Questões de Concurso
Sobre linguística e outras ciências – neurolinguística, psicolinguística, sociolinguística em linguística
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1. Consciência fonológica e fonêmica. 2. Identificação das relações fonema–grafema. 3. Habilidades de codificação e decodificação da língua escrita. 4. Capacidade de memorizar as famílias silábicas. 5. Conhecimento e reconhecimento dos processos de tradução da forma sonora da fala para a forma gráfica da escrita.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
1. Incentivo das práticas meritocráticas. 2. Imersão das crianças na cultura escrita. 3. Participação em experiências variadas com a leitura e a escrita. 4. Conhecimento e interação com diferentes tipos e gêneros de material escrito.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
A partir dos trechos a seguir e de acordo com os seus conhecimentos sobre variação linguística e ensino de língua, responda à questão.
“Partimos do pensamento de que o fenômeno “variação linguística” esteve presente em todo o momento da formação e estruturação de nossa língua. A linguística atual revela que uma língua não é homogênea e deve ser entendida justamente pelo que caracteriza o homem – a diversidade, a possibilidade de mudanças. É preciso compreender que tais mudanças, como se pensava no início, não se encerram somente no tempo, mas também se manifestam no espaço, nas camadas sociais e nas representações estilísticas.”
Disponível em:
<https://monografias.brasilescola.uol.com.br/educacao/variacaolinguistica-uma-realidade-nossa-lingua.htm
Na letra da música Socorro, de Arnaldo Antunes, percebe-se a presença da licença poética no trecho a seguir: “Meu coração já não bate, só apanha…”. Sabe-se que o coração não é capaz de bater ou apanhar, no entanto, com a utilização do recurso, o autor reforça que em sua vida afetiva está mais acostumado a sofrer do que a ter alegrias.
Nisso reside a grande diferença entre fazer análise linguística e ter aula de gramática (numa perspectiva normativa e estrutural): na primeira, a reflexão está a serviço dos demais eixos do ensino de língua, enquanto que, na segunda, o foco do ensino está na aprendizagem de nomenclaturas e regras, desvinculadas de situações de uso da língua.
MENDONÇA, M. Análise linguística: por que e como avaliar. In. MARCUSCHI, B. e SUASSUNA, L. Avaliação em língua portuguesa: contribuições para a prática pedagógica. Belo Horizonte: MEC-CEEL/ Autêntica, 2006, p. 101.
Considerando as diferenças entre as duas perspectivas de ensino de língua apontadas por Mendonça, analise os seguintes procedimentos:
1. foco nos efeitos de sentido das escolhas sintáticas e lexicais; 2. análise de critérios da textualidade, como a coesão e a coerência; 3. atividades gramaticais de frases e de orações retiradas de textos; 4. ensino da gramática associado ao bom desempenho linguístico.
São procedimentos contemplados na perspectiva da análise linguística:
I - Há uma concepção, inferida no texto, de que a linguagem usada por essa certa “aristocracia” tornou-se o padrão, a norma, o molde ideal ao qual todos os demais usos da língua tinham de se ajustar. II - Essa concepção de língua baseia-se em visões de mundo pré-científicas e em estruturas sociais organizadas em sistemas mais democráticos, como era o caso da sociedade grega na Antiguidade Clássica, quando nasceu a Gramática Tradicional. III - Poderíamos resumir as ideias contidas no excerto com a seguinte afirmação: graças à impostura ideológica, o fato da maioria acaba sendo representativo da totalidade.
Muitas crianças chegam à escola sem ter tido oportunidade de conviver e se familiarizar intensa e amplamente com os meios sociais de circulação da escrita. Nessas condições, não é de surpreender que essas crianças façam hipóteses inusitadas sobre a natureza, as funções e o uso desses materiais, inclusive daqueles que são indispensáveis ao dia-a-dia na escola. Fora da escola, esse saber é adquirido, em geral, quando as crianças têm acesso aos diversos suportes de escrita e participam de práticas de leitura e de escrita dos adultos e em brincadeiras de crianças.
(http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=6002-fasciculo-port&category_slug=julho2010-pdf&Itemid=30192)
Considerando o contexto acima, está correto deduzir que é por meio do uso que:
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre variações linguísticas.
( ) A mudança linguística não se restringe às diferenças entre as falas de diferentes gerações, mas também está condicionada a fatores linguísticos internos, como fatores: morfológico, sintático, lexical.
( ) A variação geográfica é caracterizada pela diferença na pronúncia, no léxico e também diferenças semânticas.
( ) Na variação sociocultural, deve-se considerar como variáveis: falante não escolarizado e falante escolarizado, para que se percebam os estados sucessivos da língua através dos tempos.
( ) É responsabilidade da escola proporcionar os diversos saberes linguísticos aos seus alunos.
( ) Na escola, é importante que o aluno, ao aprender novas formas linguísticas, particularmente a escrita e o padrão de oralidade mais formal, entenda que todas as variedades são legítimas e próprias da história e da cultura humana.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
A palavra, ou seja, o signo, é interindividual. Tudo que é dito, explícito, é situado fora da “alma”, fora do emissor não lhe pertence com exclusividade (1ª parte). O autor não tem seus direitos permanentes sobre a palavra e o ouvinte tem seus direitos, e todos aqueles das quais as vozes soam na palavra não têm seus direitos (2ª parte).
Tem-se de um lado um conjunto de variáveis ___________, todas as que a análise permite descobrir, e de outro um conjunto de ___________, todas as que uma teoria sociológica permite isolar.
Cada momento social e histórico demanda uma percepção de língua, de mundo, de sujeito, demonstrando o caráter dinâmico da linguagem no meio social em que atua. Para Geraldi (1984), um dos estudiosos dos pressupostos bakhtinianos no Brasil, a linguagem pode ser concebida sob três concepções: linguagem como expressão do pensamento, linguagem como instrumento de comunicação e linguagem como forma de interação. Tais concepções são apresentadas no contexto educacional e, a partir de estudos, tiveram suas características ampliadas à realidade brasileira de ensino de línguas. FONTE: FUZA, Ângela Francine; MENEGASSI, Renilson José; OHUSCHI, Márcia Cristina Greco. Concepções de linguagem e o ensino da leitura em língua materna. In: Linguagem & Ensino, Pelotas, v.14, n.2, p. 479-501, jul./dez. 2011.
Assinale a opção cuja situação exemplificada corresponda à concepção indicada nos parênteses.
As línguas indígenas com maior número de falantes no Brasil são, em ordem decrescente, a língua geral amazônica, o guarani, o xavante e o yanomami.
Indique abaixo o nome do autor que concebeu a definição de polifonia acima.
Na mesma obra citada na questão anterior, Azenha Jr. expõe as implicações dos aspectos culturais à prática da tradução. Ele cita o que Schmitt chama de “incongruências conceituais condicionadas por problemas de interculturalidade”, que se referem aos “casos em que as denominações não são equivalentes, pois os conceitos por ela designados não coincidem, já que são culturalmente condicionados” (p. 78)
Dentre as seguintes categorias de condicionantes, selecione a alternativa que traz exemplos dessas incongruências condicionadas por diferenças culturais.