Questões de Concurso Sobre história do brasil em história

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Q4011005 História

“Virá o branco europeu para especular, realizar um negócio; inverterá seus cabedais e recrutará a mão-de-obra de que precisa: indígenas ou negros importados. Com tais elementos, articulados numa organização puramente produtora, mercantil, constituir-se-á a colônia brasileira.”


(PRADO JÚNIOR, Caio. História Econômica do Brasil. São Paulo: 1945. p. 14.)



A sociedade colonial brasileira resultou de processos históricos que articularam economia, trabalho, poder político e inserção internacional ao longo da colonização portuguesa. Considerando as interpretações historiográficas sobre essa formação histórica, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4008765 História
Quanto à história de Goiás, analise as afirmações a seguir:

I. A Proclamação da República repercutiu no interior, mas o poder local continuou exercido por elites regionais.
II. A República eliminou completamente as desigualdades sociais e econômicas do estado em poucos anos.
III. As relações políticas locais frequentemente estavam ligadas ao controle da terra e dos votos.
IV. Em Goiás, práticas como coronelismo e clientelismo ocorreram em vários contextos republicanos.

Qual a sequência correta, considerando verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmações?
Alternativas
Q4008547 História
“Na sua faixa litorânea, o Nordeste representou o primeiro centro de colonização e de urbanização da nova terra (...). Até meados do século XVIII, a região nordestina, que era designada como o "Norte", concentrou as atividades econômicas e a vida social mais significativa da Colônia; nesse período, o Sul foi uma área periférica, menos urbanizada, sem vinculação direta com a economia exportadora.” 
FAUSTO, Boris. HISTÓRIA DO BRASIL. São Paulo: EDUSP, 1996. 
Sobre a formação econômica e territorial do Brasil colonial, assinale alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4008546 História
“Se a vila se modifi cou para se vestir como capital do império português, as permanências são evidentes. Suas casas e traçados coloniais, suas festas tomadas por costumes africanos, seus hábitos alimentares orientais... nada permite duvidar de um universo obrigatoriamente plural”
SCHWARCZ, Lilia Moritz. D. João carioca: a corte portuguesa chega ao Brasil (1808-1821). São Paulo: Companhia das Letras, 2008. 
Considerando o texto e a historiografia sobre a transferência da Corte portuguesa para o Brasil em 1808, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4008545 História
"Guardam-se no Arquivo Público do Estado do Pará (APEP) e no Arquivo Público do Maranhão (APEM) importantes manuscritos relativos aos indígenas do Piauí colonial, sobretudo do período de 1738 a 1774. (..). A referência a 1738 é importante por ter sido aquela data o momento  de uma célebre reunião da “Junta de Missões”, ocorrida em São Luís, no palácio do governador do Maranhão, para deliberar, pela primeira vez, a favor de uma “guerra defensiva” contra os povos nativos do Piauí, notadamente as nações indígenas “Gilboé”, “Guegué”, “Acoroá”, “Paracaty” e “Timbira”, todos disseminados pelo vasto sertão que abrange desde a margem esquerda do rio São Francisco até a direita do Parnaíba, com seus principais afluentes do lado direito: Uruçuí, Piauí, Itaueira, Gurgueia, Canindé, Poti e Longá.
Pelos dizeres do Termo da Junta, os fazendeiros e demais moradores das ribeiras do Itapecuru e do Parnaíba reivindicam conjuntamente do governador do Maranhão o direito de organizarem “bandeira para expulsarem o dito gentio pondo-se em seu seguimento até se lhe dar nas Aldeias” e solicitam, através da Junta de Missões, uma “ajuda de custo de pólvora, e chumbo, e armas”. Pedem também o apoio de “ordenanças [tropas de linha] daqueles distritos, para andarem na campanha todo o tempo que for preciso em seguimento dos ditos gentios”. Insistem, em uma só voz, para que o cabo da expedição seja o sargento-mor João do Rego Castelo Branco, já famoso no Piauí e Sul do Maranhão pelas mortandades que fazia entre os índios, quando convocado para chefiar as tais “bandeiras”, no sertão." 
CARVALHO, João Renôr Ferreira de. Resistência Indígena no Piauí Colonial: 1718-1774. Imperatriz: Ética editora. 2005.
Considerando o texto acima e o processo de interiorização da colonização portuguesa na América, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4008544 História
