Questões de Concurso
Sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história
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Com base no texto e nos conhecimentos sobre a História e Cultura Afro-Brasileira, assinale a alternativa CORRETA:
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a economia do Brasil Colonial, assinale a alternativa CORRETA:
( ) A expansão da produção açucareira nas Antilhas por franceses e ingleses intensificou a concorrência no mercado internacional, reduzindo progressivamente a posição privilegiada anteriormente ocupada pelo açúcar produzido na América Portuguesa e alterando o equilíbrio do comércio atlântico.
( ) A recuperação do Nordeste brasileiro permitiu a Portugal restabelecer o monopólio sobre o comércio transatlântico de escravizados, afastando definitivamente os holandeses das rotas africanas e eliminando a concorrência exercida por outras potências europeias nas atividades mercantis do Atlântico.
( ) A reorganização do Império português após os conflitos com os holandeses conferiu maior importância estratégica ao Atlântico Sul, fortalecendo as conexões econômicas entre Brasil e Angola e consolidando o Atlântico Sul como eixo estratégico do império português durante os séculos XVII e XVIII.
( ) A expulsão dos holandeses fortaleceu a autonomia diplomática portuguesa, reduzindo a necessidade de alianças internacionais e diminuindo a influência política e econômica exercida pela Inglaterra sobre Portugal durante a reorganização de seu império ultramarino.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. O costume de alforriar escravos que apresentassem seu valor era largamente praticado, mas à revelia do Estado; não que o Estado se opusesse, mas porque não lhe era permitido sancioná-lo em lei, pela oposição daqueles mesmos que praticavam essa regra costumeira. Esse direito não existia em lei até 1871. É verdade que, antes dessa data, existiam circunstâncias excepcionais em que o Estado intervinha concedendo alforrias, mas, de qualquer forma, indenizavam-se os senhores, e cabia a estes a concessão da carta de alforria.
Adaptado de CUNHA, Manuela da. Antropologia do Brasil. Mito, história, etnicidade. São Paulo: Brasiliense, 1987, pp.124-125.
II. O tribunal, seja atuando de acordo com o costume, seja agindo segundo as normas de direito ou a consciência de seus membros, manteve uma posição que realmente interferiu nos destinos de senhores e escravos que a ele recorriam. Ações de liberdade, seus procedimentos e seus resultados, não eram uma prática anormal no Estado imperial brasileiro, mesmo que o acesso de escravos ao sistema judiciário tenha sido tão restrito.
Adaptado de GRINBERG, Keila. Liberata. a lei da ambiguidade - as ações de liberdade da corte de apelação do Rio de Janeiro no século XIX. Rio de Janeiro: Centro Edelstein de Pesquisa Social, 2010, p. 25.
Com base nos trechos, assinale a opção que apresenta corretamente a interpretação dos autores sobre a conquista da liberdade por pessoas escravizadas no Brasil imperial.
No século XVII, não havia mais de 500 homens de origem europeia na província do Espírito Santo, mas, contavam-se nela quatro reduções de índios, formadas pelos Jesuítas, as de Reritygba, hoje Benevente, Guarapary, São João, Reis Mago. Estes estabelecimentos serviam de modelo à civilização dos Guaranis, do Paraguai, tão comentada pelos mais célebres escritores.
Adaptado de SAINT-HILAIRE, A. de. Segunda Viagem ao Interior do Brasil: Espírito Santo. São Paulo: Comp. Editora Nacional, 1936, p. 17.
Considerando o trecho e o contexto da colonização do Espírito Santo no século XVII, é correto afirmar que o processo de aldeamento no Espírito Santo colonial foi favorecido pela
Desde 1806, após a ação do Coronel João Gonçalves da Costa para estabelecer relações pacíficas com estes indígenas, eles passaram a ser vistos como aliados dos portugueses. A rivalidade existente entre esse grupo indígena e outras tribos da região, como Pataxó (Cutachos) e Botocudo, favoreceu essa aproximação, embora fossem descritos como povos cautelosos e reservados. Com a intensificação da colonização, muitos desses indígenas acabaram sendo expulsos de seus territórios, submetidos à escravidão ou mortos.
O texto refere-se aos indígenas
“(...) Recife, enriquecida pelo comércio e pelo trato constante com a metrópole, já não se curvava diante da antiga nobreza rural de Olinda. O mascate, outrora desprezado, erguia-se agora soberbo, sustentado pelo ouro do tráfico e pela proteção régia. Dessa rivalidade surda nasceu o ódio, e do ódio a luta, que dividiu a capitania e inflamou os ânimos como se fora guerra entre nações inimigas(...).”
ALENCAR, José de. Crônica dos Tempos Coloniais. Rio de Janeiro: Garnier, 1876.
O excerto de Crônica dos Tempos Coloniais, ao tratar da Guerra dos Mascates (1710–1711), enfatiza as tensões entre diferentes grupos sociais no interior do sistema colonial português.
Considerando o contexto histórico do Brasil Colonial e a interpretação historiográfica sobre esse conflito, assinale a alternativa INCORRETA.

O texto “RQ” representa o Mocambo (Quilombo) do Catucá, localizado na região da Mata Norte de Pernambuco, evidenciando aspectos do cotidiano, do trabalho coletivo e da resistência de populações negras escravizadas no contexto do Brasil Colonial.
Considerando a análise histórica do mocambo (quilombo) pernambucano e sua inserção na sociedade colonial, assinale a alternativa que interpreta CORRETAMENTE o significado histórico do mocambo do Catucá, distinguindo-o de outras experiências quilombolas do período.
Preencha corretamente as lacunas.
A colonização portuguesa no Brasil esteve inicialmente ligada à exploração do __________ e, posteriormente, à organização de atividades econômicas como a produção de __________ no Nordeste colonial.
I- A mineração demandou uma rede complexa de abastecimento (tropeirismo), estimulou a vida urbana, diversificou as profissões e criou um mercado interno que integrou diversas regiões da colônia;
II- A Coroa Portuguesa proibiu a entrada de ordens religiosas e de novos colonos na região das Minas para evitar distúrbios políticos e desabastecimento das plantações de açúcar;
III- A mineração promoveu uma ruralização ainda maior da colônia, esvaziando as cidades e concentrando a população em feitorias litorâneas.
Dos itens acima:
(Lei nº 11.645 de 10 de março de 2008.)
Bittencourt, em seu texto “História das populações indígenas na escola: memórias e esquecimentos”, analisa a proposta da lei e como os povos indígenas foram representados no material didático de História ao longo do século XIX e no final do século XX. A partir dos livros didáticos de História e da produção acadêmica, a autora conclui que, apesar dos avanços na aproximação entre a produção de material didático e a produção acadêmica, os indígenas foram alijados dos livros didáticos de História em várias fases da construção da história do Brasil.”
(História das populações indígenas na escola: memórias e esquecimentos. BITTENCOURT, Circe Fernandes. In. BITTENCOURT, Circe Fernandes (Org.) O saber Histórico em Sala de Aula. 9ª ed. São Paulo. Contexto. 2004p. 101-132)
Para a autora, os povos indígenas ainda não são representados nos livros didáticos em várias fases da história do Brasil. Assim, assinale a opção que apresenta a razão para essa ausência.
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2006. p. 221-222)
Com base nessas informações, assinale a opção que apresenta uma dessas controvérsias.