Questões de Concurso Sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história

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Q4046913 História
Relacione movimentos sociais (Coluna 1) a traços analíticos predominantes (Coluna 2), considerando repertórios de ação, bases sociais e formas de organização registradas na historiografia. Avalie as combinações e escolha a alternativa que apresenta o pareamento correto e completo, em perspectiva comparativa e sem anacronismos.
Coluna 1 (Movimentos):
(A) Comunas urbanas e revoltas camponesas medievais europeias
(B) Rebeliões escravas no Atlântico (ex.: São Domingos/Haiti)
(C) Sindicalismos e greves do "segundo industrialismo" (c. 1880−1914)
(D) Movimentos de direitos civis e novas pautas urbanas (c. 1950−1970)

Coluna 2 (Características):
(__) Ação coletiva com redes clandestinas, linguagem de liberdade e cidadania, internacionalização do debate antiescravista.
(__) Convergência entre elites plebeias e camponeses; fiscalidade e senhorio contestados; repertórios corporativos e urbanos.
(__) Repertórios performáticos e midiáticos, coalizões interraciais e feministas, judicialização e direitos civis urbanos.
(__) Organização de massa, negociação e confronto, institucionalização parcial via partidos e contratos coletivos.

Assinale a alternativa com a sequência correta 
Alternativas
Q4046906 História
Um dossiê curatorial reúne: inventários de irmandades negras urbanas e sua economia ritual; registros de aldeamentos com lideranças mediando trabalho e terra; mapas de quilombos conectados a feiras e portos; e fonogramas com práticas musicais híbridas. À luz da historiografia recente sobre agência, hibridização e circuitos atlânticos, e considerando uma interpretação íntegra e coerentemente com as evidências, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4046904 História
 A historiografia sobre as articulações entre poder local, redes econômicas e formas sociais de dominação, do período colonial à República, demonstra tensões entre autonomia regional, centralização política e circulação de riquezas. Considerando interpretações de longa duração e evitando leituras lineares, avalie qual análise sintetiza de modo mais consistente as continuidades estruturais e as inflexões históricas nas relações entre economia, poder e sociedade brasileira e assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4043628 História
Durante o período escravocrata brasileiro, muitos negros escravizados fugiram de fazendas, engenhos e minas, organizando-se em comunidades autônomas situadas em locais de difícil acesso. Essas comunidades constituíram importantes formas de resistência ao sistema escravocrata, com preservação de elementos culturais, políticos e sociais próprios. Ciente disso, assinale a alternativa que identifica corretamente o nome atribuído a essas formações comunitárias.
Alternativas
Q4042351 História
As interpretações sobre a colonização portuguesa na América têm destacado a constituição de uma ordem social marcada pela escravidão, pelo patriarcalismo e pela articulação entre interesses metropolitanos e dinâmicas locais. A respeito desse debate historiográfico, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4028973 História
“O levante dos Malês, como a revolta ficou conhecida, previa uma Bahia para os africanos, e foi planejado para sacudir Salvador – não pretendia ocupar a cidade, mas virá-la de pernas para o ar, com ataques-relâmpago a quartéis, igrejas e edifícios públicos [...]. E os malês esperavam muito do levante: seu plano seria seguir rapidamente para o Recôncavo, base do poder da ordem escravocrata baiana, onde estava concentrada a população de cativos, e mobilizar a escravaria dos engenhos de açúcar” (Schwarcz; Starling, 2018). Qual era a religião predominante entre os malês, participantes da revolta ocorrida em Salvador em 1835? 
Alternativas
Q4026580 História

        O Código Filipino passou a vigorar em Portugal e em suas possessões ultramarinas a partir da sua primeira impressão e promulgação, ocorridas por volta de 1603. O documento guardava certas especificidades ideológicas que podem estar relacionadas, entre outros fatores, às mudanças propostas e aceitas pelos reis católicos com a promulgação das reformas da Igreja Católica acordadas no Concílio de Trento (1546-1562).

        Além de incorporar os assentos morais cristãos acordados no Concílio, o Código Filipino foi produzido também para responder às inquietações dos administradores e funcionários monárquicos e aos próprios ditames do rei acerca das novas possessões coloniais.


Thiago Alves Dias. O Código Filipino, as Normas Camarárias e o comércio: mecanismo de vigilância e regulamentação comercial na Capitania do Rio Grande do Norte. In: Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 34, n.º 68, 2014, p. 215-216 (com adaptações). 

Tendo como referência inicial as informações apresentadas no texto anterior, julgue o seguinte item, acerca de aspectos históricos da capitania do Rio Grande. 


O Código Filipino estabeleceu, nas capitanias donatárias, incluída a do Rio Grande, a obrigatoriedade de emissão de licenças para o exercício profissional e a atividade comercial. 

Alternativas
Q4023686 História
Sobre os fatores e manifestações da crise do sistema colonial no Brasil, analise as proposições:

I. O esgotamento relativo da mineração e a tentativa de intensificação fiscal por parte da Coroa ampliaram tensões na colônia.
II. Movimentos como a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana expressaram diferentes projetos políticos e sociais, vinculados à crise do sistema colonial.
III. A crise do sistema colonial brasileiro ocorreu de forma isolada, sem relação com transformações políticas e econômicas no mundo atlântico.
IV. A abertura dos portos em 1808 representou uma ruptura significativa com o pacto colonial, evidenciando seu esgotamento.

Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS: 
Alternativas
Q4008546 História
“Se a vila se modifi cou para se vestir como capital do império português, as permanências são evidentes. Suas casas e traçados coloniais, suas festas tomadas por costumes africanos, seus hábitos alimentares orientais... nada permite duvidar de um universo obrigatoriamente plural”
SCHWARCZ, Lilia Moritz. D. João carioca: a corte portuguesa chega ao Brasil (1808-1821). São Paulo: Companhia das Letras, 2008. 
Considerando o texto e a historiografia sobre a transferência da Corte portuguesa para o Brasil em 1808, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4008522 História

Leia a letra da Cantiga Popular: 


O meu boi morreu, que será de mim Manda buscá outro, oh maninha, Lá no Piauí (x2)

Seu moço inteligente Faz favô de mi dizê Em riba daquele morro Quantos capim há de tê Se o raio não cortou Se o gado não comeu Em riba daquele morro Tem o capim que nasceu.

O meu boi morreu, que será de mim Manda buscá outro, oh maninha, Lá no Piauí (x2)

Me arresponda sem tretê Mas me arresponda já O que é que a gente vê E que não pode pegá? Aquilo que a gente vê E que não pode pegá É a lua e as estrela Que no céu tão a briá.

O meu boi morreu, que será de mim Manda buscá outro, oh maninha, Lá no Piauí (x2)

Vou lhe fazê uma pregunta Pra suncê me arrespondê Vinte e cinco par de gato Quantas unha deve tê? Intrei no raio de sol Saí no raio de lua Vinte e cinco par de gato Com certeza tem mil unha.

O meu boi morreu, que será de mim Manda buscá outro, oh maninha, Lá no Piauí (x2)

Em riba daquela serra Tem um sino sem badalo E uma arroba de capim Pra você comê, ó cavalo

Em riba daquela serra Tem um sino ferrugento Se eu hei de comê capim Coma você, ó seu jumento.

O meu boi morreu, que será de mim, Manda buscá outro, oh maninha, Lá no Piaui. 
Autoria: Autor desconheido Domínio Público / Cultura Popular 
Na cultura sertaneja nordestina, especialmente nas regiões marcadas historicamente pela pecuária extensiva, o boi assume centralidade não apenas econômica, mas também simbólica. O verso popular “O meu boi morreu, o que será de mim? Manda buscar outro, oh maninha, lá no Piauí”, quando interpretado à luz da formação histórica e cultural do Piauí, expressa principalmente:

Alternativas
Q4000870 História
Analise as afirmativas a seguir sobre o processo histórico de acesso à terra no Brasil.

I. No período colonial, o sistema de sesmarias consistia na concessão de terras pela Coroa portuguesa a particulares, com a obrigação de ocupá-las e torná-las produtivas, sob risco de perda da concessão, caso permanecessem improdutivas.
II. No período imperial, a Lei de Terras (1850) reconheceu o direito de posse como forma de aquisição de terras, favorecendo elites agrárias e dificultando o acesso à propriedade para ex-escravizados e imigrantes pobres.
III. No período democrático, a Constituição Federal de 1988 estabeleceu que terras improdutivas podem ser desapropriadas para fins de reforma agrária e atribuiu à União a responsabilidade de proteger as terras indígenas.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q4000868 História
A Revolta dos Malês aconteceu em meio a um forte movimento de conversão ao islamismo entre os nagôs. Esta era, naquela altura, a nação mais numerosa da população africana em Salvador, representando cerca de 30% dos escravizados nascidos na África. O levante fora planejado pelos mestres malês, chamados alufás entre os nagôs, para ter início no final do Ramadã, o mês do jejum muçulmano, possivelmente depois da festa de Laylat al-Qadr.

Adaptado de REIS, João José.” Os malês segundo ‘Abd Al-Raḥmān Al-Baghdādī, um imã otomano no Brasil oitocentista”. Revista Brasileira de História, vol. 43, no 93, pp.362-363.

A partir do trecho, assinale a opção que apresenta corretamente um fator que contribuiu para a organização da Revolta dos Malês (1835). 
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Q3993488 História
Tendo como premissa as religiosidades nos primeiros séculos da História do Brasil, analise as assertivas a seguir.
I- No século XVI, início do processo de colonização, só há registros de duas ordens religiosas, os franciscanos e os jesuítas, destacando o trabalho dos inacianos com a catequese dos povos originários.
II- Os primeiros religiosos a desembarcar na América portuguesa foram os jesuítas, que tiveram um papel relevante no processo educacional da colônia – fundando escolas e trabalhando nas reduções com o objetivo de “civilizar” os povos nativos.
III- Muitos dos elementos rituais que se encontram no candomblé baiano e xangôs do Nordeste já estavam presentes nesses rituais, na América portuguesa: o emprego de galos e galinhas nos sacrifícios de animais, a predominância feminina, o destaque de uma das dançantes identificada ao líder cerimonial, a possessão e o transe ao som de atabaques.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3977328 História
Acerca da escravidão e a resistência africana no Brasil colonial, é correto afirmar que
Alternativas
Q3977327 História

A respeito da influência das tecnologias dominadas pelas pessoas escravizadas no período colonial e imperial do Brasil, julgue os seguintes itens.


I Entre as técnicas trazidas pelos africanos, destacam-se o adobe e a taipa de pilão, amplamente usados em edificações no Brasil e eficientes para regular a temperatura das casas.

II Com o tráfico de pessoas escravizadas, houve uma transferência parcial do saber-fazer dos centros produtores têxteis africanos para o Brasil, o que foi crucial para a fabricação local de diversos artefatos têxteis, como tecidos para roupas, redes de dormir e sacarias.

III A contribuição fundamental dos africanos e seus descendentes nas forjas de ferro do Brasil colônia e império permanece visível nas cidades, em portões e fachadas pelos símbolos Adinkra, um antigo sistema de escrita africano.


Assinale a opção correta.

Alternativas
Q3977326 História

“A resistência indígena não é um movimento de revolta contra o sistema, mas uma afirmação contínua de outras formas de existência. (…) Resistir é persistir nesse diálogo — mesmo quando eles chamam nossa terra de ‘recurso’ e nossa existência de ‘obstáculo’.”


Fonte: KRENAK, Ailton. Ideias para Adiar o Fim do Mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019, p. 28-29.


Considerando as práticas escravistas e a resistência dos povos indígenas no período colonial brasileiro, assinale a opção correta.

