Questões de Concurso
Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história
Foram encontradas 1.352 questões
DODEBEI, Vera; ABREU, Regina (orgs.) E o patrimônio? Rio de Janeiro: Programa de pós graduação em memoria social da Universidade Federal do Rio de Janeiro. 2008, p. 11.
Com relação às mudanças no conceito de patrimônio ao longo do tempo, analise as afirmativas a seguir.
I. Para a proteção de bens patrimoniais, são necessárias a manutenção e a preservação da materialidade dos objetos, pois a materialidade é o suporte pelo qual incide a salvaguarda do patrimônio.
II. O conceito de patrimônio sofreu transformações produzidas pelas novas dimensões de tempo e espaço do mundo organizado por redes interligadas de computadores
III. Para muitas sociedades, o conceito de patrimônio pode ser entendido como uma herança de saberes e não como uma coleção de bens e objetos preservados.
Estão corretas as afirmativas
Assinale a alternativa que justifica, segundo esse autor, a proposição anterior.
És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo, tempo, tempo, tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo, tempo, tempo, tempo
Compositor de destinos
Tambor de todos os ritmos
Tempo, tempo, tempo, tempo
Entro num acordo contigo
Tempo, tempo, tempo, tempo
Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo, tempo, tempo, tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo, tempo, tempo, tempo
https://www.letras.mus.br/caetano-veloso/44760/
Marque a alternativa que retrate o Tempo Histórico.
Analise as assertivas abaixo que tratam sobre aspectos culturais do Brasil.
I - A cultura genuinamente brasileira é formada principalmente pelos elementos dos povos indígenas, que habitavam o território antes da chegada dos portugueses.
II - A Companhia de Jesus chegou ao Brasil com o objetivo de catequizar os indígenas, enquanto a colonização trouxe também a cultura africana por meio da escravidão.
III - A música sertaneja é um exemplo de cultura urbana brasileira, refletindo os costumes das cidades e não da vida no campo.
Maquiavel é um homem todo da sua época; e a sua ciência política representa a filosofia do tempo, que tende para a organização das monarquias nacionais absolutas, a forma política que permite e facilita um ulterior desenvolvimento das forças produtivas burguesas. Em Maquiavel pode descobrir-se in nuce (de forma concisa) a separação dos poderes e o parlamentarismo (o regime representativo): a sua “ferocia” dirige-se contra os resíduos do mundo feudal, e não contra as classes progressistas. O Príncipe deve pôr termo à anarquia feudal (...).
(GRAMSCI, António S. F. Obras Escolhidas. Editorial Estampa. Lisboa, 1974. Pp. 273-274.)
António Gramsci aprofundou seus estudos sobre “A Política como Ciência Autônoma”, retornando à Maquiavel, quando esse delineou os princípios fundamentais para a constituição dos Estados Modernos, e chamou a atenção para uma série de considerações que devem ser feitas acerca do momento em que Maquiavel elaborava seus estudos, que se apresentava “estreitamente ligado às condições e às exigências de seu tempo”, tais como:
Marc Bloch, acerca do ofício do historiador, discute a noção de história como problema, além de defender a interdisciplinaridade. A partir das ideias desse autor, leia as afirmativas a seguir.
( ) O autor critica a história narrativa, de influência positivista, e defende o diálogo com outras áreas do conhecimento.
( ) Presente e passado relacionam-se na medida em que os temas do presente condicionam e delimitam o retorno possível ao passado.
( ) A História é uma ciência voltada para o passado, condicionada pela documentação escrita e oficial.
( ) O autor defende a hegemonia da história política, bem como a temporalidade de curta duração para o exercício da profissão.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, considerando as afirmativas de cima para baixo.
Segundo Proença (1999), o ensino de História pode contribuir para o desenvolvimento pessoal e social do indivíduo, não apenas pelo conteúdo formativo do saber histórico, mas também pela metodologia adotada. Práticas educativas apoiadas em metodologias implicativas que apelem à participação ativa do aluno como sujeito que aprende, tais como o ensino pela descoberta a partir da análise e crítica de fontes, o trabalho de projeto centrado em problemas, o estudo independente e outras práticas autorreguladoras de aprendizagem contribuem para o desenvolvimento do raciocínio crítico e da autonomia pessoal do aluno, que são componentes essenciais da educação cívica.
Apud: José Clécio Silva de Souza, in https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/20/37/
Assinale a alternativa correta de acordo com o autor.
No final da década de 2010, novos estudos feitos a partir de DNA fóssil confirmaram uma hipótese a respeito da origem dos primeiros habitantes da América.
Assinale a alternativa que indica corretamente essa teoria.
Texto 01
A produção cultural é o grande legado da humanidade, desde os tempos mais remotos da Pré-História, quando se desenhava e pintava-se nas paredes das cavernas, ou mesmo quando se dançava em volta de uma árvore, ou quando usava-se a sombra, a partir do fogo, para dramatizar, por meio da mímese, ou ainda quando se descobria a produção sonora, para além da natureza, no atrito ou no sopro em ossos que sobrava dos animais, quando lhes serviam de alimento. A produção cultural é o diferencial entre o ser humano e todos os outros animais, pois os humanos, além de terem a capacidade cognitiva, articulam outras capacidades no processo de criação, como a capacidade de simbolizar.
Texto 01
A produção cultural é o grande legado da humanidade, desde os tempos mais remotos da Pré-História, quando se desenhava e pintava-se nas paredes das cavernas, ou mesmo quando se dançava em volta de uma árvore, ou quando usava-se a sombra, a partir do fogo, para dramatizar, por meio da mímese, ou ainda quando se descobria a produção sonora, para além da natureza, no atrito ou no sopro em ossos que sobrava dos animais, quando lhes serviam de alimento. A produção cultural é o diferencial entre o ser humano e todos os outros animais, pois os humanos, além de terem a capacidade cognitiva, articulam outras capacidades no processo de criação, como a capacidade de simbolizar.
Observe as duas imagens a seguir:

Fonte: Mercado de Escravos no Rio de Janeiro. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2023. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra9872/mercado-de-escravos-no-rio-dejaneiro.

Fonte: https://www.gov.br/palmares/pt-br/assuntos/noticias/cais-do-valongoganha-titulo-de-patrimonio-mundial-da-unesco
A imagem I retrata o Mercado de escravos na cidade do Rio de Janeiro no século XIX. Na cena pintada por Augustus Earle em 1824, estão representados homens em vestimentas próprias das classes abastadas e homens afrodescendentes despidos ou semidespidos em condição de cativo sendo comercializados. A imagem II é uma fotografia atual da mesma região da imagem I, que é o Sitio Arqueológico do Cais do Valongo, onde contém vestígios materiais da presença de afrodescentes escravizados na cidade carioca.
A análise das duas imagens em perspectiva comparada foi proposta por um docente como atividade didática sobre a escravidão, tendo o uso histórico dos espaços urbanos como objeto de estudo.
A respeito dessa atividade, avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) Promove estudos e reflexões sobre a presença na atualidade de elementos materiais e mentais de outros tempos e incentivar reflexões sobre as relações entre presente e passado, entre espaços locais, regionais, nacionais e mundiais;
( ) Promove estudos e reflexões sobre a diversidade de modos de vida e de costumes que convivem na mesma localidade;
( ) Propõe estudos das relações e reflexões que destaquem diferenças, semelhanças, transformações, permanências, continuidades e descontinuidades históricas. Assinale a afirmativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Assinale a afirmativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Atenção: o texto a seguir refere-se à próxima questão.
Sem o querer explicitamente, as ciências sociais impõem-se umas às outras, cada uma tende a abranger completamente o social, em sua "totalidade"; cada uma penetra nas suas vizinhas, acreditando, permanecer em seu próprio campo.
Falarei, longamente, da história, do tempo da história. Menos para os leitores desta revista, especialistas em nossos estudos, do que para nossos vizinhos das ciências do homem: economistas, etnógrafos, etnólogos (ou antropólogos), sociólogos, psicólogos, linguistas, demógrafos, Geógrafos, até mesmo matemáticos sociais ou estatísticos, — todos os vizinhos que, há muitos anos, temos seguido em suas experiências e pesquisas, porque nos parecia (e nos parece ainda) que, colocada em sua dependência ou em seu contacto, a história adquire uma nova luz. Talvez, de nossa parte, tenhamos qualquer coisa a lhes dar. Das experiências e tentativas recentes da história, desprende-se uma noção cada vez mais precisa da multiplicidade do tempo e do valor excepcional do tempo longo. Esta última noção, mais do que a própria história — a história de múltiplas faces — deveria interessar às ciências sociais, nossas vizinhas.
Adaptado de: BRAUDEL, Fernand. História e Ciências Sociais. A longa duração, Annales, n.4, 1958. Tradução de Ana Maria de Almeida Camargo na Revista de História, n.62, 1965.