Questões de Concurso Sobre história
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( ) A Reforma incentivou a alfabetização e a educação voltadas à leitura da Bíblia, enquanto a Contrarreforma reforçou a disciplina religiosa, a hierarquia e o controle moral da população.
( ) A Reforma eliminou os dízimos nas cidades protestantes, enquanto a Contrarreforma aumentou a arrecadação em cidades católicas como forma de fortalecer o controle da Igreja sobre os fiéis.
( ) Tanto a Reforma quanto a Contrarreforma impactaram a política europeia, ao fortalecer alianças regionais e influenciar decisões de monarcas em função de interesses religiosos e territoriais.
As afirmativas são, segundo a ordem apresentada, respectivamente,
“Índios aldeados e índios considerados selvagens compunham a diversidade das populações indígenas presentes na América portuguesa, porém a barreira entre elas era muito menor do que se supunha e se apregoava, conforme a ideologia e a política indigenista, então vigentes. Índios e mestiços, selvagens e civilizados confundiam-se e relacionavam-se intensamente entre si e com outros segmentos da sociedade colonial, indo e voltando, com frequência de uma condição à outra.”
Adaptado de Celestino, Maria Regina. Índios mestiços e selvagens civilizados de Debret reflexões sobre relações interétnicas e mestiçagens. Varia História, vol. 25, nº 41, 2009, p. 88.
Com base na leitura do trecho, assinale a opção que apresenta corretamente a compreensão da autora sobre as categorias de indígenas na América portuguesa.
Assinale a opção que apresenta corretamente um dos resultados desses tratados.
I. Os capitães donatários, além de receberem amplos poderes administrativos e jurídicos sobre suas capitanias, assumiam também os encargos financeiros da colonização.
II. As capitanias foram administradas por agentes da Coroa portuguesa, que tinham autonomia para representar diretamente os interesses do rei.
III. O modelo das capitanias hereditárias foi adotado como medida temporária, restrita à região Norte do Brasil, onde se concentravam os principais interesses econômicos da Coroa.
Está correto o que se afirma em
Observe a imagem e leia o trecho a seguir sobre ela.

Fonte: The University of Miami Libraries, Cuban Heritage Collection,
CHC0339, box 64.
“Na sala da Coleção de Patrimônio Cubano da Universidade de Miami, os pesquisadores podem examinar uma caixa rotulada como "pedras mágicas", que contém as pedras retratadas na imagem. Estudiosos de Ciência e Tecnologia desenvolveram diversos modelos para examinar objetos como essas pedras, cujo uso escapa à racionalidade científica convencional. Em vez de pensar os mundos dos povos caribenhos da era moderna que usavam essas pedras em seus rituais de cura como intrinsecamente incompreensíveis, a abordagem aqui considera que é a história das nossas formas de pensar sobre esses mundos o que os tornou assim. Não é que mundos como os dos povos caribenhos do século XVII sejam inevitavelmente incomensuráveis, mas que nós, ocidentais, não prestamos atenção de forma adequada à natureza peculiar das nossas próprias práticas epistemológicas. Pois são essas mesmas práticas que tornaram os mundos dos caribenhos tão ostensivamente estranhos para nós.”
Adaptado de: Pablo F. Gómez (2018) Caribbean stones and the creation of early-modern worlds, History and Technology, 34:1, 12-13.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o autor
“O que as pessoas valorizavam na filosofia natural moderna era coerente com os valores embutidos no comércio. Comerciantes demonstravam profundo interesse pelos fatos naturais porque estes eram essenciais para os negócios. Os modos de vida associados ao comércio, que passavam a dominar cada vez mais a Europa, direcionavam o foco da atenção para os objetos da natureza. Não é coincidência, então, que a chamada Revolução Científica tenha ocorrido ao mesmo tempo que o desenvolvimento da primeira economia global. Esse mundo conectava as minas de prata do Peru à China e à Europa, as plantações de açúcar do Caribe e as regiões produtoras no sudeste asiático ao trabalho escravizado e aos produtos de luxo. À medida que as cidades comerciais e o capital financeiro que produziam se tornaram mais importantes para os sistemas políticos maiores dos quais faziam parte, os valores dos mercadores urbanos passaram a dominar cada vez mais a sociedade.”
Adaptado de: Cook, Harold. Matters of Exchange. Commerce, Medicine, and Science in the Dutch Golden Age. New Haven&London: Yale University Press, 2007, pp. 410-411
Com base na leitura do trecho, assinale a opção que descreve corretamente os elementos constitutivos da revolução cientifica de acordo com o autor.
Observe a imagem a seguir e leia sua descrição.

Fonte: Bosch, Hieronymus. The extraction of the stone of madness, 1501- 1505.