Alternativas
Q3955236 História
Citação sobre as relações estabelecidas entre os potiguaras em meio às guerras luso-holandesas:

“A adesão dos potiguaras aos holandeses nessa fase conflitiva da história do Brasil foi tamanha que provocou uma verdadeira cisão na família de Felipe Camarão. Desse modo, alguns índios permaneceram fiéis aos portugueses até o final do tempo dos flamengos, configurando uma facção pró-lusitana; enquanto outros filiaram-se aos neerlandeses, uma facção pró-holandesa que chegou a viajar para as Províncias Unidas. [...]. A experiência brasiliana em terras flamengas durou aproximadamente cinco anos, período no qual receberam educação e instrução religiosa, convertendo-se ao calvinismo, aprenderam a língua holandesa [...]. Ao retornarem ao território colonial, [...] esses indígenas haviam se tornado homens valiosos. Além de conhecerem os caminhos e as riquezas minerais daquelas terras, prestaram ainda serviços a WIC como tradutores e como poderosas lideranças locais”.

COSTA, Regina da. A prática discursiva potiguara em meio às guerras luso-holandesas. Acervo, Rio de Janeiro, v. 34, n. 2, p. 1-23, maio/ago. 2021.


Considerando-se o contexto da guerra e as agências dos indígenas, o texto demostra
Alternativas
Q3955235 História
No período da presença batava no Brasil (1630-1654), o Estado de Alagoas teve sua produção canavieira afetada, dentre outros motivos, pela queima dos canaviais, pelas fugas de escravizados e pela ampliação/formação de mocambos na região. Uma das localidades ocupadas foi Alagoas do Sul.
Assinale a alternativa correta sobre a relação da ocupação holandesa com a produção canavieira, nessa vila, no período pós-guerra.
Alternativas
Q3929263 História
De acordo com o historiador Francisco José Pinheiro, o processo de ocupação da Capitania do Ceará pelos ibéricos ocorreu de forma tardia em relação a outras áreas da América portuguesa, como a Bahia e Pernambuco. Essa temporalidade específica contribuiu para que os modelos produtivos já consolidados no litoral açucareiro fossem adaptados, tensionados ou mesmo reconfigurados nas dinâmicas de interiorização do domínio colonial. 
No Ceará, a constituição do território colonial não pode ser compreendida apenas como expansão econômica, mas e também como campo de disputas simbólicas materiais entre diferentes concepções de uso da terra. Para os colonizadores, a terra progressivamente se inscrevia na lógica da propriedade privada e da exploração produtiva. Para diversos povos indígenas, ao contrário, o território constituía espaço de pertencimento, reprodução da vida e fundamento identitário, o que gerou conflitos estruturais ao longo dos séculos XVII e XVIII.

À luz dessas interpretações, analise as afirmativas a seguir e marque a alternativa CORRETA: 

I. O confronto entre povos indígenas e agentes coloniais portugueses pode ser compreendido no interior de um projeto mais amplo de territorialização do domínio colonial na Capitania do Ceará.

II. A da expansão da pecuária no Ceará articulou-se as dinâmicas economia colonial, especialmente como atividade vinculada ao abastecimento das zonas açucareiras.

III. Narrativas orais de grupos indígenas, como os Tabajara da Serra da Ibiapaba, indicam movimentos migratórios no início do século XVII, associados as pressões coloniais e aos rearranjos territoriais na América portuguesa.

IV. A noção de território assumia significados distintos para indígenas e colonizadores, expressando concepções divergentes de relação com à terra e com a organização social.
Alternativas
Q3924794 História
A atividade mineradora no Brasil colonial promoveu uma sociedade mais urbanizada e com maior possibilidade de mobilidade social em comparação com a sociedade açucareira, embora essa estrutura permanecesse fundamentalmente hierárquica e escravista.
Alternativas
Respostas
61: B
62: D
63: C
64: E
65: C
66: A
67: C
68: C
69: C
70: B
71: C
72: C
73: A
74: E
75: E
76: A
77: A
78: C
79: D
80: C