Questões de Concurso Sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história

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Q3929263 História
De acordo com o historiador Francisco José Pinheiro, o processo de ocupação da Capitania do Ceará pelos ibéricos ocorreu de forma tardia em relação a outras áreas da América portuguesa, como a Bahia e Pernambuco. Essa temporalidade específica contribuiu para que os modelos produtivos já consolidados no litoral açucareiro fossem adaptados, tensionados ou mesmo reconfigurados nas dinâmicas de interiorização do domínio colonial. 
No Ceará, a constituição do território colonial não pode ser compreendida apenas como expansão econômica, mas e também como campo de disputas simbólicas materiais entre diferentes concepções de uso da terra. Para os colonizadores, a terra progressivamente se inscrevia na lógica da propriedade privada e da exploração produtiva. Para diversos povos indígenas, ao contrário, o território constituía espaço de pertencimento, reprodução da vida e fundamento identitário, o que gerou conflitos estruturais ao longo dos séculos XVII e XVIII.

À luz dessas interpretações, analise as afirmativas a seguir e marque a alternativa CORRETA: 

I. O confronto entre povos indígenas e agentes coloniais portugueses pode ser compreendido no interior de um projeto mais amplo de territorialização do domínio colonial na Capitania do Ceará.

II. A da expansão da pecuária no Ceará articulou-se as dinâmicas economia colonial, especialmente como atividade vinculada ao abastecimento das zonas açucareiras.

III. Narrativas orais de grupos indígenas, como os Tabajara da Serra da Ibiapaba, indicam movimentos migratórios no início do século XVII, associados as pressões coloniais e aos rearranjos territoriais na América portuguesa.

IV. A noção de território assumia significados distintos para indígenas e colonizadores, expressando concepções divergentes de relação com à terra e com a organização social.
Alternativas
Q3924794 História
A atividade mineradora no Brasil colonial promoveu uma sociedade mais urbanizada e com maior possibilidade de mobilidade social em comparação com a sociedade açucareira, embora essa estrutura permanecesse fundamentalmente hierárquica e escravista.
Alternativas
Q3924788 História
A produção de açúcar no Brasil colonial era organizada no sistema de plantation, caracterizado pelo tripé: latifúndio, monocultura e mão de obra assalariada, com produção voltada para o mercado interno da colônia. 
Alternativas
Q3919361 História
A escravidão africana no Brasil integrou-se a um sistema atlântico de larga escala, marcado pelas viagens ultramarinas, pelo deslocamento forçado e pela reorganização compulsória da vida dos africanos no espaço colonial. Ao longo desse processo, observam-se tanto estratégias de sobrevivência, adaptação e recriação sociocultural por parte dos africanos escravizados quanto a consolidação de discursos raciais voltados à legitimação da ordem escravista. Considerando essa dinâmica histórica, assinale a alternativa que apresenta a interpretação historiograficamente mais consistente sobre a relação entre travessia atlântica, adaptação dos africanos e racismo no Brasil.
Alternativas
Q3912324 História

Sobre o Brasil Colonial no contexto da expansão capitalista, analise as afirmativas:



I - A economia colonial se articulou a mercados externos, com produção de gêneros e uso de trabalho escravizado como base de acumulação.


II - A Coroa buscou controlar comércio e tributos, e esse controle aparece em normas, fiscalização e disputas políticas no cotidiano colonial.


III - A mineração do século XVIII estimulou urbanização, circulação de mercadorias e novas demandas de abastecimento em várias regiões.


IV - O pacto colonial ampliou liberdade de comércio para produtores locais, favorecendo relações diretas com diferentes mercados europeus.


V - A sociedade colonial se organizou principalmente por trabalho assalariado desde o início, com escravidão ocupando papel reduzido na economia.



Estão corretas as afirmativas:

Alternativas
Q3905296 História
A sociedade colonial brasileira foi estruturada a partir da grande propriedade rural, da monocultura voltada ao mercado externo e do trabalho compulsório. Esse modelo produziu profundas desigualdades sociais e uma rígida hierarquia. A dependência econômica da metrópole condicionou a dinâmica produtiva.
Nesse contexto, qual elemento foi central para a organização colonial? 
Alternativas
Q3905293 História

A atuação da Igreja no Brasil colonial esteve articulada ao projeto de dominação portuguesa. A catequese indígena e a educação formal foram instrumentos centrais dessa ação. Contudo, a prática religiosa envolveu conflitos e contradições.


