Questões de Concurso Sobre história geral em história

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Q3806834 História
Após a Segunda Guerra Mundial, o sistema econômico internacional passou por um processo de reconstrução e reorganização, marcado pela hegemonia dos Estados Unidos, pela criação de novas instituições financeiras e pela intensificação dos fluxos de comércio e capitais. O período também foi caracterizado pela expansão industrial, pelo avanço tecnológico e pela consolidação de modelos distintos de desenvolvimento econômico nas potências capitalistas e socialistas. Com base nesse contexto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__) O Plano Marshall, implementado pelos Estados Unidos entre 1948 e 1952, destinou recursos para a reconstrução dos países europeus devastados pela guerra, contribuindo para a consolidação da influência econômica norte-americana na Europa Ocidental.
(__) A criação do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), durante a Conferência de Bretton Woods (1944), visava estabelecer um sistema financeiro internacional baseado em estabilidade monetária e cooperação econômica.
(__) O sistema de Bretton Woods definiu o dólar norte-americano como moeda de referência mundial, conversível em ouro, o que reforçou a posição hegemônica dos Estados Unidos na economia global.
(__) O período pós-guerra foi marcado por uma estagnação prolongada da economia mundial, com retração do comércio internacional e queda generalizada dos níveis de emprego e produção industrial.
(__) O modelo de Estado de Bem-Estar Social, adotado por diversos países europeus no pós-guerra, baseava-se na intervenção estatal para garantir políticas públicas de seguridade social, saúde, educação e emprego.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas
Q3806732 História
O Romantismo transformará Satã no símbolo do espírito livre, da vida alegre, não contra uma lei moral, mas segundo uma lei natural, contrária à aversão por este mundo pregada pela Igreja. Satanás significa liberdade, progresso, ciência, vida. Tornarse-á moda a identificação com o Demônio, assim como procurar refletir no semblante o olhar, o riso, a zombaria im pressos nas feições tradicionais do Diabo. (...) O Diabo passa a representar a rebelião contra a fé e a moral tradicional, representando a revolta do homem, mas com a aceitação do sofrimento porque este é uma fonte purificadora do espírito, uma nobreza moral, da qual só pode surgir o bem da humanidade. E o demoníaco torna-se o símbolo do Renascimento: demoníaco como paixão, como terror do desconhecido, como descoberta do lado irracional existente no homem: a explosão da imaginação contra obstáculos excessivos da consciência e das leis.

NOGUEIRA, Carlos Roberto Figueiredo. O diabo no imaginário cristão. Bauru: Edusc, 2000.

No excerto, Nogueira analisa a transformação simbólica de Satã no imaginário romântico, momento em que o “demônio” deixa de representar o mal absoluto e passa a encarnar a rebeldia e a liberdade criadora.
Do ponto de vista da análise historiográfica das representações culturais, esse deslocamento de sentido revela
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Q3806731 História
Imagem associada para resolução da questão


O “Iceberg” da Historiografia. BARROS, José D'Assunção. História e historiografia: todas as interações possíveis. In: BARROS, José D'Assunção (org.). À historiografia como fonte histórica. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2022.

A imagem apresenta uma representação esquemática da Ciência Histórica, evidenciando seus diferentes componentes — como teorias, conceitos, metodologias e modos de escrita — que articulam a produção do conhecimento histórico. Com base nessa representação, qual das alternativas expressa com maior precisão o modo como se organiza o procedimento da pesquisa em História?
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Q3806728 História
O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) reuniu historiadores, romancistas, poetas, administradores públicos e políticos em torno da investigação a respeito do caráter brasileiro [...] Assim, enquanto na Corte localizava-se a sede, nas províncias deveria haver os respectivos institutos regionais. Estes, por sua vez, enviariam documentos e relatos regionais para a capital.

DEL PRIORE, M.; VENÂNCIO, R. Uma breve história do Brasil. São Paulo: Planeta do Brasil, 2010.

À luz dessa análise, o IHGB pode ser interpretado como uma instituição que
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Q3806724 História
A memória histórica brasileira é profundamente devedora das projeções construídas a partir do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Constituída com o duplo propósito de identificar o Brasil e de unificá-lo, ela foi engendrada a partir de um eixo: os interesses das elites, reunidas no Centro-Sul do país. Desde a contribuição decisiva de Caio Prado Júnior, Sérgio Buarque de Holanda e Gilberto Freyre, ela conheceu algumas inflexões e diversos alargamentos – tem sido criticada e redimensionada, à medida que a pesquisa documental se expande e que a reflexão teórica se aprofunda em complexidade. Não obstante, o signo que a originou, a preocupação com a Nacionalidade, permanece latente em um dos veículos de maior impacto na reprodução da memória histórica: o Livro Didático.

COELHO, Mauro César; COELHO, Wilma Baía. “A diversidade na História Ensinada nos livros didáticos: mudanças e permanências nas narrativas sobre a formação da nação”. Revista História e Diversidade. Vol. 6, nº 1 (2015)

A partir do texto, compreende-se que a memória histórica brasileira foi moldada por interesses específicos e que sua difusão, especialmente por meio do livro didático, expressa um projeto de nação que a memória histórica brasileira
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Q3801306 História
Embora a globalização tenha promovido a interconexão de mercados e culturas, ela também acentuou as desigualdades socioeconômicas e os nacionalismos reacionários em diversas partes do mundo. A compreensão desse fenômeno no mundo contemporâneo exige a análise de suas múltiplas facetas, evitando abordagens simplistas que o concebam apenas como um processo benigno de progresso ou, inversamente, como a única causa de todos os conflitos atuais. 
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Q3801304 História
A Revolução Francesa, em sua complexidade, pode ser interpretada como um evento singular, sem paralelos ou antecedentes históricos, que apenas serviu de inspiração ideológica para a independência dos Estados Unidos, desconsiderando as profundas interconexões entre os movimentos revolucionários atlânticos e as trocas de ideias que, de fato, moldaram as transformações políticas e sociais do final do século XVIII.
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Q3801303 História
Os movimentos sociais do século XXI, como o feminismo contemporâneo, os movimentos LGBTI+ e as articulações em torno das questões raciais e indígenas, diferenciam-se significativamente dos movimentos sociais do século XIX e início do XX, sobretudo pela centralidade das pautas identitárias e culturais em detrimento das reivindicações econômicas e de classe, o que os torna menos eficazes na transformação de estruturas sociais e políticas profundamente arraigadas. 
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Q3801300 História
Os regimes totalitários do século XX, representados pelo fascismo, nazismo e stalinismo, embora distintivos em suas ideologias e contextos de ascensão, compartilharam características essenciais como o culto à personalidade do líder, a supressão de liberdades individuais, o controle onipresente do Estado sobre a sociedade e o uso sistemático da propaganda e do terror para a manutenção do poder, exercendo um impacto devastador na história mundial.
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Q3801299 História
A Revolução Russa de 1917, em suas duas fases – a Revolução de Fevereiro e a Revolução de Outubro – deve ser compreendida apenas como um levante camponês espontâneo, destituído de qualquer base teórica ou organização política prévia, e sem influência de intelectuais ou partidos, o que contradiz a complexidade do processo revolucionário e a atuação de figuras como Lênin e do Partido Bolchevique. 
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Q3801297 História
No contexto da descolonização africana e asiática pós-Segunda Guerra Mundial, o nacionalismo, inicialmente um fator aglutinador contra o domínio estrangeiro, revelou-se, em diversos casos, uma força política multifacetada, capaz de gerar tanto a construção de novas nações como de fomentar conflitos internos e disputas étnicas, resultando em rearranjos geopolíticos complexos e nem sempre pacíficos.
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Q3801296 História
As reformas neoliberais implementadas em diversos países da América Latina, a partir dos anos 1990, representaram, prioritariamente, a superação de todos os modelos estatais intervencionistas e a imediata redução das desigualdades sociais, através da privatização de empresas públicas e da liberalização econômica, contribuindo de forma irrefutável para a estabilidade política e o desenvolvimento equitativo da região.
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Q3801292 História
O Iluminismo, embora propagador de ideais de liberdade, igualdade e razão, foi um movimento inteiramente desprovido de contradições internas, e suas ideias foram universalmente aplicadas, sem exceção, por todos os regimes políticos que se inspiraram em seus princípios, resultando na imediata superação de todas as formas de opressão social e política na Europa e suas colônias.
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Q3801291 História
A transição para a modernidade europeia é inseparável do processo de expansão marítima e da colonização das Américas, pois a integração de novos mercados e a acumulação de riquezas, obtidas através da exploração colonial, foram fatores determinantes para o surgimento do capitalismo comercial e para a consolidação dos Estados Nacionais europeus, configurando um processo multilateral de interdependência histórica.
Alternativas
Q3801286 História
A Guerra Fria, em sua dinâmica bipolar e ideológica, não se restringiu ao conflito entre Estados Unidos e União Soviética, mas se manifestou em diversas instâncias locais e regionais, como guerras proxy e apoios a regimes autoritários, desestabilizando regiões periféricas e redefinindo fronteiras políticas e geográficas, um legado que se estende por décadas após o colapso do bloco socialista. 
Alternativas
Q3801284 História
O processo de independência das colônias americanas, no final do século XVIII e início do XIX, foi impulsionado primordialmente pelas ideias iluministas e pela fragilidade das metrópoles coloniais, resultando em movimentos de caráter homogêneo e na formação de repúblicas liberais que rapidamente consolidaram a cidadania plena para todas as camadas sociais, sem maiores entraves internos ou conflitos de classe.
Alternativas
Q3801283 História
A Revolução Industrial, embora catalisadora de profundas transformações econômicas e sociais na Europa e, posteriormente, no mundo, não foi um processo uniforme. Sua análise, sob uma perspectiva historiográfica mais recente, revela a existência de múltiplos 'caminhos para a industrialização', que variaram significativamente entre as regiões, questionando a ideia de um modelo único de desenvolvimento industrial e as etapas rígidas propostas por algumas teorias clássicas.
Alternativas
Q3801282 História
Historicamente, a concepção de 'patrimônio cultural' tem se desvinculado de uma perspectiva estática e monumental, incorporando dimensões imateriais e a valorização de práticas e saberes populares. Contudo, no contexto da legislação brasileira, a prioridade ainda recai sobre o tombamento de bens materiais e artísticos, em detrimento da salvaguarda de expressões culturais de comunidades tradicionais, evidenciando uma lacuna entre o discurso dos estudos patrimoniais e a prática legal.
Alternativas
Q3801281 História
A ascensão do neoliberalismo, a partir da década de 1980, e a subsequente globalização econômica, embora tenham intensificado a interconexão global e a difusão de ideologias de mercado, não resultaram em uma homogeneização cultural ou na erradicação de conflitos identitários, mas sim na emergência de novas tensões e na revalorização de identidades locais e regionalismos como formas de resistência à hegemonia ocidental.
Alternativas
Q3801279 História
Embora a periodização histórica tradicional da História do Brasil, que divide o processo em Colônia, Império e República, seja amplamente aceita, sua crítica reside principalmente na sua essência eurocêntrica e na desconsideração de ritmos históricos e perspectivas de grupos sociais não hegemônicos, tornando-se, para a historiografia contemporânea, uma ferramenta obsoleta e sem valor analítico para a compreensão da complexidade da formação nacional.
Alternativas
Respostas
1041: B
1042: C
1043: C
1044: A
1045: B
1046: C
1047: E
1048: E
1049: C
1050: C
1051: C
1052: E
1053: E
1054: C
1055: C
1056: E
1057: C
1058: E
1059: C
1060: E