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Questões de Concurso Sobre teoria literária em literatura

Questões Discursivas

Foram encontradas 580 questões

Q2495774 Literatura

A questão é baseada nos textos 1, 2 e 3.


TEXTO 1

Fios de ouro


Quando Halima, a suave, desembarcou nas águas marítimas brasileiras, em 1852, a idade dela era de 12 anos. Da aldeia dela parece que só Halima sobreviveu em um tempo de viagem que durou quase dois meses. Das lembranças da travessia, Halima conseguia falar pouco. Séculos depois, pedaços de relatos viriam compor uma memória esgarçada, que seus descendentes recontam como histórias de família. E eu que chamo Halima, trago em meu nome, a lembrança daquela que na linhagem familiar materna, foi a mãe de minha tataravó.

Assim reconto a história de Halima:

Halima em solo africano, lugar impreciso por falta de informações históricas, portanto vazios de nossa história e de nossa memória, pertencia a um clã, em que um dos signos de beleza de um corpo era o cabelo. A arte de tecer cabelos era exercida por mulheres mais velhas que imprimiam aos penteados as regras sociais do grupo. [...]


EVARISTO, Conceição. Histórias de leves enganos e parecenças. Rio de Janeiro: Malê, 2017. p.49.



TEXTO 2

Contadora de histórias


Venha, minha avó

Traga sua memória

Vamos relembrar

Pegadas de nossa história



Solte a fumaça da cultura

Pelo cachimbo do saber

Fale para nossas crianças

Das lutas que tivemos que viver



Sentimos o genocídio

Atravessadas

Pela espada da opressão

Estupro, morte, invasão

Tem sangue das parentas pelo chão



Estamos em guerra

Mas nossa caminhada não se encerra

Porque sempre terá quem conte uma história

Narrando cenas de dor e de glória

Sob a fumaça da memória


KAMBEBA, Márcia Wayna. De almas e águas kunhãs. São Paulo: Jandaíra, 2023. p.157.



TEXTO 3


– Suspende, monstro! disse ela encarando o assassino com majestade; não cometas um novo crime, não mates teu filho!
– Meu filho?! respondeu, levantando-se, D. Luiz: e quem és tu que assim me falas?
– Sou a filha do cacique da tribo tupi, que deute hospitalidade nas praias desertas da Jureia, onde havia a tua nau naufragado, e onde por meu pai foste livre não só da morte, como de cair em poder dos Botocudos, cuja crueldade não te havia (de) poupar; mas em vez de reconhecer o benefício, seduziste sua filha única e a abandonaste depois de a perder. 
Sabendo ela então que um fruto do seu desgraçado amor alimentava-se em seu ventre e conhecendo o desprezo e a execração a que esse pobre inocente seria votado desde o seu nascimento por toda a tribo, correu após teus passos. Errante andou muito tempo, crendo achar-te a cada dia que ela via o sol.
Seu filho nasceu nesta triste lide; n’uma noite de tempestade [...]. Abatida pela dor e pela doença, a desgraçada mãe afrouxou da atividade; não podendo fazer longas marchas para poupar seu filhinho, ela parou algum tempo n’um sítio em que achou cômodos para vida; foi aí que a tua gente a apanhou e trouxe para a vivenda dos brancos, onde ela se resignou a viver na escravidão: essa mãe desamparada que procurava incansável o pai de seu filho, sou eu, [...].


CASTRO, Ana Luísa de Azevedo. D. Narcisa de Villar: legenda do tempo colonial. Rio de Janeiro: Tipografia Paula Brito, 1859. p.108. 






A representação e a autorrepresentação de mulheres negras ou indígenas implica considerar, entre outros aspectos, o tratamento literário de interconexões entre território e identidade. Uma leitura dos textos 1, 2 e 3, a partir dessa premissa, permite identificar a
Alternativas
Q2494671 Literatura
Uma das especificidades do discurso literário é a da literatura como elaboração estética de visões de mundo. A partir de tal premissa, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q2489265 Literatura
As obras Pauliceia desvairada, Há uma gota de sangue em cada poema, Amar verbo intransitivo, tem como autor(a): 
Alternativas
Q2489235 Literatura
As obras “Grande sertão: veredas, Sagarana, Corpo de baile”, pertencem a:
Alternativas
Q2488241 Literatura
As obras Felicidade clandestina, Perto do coração selvagem, Laços de família e Água viva, têm como representante:  
Alternativas
Q2452530 Literatura

Leia o Poema:


“A voz de minha filha

recolhe em si

a fala e o ato.

O ontem – o hoje – o agora.

Na voz de minha filha

se fará ouvir a ressonância

O eco da vida-liberdade.”




Os versos citados são da escritora brasileira:

Alternativas
Q2452529 Literatura
Sobre Carolina Maria de Jesus, julgue as assertivas a seguir:

( )Nasceu em Minas Gerais, negra e catadora de papelão.

( )Apesar de semianalfabeta, tornou-se escritora e ficou nacionalmente conhecida.

( )No seu livro Quarto de despejo: diário de uma favelada, relatou o seu dia a dia na favela do Canindé, na cidade de São Paulo.

( )Gravou um disco com composições próprias.


A sequência CORRETA é:
Alternativas
Q2381007 Literatura
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a diferença entre "gênero literário" e "gênero jornalístico".
Alternativas
Q2381006 Literatura
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a distinção entre "metaficção" e "simulação", no âmbito da produção do texto literário, considerando o que caracterizaria de maneira sucinta cada uma delas. 
Alternativas
Q2381004 Literatura
Assinale a alternativa que melhor descreve a técnica literária conhecida como "fluxo de consciência".
Alternativas
Q2373058 Literatura
“Uma das características mais marcantes do texto literário é a sua função _______________ por oposição à função _______________ do texto não-literário.” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior. 
Alternativas
Q2364046 Literatura
Além de escrever crônicas para os jornais, Machado de Assis redigiu romances, contos, poesias e crítica literária. Considerando a obra e o estilo próprio desse autor, assinale a opção correta. 
Alternativas
Q2359479 Literatura

Nos trechos abaixo, observe o conteúdo e a forma das três estrofes; 


I

“Os teus olhos espalham luz divina,

A quem a luz do Sol em vão se atreve:

Papoula, ou rosa delicada, e fina,

Te cobre as faces, que são cor de neve.

Os teus cabelos são uns fios d’ouro;

Teu lindo corpo bálsamos vapora.

Ah! Não, não fez o Céu, gentil Pastora,

Para glória de Amor igual tesouro.

Graças, Marília bela,

Graças à minha Estrela!”



II

Quando Ismália enlouqueceu,

Pôs-se na torre a sonhar…

Viu uma lua no céu,

Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,

Banhou-se toda em luar…

Queria subir ao céu,

Queria descer ao mar…



III

- Como se ama o silêncio, a luz, o aroma,

O orvalho numa flor, nos céus a estrela,

No largo mar a sombra de uma vela,

Que lá na extrema do horizonte assoma;

Como se ama o clarão da branca lua,

Da noite na mudez os sons da flauta,

As canções saudosíssimas do nauta,

Quando em mole vaivém a nau flutua.



Analisando-se os trechos, marque a alternativa correta quanto ao estilo literário. 

Alternativas
Q4243408 Literatura
        – E logo dois homens apareceram, e amarraram-me com cordas. Era uma prisioneira – era uma escrava! Foi embalde que supliquei em nome de minha filha, que me restituíssem a liberdade: os bárbaros sorriam-se de minhas lágrimas, e olhavam-me sem compaixão... Julguei enlouquecer, julguei morrer, mas não me foi possível... Meteram-me a mim e a mais trezentos companheiros de infortúnio e de cativeiro no estreito e infecto porão de um navio. Trinta dias de cruéis tormentos, e de falta absoluta de tudo quanto é necessário à vida passamos nessa sepultura até que abordamos as praias brasileiras. Para caber a mercadoria humana no porão, fomos amarrados em pé para que não houvesse receio de revolta, acorrentados como animais ferozes das nossas matas que se levam para recreio dos potentados da Europa. Davam-nos água imunda, podre e dada com mesquinhez, a comida má e ainda mais porca: vimos morrer ao nosso lado muitos companheiros à falta de alimento e de água.


REIS, Maria Firmina dos Reis. Úrsula e outras obras.
Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2018



A respeito de Úrsula, romance de Maria Firmina dos Reis, escrito em 1858, julgue (C ou E) o item a seguir.

O romance de Maria Firmina dos Reis possui um eu enunciador consciente de sua identidade que se constitui por meio de marcas textuais.

Alternativas
Q4243399 Literatura

Não é mais novidade que a literatura não abrange somente o que se apresenta por meio da palavra escrita, uma vez que a expressão poética precede o alfabeto, a escrita. Na escola, no entanto, ainda hoje o ensino de literatura (e de leitura) privilegia a produção impressa e, sobretudo, o livro impresso. Mesmo com o respaldo dos documentos oficiais, o livro ainda é o veículo de comunicação mais valorizado nas escolas. Nos livros didáticos, por exemplo, muitas editoras já possuem coleções que trazem exercícios, jogos e textos em meio digital, mas como material complementar, cujo formato normalmente reproduz modelos do livro impresso. Dessa maneira, é recorrente, nos meios virtuais utilizados pela escola, a reprodução do texto escrito, bem como a alusão à escrita por meio de imagens que representam este universo.


ALCÂNTARA, Simone Silveira de. Ensinar Literatura histórias em quadros e quadrinhos. In: Leituras Literárias: mito, gênero e ancestralidade

São Cristóvão: Editora UFS, 2014, p. 120




No que se refere aos sentidos do texto a respeito do ensino de literatura, julgue (C ou E) o item a seguir.



A literatura em sentido amplo é anterior à escrita e, portanto, ao livro literário impresso.
Alternativas
Q4243392 Literatura

        A  concepção interdisciplinar do ensino de literatura passa pelo reconhecimento do processo de leitura como uma prática cultural de formação do leitor. Nesse processo, em que leitura e sociedade não podem ser desvinculadas, o gosto pela leitura é despertado como uma prática de reflexão social. Assim, o ensino de literatura pode ser explorado como um convite à leitura de diferentes coleções de textos que debatam temas voltados para os direitos humanos, como o fim do preconceito racial e de gênero/sexo e da violência doméstica, entre tantos outros. Nesse sentido, ao preparar uma aula ou um curso, devemos selecionar uma coleção de textos para compor nossas intertextualidades culturais, priorizando a questão dos direitos humanos e as representações identitárias com suas especificidades.


GOMES, Carlos Magno. Ensino de Literatura e Cultura.

Jundiaí: Paco Editorial, 2014, p. 25-26.



Em relação aos sentidos do texto acerca do ensino de literatura, julgue (C ou E) o item a seguir.

A concepção interdisciplinar do ensino de literatura propõe, segundo o autor, a leitura de textos literários que tratem de diversos temas e estejam centrados nos direitos humanos, propiciando aos leitores reflexão social.
Alternativas
Q4238676 Literatura

Texto para a questão.






Acerca da composição do fragmento de Olhai os lírios do campo, é correto afirmar que se utiliza de uma linguagem
Alternativas
Q4226783 Literatura
Recorrendo ao quadro de aspectos tipológicos de Dolz, Noverraz & Schneuwly (em Dolz & Schneuwly, 2004), docentes de uma escola organizaram uma sequência de aulas priorizando os domínios sociais de comunicação da cultura literária ficcional e da transmissão e construção de saberes. Dessa forma, os gêneros que podem ser atendidos para esses domínios são, correta e respectivamente:
Alternativas
Q4183833 Literatura

Na leiteria a tarde se reparte

em iogurtes, coalhadas, copos de leite

e no meu espelho meu rosto. São

quatro horas da tarde, em maio


Tenho 33 anos e uma gastrite. Amo a vida

 que é cheia de crianças, de flores

e mulheres, a vida 


esse direito de estar no mundo,

ter dois pés e mãos, uma cara

e a fome de tudo, a esperança.


GULLAR, Ferreira. Toda poesia. Rio de Janeiro: José . Rio de Janeiro: José Olympio, 1987. p. 341. (Fragmento). 


Analisando a estrutura do poema de Ferreira Gullar, é correto Analisando a estrutura do poema de Ferreira Gullar, é correto afirmar que o poeta

Alternativas
Q4177968 Literatura

    Não grito: habituei-me a falar baixinho na presença dos chefes. [...] então eu não era nada? Não bastavam as humilhações recebidas em público? No relógio oficial, nas ruas, nos cafés, viraram-me as costas. Eu era um cachorro, um ninguém.



    - "É conveniente escrever um artigo, seu Luís". Eu escrevia. E pronto, nem um muito obrigado. Um Julião Tavares me voltava as costas e me ignorava. Nas relações na repartição, no bonde, eu era um trouxa, um infeliz, amarrado...


RAMOS, Graciliano. Angústia. 59.ed. São Paulo: Record, 2004. p. 236.



Analise as afirmativas que seguem, considerando alguns dos elementos da construção narrativa.


I. No texto, a postura do personagem-tipo é de um ressentimento individual, que, embora explicite as relações de poder entre os dominantes e seus subalternos, não reivindica uma mudança das relações de exploração em geral.


II. O personagem-tipo pertence à classe dominante que, necessariamente, não tem condições de uma consciência plena como classe.


III. O personagem Luís quer ser apenas prestigiado e, se possível, chegar ao mesmo patamar da classe que o oprime; por isso, reivindica uma mudança das relações de exploração.


IV. No trecho: "Não grito: habituei-me a falar baixinho na presença dos chefes. [...] então eu não era nada?", é possível reconhecer que são palavras ditas pelo personagem Luís, mas não há verbo de dizer, não há travessão nem aspas. Isso está integrado ao discurso indireto do narrador.



verifica-se que está/ão correta/s apenas

Alternativas
Respostas
381: A
382: D
383: E
384: D
385: A
386: C
387: E
388: C
389: A
390: B
391: B
392: C
393: E
394: C
395: C
396: C
397: D
398: E
399: E
400: A