“Situada neste contexto, articulada nos componentes do Antigo Regime, a colonização moderna revela, portanto, como traços essenciais aqueles mecanismos através dos quais o processo colonizador promove a aceleração da acumulação capitalista; a acumulação na economia europeia configura os fins, os mecanismos de exploração colonial, os meios. O conjunto desses mecanismos — processos econômicos e normas da política econômica — constituem o sistema colonial que integra e articula a colonização com as economias centrais europeias; tal sistema de relações torna-se portanto a categoria fundamental de toda esta análise. Reformulando agora: a colonização do Novo Mundo dá-se nos quadros do Antigo Sistema Colonial, isto é, o sistema colonial do Antigo Regime. A colonização portuguesa no Brasil se desenrola dentro desse sistema de relações, que  lhe imprime a sua marca, determinando as linhas definidoras da estrutura sócio-econômica que aqui se instaura, dando sentido às expressões ‘Brasil-colônia’ e ‘período colonial’.”
NOVAIS, Fernando A. Considerações sobre o sentido da colonização. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, São Paulo, Brasil, n. 6, p. 55–65, 1969. DOI: 10.11606/issn.2316- 901X.v0i6p55-65. Disponível em: https://revistas.usp.br/rieb/ article/view/56523. Acesso em: 8 fev. 2026.
Com base no texto apresentado e na interpretação do Antigo Sistema Colonial, analise as proposições condicionais abaixo:
(  ) Se a colonização moderna integra-se ao sistema do Antigo Regime, então sua finalidade estrutural reside na acumulação metropolitana, e não na autonomia econômica da colônia.
(  ) Se o pacto colonial constitui mecanismo jurídico de integração econômica, então a economia colonial tende a organizar-se segundo monopólios e restrições comerciais impostas pela metrópole.
(  ) Se a sociedade colonial deriva de sua inserção no sistema colonial, então suas formas sociais podem ser compreendidas independentemente da dinâmica mercantil europeia.
(  ) Se a acumulação europeia configura os fins do sistema colonial, então os mecanismos produtivos coloniais funcionam como meios subordinados a essa finalidade.
(  ) Se a colonização portuguesa no Brasil se desenvolve dentro de um sistema de relações articulado às economias centrais, então suas instituições políticas e econômicas refl etem essa dependência estrutural.
Assinale a alternativa que corresponde a sequência CORRETA:
Alternativas
Q4008543 História
“A feição deles é serem pardos, maneira de avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem- feitos. Andam nus, sem nenhuma cobertura. Nem estimam de cobrir ou de mostrar suas vergonhas; e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. Ambos traziam os beiços de baixo furados e metidos neles seus ossos brancos e verdadeiros, de comprimento duma mão travessa, da grossura dum fuso de algodão, agudos na ponta como um furador. Mete-nos pela parte de dentro do beiço; e a parte que lhes fica entre o beiço e os dentes é feita como roque de xadrez, ali encaixado de tal sorte que não os molesta, nem os estorva no falar, no comer ou no beber”
Carta de Pêro Vaz de Caminha. 1 de maio de 1500. Disponível em: https://objdigital.bn.br/objdigital2/Acervo_Digital/livros_ eletronicos/bndigital0009/bndigital0009.pdf. Acesso em: 08 fev.2026. 
O trecho da carta de Pero Vaz de Caminha descreve aspectos físicos e culturais dos indígenas encontrados em 1500. A partir da interpretação do texto e do debate historiográfico sobre o processo de colonização portuguesa, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4008534 História
                                                     Imagem associada para resolução da questão
Alberto Silva durante inauguração do Estádio Albertão, Albertão 50 anos — Foto: Reprodução. Ribeiro, A. (2023, 26 de agosto). Estádio Albertão – 50 anos [Imagem]. ge.globo.com. https://ge.globo.com/pi/albertao-50-anos/noticia/2023/08/26/albertao-50-anos-veja-linha-do-tempo-desde-a-fundacao-da-maior-praca-esportiva-do-piaui.ghtml
O governo de Emílio Garrastazu Médici (1969-1974) utilizou o futebol como instrumento de propaganda política reforçando a imagem de um governo moderno e progressista. Em 1971, ao assumir o governo no Piauí, Alberto Silva deu início a uma política de intervenções urbanas e grandes obras públicas que resultou na construção do Estádio Albertão inaugurado em 1973. Sobre este assunto, Cláudia Cristina Fontineles (2009) nos  diz que: “O estádio Albertão tornou-se um desses espaços de evocação dos rastros do político que lhe emprestou o nome, seja como espaço físico, seja pela denominação recebida, que provoca o tempo presente, lembrando-o constantemente do homenageado e funcionando como arquivo dessa memória.”
FONTINELES, C. O Recinto do Elogio e da Crítica: maneiras de durar de Alberto Silva na memória e na história do Piauí. Teresina: EDUFPI, 2015. p.116. 
Após a análise do trecho e da fotografia, responda: 
Alternativas
Q4008533 História
Durante o Estado Novo (1937-1945), o caráter autoritário das medidas tomadas pelo governo culminou na criação do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda responsável por censurar jornais, controlar informações e fortalecer a imagem de Getúlio Vargas nos meios de comunicação. Nesse período, também tem início um projeto de modernização das capitais do Brasil visto como símbolo de progresso e civilização. Em sua obra "A cidade sob o fogo: modernização e violência policial em Teresina" (1937-1945), Alcides Nascimento retrata alguns processos políticos e disputas frente ao processo de modernização da cidade de Teresina. 
Sobre esse assunto, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4008528 História
"Imperador de 1840 a 1889, D. Pedro II teve sua vida contada a partir de episódios repletos de dramaticidade e destacada com base neles. Primeiro monarca nascido no Brasil, Pedro de Alcântara foi comparado ao Menino Jesus na tradição portuguesa, revisto como Imperador do Divino na ladainha brasileira, entendido como um novo D. Sebastião pelos últimos fiéis das previsões de Vieira. Filho de Bragança, Habsburgo e parente direto dos Bourbon, D. Pedro era reconhecido como um pequeno deus europeu, cercado por mestiços. Órfão de mãe com um ano, de pai aos dez, imperador aos catorze e exilado aos 64, no seu caminho é difícil notar onde se inicia a fala mítica da memória, quando acaba o discurso político e ideológico; onde começa a história, onde fica a metáfora.” 
SCHWARCZ, Lilia Moritz. As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. p. 21.
No trecho apresentado, Lilia Moritz Schwarcz discute a trajetória de Dom Pedro II a partir de uma narrativa marcada por imagens míticas, religiosas e simbólicas, que se entrelaçam com discursos políticos e ideológicos. Com base na interpretação do texto, é CORRETO afirmar que a autora: 
Alternativas
Q4008527 História
"Embora tenha sido amistosa a coluna por Oeiras, houve um fato muito constrangedor que conta que Siqueira Campos, um homem inquieto e guerreiro, quis entrar na igreja nossa Senhora da Vitória para tirar a custódia uma peça valiosíssima material e espiritualmente para todos da cidade. O padre tinha fugido e o sacristão receoso trancou a porta da frente e sumiu. Campos se dirigiu a uma mercearia e de posse de várias latas de gasolina, derramou na entrada do templo com o intuito de provocar um incêndio e assim derrubar mais facilmente a porta. Ao ser informado, Prestes que estava ao lado no Palácio Episcopal, chamou Siqueira Campos ao QG e os dois entraram numa violenta discussão testemunhada por Possidônio Queiroz, que estava em pé na esquina do Palácio. Luiz Carlos Prestes, católico e devoto de São José, evitou com isso uma grande perca para a comunidade. Hoje, a custódia de uma fina joia de ouro cravejada de brilhante, faz parte do acervo do museu de arte Sacra de Oeiras."
CASTRO, Chico. A Coluna Prestes no Piauí: a república do vintém. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2008. p.225
Com base nesse episódio sobre a Coluna Prestes, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4008524 História
TEXTOS PARA A QUESTÃO  Imagem associada para resolução da questão
Sinopse: Rio de Janeiro, início dos anos 1970. O país enfrenta o endurecimento da ditadura militar. Os Paiva — Rubens, Eunice e seus cinco filhos — vivem na frente da praia, numa casa de portas abertas para os amigos. Um dia, Rubens é levado por militares à paisana e desaparece. Eunice, cuja busca pela verdade sobre o destino de seu marido se estenderia por décadas, é obrigada a se reinventar e traçar um novo futuro para si e seus filhos. Baseado no livro biográfico de Marcelo Rubens Paiva.
Imagem associada para resolução da questão
Sinopse: Em 1977, Marcelo trabalha como professor especializado em tecnologia. Ele decide fugir de seu passado violento e misterioso se mudando de São Paulo para Recife com a intenção de recomeçar sua vida. Marcelo chega À capital pernambucana em plena semana de Carnaval e percebe que atraiu para si todo o caos do qual ele sempre quis fugir. Para piorar a situação, ele começa a ser espionado pelos vizinhos. Inesperadamente, a cidade que ele acreditou que o acolheria ficou longe de ser o seu refúgio.
A leitura do Brasil republicano, articulada às mensagens das produções fílmicas, compreendidas como construções narrativas, estéticas e políticas sobre um passado autoritário mobilizado a partir das disputas do presente, permite compreender o cinema como: 
Alternativas
Q4008522 História

Leia a letra da Cantiga Popular: 


O meu boi morreu, que será de mim Manda buscá outro, oh maninha, Lá no Piauí (x2)

Seu moço inteligente Faz favô de mi dizê Em riba daquele morro Quantos capim há de tê Se o raio não cortou Se o gado não comeu Em riba daquele morro Tem o capim que nasceu.

O meu boi morreu, que será de mim Manda buscá outro, oh maninha, Lá no Piauí (x2)

Me arresponda sem tretê Mas me arresponda já O que é que a gente vê E que não pode pegá? Aquilo que a gente vê E que não pode pegá É a lua e as estrela Que no céu tão a briá.

O meu boi morreu, que será de mim Manda buscá outro, oh maninha, Lá no Piauí (x2)

Vou lhe fazê uma pregunta Pra suncê me arrespondê Vinte e cinco par de gato Quantas unha deve tê? Intrei no raio de sol Saí no raio de lua Vinte e cinco par de gato Com certeza tem mil unha.

O meu boi morreu, que será de mim Manda buscá outro, oh maninha, Lá no Piauí (x2)

Em riba daquela serra Tem um sino sem badalo E uma arroba de capim Pra você comê, ó cavalo

Em riba daquela serra Tem um sino ferrugento Se eu hei de comê capim Coma você, ó seu jumento.

O meu boi morreu, que será de mim, Manda buscá outro, oh maninha, Lá no Piaui. 
Autoria: Autor desconheido Domínio Público / Cultura Popular 
Na cultura sertaneja nordestina, especialmente nas regiões marcadas historicamente pela pecuária extensiva, o boi assume centralidade não apenas econômica, mas também simbólica. O verso popular “O meu boi morreu, o que será de mim? Manda buscar outro, oh maninha, lá no Piauí”, quando interpretado à luz da formação histórica e cultural do Piauí, expressa principalmente:

Alternativas
Q4008521 História
Engenheiro, intelectual negro, abolicionista e integrante de redes políticas e intelectuais do Segundo Reinado, André Rebouças atuou de modo central nos debates sobre escravidão, cidadania e projeto nacional no Brasil do século XIX. Próximo da Corte imperial e de Dom Pedro II, participou de iniciativas de modernização do Estado e defendeu a abolição da escravidão associada a reformas estruturais, como o acesso à terra e a ampliação de direitos civis. Após a Proclamação da República, Rebouças optou pelo exílio, expressando, em diários e correspondências, forte crítica ao novo regime, que considerava incapaz de enfrentar as desigualdades herdadas do período escravista. Essa trajetória revela tensões entre sua defesa  da justiça social, sua crítica à escravidão e sua permanência, até o fi m do Império, no interior da Monarquia constitucional.
REBOUÇAS, André. Cartas da África – Registro de correspondência, 1891–1893. Org. Hebe Mattos. São Paulo: Chão Editora, 2022. ; GHESTI, Letícia Geraldi. Os Ilustres Irmãos Rebouças. Curitiba: Solar do Rosário, 2022. 
À luz da trajetória intelectual e política de André Rebouças e da historiografia sobre o abolicionismo e a crise do Império, sua posição diante da Monarquia e da República pode ser interpretada, de forma historicamente consistente, como: 
Alternativas
Q4008520 História
Ao longo dos séculos XVII e XVIII, a expansão da colonização portuguesa sobre o território que hoje corresponde ao Piauí esteve profundamente vinculada às guerras indígenas, à política de aldeamentos e à aplicação de dispositivos legais, como o Regimento das Missões (1686) e o Diretório dos Índios (1757). Longe de se configurarem apenas como espaços de submissão passiva, os aldeamentos e os pactos firmados entre povos indígenas — como Gueguê, Akroá e outros grupos Jê — e a Coroa portuguesa... 
MORI, Robert. Mundos em transformação: guerras e alianças entre os Jê e os luso-brasileiros nos sertões da América portuguesa – século XVIII. 2020. 247 f. Tese (Doutorado em História) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2020.
Considerando essa dinâmica histórica, assinale a alternativa que melhor expressa a interpretação historiográfica contemporânea sobre a presença indígena no Piauí colonial: 
Alternativas
Q4008519 História
O sítio histórico de Frecheiras, localizado no atual município de Cocal, no norte do Piauí, consta nos inventários de bens culturais da Secretaria da Cultura do Estado do Piauí (SECULT-PI), em função da presença de uma igreja colonial e de vestígios de um antigo núcleo de povoamento e de atividade econômica. 

                                                  Imagem associada para resolução da questão
Foto: Rede Pense Piauí. “Expedição visita patrimônio colonial e natural do Piauí”. Portal Cidade Verde. Disponível em: https://cidadeverde.com/noticias/300490/expedicao-visita-patrimonio-colonial-e-natural-do-piaui. Acesso em: 01 fev. 2026.
Dentre os diversos debates que marcam a construção historiográfica do Piauí, destacam-se as teses relativas ao processo de ocupação e colonização do território no período colonial.  Tradicionalmente, a interpretação consolidada defende que a colonização teria se iniciado a partir do sul do atual estado, por meio da expansão dos currais de gado, tendo Oeiras como núcleo organizador e símbolo da centralização administrativa.
Em contraposição, outra vertente historiográfica sustenta a chamada “tese do Norte”, que enfatiza a ocupação por meio das zonas litorâneas e dos espaços ligados às atividades costeiras, atribuindo aos grupos parnaibanos papel fundamental nesse processo. Essa perspectiva desloca o foco da colonização para áreas tradicionalmente consideradas periféricas pela narrativa oficial.
Dessa forma, o uso do sítio histórico de Frecheiras, no debate historiográfico sobre a colonização do Piauí: 
Alternativas
Q4008518 História
“No fi nal da Idade Média, nas ilhas mediterrâneas, região em que se encontrava o regime de tipo escravista mais importante da Europa, escravos já trabalhavam com a produção de açúcar. Note-se, contudo, que, se diversos povos contavam com o trabalho escravo, este não era muito empregado na agricultura; cativos executavam sobretudo tarefas artesanais. A mão de obra essencial para o setor agrícola continuava a ser camponesa; isso até os portugueses chegarem à Costa da Guine no século XV.”
SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING, Heloísa M. Brasil: uma biografi a. 2 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. p.80.
A escravidão era uma prática conhecida em diferentes sociedades muito antes da expansão europeia. Considerando as transformações ocorridas a partir da intervenção europeia no século XV, assinale a alternativa que melhor caracteriza as mudanças no sistema escravista.
Alternativas
Q4008517 História
“Os brancos entravam, olhavam ao redor e apontavam os pretos pelos quais se interessavam. Então, um dos empregados se aproximava dos pretos e batia em seus ombros com uma vara ou gritava de longe para que eles se aproximassem, caso já entendessem o português. Não importando se era homem, mulher ou criança, o comprador apalpava-lhes todo o corpo e os fazia erguer os braços e mostrar as plantas dos pés, como a minha avó tinha feito em Uidá. O empregado do armazém batia com um chicote em suas pernas e eles tinham que pular, para ver se reagiam rápido, e depois tinham que abrir a boca e mostrar os dentes, para então gritar o mais alto que podiam.” 
GONÇALVES, Ana Maria. Um defeito de cor. 26 ed. Rio de Janeiro: Record, 2022, p.70-71.
A respeito do tráfico transatlântico de africanos, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4008516 História
“Assim como estiveram à frente de fazendas e outras atividades agrícolas, as mulheres também dirigiam engenhos. Quando fez sua Descrição do Distrito dos Campos Goiatacaz, em 1785, Couto Reis recenseou 124 engenhos, dos quais dez pertenciam a mulheres. Para além destas senhoras de engenho, o cartógrafo identificou inúmeras lavradoras, como Dorothea Barreta, Raimunda Rodriguez, Rosa Maria, Úrsula Campelo e Maria Almeida, envolvidas no cultivo de cana”.
PRIORE, Mary del. Histórias da gente brasileira: volume I: colônia. Rio de Janeiro: LeYa, 2016. p.83.
Considerando o trabalho sistemático em torno da exploração do açúcar, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4008515 História
“O curral era o cenário para toda essa atividade: 'Em cada fazenda', explicava o ouvidor Durão, no século XVIII, 'deve haver pelo menos três currais que tomam diversos nomes conforme o serviço que prestam. Chama curral de vaquejada àquele em que se recebe o gado que tem de se vendido, onde se tira o leite e onde se faz o rol de porteiras; curral de apartar e em que se recebe todo o gado indistintamente para ao depois ser distribuído pelas diferentes acomodações; curral de benefi cio, onde se recolhem os garrotes para serem ferrados e para se fazer as partilhas dos vaqueiros.' Tais fazendas se formavam com facilidade. Uma casa rústica coberta de folhas de carnaúba abrigava homens, mulheres e crianças. Num curral tosco se introduziam, em geral, oito vacas e um touro. As reses passavam por um período de adaptação aos pastos. Era a 'formação dos cascos'. Nessa fase eram necessários de dez a doze homens para o manejo: vaqueiros gabaritados e outros, os cabras, menos hábeis.”
PRIORE, Mary del. Histórias da gente brasileira: volume I: colônia. Rio de Janeiro: LeYa, 2016. p.143-144
Considerando esse processo histórico, a expansão territorial da pecuária na Colônia Portuguesa caracterizou-se principalmente por:
Alternativas
Respostas
181: C
182: B
183: B
184: C
185: B
186: A
187: A
188: C
189: E
190: B
191: C
192: C
193: B
194: D
195: C
196: C
197: D
198: B
199: C
200: B