“Os brancos entravam, olhavam ao redor e
apontavam os pretos pelos quais se interessavam.
Então, um dos empregados se aproximava dos
pretos e batia em seus ombros com uma vara ou
gritava de longe para que eles se aproximassem,
caso já entendessem o português. Não importando
se era homem, mulher ou criança, o comprador
apalpava-lhes todo o corpo e os fazia erguer os
braços e mostrar as plantas dos pés, como a
minha avó tinha feito em Uidá. O empregado do
armazém batia com um chicote em suas pernas e
eles tinham que pular, para ver se reagiam rápido,
e depois tinham que abrir a boca e mostrar os
dentes, para então gritar o mais alto que podiam.” GONÇALVES, Ana Maria. Um defeito de cor. 26 ed. Rio de
Janeiro: Record, 2022, p.70-71. A respeito do tráfico transatlântico de africanos,
assinale a alternativa CORRETA: