"Guardam-se no Arquivo Público do Estado do Pará (APEP) e n...
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Q4008545
História
"Guardam-se no Arquivo Público do Estado
do Pará (APEP) e no Arquivo Público do Maranhão
(APEM) importantes manuscritos relativos
aos indígenas do Piauí colonial, sobretudo do
período de 1738 a 1774. (..). A referência a 1738
é importante por ter sido aquela data o momento de uma célebre reunião da “Junta de Missões”,
ocorrida em São Luís, no palácio do governador
do Maranhão, para deliberar, pela primeira vez,
a favor de uma “guerra defensiva” contra os
povos nativos do Piauí, notadamente as nações
indígenas “Gilboé”, “Guegué”, “Acoroá”, “Paracaty”
e “Timbira”, todos disseminados pelo vasto sertão
que abrange desde a margem esquerda do rio
São Francisco até a direita do Parnaíba, com seus
principais afluentes do lado direito: Uruçuí, Piauí,
Itaueira, Gurgueia, Canindé, Poti e Longá.
Pelos dizeres do Termo da Junta, os fazendeiros e demais moradores das ribeiras do Itapecuru e do Parnaíba reivindicam conjuntamente do governador do Maranhão o direito de organizarem “bandeira para expulsarem o dito gentio pondo-se em seu seguimento até se lhe dar nas Aldeias” e solicitam, através da Junta de Missões, uma “ajuda de custo de pólvora, e chumbo, e armas”. Pedem também o apoio de “ordenanças [tropas de linha] daqueles distritos, para andarem na campanha todo o tempo que for preciso em seguimento dos ditos gentios”. Insistem, em uma só voz, para que o cabo da expedição seja o sargento-mor João do Rego Castelo Branco, já famoso no Piauí e Sul do Maranhão pelas mortandades que fazia entre os índios, quando convocado para chefiar as tais “bandeiras”, no sertão."
CARVALHO, João Renôr Ferreira de. Resistência Indígena no Piauí Colonial: 1718-1774. Imperatriz: Ética editora. 2005.
Considerando o texto acima e o processo de interiorização da colonização portuguesa na América, assinale a alternativa CORRETA:
Pelos dizeres do Termo da Junta, os fazendeiros e demais moradores das ribeiras do Itapecuru e do Parnaíba reivindicam conjuntamente do governador do Maranhão o direito de organizarem “bandeira para expulsarem o dito gentio pondo-se em seu seguimento até se lhe dar nas Aldeias” e solicitam, através da Junta de Missões, uma “ajuda de custo de pólvora, e chumbo, e armas”. Pedem também o apoio de “ordenanças [tropas de linha] daqueles distritos, para andarem na campanha todo o tempo que for preciso em seguimento dos ditos gentios”. Insistem, em uma só voz, para que o cabo da expedição seja o sargento-mor João do Rego Castelo Branco, já famoso no Piauí e Sul do Maranhão pelas mortandades que fazia entre os índios, quando convocado para chefiar as tais “bandeiras”, no sertão."
CARVALHO, João Renôr Ferreira de. Resistência Indígena no Piauí Colonial: 1718-1774. Imperatriz: Ética editora. 2005.
Considerando o texto acima e o processo de interiorização da colonização portuguesa na América, assinale a alternativa CORRETA: