ótimo preparo físico, que competem frequentemente e ganham medalhas em triátion. Muitas venceram doenças importantes e hoje deram um novo significado em sua vida.

    Depois de aposentadas, descobriram um talento e agora costuram, fazem artesanato, são motoristas de aplicativos e, assim, arrumam outra fonte de renda e de realização. Quantas estão em instituições filantrópicas ajudando a construir um lugar melhor para o próximo; algumas cantam nos hospitais para alegrarem a vida dos pacientes, outras visitam doentes e preparam lanche para os que viajam em busca de tratamento médico. Elas fazem compra pela internet, fazem live, ensinam, orientam.

    Ah, o Porchat não conhece as mulheres "idosas" de hoje. Deveria prestar mais atenção ao que estão fazendo e aprender com elas. Se tiver a sorte de chegar aos 57 anos, descobrirá que "envelhecer é para os fortes". Abaixo o etarismo!

(Almeida, Eliana Jacó. 28 de fevereiro de 2021)
nalise as afirmativas em Certo (C) ou Errado (E) e marque a alternativa correta:

( ) Há poucos dias e Fazem poucos dias são estruturas corretas.
( ) No parágrafo 2, o verbo assistir é transitivo indireto.
( ) "(...) depois de assistir ao episódio (...)", o advérbio denota tempo.
( ) Há uma oposição entre a postura de Fábio Porchat e a elegância de Cris Guerra quanto ao tema terceira idade.
Alternativas
Q4114707 Português
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão:


Abaixo o Etarismo.


    Há pouco dias, um quadro do "Porta dos Fundos" causou polêmica pela abordagem infeliz. Fábio Porchat mais duas colegas simulam uma reunião on-line mas a mãe dele - de quem só ouvimos a voz - atrapalha-os o tempo todo, ao que ele aconselha: "Vá mexer no celular, mamãe! Psiu! Agora estou trabalhando". Suas colegas então perguntam como ele pode deixar sua mãe sozinha ao celular com tantas fake news, golpes, dark web etc. Ele diz que ela tem 57 anos e, desconsiderando sua capacidade de discernimento, trata-a de modo infantilizado como uma idosa ignorante no mundo tecnológico.

    Fazendo um contraponto, depois de assistir ao episódio, a escritora Cris Guerra explica a Porchat, com muita elegância que, se ele tenta combater todo tipo de preconceito, que fique atento ao "etarismo" - preconceito contra idosos. E mostra sem nenhum tipo de arrogância, o quanto ele está por fora nessa questão. Eu não conhecia a Cris Guerra, mas em apenas um vídeo, ela ganhou uma fã.

    Creio que ele realmente não conhece uma mulher de 57 anos. A maioria está nas redes sociais e domina razoavelmente bem a tecnologia. Hoje as mulheres dessa idade - ou mais! -não se contentam apenas com o papel de avó. Tenho amiga dessa idade, lançando cursos de inglês com material preparado por ela. Várias entrando no mundo das bikes, pedalando 40, 50, 60 km nos finais de semana. Há também as atletas com ótimo preparo físico, que competem frequentemente e ganham medalhas em triátion. Muitas venceram doenças importantes e hoje deram um novo significado em sua vida.

    Depois de aposentadas, descobriram um talento e agora costuram, fazem artesanato, são motoristas de aplicativos e, assim, arrumam outra fonte de renda e de realização. Quantas estão em instituições filantrópicas ajudando a construir um lugar melhor para o próximo; algumas cantam nos hospitais para alegrarem a vida dos pacientes, outras visitam doentes e preparam lanche para os que viajam em busca de tratamento médico. Elas fazem compra pela internet, fazem live, ensinam, orientam.

    Ah, o Porchat não conhece as mulheres "idosas" de hoje. Deveria prestar mais atenção ao que estão fazendo e aprender com elas. Se tiver a sorte de chegar aos 57 anos, descobrirá que "envelhecer é para os fortes". Abaixo o etarismo!

(Almeida, Eliana Jacó. 28 de fevereiro de 2021)
A relação coesiva entre pronome e referido não ocorre em:
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Q4109937 Português
    [...] Como comentei na introdução, é comum que alguns autores, embora neguem o uso do “eu”, permitam, entretanto, o uso do “nós”, isto é, o emprego gramatical da primeira pessoa do plural. Devo dizer que acho a opção ainda mais estranha e curiosa do que a proibição anterior.
    Penso que tais autores, se sentindo sufocados pela impessoalidade da terceira pessoa gramatical, porém, sem querer ceder à pessoalidade da primeira pessoa do singular, acabem tentando encontrar um meio-termo no “nós”, o que, a meu ver, é mero paliativo. É que, à exceção dos trabalhos elaborados em coautoria, soa muito estranho ler um autor se referindo a si como “nós”. Soa como uma esquizofrenia.
    Para tentar justificar esse paliativo, já vi seus defensores argumentando que o uso da primeira pessoa do plural se justifica uma vez que o autor se apoia em diversas pessoas e em suas obras para poder desenvolver um trabalho científico. Assim, tentam fazer crer que o uso do “nós” é uma espécie de reconhecimento à colaboração dos demais autores que serviram de fonte às ideias do autor da pesquisa.
     Ora, com todo respeito, trata-se de uma falácia. O argumento da suposta humildade do pesquisador revela-se, na verdade, uma presunção temerosa, que, penso, deve ser evitada. Nada lhe garante que os autores que lhe serviram de fonte de pesquisa chegariam às mesmas conclusões que as suas, ou que foram corretamente interpretados em suas ideias. Em verdade, não cabe ao pesquisador declarar a vontade de suas fontes, apenas interpretá-las com sua própria subjetividade que lhe é peculiar.
    Além de gerar um ruído na comunicação, entendo que o uso da primeira pessoa do plural por um indivíduo que elabora sozinho um texto acadêmico representa uma afronta à lógica, já que nada justifica se referir a si como “nós”, quando se está completamente sozinho no ato de escrever. Sendo o caso de ser uma pesquisa que teve ajudantes ou colaboradores, uma forma de valorizar sua participação é torná-los coautores ou mencioná-los diretamente no trabalho. [...]


CERSOSIMO, Samuel Oliveira. O “eu” no trabalho acadêmico: considerações sobre a proibição ao uso da primeira pessoa do singular nos textos científicos. Disponível em: https://www.academia.edu/. 
O primeiro período do 2º parágrafo é composto. Assinale a alternativa que apresenta a oração principal desse período. 
Alternativas
Q4109935 Português
    [...] Como comentei na introdução, é comum que alguns autores, embora neguem o uso do “eu”, permitam, entretanto, o uso do “nós”, isto é, o emprego gramatical da primeira pessoa do plural. Devo dizer que acho a opção ainda mais estranha e curiosa do que a proibição anterior.
    Penso que tais autores, se sentindo sufocados pela impessoalidade da terceira pessoa gramatical, porém, sem querer ceder à pessoalidade da primeira pessoa do singular, acabem tentando encontrar um meio-termo no “nós”, o que, a meu ver, é mero paliativo. É que, à exceção dos trabalhos elaborados em coautoria, soa muito estranho ler um autor se referindo a si como “nós”. Soa como uma esquizofrenia.
    Para tentar justificar esse paliativo, já vi seus defensores argumentando que o uso da primeira pessoa do plural se justifica uma vez que o autor se apoia em diversas pessoas e em suas obras para poder desenvolver um trabalho científico. Assim, tentam fazer crer que o uso do “nós” é uma espécie de reconhecimento à colaboração dos demais autores que serviram de fonte às ideias do autor da pesquisa.
     Ora, com todo respeito, trata-se de uma falácia. O argumento da suposta humildade do pesquisador revela-se, na verdade, uma presunção temerosa, que, penso, deve ser evitada. Nada lhe garante que os autores que lhe serviram de fonte de pesquisa chegariam às mesmas conclusões que as suas, ou que foram corretamente interpretados em suas ideias. Em verdade, não cabe ao pesquisador declarar a vontade de suas fontes, apenas interpretá-las com sua própria subjetividade que lhe é peculiar.
    Além de gerar um ruído na comunicação, entendo que o uso da primeira pessoa do plural por um indivíduo que elabora sozinho um texto acadêmico representa uma afronta à lógica, já que nada justifica se referir a si como “nós”, quando se está completamente sozinho no ato de escrever. Sendo o caso de ser uma pesquisa que teve ajudantes ou colaboradores, uma forma de valorizar sua participação é torná-los coautores ou mencioná-los diretamente no trabalho. [...]


CERSOSIMO, Samuel Oliveira. O “eu” no trabalho acadêmico: considerações sobre a proibição ao uso da primeira pessoa do singular nos textos científicos. Disponível em: https://www.academia.edu/. 
Assinale a alternativa que apresenta uma análise INCORRETA em relação ao 2º parágrafo.
Alternativas
Q4109934 Português
    [...] Como comentei na introdução, é comum que alguns autores, embora neguem o uso do “eu”, permitam, entretanto, o uso do “nós”, isto é, o emprego gramatical da primeira pessoa do plural. Devo dizer que acho a opção ainda mais estranha e curiosa do que a proibição anterior.
    Penso que tais autores, se sentindo sufocados pela impessoalidade da terceira pessoa gramatical, porém, sem querer ceder à pessoalidade da primeira pessoa do singular, acabem tentando encontrar um meio-termo no “nós”, o que, a meu ver, é mero paliativo. É que, à exceção dos trabalhos elaborados em coautoria, soa muito estranho ler um autor se referindo a si como “nós”. Soa como uma esquizofrenia.
    Para tentar justificar esse paliativo, já vi seus defensores argumentando que o uso da primeira pessoa do plural se justifica uma vez que o autor se apoia em diversas pessoas e em suas obras para poder desenvolver um trabalho científico. Assim, tentam fazer crer que o uso do “nós” é uma espécie de reconhecimento à colaboração dos demais autores que serviram de fonte às ideias do autor da pesquisa.
     Ora, com todo respeito, trata-se de uma falácia. O argumento da suposta humildade do pesquisador revela-se, na verdade, uma presunção temerosa, que, penso, deve ser evitada. Nada lhe garante que os autores que lhe serviram de fonte de pesquisa chegariam às mesmas conclusões que as suas, ou que foram corretamente interpretados em suas ideias. Em verdade, não cabe ao pesquisador declarar a vontade de suas fontes, apenas interpretá-las com sua própria subjetividade que lhe é peculiar.
    Além de gerar um ruído na comunicação, entendo que o uso da primeira pessoa do plural por um indivíduo que elabora sozinho um texto acadêmico representa uma afronta à lógica, já que nada justifica se referir a si como “nós”, quando se está completamente sozinho no ato de escrever. Sendo o caso de ser uma pesquisa que teve ajudantes ou colaboradores, uma forma de valorizar sua participação é torná-los coautores ou mencioná-los diretamente no trabalho. [...]


CERSOSIMO, Samuel Oliveira. O “eu” no trabalho acadêmico: considerações sobre a proibição ao uso da primeira pessoa do singular nos textos científicos. Disponível em: https://www.academia.edu/. 
Assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q4109339 Português
Considere o texto abaixo para a questão.

DIPLOMAS QUE FAZEM FALTA

Luigi Mazza, Marcos Amorozo e Renata Buono | 07fev2022_09h25

    [...] O curso de pedagogia é o que mais forma profissionais no Brasil. Em 2019, ano do último Censo da Educação Superior, 1,2 milhão de pessoas se formaram em cursos de graduação no país. Desse montante, 124,4 mil eram de formandos de pedagogia. Em segundo lugar, aparece o curso de direito, que formou 121,2 mil bacharéis naquele ano.
    Apesar de quase homônimas, as áreas de física e educação física têm grande diferença no conteúdo estudado e no número de profissionais formados. Para cada pessoa que se forma em física no Brasil, doze se formam como professores de educação física. [...]
    A baixa formação de profissionais da área de exatas impacta o ensino básico no Brasil. Sem professores formados em disciplinas como física e química, é comum que escolas recorram a professores de matemática para ensinar essas disciplinas. Em 2020, um terço das turmas do ensino médio tiveram aulas de química com professores não especializados.
    O curso de matemática não está a salvo dos altos índices de evasão que atingem a área de exatas. Cerca de 65% dos ingressantes desistem do curso antes da formatura. Em 2019, por exemplo, apenas 365 brasileiros se formaram no curso, o equivalente a um décimo do número de formados em teologia.
    Administração é a graduação mais comum nas instituições de ensino superior no Brasil. Mais de 1,6 mil instituições oferecem o curso. Biologia, por outro lado, não é tão popular assim. Apenas 243 instituições no Brasil formam biólogos.
    Donos da agência espacial mais famosa do mundo – a Nasa –, os Estados Unidos investem muito dinheiro em tecnologia e formação de cientistas. Em 2020, as faculdades americanas formaram 820 astrônomos. No Brasil, o cenário é outro. Num período de dez anos, entre 2010 e 2019, apenas 103 brasileiros se formaram em Astronomia.

Fontes: Censo da Educação Superior 2019; IBGE; Anuário Brasileiro da Educação Básica 2021; American Institute of Physics

Fragmento de texto disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/diplomas-que-fazem-falta/
Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4109253 Português
A seguir, são apresentados títulos de notícias publicadas na página do Facebook de um jornal da região Oeste do Paraná. Considere-os para responder à questão.


(1) Após colisão na marginal da BR-277, condutores embriagados são levados para a delegacia

(2) Previsão do Tempo: Sol predomina, mas o dia deverá ser gelado; mínima de 9ºC, máxima de 22ºC

(3) Por telefone, policial passa orientações e bebê engasgado é salvo em Toledo

(4) Indivíduo com mandado de prisão por roubo em aberto é detido pela Guarda Municipal

(5) Crise aperta e brasileiros perdem conquistas do Real

(6) “Hoje é a quarta vez que tentam invadir minha casa esse ano” relata morador indignado

(7) Gato apareceu em uma residência no Bairro Brasília próximo a UPA 2

(8) “Seja grato à Jesus que nos presenteou com o perdão dos pecados”, diz Dom Adelar em Benção Pascal

(9) Cachorrinho é encontrado no Bairro Floresta

(10) Cachorrinha fugiu no Bairro Interlagos e dono pede ajuda para encontra-la

(11) Casal perde o controle da bicicleta e fica ferido em acidente 
Assinale a alternativa que apresenta análise integralmente correta.
Alternativas
Q4108872 Português
Caminhoneiro

Todo dia quando eu pego a estrada
Quase sempre é madrugada
E o meu amor aumenta mais
Porque eu penso nela no caminho

Imagino seu carinho
E todo o bem que ela me faz
A saudade então aperta o peito
Ligo o rádio e dou um jeito
De espantar a solidão
Se é de dia eu ando mais veloz

E à noite todos os faróis
Iluminando a escuridão
Eu sei
Tô correndo ao encontro dela
Coração tá disparado
Mas eu ando com cuidado
Não me arrisco na banguela
Eu sei
Todo dia nessa estrada
No volante eu penso nela
Já pintei no pára-choque
Um coração e o nome dela
Já rodei o meu país inteiro
E como bom caminhoneiro
Peguei chuva e cerração
Quando chove o limpador desliza

Vai e vem o pára-brisa
Bate igual meu coração
Doido pelo doce do seu beijo
Olho cheio de desejo
Seu retrato no painel
É no acostamento dos seus braços
Que eu desligo meu cansaço
E me abasteço desse mel 

Eu si
Tô correndo ao encontro dela
Coração tá disparado
Mas eu ando com cuidado
Não me arrisco na banguela
Eu sei
Todo dia nessa estrada
No volante eu penso nela
Já pintei no pára-choque
Um coração e o nome dela

Todo dia quando eu pego a estrada
Quase sempre é madrugada
E o meu amor aumenta mais
Olho o horizonte e vou em frente 

Tô com Deus e tô contente
O meu caminho eu sigo em paz

Eu sei
Tô correndo ao encontro dela
Coração tá disparado
Mas eu ando com cuidado
Não me arrisco na banguela

Eu sei
Todo dia nessa estrada
No volante eu penso nela
Já pintei no pára-choque
Um coração e o nome dela

Eu sei
Tô correndo ao encontro dela
Coração tá disparado
Mas eu ando com cuidado
Não me arrisco na banguela

Eu sei
Todo dia nessa estrada
No volante eu penso nela
Já pintei no pára-choque
Um coração e o nome dela
O nome dela
O nome dela
O nome dela
O nome d...

Fonte: Musixmatch

Compositores: Erasmo Carlos / Roberto Carlos / John Hartford8




No verso “ Quando chove o limpador desliza” há:
Alternativas
Q4108870 Português
Caminhoneiro

Todo dia quando eu pego a estrada
Quase sempre é madrugada
E o meu amor aumenta mais
Porque eu penso nela no caminho

Imagino seu carinho
E todo o bem que ela me faz
A saudade então aperta o peito
Ligo o rádio e dou um jeito
De espantar a solidão
Se é de dia eu ando mais veloz

E à noite todos os faróis
Iluminando a escuridão
Eu sei
Tô correndo ao encontro dela
Coração tá disparado
Mas eu ando com cuidado
Não me arrisco na banguela
Eu sei
Todo dia nessa estrada
No volante eu penso nela
Já pintei no pára-choque
Um coração e o nome dela
Já rodei o meu país inteiro
E como bom caminhoneiro
Peguei chuva e cerração
Quando chove o limpador desliza

Vai e vem o pára-brisa
Bate igual meu coração
Doido pelo doce do seu beijo
Olho cheio de desejo
Seu retrato no painel
É no acostamento dos seus braços
Que eu desligo meu cansaço
E me abasteço desse mel 

Eu si
Tô correndo ao encontro dela
Coração tá disparado
Mas eu ando com cuidado
Não me arrisco na banguela
Eu sei
Todo dia nessa estrada
No volante eu penso nela
Já pintei no pára-choque
Um coração e o nome dela

Todo dia quando eu pego a estrada
Quase sempre é madrugada
E o meu amor aumenta mais
Olho o horizonte e vou em frente 

Tô com Deus e tô contente
O meu caminho eu sigo em paz

Eu sei
Tô correndo ao encontro dela
Coração tá disparado
Mas eu ando com cuidado
Não me arrisco na banguela

Eu sei
Todo dia nessa estrada
No volante eu penso nela
Já pintei no pára-choque
Um coração e o nome dela

Eu sei
Tô correndo ao encontro dela
Coração tá disparado
Mas eu ando com cuidado
Não me arrisco na banguela

Eu sei
Todo dia nessa estrada
No volante eu penso nela
Já pintei no pára-choque
Um coração e o nome dela
O nome dela
O nome dela
O nome dela
O nome d...

Fonte: Musixmatch

Compositores: Erasmo Carlos / Roberto Carlos / John Hartford8




No verso “Todo dia quando eu pego a estrada” é possível afirmar:
Alternativas
Q4108869 Português
Tornando o campo fértil 

Um mestre encarregou o seu discípulo de cuidar do campo de arroz. 

No primeiro ano, o discípulo vigiava para que nunca faltasse a água necessária. O arroz cresceu forte, e a colheita foi boa.

No segundo ano, ele teve a ideia de acrescentar um pouco de fertilizante. O arroz cresceu rapidamente, e a colheita foi maior.

No terceiro ano, ele colocou mais fertilizante. A colheita foi maior ainda, mas o arroz nasceu pequeno e sem brilho.

Então o mestre advertiu-o:

— Se continuar aumentando a quantidade de adubo, não terá nada de valor no ano que vem.

Você fortalece alguém quando ajuda um pouco. Mas se você ajuda muito, pode enfraquecê-lo e até estragá-lo.

Autor desconhecido. Disponível em: https://metaforas.com.br/2013-09- 21/tornando-o-campo-fertil.htm.


Analise as proposições abaixo:
1- Nas palavras “aumentando, colheita, primeiro e ideia” há ditongos.
2- No vocábulo “maior” há um ditongo e um hiato.
3- No período “No segundo ano, ele teve a ideia de acrescentar um pouco de fertilizante.”, o sujeito é simples.
4- No vocábulo “discípulo” há um hiato.
É ou são verdadeira (s): 
Alternativas
Q4108867 Português
Tornando o campo fértil 

Um mestre encarregou o seu discípulo de cuidar do campo de arroz. 

No primeiro ano, o discípulo vigiava para que nunca faltasse a água necessária. O arroz cresceu forte, e a colheita foi boa.

No segundo ano, ele teve a ideia de acrescentar um pouco de fertilizante. O arroz cresceu rapidamente, e a colheita foi maior.

No terceiro ano, ele colocou mais fertilizante. A colheita foi maior ainda, mas o arroz nasceu pequeno e sem brilho.

Então o mestre advertiu-o:

— Se continuar aumentando a quantidade de adubo, não terá nada de valor no ano que vem.

Você fortalece alguém quando ajuda um pouco. Mas se você ajuda muito, pode enfraquecê-lo e até estragá-lo.

Autor desconhecido. Disponível em: https://metaforas.com.br/2013-09- 21/tornando-o-campo-fertil.htm.


Analise as proposições abaixo:
I- No período “A colheita foi maior ainda, mas o arroz nasceu pequeno e sem brilho.”, a oração destacada classifica- se em coordenada sindética aditiva.
II- No período “ A colheita foi maior ainda, mas o arroz nasceu pequeno e sem brilho.”, a forma verbal destacada está conjugada no pretérito perfeito do indicativo.
III- No período “O arroz cresceu rapidamente, e a colheita foi maior.”, o advérbio grifado exprime uma circunstância de tempo.
IV- No período “ No primeiro ano, o discípulo vigiava para que nunca faltasse a água necessária”, a forma verbal destacada está conjugada no pretérito imperfeito do subjuntivo.
Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4108461 Português
Textos para questão

Os Laços de família

A mulher e a mãe acomodaram-se finalmente no táxi que as levaria à Estação. A mãe contava e recontava as duas malas tentando convencer-se de que ambas estavam no carro. A filha, com seus olhos escuros, a que um ligeiro estrabismo dava um contínuo brilho de zombaria e frieza assistia.

— Não esqueci de nada? Perguntava, pela terceira vez a mãe.

— Não, não, não esqueceu de nada, respondia a filha divertida, com paciência.

Ainda estava sob a impressão da cena meio cômica entre sua mãe e seu marido, na hora da despedida. Durante as duas semanas da visita da velha, os dois mal se haviam suportado; os bons-dias e as boastardes soavam a cada momento com uma delicadeza cautelosa que a fazia querer rir. Mas eis que na hora da despedida, antes de entrarem no táxi, a mãe se transformara em sogra exemplar e o marido se tornara o bom genro. “Perdoe alguma palavra maldita”, dissera a velha senhora, e Catarina, com alguma alegria, vira Antônio não saber o que fazer das malas nas mãos, a gaguejar – perturbado em ser o bom genro. “Se eu rio, eles pensam que estou louca”, pensara Catarina franzindo as sobrancelhas. “Quem casa um filho perde um filho, quem casa uma filha ganha mais um”, acrescentara a mãe, e Antônio aproveitara sua gripe para tossir. Catarina, de pé, observava com malícia o marido, cuja segurança se desvanecera para dar lugar a um homem moreno e miúdo, forçado a ser filho daquela mulherzinha grisalha…Foi então que a vontade de rir tornou-se mais forte. Felizmente nunca precisava rir de fato quando tinha vontade de rir: seus olhos tomavam uma expressão esperta e contida, tornavam-se mais estrábicos – e o riso saía pelos olhos. Sempre doía um pouco ser capaz de rir. Mas nada podia fazer contra: desde pequena rira pelos olhos, desde sempre fora estrábica.

— Continuo a dizer que o menino está magro, disse a mãe resistindo aos solavancos do carro. E apesar de Antônio não estar presente, ela usava o mesmo tom de desafio e acusação que empregava diante dele. Tanto que uma noite Antônio se agitara: não é por culpa minha, Severina! Ele chamava a sogra de Severina, pois antes do casamento projetava serem sogra e genro modernos. Logo à primeira visita da mãe ao casal, a palavra Severina tornara-se difícil na boca do marido, e agora, então, o fato de chamá-la pelo nome não impedira que… – Catarina olhava-os e 

— O menino sempre foi magro, mamãe, respondeulhe. O táxi avançava monótono.

— Magro e nervoso, acrescentou a senhora com decisão.

— Magro e nervoso, assentiu Catarina paciente. Era um menino nervoso, distraído. Durante a visita da avó tornara-se ainda mais distante, dormira mal, perturbado pelos carinhos excessivos e pelos beliscões de amor da velha. Antônio, que nunca se preocupara especialmente com a sensibilidade do filho, passara a dar indiretas à sogra, “a proteger uma criança” …

— Não esqueci de nada…, recomeçou a mãe, quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas. — Ah! ah! – exclamou a mãe como a um desastre irremediável, ah! dizia balançando a cabeça em surpresa, de repente envelhecida e pobre. E Catarina?

Catarina olhava a mãe, e a mãe olhava a filha, e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos, ela ajeitava depressa as malas, a bolsa, procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe. Porque de fato sucedera alguma coisa, seria inútil esconder: Catarina fora lançada contra Severina, numa intimidade de corpo há muito esquecida, vinda do tempo em que se tem pai e mãe. Apesar de que nunca se haviam realmente abraçado ou beijado. Do pai, sim. Catarina sempre fora mais amiga. Quando a mãe enchia-lhes os pratos obrigando-os a comer demais, os dois se olhavam piscando em cumplicidade e a mãe nem notava. Mas depois do choque no táxi e depois de se ajeitarem, não tinham o que falar – por que não chegavam logo à Estação?

— Não esqueci de nada, perguntou a mãe com voz resignada.

Catarina não queria mais fitá-la nem responder-lhe.

— Tome suas luvas! disse-lhe, recolhendo-as do chão.

— Ah! ah! minhas luvas! exclamava a mãe perplexa. Só se espiaram realmente quando as malas foram dispostas no trem, depois de trocados os beijos: a cabeça da mãe apareceu na janela.

Catarina viu então que sua mãe estava envelhecida e tinha os olhos brilhantes.

