Questões de Concurso
Sobre linguística e outras ciências – neurolinguística, psicolinguística, sociolinguística em linguística
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(KOCH, Ingedore Grunfeld Villaça. Introdução à linguística textual: Trajetória e grandes temas. São Paulo: Contexto, 2015. p. 32-33.)
Analise as afirmações sobre a perspectiva sociocognitiva-interacionista das análises interfrásticas e gramáticas de texto.
I - A perspectiva sociocognitiva-interacionista está interessada na diferença nítida e estanque entre os processos cognitivos que acontecem dentro da mente dos indivíduos e os processos que acontecem fora dela.
II - Dentro da perspectiva sociocognitiva-interacionista, as ações verbais são ações conjuntas, já que usar a linguagem é sempre engajar-se em alguma ação em que ela é o próprio lugar onde a ação acontece, necessariamente em coordenação com os outros.
III - A perspectiva sociocognitiva-interacionista considera que as tarefas constituem rotinas desenvolvidas culturalmente e organizam as atividades mentais internas dos indivíduos, que adotam estratégias para dar conta das tarefas de acordo com as demandas socialmente impostas.
IV - A perspectiva sociocognitiva-interacionista destaca que a produção de linguagem constitui atividade interativa altamente complexa de produção de sentidos, que se realiza, evidentemente, com base nos elementos linguísticos presentes na superfície textual e na sua forma de organização, mas que requer não apenas a mobilização de um vasto conjunto de saberes (enciclopédia), mas a sua reconstrução – e a dos próprios sujeitos – no momento da interação verbal.
Está correto apenas o que se afirma em
( 1 ) Mito nº1 - A língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade surpreendente.
( 2 ) Mito nº4 - – “As pessoas sem instruções falam tudo errado”.
( 3 ) Mito nº8 - “O domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social”.
( ) Bagno argumenta a partir da noção de que qualquer manifestação linguística que fuja ao triângulo escola-gramática-dicionário é considerada, sob a ótica do preconceito linguístico, “errada”.
( ) o autor fala da diversidade do português falado no Brasil e destaca a importância de as escolas e todas as demais instituições voltadas para a educação e a cultura abandonarem esse mito da unidade do português no Brasil e passarem a reconhecer a verdadeira diversidade linguística de nosso país.
( ) o domínio da norma culta de nada vai adiantar a uma pessoa que não tenha seus direitos de cidadão reconhecidos plenamente e que não basta ensinar a norma culta a uma criança pobre para que ela “suba na vida”.
A sequência correta de cima para baixo é:
Avalie as afirmações sobre as perspectivas psicológicas e sociopsicológicas da aquisição de uma segunda língua.
I - Sources of language must be available and accessible.
II - The cognitive mechanisms that mediate between and interact with input data are important features.
III - Internal and external factors such as age, anxiety, motivation, social context, or educational context should be discarded.
Está correto apenas o que se afirma em
Assinale a alternativa que apresenta os aspectos da linguagem relativos a fatores sociais (gênero, faixa etária), geográficos (região), econômicos (classe social), entre outros:
Texto 1:

“Saussure deixou claro, em sua obra, que língua e fala são universos distintos, embora interrelacionados. Levando isso em conta, os estudos variacionistas têm especial importância, pois acabam sugerindo que língua e fala estão mais que inter-relacionadas, uma vez que a relação entre elas parece ser de interdependência. Em PB [Português Brasileiro], podemos usar as variantes “beijo” e “bejo”, “cheiro” e “chero”, “queixo” e “quexo”, “treino” e “treno”, mas não podemos fazer variações entre “jeito” e “*jeto”, “peito” e “*peto”. As variações individuais no momento da fala parecem então estar limitadas por regras sistemáticas que caracterizam o português.” (BELINE, R. A variação linguística. In: FIORIN, J. L. (org.). Introdução à linguística: objetos teóricos. 6. ed. São Paulo: Contexto, 2018, p. 138).
