Questões de Concurso
Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história
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Os historiadores da dita “Escola Metódica ou Positivista” afirmavam-se capazes de tecer considerações sobre determinado objeto ou fato histórico de maneira meramente objetiva, ou seja, dentro dessa perspectiva, o objeto falava por si mesmo. Para eles é necessária uma atitude isenta, sem manter relações de interdependência, obtendo um conhecimento histórico objetivo, um reflexo fiel dos fatos do passado, puro de toda distorção subjetiva. O historiador para eles narra fatos realmente acontecidos e tal como eles se passaram.
(REIS, 2004, p.18.)
Dentro dessa perspectiva, considerava-se a história como:
[...] O campo da memória se apresenta como uma área interdisciplinar que perpassa o campo de outras ciências sociais como Antropologia, Sociologia e a própria história. Entretanto, com relação à produção do conhecimento histórico, é preciso ter em mente que este não está isento de interesses pessoais e ainda sofre influências das crenças e juízos de valor que são criados/construídos a partir do lugar social do seu autor/produtor.
(Oliveira 2002:21.)
Dessa forma, é necessário que o historiador tenha a percepção de que na relação entre história e memória:
BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2004.
A perspectiva historiográfica, apresentada pela historiadora Circe Bittencourt no fragmento acima, estruturou-se, fundamentalmente, por
LIDDINGTON, Jill. O que é História Pública? Os públicos e seus passados. In: ALMEIDA, Juniele Rabêlo de; DE OLIVEIRA ROVAI, Marta Gouveia. Introdução à História Pública. São Paulo: Letra e Voz, 2011.
Sobre a questão da História Pública, ela pode ser entendida como sendo
Para o Ensino de História enquanto componente curricular seja no ensino fundamental, médio, ou até mesmo superior, durante os séculos XIX, XX e XXI, os historiadores contemporâneos fizeram e ainda fazem referência a três principais correntes historiográficas: O Positivismo, o Marxismo, Nova História, História Social Inglesa e História cultural. Tudo isso, para o ensino da disciplina não apenas do Brasil, mas também na História Geral. Nesse sentido, em se tratando da Teoria da História, é possível fazer algumas correlações entre os autores e suas respectivas obras. Assim sendo, relacione a segunda coluna de acordo com a primeira:
(1) Marc Bloch
(2) Caio Prado Júnior
(3) Sérgio Buarque de Holanda
(4) Jacques Legoff
(5) Edward P Thompson
(6) Karl Marx
(7) Gilberto Freire
(8) Lucian Febvre
(9) Peter Burke
(10) Florestan Fernandes
( ) As peculiaridades dos ingleses e outros artigos
( ) Casa Grande & Senzala
( ) História e memória
( ) Os Reis Taumaturgos: Estudo sobre o caráter sobrenatural atribuído ao poder régio particularmente na França e na Inglaterra
( ) O capital
( ) Raízes do Brasil
( ) A Escrita da História
( ) O ofício do historiador
( ) Formação do Brasil contemporâneo
( ) Nós e o Marxismo
Considerando a emergência de novos temas na escrita da História, como as sensibilidades, corporeidades e subjetividades, analise as proposições a seguir:
I- Sensibilidades se exprimem em atos, em ritos, em palavras e imagens, em objetos da vida material, em materialidades do espaço construído.
II- Sensibilidades remetem ao mundo do imaginário, da cultura e seu conjunto de significações construído sobre o mundo.
III- Sensibilidades falam do real e do não real, do sabido e do desconhecido, do intuído ou pressentido ou do inventado.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Bacellar, Carlos. Uso e mau uso dos arquivos. In: Pinsky, Carla Bassanezi. (Org.). Fontes históricas. São Paulo: Contexto, 2005, p. 23-79.
Tendo por base a classificação proposta por Bacellar (2005), associe corretamente os arquivos aos respectivos tipos de documentos, constituintes dos acervos em questão.
ARQUIVOS
1– Do Poder Executivo
2 – Do Poder Legislativo
3 – Do Poder Judiciário
4 – Cartoriais
5 – Eclesiásticos
6 – Privados
TIPOS DE DOCUMENTOS
( ) Inventários e testamentos; processos cíveis; processos crimes.
( ) Listas nominativas; correspondência: ofícios e requerimentos; matrículas de classificação de escravos; listas de qualificação de votantes; documentos sobre imigração e núcleos coloniais; matrículas e frequências de alunos; documentos de política; documentos sobre terras.
( ) Registros paroquiais; processos; correspondência.
( ) Atas; registros.
( ) Documentos particulares de indivíduos, famílias, grupos de interesse ou empresas.
( ) Notas; registro civil.
A sequência correta para essa associação é:
Fernandes, Luiz Estevam & Morais, Marcus Vinícius de. Renovação da História da América. In: Karnal, Leandro (Org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. 5. ed. São Paulo: Contexto, 2008, p. 156.
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre as diferentes abordagens explicativas do referido processo histórico em livros didáticos.
( ) A tradição crítica, alinhada às demais abordagens, consegue se desvencilhar do etnocentrismo europeu, ainda que não dê voz aos povos originários.
( ) A tradição lascasiana, ao mesmo tempo em que condena o assassinato indiscriminado de indígenas, não questiona o projeto colonizador e a dominação em si.
( ) A tradição economicista ressalta o sofrimento dos nativos, mas destaca como a destruição imposta pelo invasor parece ter sido, ao final, bem sucedida do ponto de vista econômico.
( ) A tradição cientificista estabelece uma dicotomia entre conquistadores e conquistados, enfatizando a superioridade técnica e a dominação inevitável dos primeiros sobre os segundos.
De acordo com as afirmações a sequência correta é:
(RÜSEN, 2006, p. 14-16.)
A natureza peculiar do conhecimento histórico exige que o ensino da disciplina tenha por princípios a valorização do conhecimento prévio dos alunos e uma abordagem que objetive a construção da consciência histórica. Para que isso aconteça:
A respeito dessa corrente, avalia as afirmativas a seguir.
I. A Nova História emergiu como uma resposta ao paradigma rankeano e às transformações ocorridas no mundo, como o movimento de descolonização, o feminismo e o ecologismo.
II. A Nova História fragmentou e expandiu os campos historiográficos, gerando problemas de definição, fontes e métodos de pesquisa.
III. A Nova História se interessa por atitudes humanas que anteriormente não receberam a devida atenção nos estudos históricos, compreendendo-as como construções culturais que se transformam no espaço e tempo.
Está correto o que se afirma em
Essa descrição se refere ao conceito de
Fonte: BLOCH, Marc. Apologia da História ou ofício de historiador, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001, p. 142.
Com base na leitura do trecho e a respeito do uso de documentos históricos pelos historiadores, avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Segundo o autor, o historiador deve adotar uma postura de imparcialidade, concentrando-se no conteúdo das fontes e restringindo seu desejo interpretativo.
( ) Desde a perspectiva de Bloch, o historiador se beneficia de sua proximidade com o passado devido à continuidade e imutabilidade dos vocabulários durante o tempo.
( ) Para o autor, o historiador deve questionar os documentos, incluindo os vocabulários utilizados, não os aceitando como verdade absoluta.
As afirmativas são, respectivamente,
I. Processo educativo que pode ser formal ou não formal, construído de forma coletiva e dialógica com a intenção de preservar o patrimônio cultural.
II. Processo educativo que conta com a participação efetiva da comunidade no processo de preservação do patrimônio cultural.
III. Processo educativo que utiliza instrumentos específicos para o cumprimento de seus objetivos, como o Inventário Participativo, e outros que se apresentem adequados ao objeto.
Está correto o que se afirma em
Fonte: Bloch, Agata. Livres e Escravizados. As vozes dos subalternos na História do Império Colonial Português na perspectiva de redes, Varsóvia: Museu da História do Movimento Popular Polonês, 2022, p. 13.
A respeito da perspectiva de rede, assinale a afirmativa que apresenta corretamente como eles representam uma renovação teórico-metodológica para a História.