Considerando esse contexto, analise as afirmações e classifique cada uma como verdadeira (V) ou falsa (F):

(__)Os jesuítas organizaram sistemas educacionais coloniais.

(__)A Igreja atuou sempre de forma homogênea e sem conflitos.

(__)A catequese foi instrumento de controle cultural.

(__)A ação religiosa foi independente do poder colonial.



A sequência CORRETA, de cima para baixo, é: 

Alternativas
Q3903260 História
A economia açucareira foi o primeiro grande ciclo econômico do Brasil Colonial, fundamental para a fixação portuguesa no território. A estrutura de produção baseava-se na 'plantation'. Considerando as características desse sistema produtivo no nordeste brasileiro, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3880683 História
Desde o período colonial, a região dos vales dos rios Guaporé e Madeira ocupou posição estratégica na definição das fronteiras amazônicas.

A respeito do papel histórico e atual da região citada, avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.

( ) Nos primeiros séculos da colonização, a presença portuguesa na região esteve associada à exploração econômica, à navegação fluvial e à necessidade de assegurar a posse territorial frente ao império espanhol.
( ) Ao longo do século XX, políticas de integração nacional, como a criação do Território Federal do Guaporé, a construção da Ferrovia Madeira-Mamoré e, posteriormente, da rodovia BR364, buscaram fortalecer a presença do Estado brasileiro e integrar a Amazônia Ocidental ao restante do país.
( ) Atualmente, a região continua sendo estratégica, enfrentando desafios relacionados ao controle das fronteiras internacionais, à circulação de pessoas e mercadorias, às migrações e à atuação do Estado na garantia da soberania nacional.

As afirmativas são, respectivamente, 
Alternativas
Q3878308 História
"Quilombos, palenques, maroons são diferentes denominações para o mesmo fenômeno nas diversas sociedades escravistas nas Américas: os grupos organizados de negros fugidos. No Brasil, esses agrupamentos também eram chamados de mocambos. Fugir do senhor e se juntar a outros rebeldes foi uma estratégia de luta desde que os primeiros tumbeiros aportaram na costa brasileira até as vésperas da abolição" (Albuquerque, W.R. de; Filho, W.F., 2006, p. 118).

Sobre as fugas dos escravos e formação dos quilombos, é correto afirmar que Albuquerque (2006) defende a tese de que
Alternativas
Q3878305 História
Guedes (2007) analisou a trajetória familiar de Joaquim Barbosa Neves, abordando o percurso da mobilidade social deste personagem e de seus descendentes. Segundo esse autor, “quando o pardo Joaquim Barbosa Neves morreu, em 1828, era senhor de 41 escravos. Em sua trajetória, deve ter nascido em cativeiro, mas ingressou na elite escravista do Brasil de outrora. Como isto foi possível?” (Guedes, In: Fragoso; Almeida; Sampaio, 2007, p. 340).

Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre o pensamento do autor a respeito da mobilidade social e da cor na sociedade escravista do Brasil no século XIX.

( ) Processo de ascensão social que acontece, gradativamente, é geracional, por conseguinte, de âmbito familiar.
( ) Processo de transposição jurídica da condição de escravo à de forro, de forro à de livre.
( ) Processo de enriquecimento, cujo principal e exclusivo critério indicador da mobilidade social era o econômico.
( ) Processo vinculado à cor que expressava uma condição social e não apenas aparência da pele.
( ) Processo mais relacionado ao enriquecimento do que à reputação social, com traços semelhantes a uma sociedade burguesa.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é
Alternativas
Q3878303 História
"Por volta da segunda metade do século XVI, a oferta de escravos indígenas começou a declinar e os africanos começaram a chegar em maior quantidade para substituí-los. Diversos fatores levaram à substituição do índio pelo africano" (Albuquerque, W.R. de; Filho, W.F, 2006, p. 40).

De acordo com Albuquerque (2006), são fatores que explicam a substituição do “negro da terra” pelo “negro da Guiné” na América portuguesa, EXCETO
Alternativas
Q3869789 História
Leia com atenção o texto abaixo:

"Brancos, pardos, negros livres e escravos sucedem-se nessa denúncia, usando a oração da estrela para sujeitar vontades, benzendo para abrandar o coração dos brancos, rezando a santo Antônio para achar coisas perdidas, e, para tal, medindo com um cordão a porta por onde um escravo fugira; ou ainda orando para estancar sangue; havia os que recitavam mandinga para ser valente, e as que curavam a 'madre´ ou o sapinho da boca com benzeduras."

MOTT, Luiz. Cotidiano e vivência religiosa. Entre a capela e o calundu. In: SOUZA, Laura de Mello e (Orga.). História da vida privada no Brasil. Vol.1. São Paulo: Cia das Letras, 1997, p.195.

A partir da leitura do texto acima e dos seus conhecimentos sobre o assunto, assinale a resposta CORRETA:
Alternativas
Q3866420 História

Analise a imagem a seguir.



Imagem associada para resolução da questão




A imagem corresponde a uma fotografia de uma antiga cidade colonial situada entre montanhas, marcada por ruas estreitas e íngremes, casarões do século XVIII e um dos conjuntos barrocos mais importantes do país. Seu desenvolvimento esteve profundamente ligado à mineração aurífera, que atraiu população, riquezas e intensa atividade artística. Suas igrejas são decoradas com talha barroca e rococó, com esculturas atribuídas a um dos mais famosos artistas do período colonial, além de pinturas sacras consideradas referências do período. O núcleo urbano preservado tornou-se símbolo da história colonial, sobretudo do auge e declínio da economia do ouro, e recebeu reconhecimento como Patrimônio Mundial.


A imagem e a descrição correspondem à cidade de

Alternativas
Q3862142 História
Durante o ciclo da cana-de-açúcar no período colonial, a capitania de São Vicente desenvolveu produção açucareira menos expressiva que Pernambuco e Bahia principalmente devido a:
Alternativas
Q3861424 História
Durante o período colonial brasileiro, as rebeliões e movimentos de resistência, como a Inconfidência Mineira, tinham como principal objetivo a abolição da escravidão e a garantia de direitos civis para toda a população colonial, incluindo os escravizados.
Alternativas
Q3861423 História
No contexto da colonização portuguesa do Brasil, a economia açucareira impulsionou significativamente a demanda por mão de obra escravizada africana, consolidando o sistema de plantation e a centralidade do Atlântico no comércio e nas relações sociais da colônia.
Alternativas
Q3859751 História
A escravidão indígena no Brasil colonial foi proibida desde o início da colonização portuguesa, não havendo registro de sua prática em larga escala após o século XVI. 
Alternativas
Q3859750 História
A mineração no Brasil colonial, embora tenha gerado grande riqueza para a metrópole, não contribuiu para a formação de uma sociedade mais complexa ou para o desenvolvimento de centros urbanos interioranos.
Alternativas
Q3850958 História
O Brasil é frequentemente representado, tanto em narrativas acadêmicas quanto em materiais didáticos, como um “país mestiço”, resultado do encontro entre povos indígenas, europeus e africanos. Essa narrativa, construída historicamente, enfatiza a ideia de uma identidade nacional homogênea, marcada pela miscigenação cultural e biológica. No entanto, abordagens recentes, inclusive aquelas difundidas em mídias digitais, problematizam essa leitura ao evidenciar a profunda diversidade genética da população brasileira e os limites das categorias raciais como explicações biológicas da diferença.

Considerando a perspectiva apresentada, analise as afirmativas a seguir sobre identidade, raça e história no contexto brasileiro e, em seguida, marque a alternativa correta:
I. Estudos genéticos contemporâneos demonstram que a noção de raças humanas biologicamente puras não encontra sustentação científica, evidenciando a existência de ampla variação genética intra e interpessoal.
II. As categorias raciais no Brasil são construções sociais historicamente situadas, profundamente influenciadas pela colonização, pela escravidão e por políticas estatais de branqueamento, marginalização e subalternização.
III. A exaltação da mestiçagem como fundamento da identidade nacional brasileira contribuiu, historicamente, para a naturalização das desigualdades raciais e para o silenciamento das experiências de discriminação vividas pela população negra e indígena. 
IV. A diversidade genética da população brasileira desafia explicações simplificadoras da história nacional, exigindo abordagens interdisciplinares que articulem história, cultura, política e ciência.
V. A comprovação científica da diversidade genética brasileira invalida completamente o debate sobre raça no campo das ciências humanas, uma vez que dados biológicos são suficientes para explicar as desigualdades sociais contemporâneas.  
Alternativas
Respostas
41: D
42: C
43: E
44: E
45: A
46: A
47: A
48: C
49: E
50: B
51: A
52: B
53: B
54: C
55: A
56: E
57: C
58: E
59: E
60: C