Questões de Concurso Sobre história

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Q3430471 História
Fosse qual fosse seu formato, em pelo menos um aspecto as revoltas de colonos eram incrivelmente semelhantes: nenhuma delas confrontou a Coroa portuguesa. Ao contrário: a linguagem dos rebeldes expressava estrita lealdade ao soberano, reafirmava a força simbólica da figura do rei sempre pronto a ouvir as aflições de seus súditos. Quase todas as revoltas procederam assim, exceto uma.

(Lilia Moritz Schwarz e Heloisa Murgel Starling. Brasil: uma biografia. Adaptado)

A exceção mencionada pelo fragmento faz referência à 
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Q3430470 História
Em toda a época de seu apogeu, a borracha ocupou folgadamente o segundo lugar entre os produtos brasileiros de exportação, alcançando o ponto máximo entre 1898 e 1910. A expansão da borracha foi responsável por uma significativa migração para a Amazônia. Calcula-se que entre 1890 e 1900 a migração líquida para a região – ou seja, a diferença entre os que entraram e saíram – foi de cerca de 110 mil pessoas.

(Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado)

A migração para a região, como mencionada no texto, teve origem sobretudo
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Q3430469 História
A Independência se explica por um conjunto de fatores, tanto internos como externos, mas foram os ventos trazidos de fora que imprimiram aos acontecimentos um rumo imprevisto pela maioria dos atores envolvidos, em uma escalada que passou da defesa da autonomia brasileira à ideia de independência.

(Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado)

Um dos fatores externos que contribuiu de maneira determinante para o processo de independência do Brasil, como descrito no texto, foi
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Q3430468 História
Tomando agora o caso português, que nos interessa de perto, seria equivocado pensar que os preceitos mercantilistas foram aplicados sempre consistentemente. Se insistimos em lhes dar grande importância, é porque eles apontam para o sentido mais profundo das relações Metrópole-Colônia, embora não contem toda a história dessas relações.

(Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado)

De acordo com o historiador Boris Fausto, em Portugal, a aplicação mais consequente da política mercantilista só se deu em
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Q3430467 História
Uma civilização inteiramente desconhecida acabou de ressurgir do túmulo, às margens do Indo. Métodos de investigação até então desconhecidos também surgiram. Sabemos melhor do que nossos predecessores questionar as línguas sobre os costumes, as ferramentas sobre o trabalhador. Aprendemos principalmente a aprofundar mais na análise dos fatos sociais.

(BLOCH, Marc. Apologia da história ou o ofício do historiador. Adaptado)

Marc Bloch apresenta essa reflexão com o intuito de
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Q3430466 História
De 1961 até 1975, quando dos processos de independência das colônias africanas, acentuaram-se as questões relativas ao regime de trabalho. Em uma tentativa de neutralizar tanto o ascenso das guerras de guerrilhas como as críticas internacionais, em 1961, o Estatuto Indígena foi abolido embora, na prática, tenha continuado a vigorar sob o nome de “voluntariado”. Embora a oposição democrática se mostrasse favorável à autodeterminação das colônias, o governo autoritário da metrópole rejeitou a ideia de independência.

(Leila Leite Hernandez. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)

O texto faz referência ao colonialismo 
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Q3430465 História
A participação de africanos na Primeira Guerra Mundial se repetiu na Segunda Guerra, quando perto de 190 mil homens estiveram em frentes de batalha na Alemanha, Itália, Líbia, Normandia, no Oriente Médio, na Indochina e na Birmânia. A guerra colocou os povos negros em contato com o caráter instrumental da técnica multiplicada pela violência exercida pelos povos brancos entre si. Talvez o mais importante legado dessa experiência tenha sido o de ter desnudado a desumanidade dos “civilizados”.

(Leila Leite Hernandez. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)

De acordo com Leila Leite Hernandez, as duas grandes guerras tiveram um peso decisivo para o processo que deu impulso às lutas de independência na África, pois tornava-se possível
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Q3430464 História
Os exploradores carregavam um espírito aventureiro despertado pelo imaginário sobre a África formado pelos relatos sobre monstros como gigantes, pigmeus, mulheres-pássaros e homens-macacos. Noutra vertente vigorava a ideia da existência de “reinos riquíssimos e misteriosos”, caracterizados pela abundância de escravos, ouro e noz-de-cola.

(Leila Leite Hernandez. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)

Desde fins do século XVIII e de forma crescente no século XIX, no entanto o que deu impulso decisivo à exploração do continente africano foi a busca 
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Q3430463 História
O reino do Congo, cuja duração se estendeu até o último quartel do século XVII (mais precisamente em 1665, quando foi destruído por tropas lusas, africanas e brasileiras), teve um mani (senhor), o Manicongo, que se declarou “convertido” ao cristianismo, em 1512, como forma de se opor às linhagens rivais “animistas”. Como consequência, a Mesa de Consciência de Lisboa reconheceu o bispado do Congo, sob justificativa de que o reino do Congo era cristão havia muito.

(Leila Leite Hernandez. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)

Depois do mencionado reconhecimento, as relações entre os chefes africanos e os portugueses
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Q3430462 História
Pretendi esboçar as fronteiras e as etapas históricas que constituíram um espaço transcontinental, luso-brasileiro e luso-africano que se assemelha a um atol do Pacífico. Na maior parte do tempo, a cadeia de montanhas unindo as ilhas fica submersa, invisível. Só quando um terremoto faz tremer o fundo do mar e se levantam tempestades, é que o grande anel do atol surge no horizonte. Há, de fato, dois terremotos que expõem o arco transcontinental da zona econômica formada pelo Brasil e por Angola. O primeiro ocorre durante a Guerra dos Trinta Anos, quando a investida holandesa no Atlântico Sul junta Luanda e Recife num só front militar.

(Luiz Felipe de Alencastro. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. Adaptado)

Em relação ao primeiro terremoto mencionado por Luiz Felipe de Alencastro, é correto afirmar que
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Q3430461 História
A dinâmica do comércio atlântico negreiro torna a reprodução mercantil dos escravos mais rápida e mais efetiva do que a reprodução demográfica, eventualmente gerada nas famílias cativas dos engenhos e das fazendas luso- -brasileiras. Com a reconquista de Angola pela expedição luso-brasileira de Salvador de Sá (1648), a economia brasileira se apropria – por dois séculos inteiros – da maior reserva africana de mão de obra. No rastro militar da invasão militar, no farnel dos milicianos brasílicos desembarcam mercadorias para o escambo.

(Luiz Felipe de Alencastro. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. Adaptado)

Entre as mercadorias para escambo mencionadas no texto, é correto identificar: 
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Q3430460 História
Na América Latina, as grandes forças da mudança política eram políticos civis — e exércitos. A onda de regimes militares direitistas que começou a inundar grandes partes da América do Sul, na década de 1960, não respondia, basicamente, a rebeldes armados.

(Eric Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. Adaptado)

No caso do Chile, o golpe militar, ocorrido em 1973, derrubou um governo
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Q3430459 História
O caminho para a revolução pela longa guerra de guerrilha foi descoberto um tanto tardiamente pelos revolucionários sociais do século XX, talvez porque em termos históricos essa forma de atividade em essência rural estivesse associada de modo esmagador a movimentos de ideologias arcaicas facilmente confundidos pelos observadores urbanos com o conservadorismo, ou mesmo com a reação e a contrarrevolução.

(Eric Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. Adaptado)



Entre os exemplos de guerra de guerrilha revolucionária no século XX, é correto identificar a Revolução
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Q3430458 História
Luís Weckmann detectou com pertinência a existência de uma herança medieval no Brasil, porém limitou sua presença apenas até o século XVII. E, na realidade, ela continua viva ainda hoje nos nossos traços essenciais.

(Hilário Franco Júnior. A Idade média: nascimento do ocidente)

Para o historiador Hilário Franco Júnior, entre outras possibilidades, observa-se a referida herança
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Q3430457 História
Outro interessante exemplo [...] temos nos reis, históricos ou míticos, que teriam desaparecido sem morrer e que retornariam quando seus povos deles precisassem. A crença nesses monarcas messiânicos e milenaristas tanto podia legitimar seus sucessores quanto servir de contestação ao governante do momento. Henrique II da Inglaterra (1154-1189), por exemplo, procurou justificar sua pretensão sobre Gales, Irlanda e Escócia, associando sua dinastia, de origem estrangeira [...], a Artur, mítico rei dos bretões. Como se acreditava que um dia Artur voltaria da ilha de Avalon para pessoalmente governar a Grã-Bretanha, quando, em 1554, Filipe II de Espanha casou-se com Maria Tudor precisou solenemente jurar que renunciaria ao trono inglês se Artur o reivindicasse.

(Hilário Franco Júnior, A Idade média: nascimento do ocidente)

O excerto exemplifica
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Q3430456 História
Como essa história [da mentalidade] é de muito longa duração, não podemos [...] examiná-la em cada uma das suas fases medievais. Veremos seus componentes, presentes em todas as fases, ainda que por abundância documental exemplifiquemos mais com a Idade Média Central.

(Hilário Franco Júnior, A Idade média: nascimento do ocidente)

Faz parte dos componentes indicados pelo autor
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Q3430455 História
Embora reprimida e perseguida, a capoeira continuou o seu percurso. Às escondidas, nos quintais, nas praias, nos terreiros e nos arredores da cidade, as capoeiras, após a abolição da escravidão e com o advento da República, exercitavam e aperfeiçoavam a sua prática e a transmitiam para as futuras gerações.

Somente nos anos 1930 a 1940, a capoeira volta à cena brasileira de maneira pública, por meio do presidente Getúlio Vargas, na revolução de 1930 [...].

(Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje)

Considerando o exposto pelo fragmento, de acordo com Munanga e Gomes, Getúlio Vargas
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Q3430454 História
A estrutura política do Kongo, no século XVI, segue o exemplo das estruturas políticas dos reinos costeiros africanos. O grau de aperfeiçoamento desse reino levou alguns autores ocidentais a pensar que tivesse sido criado pelos portugueses, no início do século XVI, hipótese que não resiste às provas históricas.

(Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. Adaptado)

A principal característica da estrutura política mencionada é
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Q3430453 História
Leia o excerto a seguir:

[...] o significado do conceito de escravo, no contexto das realidades africanas, é muito distinto daquele aplicado no Brasil ou em outras culturas, em diferentes épocas. Na África [antes do tráfico europeu], esse conceito seria aplicado a categorias distintas que nada têm ou pouco têm a ver com o conceito de escravo, tal como se deu na realidade escravista do Brasil colonial e das Américas de modo geral.

(Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje)

Para a obra em referência, uma dessas diferenças reside no fato de que, na África tradicional,
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Q3430452 História
A naturalização da escravidão é o pilar estruturante de decisões judiciais. Absolve-se o escravagista porque suas vítimas estão acostumadas a condições precárias de vida e trabalho. Como já enfatizado em outro estudo [...], trata-se de uma condescendência com a extorsão extrema [...]: uma naturalização histórica da segregação, da exploração e da agressão ao trabalho humano.

(Cavalcanti, T. M.; Rodrigues, R. G. Trabalho escravo contemporâneo: hoje, o mesmo de ontem)

De acordo com os autores, a “naturalização da escravidão” é um desdobramento
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Respostas
3741: D
3742: A
3743: B
3744: E
3745: C
3746: D
3747: A
3748: A
3749: E
3750: C
3751: B
3752: D
3753: A
3754: A
3755: E
3756: C
3757: E
3758: D
3759: B
3760: A