“Nesse quadro, o pintor transforma um dito popular em imagem visual. A tradição popular camponesa associava a loucura a uma pedra alojada no cérebro. Tomando a metáfora no sentido literal, pessoas crédulas tentavam se libertar dessa suposta pedra removendo-a. Ele mostra o paciente como um camponês idoso e corpulento. O charlatão que realiza a operação usa um funil invertido na cabeça, que simboliza engano. O que ele extrai da cabeça do paciente não é uma pedra, mas uma flor. O fato de ser uma flor levou alguns autores a interpretarem em sentido sexual. Nesse caso, ao invés de curar a loucura, o cirurgião o castra, retirando seu desejo sexual e, assim, o devolvendo aos caminhos da moral cristã.”
Adaptado de: Silva, P. Bosch. The 5th Centenary Exhibition. Madrid: Museo del Prado, 2016.
Com base na imagem e no trecho, assinale a opção que apresenta corretamente seus elementos no contexto medieval.
“É quase consenso atualmente, no campo dos estudos históricos, que a Itália antiga, sobretudo entre os séculos III a.C. e II d.C., fez parte, ao lado do Brasil, do sul dos Estados Unidos e do Caribe inglês e francês entre os séculos XVI e XIX, do restrito grupo de sociedades escravistas.”
Adaptado de: Joly, Fábio. A escravidão na Roma Antiga. Política, Economia e Cultura. São Paulo: Alameda, 2005. p. 11.
A partir da leitura do trecho, assinale a opção que apresenta corretamente uma característica da escravidão na Roma antiga comparável àquela praticada no mundo atlântico durante a modernidade.
“A fonte da objetividade histórica repousa nas técnicas da crítica histórica. Assim como a objetividade mecânica nas ciências naturais fetichizou rígidos procedimentos e protocolos, a objetividade na história exigia um respeito disciplinado pelos métodos.”
Fonte: Daston, Lorraine. “Objetividade e imparcialidade: virtudes epistêmicas nas humanidades” em: Historicidade e Objetividade. São Paulo: LiberArs, 2017, p. 134.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que a influência das ciências naturais sobre a historiografia moderna
(E.W. Said. Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente, 1996)
De acordo com o autor, a referida omissão da ciência social estadunidense recente sobre o Oriente árabe ou islâmico tem como um de seus efeitos reais
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de Aula: visita à História contemporânea, 2010)
O excerto apresenta, segundo a obra analisada, um fator decisivo para
Quais mecanismos levaram à escravidão nas sociedades pré-coloniais africanas?
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de Aula: visita à História contemporânea, 2010. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, um dos mecanismos relacionados por Hernandez.
A egiptomania, segundo Jean Marcel Humbert, é bem mais que uma simples mania. Consiste no empréstimo dos mais espetaculares elementos, da gramática de ornamentos que se constituía na essência original da arte do antigo Egito. Esses elementos decorativos são então trazidos novamente à vida através desses usos.
(Margaret Marchiori Bakos, Visões Modernas do Mundo Antigo: a Egiptomania. Em: Pedro Paulo A. Funari; Glaydson José da Silva; Adilton Luís (orgs.), História Antiga: contribuições brasileiras, 2009)
Segundo o artigo em análise, a egiptomania
(Vavy Pacheco Borges, Anos trinta e política: história e historiografia. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)
Para Fausto, a revolução de 1930
• Precoce – Podemos denominar dessa forma o período também conhecido como Radicalismo ou Reformismo das classes médias, ou seja, estamos falando das primeiras três décadas do século XX.
• Clássico – Seria o período que abarca as décadas de 1930 a 1950. Lázaro Cárdenas no México, Getúlio Vargas no Brasil e Juan Domingo Perón na Argentina são seus principais representantes.
(Norberto Ferreras, A sociedade de massas: os populismos. Em: Cecília Azevedo e Ronaldo Raminelli, História das Américas: novas perspectivas, 2011. Adaptado)
Segundo o artigo em análise, caracteriza o populismo no período clássico
Imagem dos índios: 78% dos entrevistados revelaram ter interesse no futuro dos índios sobre os quais prevalece uma visão positiva; 88% concordam que os índios ajudam a conservar a natureza e vivem em harmonia com ela, e que não são preguiçosos, mas encaram o trabalho de forma diferente da sociedade branca ocidental; 89% afirmaram que os índios não são ignorantes, mas possuem uma cultura diferente da cultura branca e que só são violentos com aqueles que invadem as suas terras para tomar-lhes.
(Gersem dos Santos Luciano, Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje, 2006. Adaptado)
Para Luciano, os dados apresentados no excerto revelam
(Gersem dos Santos Luciano, Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje, 2006)
Entre as contribuições contemporâneas dos povos indígenas, a obra em análise cita
Em meio a esse debate historiográfico, Emília Viotti da Costa e Florestan Fernandes entendiam a escravidão como sendo
(Izabel Andrade Marson, O Império da revolução: matrizes interpretativas dos conflitos da sociedade monárquica. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)
O excerto traz características da