O trem não partia e ambas esperavam sem ter o que dizer. A mãe tirou o espelho da bolsa e examinou-se no seu chapéu novo, comprado no mesmo chapeleiro da filha. Olhava-se compondo um ar excessivamente severo onde não faltava alguma admiração por si mesma. A filha observava divertida. Ninguém mais pode te amar senão eu, pensou a mulher rindo pelos olhos; e o peso da responsabilidade deu-lhe à boca um gosto de sangue. Como se “mãe e filha” fosse vida e repugnância. Não, não se podia dizer que amava sua mãe. Sua mãe lhe doía, era isso. A velha guardara o espelho na bolsa, e fitava-a sorrindo. O rosto usado e ainda bem esperto parecia esforçar-se por dar aos outros alguma impressão, da qual o chapéu faria parte. A campainha da Estação tocou de súbito, houve um movimento geral de ansiedade, várias pessoas correram pensando que o trem já partia: mamãe! disse a mulher. Catarina! disse a velha. Ambas se olhavam espantadas, a mala na cabeça de um carregador interrompeu-lhes a visão e um rapaz correndo segurou de passagem o braço de Catarina, deslocando-lhe a gola do vestido. Quando puderam ver-se de novo, Catarina estava sob a iminência de lhe perguntar se não esquecera de nada…

— …não esqueci de nada? perguntou a mãe.

— Também a Catarina parecia que haviam esquecido de alguma coisa, e ambas se olhavam atônitas – porque se realmente haviam esquecido, agora era tarde demais. Uma mulher arrastava uma criança, a criança chorava, novamente a campainha da Estação soou… Mamãe, disse a mulher. Que coisa tinham esquecido de dizer uma a outra? e agora era tarde demais. Parecia-lhe que deveriam um dia ter dito assim: sou tua mãe, Catarina. E ela deveria ter respondido: e eu sou tua filha.

— Não vá pegar corrente de ar! gritou Catarina.

— Ora menina, sou lá criança, disse a mãe sem deixar porém de se preocupar com a própria aparência. A mão sardenta, um pouco trêmula, arranjava com delicadeza a aba do chapéu e Catarina teve subitamente vontade de lhe perguntar se fora feliz com seu pai:

— Dê lembranças a titia! gritou.

— Sim, sim!

— Mamãe, disse Catarina porque um longo apito se ouvira e no meio da fumaça as rodas já se moviam.

— Catarina! disse a velha de boca aberta e olhos espantados, e ao primeiro solavanco a filha viu-a levar as mãos ao chapéu: este caíra-lhe até o nariz, deixando aparecer apenas a nova dentadura. O trem já andava e Catarina acenava. O rosto da mãe desapareceu um instante e reapareceu já sem o chapéu, o coque dos cabelos desmanchado caindo em mechas brancas sobre os ombros como as de uma donzela – o rosto estava inclinado sem sorrir, talvez mesmo sem enxergar mais a filha distante. 

No meio da fumaça Catarina começou a caminhar de volta, as sobrancelhas franzidas, e nos olhos a malícia dos estrábicos. Sem a companhia da mãe, recuperara o modo firme de caminhar: sozinha era mais fácil. Alguns homens a olhavam, ela era doce, um pouco pesada de corpo. Caminhava serena, moderna nos trajes, os cabelos curtos pintados de acaju. E de tal modo haviam-se disposto as coisas que o amor doloroso lhe pareceu a felicidade – tudo estava tão vivo e tenro ao redor, a rua suja, os velhos bondes, cascas de laranja – a força fluia e refluia no seu coração com pesada riqueza. Estava muito bonita neste momento, tão elegante; integrada na sua época e na cidade onde nascera como se a tivesse escolhido. Nos olhos vesgos qualquer pessoa adivinharia o gosto que essa mulher tinha pelas coisas do mundo. Espiava as pessoas com insistência, procurando fixar naquelas figuras mutáveis seu prazer ainda úmido de lágrimas pela mãe. Desviouse dos carros, conseguiu aproximar-se do ônibus burlando a fila, espiando com ironia; nada impediria que essa pequena mulher que andava rolando os quadris subisse mais um degrau misterioso nos seus dias.

O elevador zumbia no calor da praia. Abriu a porta do apartamento enquanto se libertava do chapeuzinho com a outra mão; parecia disposta a usufruir da largueza do mundo inteiro, caminho aberto pela sua mãe que lhe ardia no peito. Antônio mal levantou os olhos do livro. A tarde de sábado sempre fora “sua”, e, logo depois da partida de Severina, ele a retomava com prazer, junto à escrivaninha.

— “Ela” foi?

— Foi sim, respondeu Catarina empurrando a porta do quarto de seu filho. Ah, sim, lá estava o menino, pensou com alívio súbito. Seu filho. Magro e nervoso. Desde que se pusera de pé caminhara firme; mas quase aos quatro anos falava como se desconhecesse verbos: constatava as coisas com frieza, não as ligando entre si. Lá estava ele mexendo na toalha molhada, exato e distante. A mulher sentia um calor bom e gostaria de prender o menino para sempre a este momento; puxou-lhe a toalha das mãos em censura: este menino! Mas o menino olhava indiferente para o ar, comunicando-se consigo mesmo. Estava sempre distraído. Ninguém conseguira ainda chamar-lhe verdadeiramente a atenção. A mãe sacudia a toalha no ar e impedia com sua forma a visão do quarto: mamãe, disse o menino. Catarina voltou-se rápida. Era a primeira vez que ele dizia “mamãe” nesse tom e sem pedir nada. Fora mais que uma constatação: mamãe! A mulher continuou a sacudir a toalha com violência e perguntou-se a quem poderia contar o que sucedera, mas não encontrou ninguém que entendesse o que ela não pudesse explicar. Desamarrotou a toalha com vigor antes de pendurá-la para secar. Talvez pudesse contar, se mudasse a forma. Contaria que o filho dissera: mamãe, quem é Deus. Não, talvez: mamãe, menino quer Deus. Talvez. Só em símbolos a verdade caberia, só em símbolos é que a receberiam. Com os olhos sorrindo de sua mentira necessária, e sobretudo da própria tolice, fugindo de Severina, a mulher inesperadamente riu de fato para o menino, não só com os olhos: o corpo todo riu quebrado, quebrado um invólucro, e uma aspereza aparecendo como uma rouquidão. Feia, disse então o menino examinando-a.

— Vamos passear! respondeu corando e pegando-o pela mão.

Passou pela sala, sem parar avisou ao marido: vamos sair! e bateu a porta do apartamento.

Antônio mal teve tempo de levantar os olhos do livro – e com surpresa espiava a sala já vazia. Catarina! chamou, mas já se ouvia o ruído do elevador descendo. Aonde foram? perguntou-se inquieto, tossindo e assoando o nariz. Porque sábado era seu, mas ele queria que sua mulher e seu filho estivessem em casa enquanto ele tomava o seu sábado. Catarina! chamou aborrecido embora soubesse que ela não poderia mais ouvi-lo. Levantou-se, foi à janela e um segundo depois enxergou sua mulher e seu filho na calçada.

Os dois haviam parado, a mulher talvez decidindo o caminho a tomar. E de súbito pondo-se em marcha.

Por que andava ela tão forte, segurando a mão da criança? pela janela via sua mulher prendendo com força a mão da criança e caminhando depressa, com os olhos fixos adiante; e, mesmo sem ver, o homem adivinhava sua boca endurecida. A criança, não se sabia por que obscura compreensão, também olhava fixo para a frente, surpreendida e ingênua. Vistas de cima as duas figuras perdiam a perspectiva familiar, pareciam achatadas ao solo e mais escuras à luz do mar. Os cabelos da criança voavam…

O marido repetiu-se a pergunta que, mesmo sob a sua inocência de frase cotidiana, inquietou-o: aonde vão? Via preocupado que sua mulher guiava a criança e temia que neste momento em que ambos estavam fora de seu alcance ela transmitisse a seu filho… mas o quê? “Catarina”, pensou, “Catarina, esta criança ainda é inocente!” Em que momento é que a mãe, apertando uma criança, dava-lhe esta prisão de amor que se abateria para sempre sobre o futuro homem. Mais tarde seu filho, já homem, sozinho, estaria de pé diante desta mesma janela, batendo dedos nesta vidraça; preso. Obrigado a responder a um morto. Quem saberia jamais em que momento a mãe transferia ao filho a herança. E com que sombrio prazer. Agora mãe e filho compreendendo-se dentro do mistério partilhado. Depois ninguém saberia de que negras raízes se alimenta a liberdade de um homem. “Catarina”, pensou com cólera, “a criança é inocente!” Tinham porém desaparecido pela praia. O mistério partilhado.

“Mas e eu? e eu?” perguntou assustado. Os dois tinham ido embora sozinhos. E ele ficara. “Com o seu sábado.” E sua gripe. No apartamento arrumado, onde “tudo corria bem”. Quem sabe se sua mulher estava fugindo com o filho da sala de luz bem regulada, dos móveis bem escolhidos, das cortinas e dos quadros? fora isso o que ele lhe dera. Apartamento de um engenheiro. E sabia que se a mulher aproveitava da situação de um marido moço e cheio de futuro – deprezava-a também, com aqueles olhos sonsos, fugindo com seu filho nervoso e magro. O homem inquietou-se. Porque não poderia continuar a lhe dar senão: mais sucesso. E porque sabia que ela o ajudaria a consegui-lo e odiaria o que conseguissem. Assim era aquela calma mulher de trinta e dois anos que nunca falava propriamente, como se tivesse vivido sempre. As relações entre ambos eram tão tranquilas. Às vezes ele procurava humilhá-la, entrava no quarto enquanto ela mudava de roupa porque sabia que ela detestava ser vista nua. Por que precisava humilhá-la? no entanto ele bem sabia que ela só seria de um homem enquanto fosse orgulhosa. Mas tinha se habituado a torna-la feminina deste modo: humilhava-a com ternura, e já agora ela sorria – sem rancor? Talvez de tudo isso tivessem nascido suas relações pacíficas, e aquelas conversas em voz tranquila que faziam a atmosfera do lar para a criança. Ou esta se irritava às vezes? Às vezes o menino se irritava, batia os pés, gritava sob pesadelos. De onde nascera esta criaturinha vibrante, senão do que sua mulher e ele haviam cortado da vida diária. Viviam tão tranquilos que, se se aproximava um momento de alegria, eles se olhavam rapidamente, quase irônicos, e os olhos de ambos diziam: não vamos gastá-lo, não vamos ridiculamente usá-lo. Como se tivessem vívido desde sempre.

