Questões de Concurso
Sobre análise sintática em português
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(__) A frase: "A escola serve para ensinar" - enuncia a finalidade da escola.
(__) A crase usada em: "A primeira coisa que nos vem à mente" - é imposta pela regência verbal.
(__)A frase interrogativa: "Mas ensinar a quem?" - está escrita com conjunção coordenativa adversativa, verbo de primeira conjugação seguido de objeto indireto.
(__)Na frase: "O professor terá que se adaptar" - temos uma opinião da voz do texto, representada por uma ideia hipotética comprovada pelo uso do verbo no futuro do presente do modo indicativo.
(__)A frase: "Como ensinar?" - exemplifica uso de advérbio interrogativo de modo.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Construção
Chico Buarque
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão, atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o última
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça, desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague.
“Agonizou no meio do passeio náufrago”/“Morreu na contramão atrapalhando o público”, temos respectivamente:
Para que serve o saber
Mario Sergio Cortella
Clarice Lispector, grande escritora nascida na Ucrânia e que viveu no nosso país, tem uma frase magnífica que, sintetizada, dizia: “O melhor de mim é aquilo que eu não sei”. Isso significa que aquilo que eu não conheço é a minha melhor parte. Porque aquilo que eu já sei é mera repetição. Aquilo que eu não sei é o que me renova, o que me faz crescer. O conhecimento é algo que reinventa, que recria, que renova.
Essa noção é importante, pois estabelece a natureza da nossa relação com o conhecimento e suas nuances. O gênio, por exemplo, não é aquele que julga já saber. Gênio é aquele que sabe que não sabe tudo e continua na busca do saber. Gênio é aquele que se faz. O gênio não desiste de conhecer. Cuidado com gente que acha que já sabe, que acha que já conhece. Cuidado com gente que acha que o conhecimento é algo a ser concluído.
Afinal, para que serve o conhecimento? Qual é o poder do saber? Não podemos perder a perspectiva de que a finalidade do poder é servir. Servir à vida, servir a uma comunidade, servir às pessoas. Todo poder que, em vez de servir, serve a si mesmo, é um poder que não serve. O poder da informação, o poder da ciência, o poder da arte é servir.
O que fazemos com o poder do nosso saber? Nós repartimos, partilhamos, o usamos para crescer? Ou eventualmente o utilizamos para dominar? Para tornar o outro ser humano menor? Para diminuir a vida?
Conhecimento tem a finalidade de servir à vida. Mas à vida de quem? De todas e todos. À vida coletiva.
1- No trecho “com o conhecimento e suas nuances” o termo destacado pode ser substituído sem alteração de sentido pelo termo sutileza.
2- No trecho “ Gênio é aquele que sabe que não sabe tudo e continua na busca do saber.” Há um período misto formado por uma oração subordinada substantiva e uma oração coordenada sindética.
3- No trecho “ O melhor de mim é aquilo que...” o termo sublinhado é classificado sintaticamente como objeto indireto.
4- No trecho “ Aquilo que eu não sei é o que me renova”, o pronome oblíquo átono destacado funciona sintaticamente como objeto direto e foi empregado na forma proclítica, uma vez que o termo que o antecede exige essa colocação.
Está (ão) correta (s)
Para que serve o saber
Mario Sergio Cortella
Clarice Lispector, grande escritora nascida na Ucrânia e que viveu no nosso país, tem uma frase magnífica que, sintetizada, dizia: “O melhor de mim é aquilo que eu não sei”. Isso significa que aquilo que eu não conheço é a minha melhor parte. Porque aquilo que eu já sei é mera repetição. Aquilo que eu não sei é o que me renova, o que me faz crescer. O conhecimento é algo que reinventa, que recria, que renova.
Essa noção é importante, pois estabelece a natureza da nossa relação com o conhecimento e suas nuances. O gênio, por exemplo, não é aquele que julga já saber. Gênio é aquele que sabe que não sabe tudo e continua na busca do saber. Gênio é aquele que se faz. O gênio não desiste de conhecer. Cuidado com gente que acha que já sabe, que acha que já conhece. Cuidado com gente que acha que o conhecimento é algo a ser concluído.
Afinal, para que serve o conhecimento? Qual é o poder do saber? Não podemos perder a perspectiva de que a finalidade do poder é servir. Servir à vida, servir a uma comunidade, servir às pessoas. Todo poder que, em vez de servir, serve a si mesmo, é um poder que não serve. O poder da informação, o poder da ciência, o poder da arte é servir.
O que fazemos com o poder do nosso saber? Nós repartimos, partilhamos, o usamos para crescer? Ou eventualmente o utilizamos para dominar? Para tornar o outro ser humano menor? Para diminuir a vida?
Conhecimento tem a finalidade de servir à vida. Mas à vida de quem? De todas e todos. À vida coletiva.
Homeschooling
Por Audry Branco

(Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/educacao/homeschooling.htm – texto adaptado especialmente para esta prova).
A frase abaixo que mostra uma informação estrutural correta sobre esse pensamento de Einstein é:
A FELICIDADE REALISTA
(1º§) A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num "SPA" cinco estrelas.
(2º§) E quanto ao amor? Ah, o amor..., não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e namorar de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.
(3º§) Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade.
(4º§) Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma bênção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo, juntando, juntando, juntando dinheiro sem se lembrar da felicidade. Junte apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.
(5º§) E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Crie, inove, reflita e valorize a importância da felicidade realista!
(6º§) Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. "Estamos num mundo complexo de sentimentos e fantasias".
(7º§) Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.
(8º§) Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça de que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade!
(Mário Quintana. Poeta gaúcho) - (Adaptado)
A FELICIDADE REALISTA
(1º§) A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num "SPA" cinco estrelas.
(2º§) E quanto ao amor? Ah, o amor..., não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e namorar de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.
(3º§) Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade.
(4º§) Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma bênção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo, juntando, juntando, juntando dinheiro sem se lembrar da felicidade. Junte apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.
(5º§) E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Crie, inove, reflita e valorize a importância da felicidade realista!
(6º§) Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. "Estamos num mundo complexo de sentimentos e fantasias".
(7º§) Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.
(8º§) Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça de que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade!
(Mário Quintana. Poeta gaúcho) - (Adaptado)
I.No período: "Estamos num mundo complexo de sentimentos e fantasias" - "complexo" tem o mesmo sentido semântico contextual de "intrincado".
II.No trecho: "queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo" - temos: locução verbal formada por verbo de segunda conjugação e por verbo de primeira conjugação, crase que faz parte da expressão, expressão temporal representada por trissílabos paroxítonos que identificam dois dias da semana.
III.O período: "Faça o que for necessário para ser feliz" - inicia com verbo irregular de segunda conjugação no modo imperativo afirmativo, identificando o interlocutor de terceira pessoa do singular.
IV.A composição do período exclamativo: "Crie, inove, reflita e valorize a importância da felicidade realista!" - contém: duas orações coordenadas assindéticas e uma oração coordenada sindética com respectivo objeto direto.
Marque a alternativa com todas as assertivas corretas.
I.A oração absoluta do período simples: "Um pequeno garoto e seu pai caminhavam pelas montanhas" - está escrita com sujeito composto, verbo de primeira conjugação no pretérito imperfeito do modo indicativo, indicando a ação dos personagens do texto.
II.O período composto: "De repente, o garoto cai, se machuca e grita: - Aai!!!" - Inicia com expressão adverbial e termina com termo invariável indicativo de dor.
III.A vírgula do período: "Para sua surpresa, ele escuta a voz se repetir em algum lugar da montanha: - Aai!!!" - separa expressão deslocada, equivalente a "surpreendentemente".
IV.No trecho: "Curioso, pergunta: - Quem é você? Recebe como resposta: - Quem é você?" - Temos o mesmo pronome indefinido interrogativo iniciando frases idênticas; temos o mesmo pronome de tratamento em duas ocorrências, indicando o interlocutor direto.
Estão CORRETAS:
(__)A numeração crescente da frase: "Se¹ você quer mais tolerância das² pessoas, seja mais tolerante³" - identifica: conjunção subordinativa condicional; contração prepositiva imposta pela regência nominal; adjetivo uniforme em gênero.
(__)Na frase: "Eu admiro você!" - temos um pronome com função sintática de sujeito simples e um pronome com função sintática de objeto direto.
(__)Na frase: "Se você quer mais alegria¹ no mundo, seja mais alegre²" - temos um substantivo abstrato e um adjetivo uniforme em gênero.
(__)O período: "O pai sorri e fala" - é composto por coordenação sindética aditiva.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
I.No trecho: "A voz do Grilo era a melhor e a mais bela de todas as vozes", o termo "bela" está no grau superlativo relativo de superioridade, conforme comprovado pelas regras da gramática normativa da língua portuguesa.
II.No trecho: "porque se empenhavam em fazê-lo (seu canto) com a garganta" - temos pronomes pessoais oblíquos átonos que exercem a mesma função sintática de objeto direto.
III.A expressão nominal: "Na sua experiência extraordinária" está escrita com contração prepositiva, pronome possessivo, substantivo abstrato e adjetivo biforme, todos concordando em gênero e em número.
IV.Dentre os termos do trecho: "Ao ouvir aquilo, o Diretor da Escola Maviosa, que era um Grilo muito sábio, assentiu várias vezes com a cabeça e retirou-se, satisfeito de que na Escola tudo continuasse como nos velhos tempos" - temos oração reduzida do infinitivo, uma oração subordinada adjetiva explicativa, um verbo no pretérito imperfeito do modo subjuntivo, seguido de elemento coesivo conjuntivo comparativo.
V.No trecho: "em que lhes explicava que a voz do Grilo" - temos duas ocorrências do uso de pronomes relativos.
VI.As palavras: "exposição", "fricção", "Órgão" se identificam por pertencerem à mesma classe morfológica, por terem iguais quantidades de sílabas e por usarem o til para manter a tonicidade da vogal.
Estão corretas, apenas:
O verbo sublinhado na sentença acima expressa que a sua ação se realiza depois de uma outra. Essa outra ação é indicada: