Questões de Concurso
Sobre teoria literária em literatura
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Texto para questão
Cantiga
Ai! A manhã primorosa
do pensamento…
Minha vida é uma pobre rosa
ao vento.
Passam arroios de cores
sobre a paisagem.
Mas tu eras a flor das flores,
imagem!
Vinde ver asas e ramos,
na luz sonora!
Ninguém sabe para onde vamos
agora.
Os jardins têm vida e morte,
noite e dia…
Quem conhecesse a sua sorte,
morria.
E é nisso que se resume
o sofrimento: cai a flor, – e deixa o perfume
no vento!
(Cecília Meireles)
Sobre a autora Cecília Meireles e sua obra é possível afirmar:
1- A literatura de Cecília Meireles é composta por um hibridismo de formas, estilos e conteúdo.
2- Na obra de Cecília Meireles é possível encontrar características das poesias romântica, parnasiana e simbolista com o uso de formas fixas, de esquemas de rimas e de linguagem elevada.
3- Temas como o amor, a solidão, a melancolia, a brevidade do tempo e a contemplação da vida compõem a sua obra em uma escrita delicada e repleta de afetividade.
4- Cecília também desenvolveu uma linguagem sensorial e intuitiva para descrever os sentimentos humanos.
São verdadeiras:
São características da obra de Clarice Lispector:
1- a descrição psicológica das personagens;
2- a discussão de temas subjetivos, abstratos;
3- o retrato de vidas cotidianas sob uma ótica pessoal;
4- a presença de narradores em primeira pessoa;
5- a existência da epifania.
São verdadeiras
(GRIFFI, Beth. Literatura, gramática e redação. Vol.2. Unidade 4. Editora Moderna. S. Paulo. P.191.)
Leia os versos seguintes e texto seguinte:
"Estranho mimo aquele vaso! Vi-o, / Casualmente, uma vez, de um perfumado // Contador sobre o mármor luzidio, / Entre um leque e o começo de um bordado. // Fino artista chinês, enamorado, / Nele pusera o coração doentio / Em rubras flores de um sutil lavrado, / Na tinta ardente, de um calor sombrio. //
Marque a característica parnasiana que se identifica nos versos apresentados.
(...) (MAIA, João Domingues. Literatura, textos e técnicas. Ática. São Paulo. Cap.16. P.270.)
Leia o poema "Pecador contrito aos pés de Cristo crucificado" de Gregório de Matos.
Ofendi-vos, meu Deus, é bem verdade,
Verdade é, meu Senhor, que hei delinquido,
delinquido vos tenho, e ofendido,
ofendido vos tem minha maldade.
Maldade, que encaminha a vaidade,
Vaidade, que todo me há vencido,
Vencido quero ver-me e arrependido,
Arrependido a tanta enormidade.
Arrependido estou de coração,
De coração vos busco, dai-me abraços,
Abraços, que me rendem vossa luz.
Luz, que claro me mostra a salvação,
A salvação pretendo em tais braços,
Misericórdia, amor, Jesus, Jesus!
Sobre as características do poema, analise as assertivas:
I.O poema é um soneto, escrito com dois quartetos e dois tercetos, com rimas ABBA nos quartetos e rimas CDE nos tercetos.
II.O eu lírico inicia a construção dos versos amarrando-os através da repetição da última palavra de cada verso, no início do verso seguinte.
III.No soneto, percebemos dois momentos: um quando ele declara a sua culpa e se reconhece como um grande pecador; o outro momento, quando ele declara o arrependimento e busca a salvação.
IV.O termo "contrito" no título do sonete tem o mesmo sentido de "arrependido"; "delinquido " corresponde a " Ter errado".
Marque a opção de assertivas que demonstram análise correta.
“Poeta, tradutor e crítico literário, considerado o mais lírico dos poetas brasileiros. A temática cotidiana e a melancolia, associada a um sentimento de angústia, permeou toda sua obra. Soube, como nenhum outro poeta, contrapor o provincianismo modernista com o universalismo da poesia. Divide com Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Melo Neto o título de maior poeta brasileiro pós-1940.”
Pelas características, Carlos William Leite está se referindo a que escritor brasileiro?
Uma noite, há anos, acordei bruscamente e uma estranha pergunta explodiu de minha boca. De que cor eram os olhos de minha mãe?
I. Entre os princípios básicos do romance adotados por alguns escritores na década de 1930, encontram-se a verossimilhança, a tipificação social e a linearidade narrativa.
II. A obra “O quinze”, de Rachel de Queiroz, articula-se a partir de dois planos. O primeiro é o plano social, no qual são apresentados os efeitos da seca sobre os sertanejos. O segundo é o individual, no qual o leitor conhece as experiências de Conceição.
III. Entre os primeiros romances desse período, encontram-se “A bagaceira”, de José Américo de Almeida, publicado em 1928, e “Menino de engenho”, de Jorge Amado, publicado em 1930.
Quais estão corretas?
I. Os períodos literários também são conhecidos como escolas, correntes ou movimentos.
II. Os períodos literários pressupõem um momento histórico delimitado, no qual vários escritores aderem a normas e princípios comuns.
III. Os períodos literários podem ser compreendidos como estilos de época, já que representam procedimentos artísticos individuais que se tornam repetitivos e constantes entre uma geração.
Quais estão INCORRETAS?
Apavorado acordo, em treva. O luar É como o espectro do meu sonho em mim E sem destino, e louco, sou o mar Patético, sonâmbulo e sem fim.
Desço da noite, envolto em sono; e os braços. Como ímãs, atraio o firmamento Enquanto os bruxos, velhos e devassos Assoviam de mim na voz do vento.
Sou o mar! sou o mar! meu corpo informe Sem dimensão e sem razão me leva Para o silêncio onde o Silêncio dorme
Enorme. E como o mar dentro da treva Num constante arremesso largo e aflito Eu me espedaço em vão contra o infinito.
(MORAES, Vinícius de. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1985. p. 191)
Analisando o poema de Vinícius de Moraes, é incorreto afirmar que:
I- Dois são os elementos da obra literária: o conteúdo e a forma. São as ideias, os conceitos, os sentimentos, os apelos e as imagens imateriais que as palavras transmitem da mente do escritor à do leitor. Quando o escritor produz sua obra, coloca nela a sua visão do mundo, sua maneira de pensar e de sentir.
II- CONTEÚDO (ou fundo): “São as ideias, os conceitos, os sentimentos, os apelos e as imagens imateriais que as palavras transmitem da mente do escritor à do leitor.
Quando o escritor produz sua obra, coloca nela a sua visão do mundo, sua maneira de pensar e de sentir. Esta maneira de ver as coisas através de sua consciência de escritor é que constitui o conteúdo de sua obra. Isso não significa que a obra, necessariamente represente a figura do escritor, mas sim que sua figura está presente no conteúdo, no significado dessa obra.
III- FORMA: é a linguagem escrita, ou falada, «veículo» das ideias e dos sentimentos do escritor. O conteúdo é a arte da comunicação; a «forma» artística, o meio para conquistar o público mediante o conteúdo. Assim, na «forma» temos os aspectos que envolvem a construção do texto, ou seja, o vocabulário, a sintaxe, a sonoridade, as imagens materiais, a disposição das palavras no papel.
IV- Para muitos estudiosos, não se separam conteúdo e forma. Na verdade são indissociáveis: localizam-se no texto literário, o que equivale a dizer que se concentram num único objeto, «a palavra escrita». Têm uma categoria dual, são um «par de seres». Assim, um romance, um conto, um poema, não têm conteúdo e forma separadamente, mas possuem uma forma/conteúdo. Isto é, se uma obra tem uma forma; já está encerrada a ideia de conteúdo. (Fonte: https://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/102325 - adaptado).
I- Os tipos de narrador são o narrador personagem (em primeira pessoa), que participa da história; o narrador observador (em terceira pessoa), que apenas narra o que vê; e o narrador onisciente (também em terceira pessoa), que tem total conhecimento de personagens e fatos.
II- Cada narrador tem um ponto de vista, isto é, um foco narrativo, uma perspectiva particular da história.
III- Uma história pode ser narrada de diferentes perspectivas, isto é, de distintos pontos de vista. O narrador pode fazer parte da trama e, assim, expor sua visão particular dos fatos, mas pode também estar de fora, apenas como um observador dos acontecimentos, ou mesmo detentor de um conhecimento prévio acerca do enredo. Essas diferentes maneiras de narrar-se uma história chamamos de foco narrativo.
IV- A escolha do foco narrativo determina os rumos da narrativa. Assim, decidir que tipo de narrador fará o relato dos fatos é uma das primeiras preocupações do criador da obra, ou seja, o autor. Aliás, é importante ressaltar que autor e narrador são seres distintos. O autor ou autora é um ser real, um indivíduo de carne e osso, que cria, planeja e escreve a história. Já o narrador é a voz que narra os acontecimentos, um ser fictício, mesmo que não faça parte, como personagem, da trama.
(Fonte: https://www.portugues.com.br – adaptado).
Texto I

(Ronaldo Azeredo. In: POESIA concreta. Sel. notas, est. biogr. hist. e crít. Iumna Maria Simon e Vinicius de Avila Dantas. São Paulo: Abril Educação, 1982. p.22. Literatura comentada.)
PROFISSÃO DE FÉ

(Olavo Bilac. Profissão de fé. In: Poesia. Rio de Janeiro: Agir, p. 39-40.)
Considerando as produções poéticas apresentadas anteriormente, assim como as características de cada estilo literário
ao qual pertencem, assinale a afirmativa correta.
Na fortuna literária de Jorge Amado, escritor pertencente ao Romance de 30 da Literatura Brasileira, pode-se distinguir “depoimentos líricos, isto é, sentimentais, espraiados em torno de rixas e amores marinheiros”. Qual das seguintes obras justifica tal caracterização formulada por Alfredo Bosi, em História concisa da Literatura Brasileira?
Assinale a alternativa na qual a estrofe do poema abaixo apresente versos brancos.
Qual das seguintes afirmações é verdadeira em relação à diferença entre textos literários e não-literários?