Questões de Concurso Sobre história

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Q3456327 História
Não se pode negar que tal denominação [América Latina], no presente, é hegemônica, sendo adotada internacionalmente por historiadores, cientistas sociais e pela imprensa em geral. Assim, aqui também adotamos a noção de América Latina, cientes das implicações políticas de sua invenção e dos problemas que sua utilização pode gerar. Não propomos apresentar interpretações generalizantes para toda a região. No decorrer de nossas análises, enfatizaremos as especificidades nacionais conectadas a contextos latino-americanos mais amplos.

(Maria Lígia Prado e Gabriela Pellegrino, História da América Latina, 2014)

As historiadoras entendem que o conceito de América Latina
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Q3456326 História
O advento da Renascença propriamente dita – trazendo consigo novas ciências, como a arqueologia, a epigrafia e a crítica textual, para iluminar o passado clássico – de repente estendeu a lembrança e a emulação da Antiguidade até uma escala enorme e explosiva. Arquitetura, pintura, escultura, poesia, filosofia, teoria política e militar, todas se esforçaram em recuperar a liberdade e beleza das obras antes destinadas ao esquecimento.

(Perry Anderson, Linhagens do Estado absolutista, 1998)
A afirmação “recuperar a liberdade e beleza das obras antes destinadas ao esquecimento” implicava, para os contemporâneos do Renascimento,
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Q3456325 História
As catástrofes eram entendidas, dentro da tradição judaica, em termos de martirologia, o que por sua vez tinha base histórica tanto nos primeiros séculos de nossa era, quando judeus e cristãos desafiaram o poder do Império Romano, quanto nas condições medievais, quando se oferecia aos judeus o batismo como alternativa para se livrarem das perseguições, mesmo se a causa da violência fosse política e econômica, e não religiosa.

(Hannah Arendt, Origens do totalitarismo, 1997)

O excerto analisa a questão das perseguições aos judeus no final do Império Romano e na Idade Média Ocidental, acentuando
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Q3456324 História
Os povos de língua tupi-guarani que vasculharam e fizeram migrações sucessivas e progressivas por milhões de quilômetros quadrados do território tropical e subtropical da América do Sul caracterizam-se por forte adaptabilidade aos domínios de florestas, ao uso dos rios, incluindo moradias e tabas construídas em pontos de diques marginais e sítios de baixos terraços. [...] os tupis incorporaram pela primeira vez, na pré-história brasileira, toda a faixa litorânea frontal do país, tendo por preferência barras de rios e riachos encostados em morrotes ou maciços costeiros florestados. E chegaram até a Amazônia.

(Aziz Nacib Ab’Sáber, “Incursões à pré-história da América tropical”. In: Carlos Guilherme Mota (Org.) Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500 – 2000). Formação: histórias, 2000)

A ocupação do litoral pelos tupis, mencionada pelo excerto,
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Q3456323 História
Cinco séculos de história podem representar muito, considerada a história das civilizações americanas, sobretudo no que diz respeito à experiência particular afro-luso­ -brasileira. Experiência de uma cultura já miscigenada na Península Ibérica, que viria a predominar nessas partes do globo, gerando interpretações inéditas, muito difundidas e discutíveis sobre a “adaptabilidade” dos portugueses nos trópicos, e que marcariam [fundamentalmente] o pensamento no Brasil do século XX.

(Carlos Guilherme Mota, “Introdução”. In: Carlos Guilherme Mota (0rg.) Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500-2000). Formação: Histórias, 2000)

O excerto faz uma espécie de balanço dos quinhentos anos da história do Brasil, referindo-se à
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Q3456322 História
De qualquer modo, os historiadores são tradutores entre o passado e o presente, e nesse livro eu tentava fazer o Renascimento inteligível aos leitores do século XXI. Já está sendo traduzido em quatro línguas – francês, alemão, italiano e espanhol.

(“Entrevista com Peter Burke”, In: Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke. As muitas faces da história. Nove entrevistas, 2000)

O historiador alude, na entrevista,
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Q3456321 História
Tinha a ideia de ler os processos [da Inquisição] nas entrelinhas e também a contrapelo, desvirtuando, por assim dizer, as intenções das evidências; indo contra ou além das razões pelas quais elas foram construídas. É o que Marc Bloch sugeriu quando falou sobre a estratégia de leitura tortuosa, lendo, por exemplo, a hagiografia medieval não para conhecer a vida dos santos, mas como evidência da história da agricultura medieval.

(“Entrevista de Carlo Ginsburg”. In: Maria Lúcia Garcia Pallares – Burke. As muitas faces da história. Nove entrevistas, 2000)

O historiador refere-se
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Q3456320 História
Analise o excerto, que aproxima a especialização do trabalho industrial ao filme Tempos Modernos, lançado em 1936, dirigido e protagonizado por Charles Chaplin.

     A manufatura, diz Marx, “estropia o trabalhador e faz dele uma espécie de monstro, favorecendo, como numa estufa, o desenvolvimento de habilidades parciais, suprimindo todo um mundo de instintos e capacidades”. [...] Em Tempos Modernos são excelentes as cenas em que o corpo alcança uma condição automatizada, com movimentos precisos e ritmo regular. Procurando mostrá-lo como mais uma peça da engrenagem, o personagem de Chaplin perde o controle, tornando-se puro movimento automático das mãos. [...] Carlitos, enlouquecido, puro movimento automático, [persegue] uma mulher pela rua, ao confundir botões de seu vestido com os parafusos que deve apertar.

(Carlos Alberto Vesentini, “História e ensino: o tema do sistema de fábrica visto através de filmes”. In: Circe Maria Fernandes Bittencourt (org.) O saber histórico na sala de aula, 1998)

A comparação, veiculada pelo excerto,
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Q3456319 História
Foi somente na década de [1920], durante a gestão do seu segundo diretor, Afonso de Escragnole Taunay (1916 – 1946), que o Museu Paulista afirmou-se enquanto um museu dedicado à História Nacional e especialmente à de São Paulo. Durante a comemoração do Centenário da Independência do país, Taunay aproveitou não só os festejos deste fato, como também capitalizou os benefícios simbólicos da Independência, que deveriam estar em harmonia com o projeto hegemônico de São Paulo no período da chamada República Velha. Nessa ocasião, Taunay inaugurou a estátua de D. Pedro I – a mesma que é encontrada até hoje visível ao subirmos a escadaria monumental do Museu – exaltando-o não como fundador do Império, mas enquanto autor do gesto gerador da nacionalidade que ocorrera naquele local, numa das províncias mais republicana do país.

(Adriana Mortara Almeida e Camilo de Mello Vasconcellos, “Por que visitar museus”. In: Circe Maria Fernandes Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula, 1998)

A análise da organização do acervo do Museu Paulista demonstra a possibilidade de 
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Q3455138 História
No âmbito da elaboração de projetos de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), entre outras orientações, recomenda a observação da seguinte premissa básica:
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Q3455136 História
Art. 1º Constitui o patrimônio histórico e artístico nacional o conjunto dos bens móveis e imóveis existentes no país e cuja conservação seja de interesse público, quer por sua vinculação a fatos memoráveis da história do Brasil, quer por seu excepcional valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico. (Decreto-Lei nº 25, de 30.11.1937. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del0025.htm)
Comparativamente ao excerto, está correto afirmar que a Constituição Federal de 1988
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Q3455134 História
Documentos de 1979 sob a guarda do Arquivo do Senado, em Brasília, mostram que os senadores e deputados da Arena ficaram satisfeitos com a anistia aprovada. Os mesmos papéis históricos do Arquivo do Senado indicam, contudo, que a Lei da Anistia não foi tão benevolente quanto os congressistas da Arena quiseram fazer crer. Na avaliação dos perseguidos políticos, de organizações civis e religiosas e dos parlamentares do MDB, o projeto aprovado tinha dois problemas graves. (Ricardo Westin. “Há 40 anos, Lei da Anistia preparou caminho para fim da ditadura”. Em: Agência Senado. Arquivo S, 05.08.2019. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/ arquivo-s/ha-40-anos-lei-de-anistia-preparou-caminho-para- -fim-da-ditadura. Adaptado)
Um dos problemas apontado pelos grupos de oposição reside no fato de que
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Q3455133 História
As diferenças ideológicas e de método de ação entre o movimento operário do Rio de Janeiro e de São Paulo se devem a um conjunto de fatores. Eles dizem respeito às características das duas cidades e à composição da classe trabalhadora. Em fins do século 19, a capital da República tinha uma estrutura social muito mais complexa do que a existente em São Paulo. (Boris Fausto. História do Brasil, 2009. Adaptado)

Considerando o contexto histórico descrito pelo fragmento, uma dessas diferenças consistia no fato de que, em São Paulo,
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Q3455132 História
Os revoltosos passaram a destruir e saquear fazendas, assim como tomaram a cidade de Caxias, em 1839. Organizou-se, então, um governo provisório, e foram adotadas algumas medidas emergenciais: decretou-se o fim da Guarda Nacional e a expulsão dos portugueses residentes na cidade. Mas o movimento rapidamente se radicalizou. Foi nessa época que se destacaram novos líderes, como o negro Cosme Bento, chefe de um quilombo local, que chegou a reunir mais de três mil africanos.         A insurreição foi contida em 1841, deixando um saldo de 12 mil sertanejos e escravos mortos nos combates.
(Lilia Moritz Schwarz; Heloisa Murgel Starling. Brasil: uma biografia. Adaptado)
O excerto descreve
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Q3455131 História
Ao longo do ano de 1953, trabalhadores e organizações sindicais, nas grandes cidades, convocaram greves por aumento de salários. Em junho, Getúlio nomeou João Goulart para o Ministério do Trabalho. Desde o início da gestão de Jango, a oposição promoveu uma campanha feroz e diária, por intermédio da imprensa, de boicote e acusações, em que o jovem ministro era definido como um perigoso “demagogo sindicalista”, porta-voz de uma classe trabalhadora rebelada. (Comissão Nacional da Verdade. “Capítulo 3 – Contexto histórico das graves violações entre 1946 e 1988”. Em: Relatório da Comissão Nacional da Verdade. Disponível em: https://cnv.memoriasreveladas.gov.br/. Adaptado)
A situação tornou-se particularmente agravada em fevereiro de 1954, quando Jango
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Q3455130 História
Ao descrever as comunidades tupinambá e tupiniquim, Hans Staden comentou: “Cada um obedece ao principal da sua cabana. O que o principal ordena é feito, não a força ou por medo, porém de boa vontade”. Os primeiros jesuítas, por sua vez, lamentavam com frequência a ausência de um “rei” entre os Tupi, reconhecendo que a fragmentação política servia de obstáculo ao seu trabalho. Escrevendo de São Vicente, Pedro Correia relatou que a conversão dos índios havia de ser uma tarefa muito difícil “porque não tem Rei; antes, em cada aldeia e casa, há seu Principal”.
(John Manuel Monteiro. Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo, 1994. Adaptado)

O excerto apresenta
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Q3455129 História
Já despido de legitimidade perante amplos setores sociais, o regime militar encontrou no argumento de recuperação do arquipélago das Malvinas – ocupado pela Grã-Bretanha poucos anos após a independência das então Províncias Unidas do Rio da Prata – uma estratégia para reconquistar a opinião pública. Em dois de abril de 1982, tropas argentinas desembarcaram nas ilhas Malvinas, as Falklands para os ingleses.
(Maria Ligia Prado e Gabriela Pellegrino. História da América Latina, 2022)
O caso descrito no excerto teve como desfecho
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Q3455128 História
Em 1985, Mikhail Gorbatchev ascendeu ao principal posto político do sistema soviético ao tornar-se secretário-geral do PCUS. Os gastos estatais com armamentos haviam criado um déficit orçamentário gigantesco. Além disso, o Exército Vermelho estava envolvido em uma custosa guerra no Afeganistão, onde o governo local pró-soviético enfrentava uma guerrilha de inspiração religiosa.
(Marcos Napolitano. História Contemporânea 2: do entreguerras à nova ordem mundial, 2023. Adaptado)
Acerca da guerrilha mencionada no excerto, está correto afirmar que esta
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Q3455127 História
Desde 1916, a situação começou a decompor-se de forma acelerada. Reapareceu um movimento grevista. A população e os trabalhadores, em particular, estavam cada vez mais descontentes. Embora poucos entrevissem a hipótese de uma revolução iminente, os relatórios da polícia política atestavam claramente a radicalização das tensões.         Elas desaguariam, afinal, nas chamadas jornadas de fevereiro, de 1917, em cinco dias de crescentes movimentos sociais, na cidade de Petrogrado.
(Daniel Aarão Reis Filho. As revoluções russas. Em: Daniel A. Reis Filho; J. Ferreira; C. Zenha. O Século XX – O tempo das crises: Revoluções, fascismos e guerras, 2000. Adaptado)
O fragmento é uma referência
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Q3455126 História
Quase um século depois, as elites políticas à frente dos movimentos de independência africanos, por sua própria natureza, condições de formação e desenvolvimento, poucas vezes colocaram em discussão o desmantelamento das fronteiras coloniais – mesmo cientes de que estas não correspondiam à racionalidade das culturas africanas, abrindo espaços para vagas migratórias decorrentes de catástrofes naturais, conflitos armados ou mesmo como consequência de perseguições políticas e religiosas.
(Leila L. Hernandez. A África na Sala de Aula, 2005. Adaptado)

O contexto descrito no excerto foi um dos resultados 
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Respostas
3661: C
3662: A
3663: B
3664: C
3665: B
3666: D
3667: E
3668: E
3669: D
3670: E
3671: B
3672: E
3673: E
3674: B
3675: B
3676: C
3677: D
3678: C
3679: C
3680: E