Mas ele a olhara da janela, vira-a andar depressa de mãos dadas com o filho, e dissera-se: ela está tomando o momento de alegria – sozinha. Sentira-se frustrado porque há muito não poderia viver senão com ela. E ela conseguia tomar seus momentos – sozinha. Por exemplo, que fizera sua mulher entre o trem e o apartamento? não que a suspeitasse mas inquietava-se.

A última luz da tarde estava pesada e abatia-se com gravidade sobre os objetos. As areias estalavam secas. O dia inteiro estivera sob essa ameaça de irradiação. Que nesse momento, sem rebentar, embora, se ensurdecia cada vez mais e zumbia no elevador ininterrupto do edifício. Quando Catarina voltasse eles jantariam afastando as mariposas. O menino gritaria no primeiro sono, Catarina interromperia um momento o jantar… e o elevador não pararia por um instante sequer?! Não, o elevador não pararia um instante.

— “Depois do jantar iremos ao cinema”, resolveu o homem. Porque depois do cinema seria enfim noite, e este dia se quebraria com as ondas nos rochedos do Arpoador.

Clarice Lispector Extraído do livro Laços de Família, Editora Rocco – Rio de Janeiro, 1998.
Analise as proposições abaixo:
I- No período “ Felizmente nunca precisava rir de fato quando tinha vontade de rir” o sujeito é desinencial e há uma oração subordinada adverbial temporal.
II- No período “ A última luz da tarde estava pesada e abatia-se com gravidade sobre os objetos” a oração destacada é coordenada sindética adversativa
III- No fragmento “Mas ele a olhara da janela, vira-a andar depressa de mãos dadas com o filho”, o conectivo “Mas” é adversativo, a forma verbal “olhara” está conjugada no pretérito mais -que- perfeito do modo indicativo, na oração “ vira-a andar depressa de mãos dadas com o filho”, há um predicado verbal, e o pronome oblíquo átono, que complementa o sentido do verbo virar, classifica-se sintaticamente como objeto direto.
Está ou estão correta(s):
Alternativas
Q4108394 Português
Texto para questão

As Escolhas de Uma Vida por Martha Medeiros

A certa altura do filme Crimes e Pecados,
o personagem interpretado por Woody Allen diz:
"Nós somos a soma das nossas decisões". Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta
e de lá nunca mais saiu.

Compartilho do ceticismo de Allen:
a gente é o que a gente escolhe ser,
o destino pouco tem a ver com isso.

Desde pequenos aprendemos que,
ao fazer uma opção,
estamos descartando outra,
e de opção em opção vamos tecendo essa teia que
se convencionou chamar "minha vida".
Não é tarefa fácil.
No momento em que se escolhe ser médico,
se está abrindo mão de ser piloto de avião.
Ao optar pela vida de atriz,
será quase impossível conciliar com a arquitetura.

No amor, a mesma coisa:
namora-se um, outro, e mais outro,
num excitante vaivém de romances.
Até que chega um momento em que é
preciso decidir entre passar o resto da vida
sem compromisso formal com alguém,
apenas vivenciando amores
e deixando-os ir embora quando se findam,
ou casar, e através do
casamento fundar uma microempresa,
com direito a casa própria, orçamento
doméstico e responsabilidades.
As duas opções têm seus prós e contras:
viver sem laços e viver com laços...

Escolha:
beber até cair ou virar vegetariano e budista?

Todas as alternativas são válidas,
mas há um preço a pagar por elas.
Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente
a cada 6 meses,
ser casados de segunda a sexta
e solteiros nos finais de semana,
ter filhos quando se está bem-disposto
e não tê-los quando se está cansado.

Por isso é tão importante o auto conhecimento.
Por isso é necessário ler muito,
 ouvir os outros, estagiar em várias tribos,
prestar atenção ao que
acontece em volta e não
cultivar preconceitos.

Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas,
elas têm que refletir o que a gente é.
Lógico que se deve reavaliar decisões e
trocar de caminho:
Ninguém é o mesmo para sempre.
Mas que essas mudanças de rota venham para
acrescentar,
e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido.

A estrada é longa e o tempo é curto.
Não deixe de fazer nada que queira,
mas tenha responsabilidade e maturidade
para arcar com as
consequências destas ações.

Lembrem-se:
suas escolhas têm 50% de chance de darem certo,
Mas também 50% de chance de darem errado.

A escolha é sua...

Matha Medeiros.
No período “Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses”, a forma verbal destacada está:
Alternativas
Q4107755 Português
Analise as assertivas com V (Verdadeiro) ou F (Falso).
(__)Na série: "Vê"; "também"; "miúda"; "pânico", temos dois termos oxítonos, um termo paroxítono; um termo proparoxítono.
(__)O verbo da frase: "Meu Deus, que diabo disto seria aquilo?" - está conjugado no futuro do pretérito do modo indicativo.
(__)No período: "copiem o esquema que vou traçar no quadro-negro" - temos um verbo no imperativo seguido de objeto direto; um pronome relativo; uma locução verbal, seguida de adjunto adverbial de lugar.
(__)Os adjetivos das expressões: "gente miúda" e "gente grande" se opõem pelo sentido.
(__)Nas expressões: "farejou a angústia daquelas alminhas" e "com um esgar bondoso" temos ideias que subestimam a autonomia do próprio professor.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Respostas
3201: D
3202: B
3203: C
3204: D
3205: C
3206: A
3207: D
3208: C
3209: A
3210: A
3211: A
3212: C
3213: C
3214: D
3215: A
3216: B
3217: B
3218: A
3219: C
3220: B