Questões de Concurso Sobre história geral em história

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Q3869316 História
No ensino de História mundial, a superação de abordagens tradicionais exige a ampliação das escalas de análise e a integração de diferentes experiências históricas, evitando visões restritas e hierarquizadas do passado. Considerando essa perspectiva, analise as asserções a seguir e, posteriormente, assinale a alternativa correta.

I. A história do Brasil precisa necessariamente ser e estar integrada à história mundial para que seja entendida em suas articulações com a história em escala mais ampla e em sua participação nela.
II. Essa integração pressupõe que a História mundial não pode estar limitada ao conhecimento sobre a história do mundo, que na realidade é a história da Europa. Não se trata de negar a importância e o legado da Europa para a nossa história; trata-se antes, de não omitir outras histórias de nossas heranças americanas e africanas. 
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Q3869314 História
No processo de construção da modernidade, os conceitos de cidadania, sociedade civil e poder político passaram por transformações significativas, especialmente a partir do século XVIII. Considerando esse contexto, analise as afirmativas a seguir e marque-as como verdadeiras (V) ou falsas (F). Em seguida, assinale a alternativa correta.

( ) Nas cidades alemãs do século XVIII, o direito de cidadania era exercido por toda a população urbana, incluindo cidadãos, metecos e escravos.
( ) Na concepção moderna, o conceito de sociedade civil implica necessariamente o exercício direto do poder político por todos os cidadãos.
( ) Na moderna acepção do conceito, a sociedade civil é entendida como uma rede de cidadãos que satisfazem livremente suas necessidades, se auto organizando. 
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Q3869310 História
No processo de construção da identidade social e cultural brasileira, a escola desempenhou papel central na difusão de valores e símbolos associados à ideia de nação. Considerando esse contexto histórico, analise os itens abaixo e assinale a alternativa correta.

I. O fortalecimento do espírito nacionalista foi um fenômeno exclusivo do Brasil, sem relação com processos semelhantes ocorridos em outros países.
II. As “tradições inventadas” deveriam ser compartilhadas por todos os brasileiros, das quais deveria emergir o sentimento patriótico.
III. A História tinha como missão ensinar as “tradições nacionais” e despertar o patriotismo.

Está CORRETO o que se afirma em: 
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Q3866429 História
Na Alta Idade Média, alguns centros urbanos destacaramse como polos de produção e foram referências no mundo islâmico medieval, atuando na preservação e difusão do conhecimento, reunindo estudiosos de diferentes origens e desenvolvendo importantes atividades de tradução e investigação científica. Entre esses centros, duas cidades desempenharam papel fundamental nesse processo, sendo elas
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Q3866428 História
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O que os europeus mais bem registraram foram suas observações dos aspectos exteriores das sociedades africanas, dos chamados “usos e costumes”; os documentos fornecem descrições ricas, precisas e requintadas de várias cerimônias, vestimentas, comportamentos, estratégias e táticas de guerra, técnicas de produção, etc., não obstante, às vezes, a descrição ser acompanhada por epítetos como “bárbaro”, “primitivo”, “absurdo”, “ridículo” e outros termos pejorativos, o que, por si só, não significa muito; trata-se somente de um julgamento em função dos hábitos culturais do observador. Muito mais grave é a total falta de compreensão da estrutura interna das sociedades africanas, da complicada rede de relações sociais, da ramificação das obrigações mútuas, das razões mais profundas para determinados comportamentos. Em suma, os autores eram incapazes de descobrir as motivações profundas das atividades africanas.
HRBEK, I. As fontes escritas a partir do século XV. In: História geral da África, I: Metodologia e pré-história da África. Editado por Joseph Ki-Zerbo. 2.ed. rev. Brasília: UNESCO, 2010, p. 123.

A narrativa expressa uma visão sobre a África marcada 
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Q3866427 História

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Disponível em: https://pablocarranza.tumblr.com/post/137709862387/tirinhas-para-material-did%C3%A1tico-educa%C3%A7%C3%A3o. Acesso em: 16 nov. 2025.



A tirinha usa o comportamento competitivo e inocente das crianças para criar um paralelo humorístico com a lógica da Guerra Fria, marcada pela  

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Q3866425 História
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A negligência no combate à pandemia, a negação das vacinas e a insistência na promoção de tratamentos comprovadamente ineficazes contra a covid-19 suscitaram um verdadeiro levante de pesquisadores e entidades científicas contra a praga da desinformação que se alastra com consequências cada vez mais nefastas pelas mídias digitais. Na ausência de uma campanha oficial de esclarecimento e incentivo à vacinação por parte das autoridades, diversas universidades, organizações e entidades médicocientíficos lançaram campanhas próprias sobre o tema nesta semana — num embate semelhante ao que já vem sendo travado desde 2019 na área ambiental, frente à negação sistemática de dados científicos sobre desmatamento e queimadas por parte do governo federal.
Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/a-ciencia-contra-onegacionismo/. Acesso em: 16 nov. 2025.

O negacionismo evidencia uma crise contemporânea de autoridade científica que, em muitos aspectos, remete aos dilemas inaugurados ainda na Revolução Científica do século XVII. Naquele período, muitos pensadores transformaram radicalmente o entendimento do mundo ao defenderem que o conhecimento legítimo deveria basear-se na observação, na experimentação e na verificação empírica, rompendo com tradições, dogmas e crenças infundadas. Dentre esses pensadores, destacaram-se:
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Q3866422 História

Analise a imagem a seguir.



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A fonte imagética está relacionada a um discurso que serviu para legitimar o neocolonialismo, sustentando a ideia de que os valores culturais imperialistas representavam o modelo mais avançado de humanidade. Essa narrativa é historicamente identificada como 

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Q3866419 História
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No tempo que governavam os três estados, começaram a levantarem-se uns tipos de gentes que se chamavam companheiros e que saqueavam a todos que levavam cofres. Digo que os nobres do reino da França e os prelados da santa Igreja começaram a se cansar da empresa e da ordem dos três estados. Deixaram atuar o preboste dos comerciantes e alguns burgueses de Paris, mas intervinham mais do que desejavam. Sucedeu um dia que o duque da Normandia estava em seu palácio com grande quantidade de cavaleiros e o preboste dos comerciantes reuniu também grande quantidade de comunas de Paris que eram de sua seita e de seu partido. Todos levavam gorros iguais para reconhecerem-se. Este preboste se dirigiu ao palácio rodeado por suas gentes e entrou na câmara do duque. Com grande acrimônia requereu que se ocupasse dos assuntos do reino e mantivesse conselho, de modo que o reino que devia herdar estaria bem protegido daqueles companheiros que o dominavam, saqueando e roubando por todo o país. O duque respondeu que se ocuparia com muito gosto, se obtivesse sentença de assim fazê-lo, mas que correspondia decidir o que determinava os ditames e juízos do reino. Não sei por que nem como sucedeu, mas as palavras foram crescendo tanto e tão alto que, na presença do duque da Normandia mataram os três maiores de seu conselho, tão próximo dele, que sua vestimenta ficou ensanguentada. O mesmo correu um grande perigo, mas lhe deram um dos gorros e concedeu perdoar a morte daqueles três cavaleiros, dois de armas e o terceiro de leis. Um deles se chamava meu senhor Robert de Clermont, um homem nobre e muito gentil; o outro, senhor de Conflans, marechal de Champagne e cavaleiro de leis, meu senhor Simon de Bucy. Foi uma grande pena que ali morressem, por falar e aconselhar bem a seu senhor.

FROISSART, Jean. Crônicas (c. 1337-1410). Disponível em: https://www.ricardocosta.com/extratos-de-documentos-medievais-sobre-ocampesinato-secs-v-xv#extrato-43. Acesso em: 14 nov. 2025.

Sobre as relações medievais presentes no trecho das Crônicas de Froissart, identifica-se uma sociedade
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Q3866415 História
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No cinema, as representações de Octaviano/Augusto tendem a recuperar e confirmar este tipo de episódios retratados na cultura e nas artes, a partir de visões literárias e pictóricas compostas em torno dos amores de Marco Antônio e de Cleópatra, remetendo invariavelmente a história de Augusto para segundo plano. [...]. É preciso não descurar este aspecto fundamental: o que chegou ao cinema e à televisão é o resultado de ficções e/ou mitos fundados e forjados inicialmente pela própria Cultura Clássica.

MENDES, Elsa Maria Carneiro. Narrativas audiovisuais sobre a Antiguidade Clássica: a representação do Imperador Augusto no cinema e na TV. ICONO14, Julio-diciembre, 2019, Volumen 17, Nº 2, p. 63.


Sobre a reprodução de imagens da Antiguidade na cultura histórica do tempo presente, o excerto evidencia que os mitos são
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Q3866414 História
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A queda da grande cidade mexica, principal mandatária da Tríplice Aliança, e o relativo domínio espanhol sobre a capital inca do Tahuantinsuyu também têm seus exclusivismos historiográficos replicados e cultivados na memória histórica ocidental, ou seja, na noção que a maioria dos habitantes dos atuais Estados-Nações da América e da Europa possui acerca do próprio passado. Obviamente, a ideia que os espanhóis venceram cabalmente os mexicas em 1521 e os incas em 1533 é mais relevante entre as populações dos Estados-Nações que se formaram a partir dos vice-reinos hispânicos na América, embora essa ideia também possua uma notória presença entre as populações dos demais países de nosso continente, como no Brasil e nos Estados Unidos. Essa memória histórica se nutriu, em alguma medida, dessas linhas historiográficas hegemônicas, assim como de relatos espanhóis do século XVI, como as famosas Historia verdadera de la conquista de la Nueva España, de Bernal Díaz del Castillo, e Verdadera Relación de la Conquista del Perú, de Francisco de Xerez. Expressões vigorosas e atuais dessa memória histórica ocidental sobre a conquista da América podem ser vistas em abundância nos currículos e aulas do ensino fundamental e médio, nos livros didáticos e em outros materiais destinados ao ensino de História, além de também caracterizarem pinturas artísticas, monumentos, museus, filmes, séries, novelas e documentários dedicados ao tema.

SANTOS, Eduardo Natalino dos. História dos vencidos, história da mestiçagem e história indígena. In: ACRUCHE, Hevelly Ferreira; SILVA, Bruno. As américas em perspectiva: das conquistas às independências. Juiz de Fora, MG: Editora UFJF/ClioEdel, 2023, p. 27.


O processo descrito no excerto se refere a uma transposição didática do conhecimento histórico associada à ideia de uma
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Q3866412 História
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O que faz sentido pensar historicamente, por que faz sentido pensar isso ou aquilo, para que apreender, entender, atribuir sentido a gentes e a grupos, a tempos e a episódios? A cada tempo sua intriga desafiadora. A cada quotidiano pertence uma nova bateria de questões ou a revisão de questões não raro múltiplas vezes tratadas. E a todas elaboram-se respostas ao sabor do tempo presente. Não me parece que as narrativas históricas sejam quaisquer, já que revestidas da confiabilidade metódica.
MARTINS, Estevão C. de Rezende. História: por quê? Para quê? In: AVELAR, Alexandre de Sá (org.). História para quê? Para quem? 1. ed. Teresina: Cancioneiro, 2024, p. 15.

A concepção de história presente na citação compreende o passado como
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Q3866411 História
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A história não emerge como um dado ou um acidente que tudo explica: ela é a correlação de forças, de enfrentamentos e da batalha para a produção de sentidos e significados, que são constantemente reinterpretados por diferentes grupos sociais e suas demandas – o que, consequentemente, suscita outras questões e discussões.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018, p. 397.

O trecho foi retirado da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em sua parte que aborda o ensino de História para a etapa do Ensino Fundamental. O parágrafo apresentado evidencia uma oposição à concepção de história 
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Q3865397 História
No contexto da formação histórica do território brasileiro, o Tratado de Tordesilhas, firmado em 1494, estabeleceu uma divisão territorial entre duas potências ibéricas. Quais países celebraram esse tratado? 
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Q3865047 História
Historicamente, a relação entre infância e trabalho revela aspectos centrais da organização social de diferentes épocas. Considerando esse contexto, assinale a alternativa correta.
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Q3861447 História
As políticas de ações afirmativas, no Brasil, são medidas temporárias e emergenciais que visam corrigir desigualdades históricas e garantir o acesso equitativo a direitos e oportunidades para grupos historicamente discriminados, como negros e indígenas.
Alternativas
Q3861446 História
O racismo e a escravidão, embora tenham sido fenômenos históricos, não possuem mais reverberações na sociedade contemporânea, e, portanto, as discussões sobre pós-abolição e políticas de reparação são anacrônicas e sem relevância para a compreensão do presente.
Alternativas
Q3861445 História
As lutas sociais e os movimentos por direitos humanos, tanto no Brasil quanto em outras partes do mundo, são expressões históricas do questionamento de estruturas de poder e da busca por maior justiça e equidade social.
Alternativas
Q3861444 História
A globalização é um processo irreversível de integração mundial nos campos econômico, social, cultural e político, unificando as experiências humanas e eliminando todas as formas de desigualdade e particularismos culturais.
Alternativas
Q3861443 História
O neoliberalismo, como doutrina econômica e política, defende a forte intervenção estatal na economia e a ampla regulamentação dos mercados, priorizando as empresas estatais em detrimento da iniciativa privada.
Alternativas
Respostas
1001: B
1002: E
1003: C
1004: B
1005: D
1006: A
1007: C
1008: A
1009: A
1010: D
1011: A
1012: A
1013: C
1014: B
1015: B
1016: C
1017: E
1018: C
1019: E
1020: E