Os exemplos apresentados por Beline (2018), na citação acima, são de:
Disponível em:https://periodicos.ufes.br/conel/article/view/2014/1526
Com isso não se quer dizer que Bakhtin não reconheça a legitimidade do estudo do texto visto como fenômeno puramente linguístico ou textual, mas sua orientação caminha para outra direção, a de encarar o texto como:
I. As práticas corporais podem ser compreendidas como meios de comunicação com o mundo. II. A prática corporal é uma produção textual da gestualidade, ou seja, da linguagem corporal. III. Enquanto textos produzidos pela gestualidade, as práticas corporais constituem-se em elementos da identidade cultural.
É correto o que consta de
Quanto à metodologia de ensino da língua portuguesa e a assuntos correlatos, julgue o item.
A sugestão de diferentes gêneros ligados às culturas
juvenis contemporâneas nas habilidades da área de
linguagens e suas tecnologias do Ensino Médio, na BNCC,
reforça a proposta de que essa etapa promova o
protagonismo do jovem.
Os conteúdos abordados e as metodologias empregadas nas aulas de língua portuguesa devem contribuir para o protagonismo dos estudantes, despertando neles o pensamento científico, a criticidade e a criatividade.
Segundo Marcos Bagno, a hipercorreção é um fenômeno sociolinguístico que se observa quando um falante ou uma comunidade de falantes, ao tentar se aproximar de um padrão ideal imaginário de língua “boa”, acaba se desviando tanto da gramática intuitiva da língua quanto da gramática normativa.
Para o autor, em sua “Gramática pedagógica do português brasileiro”, NÃO pode ser considerado um caso de hipercorreção a
Em “Dramática da língua portuguesa”, Marcos Bagno afirma que a ideologia linguística em vigor é tanto mais perversa na medida em que nem mesmo as classes dominantes acreditam falar bem o português, produzindo uma espécie de autoaversão linguística nos brasileiros. Fruto dessa ideologia é a situação de polarização diglóssica em vigor: no polo positivo, está a norma-padrão, associada à escrita mais monitorada; no polo negativo, está o português brasileiro de ponta, reunindo as características gramaticais compartilhadas por todas as variedades do português do Brasil.
O autor apresenta algumas propostas para a superação dessa ideologia linguística antidemocrática e do dilema que ela engendra. Dentre elas, a proposta INCORRETA é
L. A. Marcuschi adota a perspectiva sociointerativa para o trabalho com o texto, percebendo a língua como uma atividade – variada e variável. Ou seja, ela contempla três aspectos em sua heterogeneidade: da comunidade linguística; de estilos e registros; e do próprio sistema.
Assim, para o autor, é correto admitir que a língua é
I-Os estudos bakhtinianos buscavam um entrelaçamento entre sujeito e objeto, baseando-se em uma síntese dialética inserida em um universo cultural e histórico. Nessa concepção, a língua não pode ser entendida como se fosse um sistema abstrato de normas, haja vista que ela apresenta uma realidade, extremamente, dinâmica e viva diante das interações verbais dos interlocutores, estando, assim, em constante evolução. II- A voz do herói sobre si mesmo e o mundo é tão plena como a palavra comum do autor; não está subordinada à imagem objetificada do herói como uma de suas características, mas tampouco serve de intérprete da voz do autor. Ela possui independência excepcional na estrutura da obra, é como se soasse ao lado da palavra do autor coadunando-se de modo especial com ela e com as vozes plenivalentes de outros heróis. (BAKHTIN, 1981, p. 03) III- A ideia de que o uso da língua efetua-se em forma de enunciados (orais e escritos), concretos e únicos, “proferidos” pelos participantes de uma ou outra esfera da atividade humana; que o enunciado é irrepetível, tendo em vista que é um evento único (pode somente ser citado); que o enunciado é a unidade real da comunicação discursiva, já que o discurso só tem possibilidade de existir na forma de enunciados e que o estudo do enunciado como unidade real da comunicação discursiva permite compreender de uma maneira mais correta a natureza das unidades da língua.