Questões de Concurso
Sobre linguística e outras ciências – neurolinguística, psicolinguística, sociolinguística em linguística
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Canta, canta, minha gente
Deixa a tristeza pra lá
Canta forte, canta alto
Que a vida vai melhorar
A música tem efeitos múltiplos sobre o corpo. Esses efeitos envolvem o canto, a dança, o estado emocional, a memória, entre outros. No refrão da canção Canta, Canta, Minha Gente, de Martinho da Vila, as aliterações marcadas têm o efeito de
Read the following sentences and decide whether they are True (T) or False (F), according to the referred study.
( ) Second language acquisition is a result of repeated exposure to real language use and strengthening of neural connections.
( ) Second language learning is all about memorizing vocabulary lists and grammar rules which is the best way to strengthen the neural connections.
( ) Second language acquisition is driven by innate grammatical structures, rather than experience and input.
( ) In the connectionist model, frequency of language input plays a key role in the acquisition process.
The correct sequence of True and False statements, from top to bottom, is:
Considerando os elementos língua, cultura e sociedade, julgue o item a seguir.
A relação entre linguagem e cultura é fixa, permanecendo imutável ao longo do tempo e das interações sociais.
Considerando os elementos língua, cultura e sociedade, julgue o item a seguir.
Uma língua não pode sobreviver sem uma sociedade, da mesma forma que uma sociedade não pode existir sem língua.
Considerando os elementos língua, cultura e sociedade, julgue o item a seguir.
Todas as diferenças linguísticas entre as regiões do Brasil têm uma única causa comum: o processo histórico de colonização.
Considerando os elementos língua, cultura e sociedade, julgue o item a seguir.
O uso de gírias e neologismos só tem conexão com o contexto histórico e cultural da geração dos jovens.
Considerando os elementos língua, cultura e sociedade, julgue o item a seguir.
A cultura é unicamente individual e não está relacionada à linguagem.
Considerando os elementos língua, cultura e sociedade, julgue o item a seguir.
As transformações sociais e culturais refletem-se na linguagem, afetando o modo como esta é utilizada.
A respeito da relação entre língua, cultura e sociedade, julgue o seguinte item.
A língua não existe fora da sociedade, mas é possível conceber a sociedade sem língua e sem cultura.
A respeito da relação entre língua, cultura e sociedade, julgue o seguinte item.
O ensino de um idioma envolve aprender os componentes linguísticos, sem reflexão acerca de seu contexto cultural de uso.
In this case, the phenomenon of translanguaging can be identified as
Se a linguagem molda a forma como enxergamos, sentimos, pensamos e vivenciamos o mundo, muitos dos problemas enfrentados pelos estudantes indígenas se encontram no fato de que o mundo pensado por eles do ponto de vista cultural e linguístico por si só é um fator que amplifica os obstáculos encontrados em sua permanência na universidade. Ademais, subjaz à política linguística elitista (nem sempre explícita) das universidades a ideologia do déficit linguístico, segundo a qual as línguas autóctones são “primitivas”, cabendo aos indígenas o aprendizado da língua do outro, a língua historicamente hegemônica com todos os seus aparatos ideológicos (escrita, literatura, gramáticas, ciência, leis), sob pena de permanecerem marginalizados.
PONSO, L. C. Letramento acadêmico indígena e quilombola: uma política linguística afirmativa voltada à interculturalidade crítica. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/ view/8653744/18764. Acesso em: 24 abr. 2024 (adaptado).
TEXTO 2
A Língua Portuguesa invadiu nosso corpo-território, invadiu nosso espaço, a nossa mente. Se a gente foi obrigado a aprender uma língua que não é nossa, a gente foi obrigado a engolir o nosso espírito, a gente foi obrigado a silenciar o nosso ser, silenciar nossa língua, silenciar nossa cosmovisão, a nossa cultura. A gente precisa resgatar as nossas línguas originárias para que a gente possa construir uma linguagem de liberdade. Porque, realmente, é um desafio muito grande a gente decolonizar dentro da própria estrutura colonial que é a Língua Portuguesa. – Lyryca Cunha – artista indígena e psicóloga.
Linguagens Opressoras Étinicoraciais. Ep. 2: Comunicação Com Cuidado. Entrevistados: Lyrica Cunha e Salloma Salomão. Entrevistadora: Aline Rodrigues [S. l.]: Spotify, 01 jul. 2021. Podcast. Disponível em: https://open.spotify.com/episode/. Acesso em: 4 maio 2024 (adaptado).
Considerando as reflexões apresentadas nos Textos 1 e 2, uma política linguística que tenha como objetivo principal a inclusão e a permanência dos povos originários em contextos escolares e acadêmicos brasileiros deve propor que
O uso de caracteres como x (como, por exemplo, em “amigx”), @ (como, por exemplo, em “amig@”) e o uso de e (como, por exemplo, em “amigue”) fechando substantivos e adjetivos é, de fato, uma estratégia de neutralização de gênero, em que se propõe o emprego de uma terceira marca, além da masculina e da feminina. A oposição, nesse caso, não seria privativa nem equipolente, mas gradual, nos termos da Escola de Praga.
SCHWINDT, L. C. Sobre gênero neutro em português brasileiro e os limites do sistema linguístico. Revista da ABRALIN, [S. l.], v. 19, n. 1, p. 1 - 23, 2020 (adaptado).
O texto traz uma análise do uso da linguagem neutra, que pretende questionar a hegemonia patriarcal e aumentar as possibilidades de representação de indivíduos que se identificam como pessoas não binárias, por exemplo.
Considerando-se as reflexões apresentadas sobre o uso do gênero neutro, é possível afirmar que
BAGNO, M. Preconceito Linguístico. Termos de Alfabetização, Leitura e Escrita para Educadores. Glossário Ceale. Disponível em: ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/preconceito-linguistico. Acesso em: 2 maio 2024 (adaptado).
Uma professora de Língua Portuguesa, ao avaliar um texto produzido por um aluno da 1ª série do Ensino Médio, assinalou quatro sentenças. Na primeira, havia sido usado o verbo “ter” como sinônimo de “existir”. Na segunda, a forma infinitiva “considerar” havia sido escrita como “considerá”, ou seja, sem o “r” e com vogal final acentuada graficamente. Na terceira, constava a forma “barrer”, em vez de “varrer”. Na quarta, constava a expressão “dar um jeito na corrupção”.
Considerando-se a perspectiva apresentada por Bagno, a fim de promover a autonomia e a valorização discente e os conhecimentos sobre variação e mudança linguísticas, é adequado nessa situação a professora
Simbora que o tempo é rei
Vive agora, não há depois
(…) Tudo, tudo, tudo que nóis tem é nóis
(…) Tudo que nóis tem é uns aos outros, tudo.
EMICIDA. AmarElo. Álbum. São Paulo: Laboratório Fantasma, 2019.
A partir da proposta metodológica da professora, assinale a opção correta, a respeito do uso de “nóis”.
RAJAGOPALAN, K. Línguas nacionais como bandeiras patrióticas, ou a linguística que nos deixou na mão: observando mais de perto o chauvinismo linguístico emergente no Brasil. In: SILVA, F. L. da; RAJAGOPALAN, K. (org.). A linguística que nos faz falhar: investigação crítica. São Paulo: Parábola, 2004. p. 14 (adaptado).
Com base nas informações apresentadas, quanto ao uso de léxico estrangeiro associado à tecnologia computacional e à Internet, assinale a opção correta.
Based on this scenario, the approach that best fosters critical reflection and promotes understanding of English as a lingua franca should require the teacher to
Paulo: Fernanda, look how I can speak in English: We are Carnaval / We are, we are folia / We are, we are the world of Carnaval / We are Bahia.
Fernanda: That’s not English, it does not make sense. Nobody would say: We are Carnival. An American would say: I like Carnival or I don’t like Carnival.
Paulo: Well, I am Brazilian and my English is Brazilian. I speak Brazilian English, my friend!
Considering this scenario, the English teacher decided to widen the debate and involve the rest of the class. She said that language is more than just a means of verbal communication: it is a social construct shaped by cultural, historical and social context. She emphasized that language reflects the norms, values and identities of a language community, which is constituted through the interactions between its members. In addition to grammatical skills, language also involves the interpretation and production of meaning in different social and cultural contexts and is subject to change both during its use and in its influence on us. Finally, echoing Leffa (2002), the teacher also said that, when learning a new language, we negotiate the code without denying who we are, because a Brazilian who speaks English is not an American, a British or an Australian who speaks English: s/he is a Brazilian who speaks English. She concluded by saying that the language you learn is not foreign; it is not from others — it can also belong to you and be part of your identity.
That situation shows that the teacher recognized the relationship between language and identity as