“As medidas centralizadoras do governo provisório surgiram d...
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp/FDE, 1995. p. 333.)
A Era Vargas (1930-1945) caracterizou-se por uma forte centralização do poder. Tendo em vista os impactos da centralização na Era Vargas, marque o item correto.
- Gabarito Comentado (1)
- Aulas (7)
- Comentários (8)
- Estatísticas
- Cadernos
- Criar anotações
- Notificar Erro
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Alternativa correta: B
Tema central da questão: A questão aborda o processo de centralização do poder na Era Vargas (1930-1945), especialmente no Governo Provisório, após a Revolução de 1930. É fundamental compreender como Vargas alterou a dinâmica política brasileira, enfraquecendo a autonomia dos estados e das instituições democráticas para consolidar o poder federal.
Resumo teórico:
Com a Revolução de 1930, Getúlio Vargas assumiu o poder e implantou medidas que marcaram a ruptura com a autonomia estadual típica da Primeira República. Foram dissolvidos o Congresso Nacional e as assembleias estaduais e municipais. Também foram exonerados governadores (presidentes de estado) e nomeados interventores federais diretamente ligados ao governo central. Essas ações concentraram o poder no Executivo, enfraquecendo as bases democráticas e impedindo a autonomia política dos estados. (Fonte: Boris Fausto, História do Brasil)
Justificativa da alternativa B:
A alternativa B está correta porque reconhece que a centralização nas mãos do Executivo federal representou o enfraquecimento das instituições democráticas. Os estados ficaram subordinados a Vargas, que nomeava interventores, eliminando a autonomia estadual e tornando o governo central extremamente forte e controlado.
Análise das alternativas incorretas:
A: Errada. As disputas regionais não foram eliminadas. Pelo contrário, surgiram tensões, como a Revolução Constitucionalista de 1932 em São Paulo, que protestava contra o autoritarismo de Vargas.
C: Errada. Na Primeira República, os estados tinham muita autonomia (federalismo), ao contrário do que ocorreu com a centralização varguista.
D: Errada. Apesar da centralização contribuir para um Estado forte, os estados perderam autonomia financeira e militar; o controle era do governo central.
E: Errada. Vargas rompeu com o modelo oligárquico da Primeira República e não manteve o revezamento das elites agrárias do Sudeste, substituindo-o por centralização e nomeação de interventores.
Dica de interpretação: Atenção a expressões como “fim definitivo”, “continuidade”, “autonomia” e “modelo oligárquico”, pois podem indicar generalizações ou contradições com o contexto histórico do período analisado.
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo
Comentários
Veja os comentários dos nossos alunos
O texto mostra como Vargas concentrou poderes: fechou o Congresso, demitiu governadores e colocou interventores. Isso marca autoritarismo e perda de autonomia dos estados.
GABARITO: B – O poder centralizado enfraqueceu a democracia e subordinou os estados a Vargas.
#PMBAMORALIZADA
#pmbamoralizada
A concentração de poderes nas mãos do Executivo federal consolidou o enfraquecimento das instituições democráticas e a subordinação dos estados à figura de Vargas.
A centralização nas mãos do Executivo federal representou o enfraquecimento das instituições democráticas. Os estados ficaram subordinados a Vargas, que nomeava interventores, eliminando a autonomia estadual e tornando o governo central extremamente forte e controlado.
A crise que levou à Revolução de 1930 começou dentro da própria lógica política da República Velha, especialmente com a quebra da política do café com leite. O presidente Washington Luís, que era de São Paulo, deveria apoiar um candidato de Minas Gerais para manter o acordo tradicional. No entanto, ele decidiu apoiar outro paulista, Júlio Prestes.
Isso gerou uma ruptura política importante: Minas Gerais se sentiu traída e rompeu com São Paulo, deixando de apoiar o governo. Assim, formou-se uma oposição ao domínio paulista.
Nesse contexto surge a Aliança Liberal, reunindo Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba. O candidato a presidente era Getúlio Vargas, do Rio Grande do Sul, e o vice era João Pessoa, da Paraíba. A presença da Paraíba representava a inclusão de estados menores na disputa política, contrariando a hegemonia de São Paulo.
Nesse cenário, setores das Forças Armadas também passaram a apoiar o movimento. Muitos militares, especialmente os mais jovens, estavam insatisfeitos com a corrupção eleitoral, o coronelismo e a concentração de poder nas elites da República Velha. Influenciados por ideias de modernização política e fortalecimento do Estado, viram em Vargas uma oportunidade de romper com o sistema vigente. Além disso, a crise econômica de 1929 agravou a instabilidade do país, reforçando a percepção de que era necessária uma mudança. Assim, os militares não apoiaram Vargas por lealdade pessoal, mas por enxergarem nele um meio de promover transformações políticas e institucionais.
Mesmo com a vitória de Júlio Prestes nas eleições, a oposição não aceitou o resultado, alegando fraudes. A situação se agravou com o assassinato de João Pessoa, que foi utilizado como símbolo contra o governo.
Com isso, iniciou-se a Revolução de 1930, que contou com apoio de setores militares e resultou na deposição de Washington Luís, impedindo a posse de Júlio Prestes e levando Getúlio Vargas ao poder.
Assim, o conflito começou com a quebra do acordo político entre São Paulo e Minas Gerais, evoluiu para uma crise nacional e terminou com a derrubada da República Velha.
Clique para visualizar este comentário
Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo