Questões de Concurso Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história

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Q3070323 História

Atenção: o texto a seguir refere-se à próxima questão.


Sem o querer explicitamente, as ciências sociais impõem-se umas às outras, cada uma tende a abranger completamente o social, em sua "totalidade"; cada uma penetra nas suas vizinhas, acreditando, permanecer em seu próprio campo.


Falarei, longamente, da história, do tempo da história. Menos para os leitores desta revista, especialistas em nossos estudos, do que para nossos vizinhos das ciências do homem: economistas, etnógrafos, etnólogos (ou antropólogos), sociólogos, psicólogos, linguistas, demógrafos, Geógrafos, até mesmo matemáticos sociais ou estatísticos, — todos os vizinhos que, há muitos anos, temos seguido em suas experiências e pesquisas, porque nos parecia (e nos parece ainda) que, colocada em sua dependência ou em seu contacto, a história adquire uma nova luz. Talvez, de nossa parte, tenhamos qualquer coisa a lhes dar. Das experiências e tentativas recentes da história, desprende-se uma noção cada vez mais precisa da multiplicidade do tempo e do valor excepcional do tempo longo. Esta última noção, mais do que a própria história — a história de múltiplas faces — deveria interessar às ciências sociais, nossas vizinhas.


Adaptado de: BRAUDEL, Fernand. História e Ciências Sociais. A longa duração, Annales, n.4, 1958. Tradução de Ana Maria de Almeida Camargo na Revista de História, n.62, 1965.

A respeito da relação entre História e outras ciências, Fernand Braudel considera que esta pode fornecer
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Q3069584 História
Desde a formação do Estado brasileiro, no início do século XIX, a história tem sido um conteúdo constante nos currículos escolares. Contudo, seus objetivos, propostas e metodologias de ensino nem sempre foram os mesmos. Isto porque, como campo de pesquisa e produção de saber, a história não possui uma abordagem unificada. Logo, no campo de ensino, as abordagens teóricas e metodológicas também variam. Podemos, então, situar a inclusão da história no currículo escolar no ano de 1827, pelo “Decreto das Escolas de Primeiras Letras”, a primeira lei sobre a instrução nacional do Império do Brasil. Segundo o texto desse decreto, a escola elementar (ou básica) deveria fornecer aos educandos noções básicas de política e moral cristã.

(Disponível em: https://acervo.cead.ufv.br/conteudo/pdf/ Acesso em: julho de 2024.)

Devido às variações nos currículos escolares referentes ao conteúdo da história, no período da Primeira República, por exemplo:
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Q3068626 História
Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), “O patrimônio cultural é composto por monumentos, conjuntos de construções e sítios arqueológicos, de fundamental importância para a memória, a identidade e a criatividade dos povos e a riqueza das culturas”. São elementos que fazem parte do patrimônio cultural de Cruz Alta, EXCETO:
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Q3068623 História
De acordo com Francioli e Pereira (2011), “O materialismo dialético, de base materialista, procura, por meio de um método dialético, compreender as transformações sociais que ocorrem na sociedade, sendo este inseparável do materialismo histórico. A partir do momento que ocorre uma transformação ou mudança, também se transforma e muda a história, por meio da ação do homem sobre a natureza. Sendo assim, o materialismo histórico e dialético é um método de análise do desenvolvimento humano, levando em consideração que o homem se desenvolve à medida que age e transforma a natureza e neste processo também se modifica”. A partir do tema abordado no trecho, sobre o materialismo histórico proposto por Marx e Engels, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Analisa as condições materiais de existência e de reprodução das sociedades, apresentando as contradições da realidade em relação à compreensão econômica das sociedades, ou seja, suas condições materiais.
II. Os socialistas acreditavam na importância da consciência de classe e suas contradições, para criar um posicionamento (patrícios e plebeus; servos e senhores; burgueses e operários) contra a exploração imposta pelos grupos dominantes.
III. O materialismo histórico não considera a exploração do trabalho e da mais-valia como elementos fundamentais para a compreensão das contradições sociais.
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Q3065893 História
O historiador faz História a partir de inferências coletadas dos documentos escritos e também das fontes orais. Acerca do ofício historiográfico, o historiador italiano Carlo Ginzburg afirma que o historiador se aproxima de um detetive, pois analisa e escreve a partir de:
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Q3057506 História

As manifestações culturais desempenham um papel fundamental na construção das identidades sociais e regionais. Considerando as dinâmicas de preservação, transformação e resistência cultural, analise as afirmações abaixo:


I. As manifestações culturais estão em constante processo de transformação, sendo influenciadas por elementos internos e externos, como a globalização, que promove uma fusão de tradições locais com práticas culturais globais.


II. A patrimonialização de práticas culturais, como festas populares e danças tradicionais, pode, paradoxalmente, contribuir tanto para a sua preservação quanto para sua descaracterização, ao transformá-las em produtos turísticos. 


III. Movimentos de resistência cultural, como os que ocorrem entre povos indígenas e quilombolas, buscam manter práticas ancestrais intactas, sem nenhuma influência das sociedades dominantes.


IV. A cultura popular, ao contrário da cultura erudita, não sofre influências das mudanças econômicas e tecnológicas, uma vez que é enraizada nas tradições locais.


Sobre essas afirmações, é CORRETO afirmar que:

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Q3055678 História

No estudo da história, diferentes escalas de tempo ajudam a compreender eventos e processos históricos de maneira mais aprofundada. Considere os seguintes exemplos:


I. A Revolução Francesa (1789-1799), que abrange uma série de eventos revolucionários intensos, conflitos e mudanças políticas.


II. O desenvolvimento do Feudalismo na Europa, desde a queda do Império Romano até o início da Era Moderna, refletindo transformações sociais, econômicas e políticas profundas.


III. A Crise de 1929 e seus desdobramentos, que influenciaram as políticas econômicas globais, levando a mudanças no capitalismo e na política social.


Com base nos exemplos acima, relacione cada um com o tipo de escala de tempo histórico que melhor os representa: 

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Q3055675 História

Julgue as sentenças abaixo como VERDADEIRAS ou FALSAS.


1.(__) As fontes primárias podem ser textuais, visuais, arqueológicas, materiais e orais, proporcionando múltiplas perspectivas de análise.


2.(__) As fontes secundárias fornecem uma interpretação informada e contextualizada o passado.


3.(__) A análise crítica de fontes primárias e secundárias é fundamental porque representam um relato cronológico de fatos para além de uma interpretação complexa dos eventos e experiências humanas.


A sequência CORRETA é:

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Q3052280 História
Texto I
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Texto II
TÍTULO III Da Declaração de Direitos CAPÍTULO I DOS DIREITOS POLITICOS [...]

Paragrapho unico - Não se podem alistar eleitores:
a) os que não saibam ler e escrever;
[...]
c) os mendigos;
d) os que estiverem, temporaria ou definitivamente, privados dos direitos politicos.
Art. 109. O alistamento e o voto são obrigatorios para os homens, e para as mulheres, quando estas exerçam funcção publica remunerada, sob as sancções e salvas as excepções que a lei determinar.
Art. 110. Suspendem-se os direitos politicos:
[...]
b) pela condemnação criminal, emquanto durarem os seus effeitos.
BRASIL (1934). Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil. Rio de Janeiro, 1934. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao34.htm. Acesso em: 18 jul. 2024.

Ao utilizar o Texto II como uma fonte histórica e o planejamento apontado no Texto I como processo metodológico, a etapa de 
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Q3052277 História
Texto I
Um mulato baiano, muito alto e mulato Filho de um italiano e de uma preta hauçá
Foi aprendendo a ler olhando mundo à volta E prestando atenção no que não estava à vista Assim nasce um comunista
Um mulato baiano que morreu em São Paulo Baleado por homens do poder militar Nas feições que ganhou em solo americano A dita guerra fria, Roma, França e Bahia
VELOSO, Caetano. Um comunista. Abraçaço. São Paulo: Universal Music, 2012. Disponível em: https://g.co/kgs/MVbap4s. Acesso em: 19 jul. 2024.
Texto II
      (Carlos Marighella) Essa mensagem é para os operários de São Paulo, da Guanabara, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Sul, incluindo os trabalhadores do interior para criar o núcleo do exército de libertação
[...]
Mártir, o mito ou Maldito sonhador Bandido da minha cor Um novo Messias Se o povo domina ou não Se poucos sabiam ler E eu morrer em vão Leso e louco sem saber Coisas do Brasil, super-herói, mulato
[...]
Da Bahia de São Salvador Brasil Capoeira mata um mata mil, porque Me fez hábil como um cão
[...]
Confesso que queria Ver Davi matar Golias
[...]
Não se faz revolução sem um fura na mão Sem justiça não há paz, é escravidão Revolução no Brasil tem um nome
RACIONAIS MC's. Mil Faces de um Homem Leal (Marighella). São Paulo: Boogie Naipe, 2017. Disponível em: https://g.co/kgs/q8TVV81. Acesso em: 19 jul. 2024.

Incorporar músicas como recurso didático no ensino de História complementa o processo de ensino-aprendizagem. Nesse sentido, o uso das fontes apresentadas no Texto I e Texto II se fundamenta no princípio de que 
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Q3052274 História
Texto I
      Os vagabundos, mendigos validos e hebrios habituais, vadios e desordeiros [...]. Tornar-se-ão úteis a si próprios e a sociedade, que não deve ter em seu seio indivíduos ociosos e prejudiciais, e sim segregá-los em local onde deixem de constituir ameaça a coletividade.
JORNAL DO COMÉRCIO. Recife, Pernambuco, 16 de agosto de 1923. Arquivo público Jordão Emerenciano.
Texto II
      Por conta da ausência de políticas públicas que fossem capazes de produzir uma inserção da população pobre que habitava a capital pernambucana, era comum que vendedores ambulantes, prostitutas, e menores abandonados estivessem em situação de vulnerabilidade, ocasionando problemas que iam de epidemias a problemas com a polícia. [...]
      Com o respaldo das teorias higienistas, foi possível implantar uma perseguição àqueles que eram tidos como transmissores de mazelas sociais.
NEVES, Marcos Alessandro. Higienismo e ações de remodelamento urbano no Recife (1900-1929). Cadernos do CEOM, Chapecó (SC), v. 31, n. 48, p. 50-59, 2018. Disponível em: https://bell.unochapeco.edu.br/revistas/index.php /rcc/article/view/4052. Acesso em: 18 jul. 2024.

O Texto I foi extraído de um jornal recifense de 1923. Como recurso didático, esse documento histórico possibilita a 
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Q3052271 História
Texto I

Primeiro cê sequestra eles, rouba eles, mente sobre eles
Nega o Deus deles, ofende, separa eles
Se algum sonho ousa correr, cê para ele
E manda eles debater com a bala que vara eles, mano
Infelizmente onde se sente o sol mais quente
O lacre ainda tá presente só no caixão dos adolescente

EMICIDA. Ismália. Amarelo. São Paulo: Laboratório Fantasma, 2019. Disponível em: https://g.co/kgs/P4m8kX1. Acesso em: 16 jul. 2024.

Texto II
      No Brasil, ser negro significa ser mais pobre do que o branco, ter menos escolaridade, receber salário menor, ser mais rejeitado pelo mercado de trabalho, ter menos oportunidades de ascensão profissional e social, dificilmente chegar à cúpula do poder público e aos postos de comando da iniciativa privada [...] ser vítima preferencial da violência urbana, ter mais chances de ir para a prisão, morrer mais cedo.
WESTIN, Ricardo. Negro continuará sendo oprimido enquanto o Brasil não se assumir racista, dizem especialistas. Agência Senado, 22/06/2020. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2020/06/negro-continuarasendo-oprimido-enquanto-o-brasil-nao-se-assumir-racista-dizem-especialistas. Acesso em: 16 jul. 2024.

Sobre a problemática social discutida nos Texto I II, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.

I. O Texto I utiliza a linguagem poética para explicitar a experiência pessoal e coletiva, vivida por pessoas negras, da violência e da discriminação racial. O Texto II, em consonância com a discussão apresentada no Texto I, apresenta evidências que contextualizam as experiências descritas no primeiro texto.
PORTANTO
II. A obrigatoriedade do ensino sobre História e Cultura AfroBrasileira, disposto na legislação desde 2003, contribui para que a letra da música possa ser compreendida pelos estudantes do ensino básico do país, pois o entendimento de trechos como “sequestra eles” e “nega o Deus deles” só é possível a partir de uma análise da história do Brasil que reconhece as características do regime escravocrata e a diversidade religiosa das populações africanas que foram trazidas como escravizadas à colônia portuguesa.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. 
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Q3052267 História
      Há um quadro de Klee que se chama Angelus Novus. Representa um anjo que parece querer afastar-se do lugar que permanece imóvel. Seus olhos estão arregalados, sua boca e suas asas prontas para voar. Tal é o aspecto que deve ter necessariamente o anjo da história. Ele tem o rosto voltado para o passado. Onde diante de nós aparece uma série de eventos, ele não vê senão uma só e única catástrofe, que não cessa de amontoar ruínas sobre ruínas e as joga a seus pés. Ele bem que gostaria de se deter, acordar os mortos e reunir os vencidos. Mas do paraíso sopra uma tempestade que abate suas asas, tão forte que o anjo não pode tornar a fechá-las. Essa tempestade o empurra incessantemente para o futuro, para o qual ele tem as costas voltadas, enquanto diante dele as ruínas se acumulam até o céu. Essa tempestade é o que nós denominamos progresso.
BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. São Paulo: Brasiliense, 1994.

A descrição de Walter Benjamin discute o conceito de História e sugere que 
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Q3052266 História
      No prólogo de O som ao redor (2012) aparecem fotos do passado rural, do engenho da família dos personagens, demonstrando que a família proprietária do engenho foi transposta para a cidade em uma espécie de espelhamento do monopólio da terra rural para a terra urbana. [Kleber] Mendonça Filho [cineasta pernambucano e diretor de Som ao redor] expõe, de certo modo, um lugar comum ao retratar a elite urbana recifense com seus pés ainda fincados no engenho, ou seja, a metáfora mais que perfeita da continuidade de exploração [...]. Importante notar que tal aproximação entre campo e a cidade [...] foi uma aposta muito acertada na narrativa e que muito contribui para complexificar a representação do Nordeste e de suas cidades.
XAVIER, Júlia De Souza Magalhães; BEZERRA, Juscelino Eudâmidas. Geografia e cinema na representação do nordeste brasileiro: uma análise da trilogia de Kleber Mendonça Filho. Boletim Campineiro de Geografia, [S. l.], v. 13, n. 2, p. 271–287, 2024. Disponível em: https://publicacoes.agb.org.br/boletimcampineiro/article/view/3062. Acesso em: 18 jul. 2024.

Sobre a descrição e análise do prólogo do filme O som ao redor apresentada no texto e o ensino de História, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.

I. Os filmes são ótimos recursos didáticos para ilustrar determinadas situações históricas e sociais, como a relação entre o universo urbano e rural em Pernambuco. No caso da metáfora presente no prólogo do filme, entretanto, a relação com a formação da cidade e da elite recifense é inexata, já que a cidade foi fundada por comerciantes durante o período colonial.
ADEMAIS
II. O engenho açucareiro foi produto da colonização e exploração portuguesa, na qual foi notório o uso de mão de obra escravizada de origem africana. Esse processo formou cidades que, pelo menos em um primeiro momento, estavam no centro gravitacional da exploração açucareira, e que hoje são preservadas, como é o caso do centro histórico de Olinda.

A respeito dessas asserções, qual é a opção correta? 
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Q3052263 História
Texto I
      São os sítios arqueológicos monumentos [...] pois, transmitem intencionalmente ou não às sociedades com escrita, informações sobre origem, deslocamentos, primeiras escolhas e formas de viver que fizeram parte da perpetuação e adaptação da espécie. É na dialética interpretativa da sociedade com escrita que o sítio assume seu papel de testemunho da passagem do tempo na paisagem.
RUFINO, Elenita Helena. Danos ao patrimônio arqueológico rupestre pernambucano: perdas locais de bens nacionais Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2014. Disponível em: portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Mestrado_em_Preservacao_Disserta cao_RUFINO_Elenita_Helena.pdf. Acesso em: 17 jul. 2024.

Texto II
Novos sítios revelam arte de nômades que viveram há 10 mil anos em PE
      Cinco novos sítios arqueológicos foram descobertos em 2023, na região do Sertão do Moxotó, em Pernambuco. A área é conhecida pela riqueza de artes rupestres.
MADEIRO, Carlos. Novos sítios revelam arte de nômades que viveram há 10 mil anos em PE. UOL, 07 jan. 2024.
Disponível em: https://noticias.uol.com.br/colunas/carlosmadeiro/2024/01/07/novos-sitios-revelam-arte-de-povos-nomades-ha-10-mil-anosno-sertao-de-pe.htm. Acesso em: 17 jul. 2024.

No estudo de história, para que um estudante do Ensino Fundamental II avalie a importância das descobertas citadas no texto II, torna-se necessário 
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Q3052260 História
Texto I

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Texto II
      [...] a escola é um espaço decisivo para contribuir na construção de padrões sociais de relacionamentos democráticos pautados pelo reconhecimento e respeito à diversidade sexual, contra a violência, por meio da desmistificação e da desconstrução de representações sociais naturalizantes, estereotipadas e restritivas concernentes a todas as minorias, dentre elas, a população LGBT.
BRANDT, Maria Elisa Almeida; JUNQUEIRA, Rogério Diniz. Gênero e Diversidade Sexual na Escola: reconhecer diferenças e superar preconceitos. Cadernos SECAD, Brasília, 2007. Disponível em: https://prceu.usp.br/wpcontent/uploads/2020/05/GENERO_DIVERSIDADE_SEXUAL_NA_ESCOLA.pdf. Acesso em: 17 jul. 2024.
Tendo em vista a discussão explicitada pelos textos, o Currículo de Ensino Fundamental II do Estado de Pernambuco e o papel do(a) professor(a) de História, avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).

( ) A interpretação de problemas sociais do presente deve ser baseada na compreensão do passado.
( ) A escola é um espaço democrático, logo, livre dos padrões de violência da sociedade brasileira.
( ) A discussão de temáticas relativas à população LGBTQ+ é dificultada pela grade curricular do estado.
( ) A fonte do Texto I pode ser utilizada em sala de aula como recurso didático para apresentar a temática, possibilitando o reconhecimento de problemas sociais do presente e seus possíveis diálogos com o passado.

As afirmativas são, respectivamente, 
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Q3052258 História
      Fossem pequenos deslocamentos, como o do camponês que iria trocar excedentes nas feiras ou nos mercados sazonais, fossem as viagens longas por terra ou por mar com objetivos os mais variados [...] os homens e as mulheres medievais se deslocaram. [...] É assim que vemos um grande número de relatos [de viagem] se proliferar ao mesmo tempo que percebemos justamente a circulação de maior alcance se tornar mais e mais comuns: do mundo cristão, temos como relato mais célebre o de Marco Polo que, tomando a Rota da Seda, entraria em contato com o mundo mongol, chegaria à China e a diversas regiões longínquas.       Estes relatos, não raro, trarão impressões desses viajantes sobre os lugares que visitam e os povos com os quais travam contato, sendo fonte imprescindível para pensarmos questões como a de identidade e de alteridade.
CASTRO, Anna Carla Monteiro de. A rihla de Ibn Jubayr: Relato da peregrinação de um viajante muçulmano. FORTES, C. (Org.) et al. Ensinar e Aprender Idade Média. Niterói: Translatio Studii, 2021.

Para que um(a) estudante do Ensino Fundamental II possa entender a existência do tipo de relato expresso no texto é necessário 
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Q3052254 História

      O que implica o sistema da polis é primeiramente uma extraordinária preeminência da palavra sobre todos os outros instrumentos de poder. [...]


      Era a palavra que formava, no quadro da cidade, o instrumento da vida política; é a escrita que vai fornecer, no plano propriamente intelectual, o meio de uma cultura comum e permitir uma completa divulgação de conhecimentos previamente reservados ou interditos. Tomada dos fenícios e modificada por uma transcrição mais precisa dos sons gregos, a escrita poderá satisfazer essa função de publicidade porque ela própria se tornou, quase com o mesmo direito da língua falada, o bem comum de todos os cidadãos.


VERNANT, Jean-Pierre. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 2015.



A partir da discussão expressa no texto, o que um estudante do Ensino Fundamental II precisa saber para estabelecer conexões entre os modos de vida do passado e do presente? 

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Q3050120 História
Leia os discursos a seguir.

Discurso I

Colocastes a Espanha em minhas mãos. Minha mão será firme, meu pulso não vacilará e eu procurarei alçar a Espanha ao posto que lhe corresponde conforme sua História e que ocupou em épocas passadas. Se invocamos as grandezas da Espanha imperial é porque elas nos movem com seus ideais, seus empenhos de salvação e fundação. Não queremos uma Espanha velha e difamada. Queremos um Estado onde a pura tradição e substância daquele passado espanhol ideal se enquadre nas formas novas, vigorosas e heroicas que os jovens de hoje e de amanhã trazem nesta alvorada imperial do nosso povo. A Espanha se organiza dentro de um amplo conceito totalitário, mediante àquelas instituições nacionais que asseguram sua totalidade, sua unidade e sua continuidade. A implantação dos princípios mais severos de autoridade que este Movimento implica não possui justificativa de caráter militar, mas na necessidade de um funcionamento regular das energias complexas da Pátria. Eu quero que minha política tenha o profundo caráter popular que sempre teve o profundo caráter popular que sempre teve na História da política da Grande Espanha. Nossa obra – minha e do meu governo – estará orientada com uma grande preocupação pelas classes populares, bem como pela tristeza da classe média.

Discurso proferido por Francisco Franco. Amanhece na Espanha. 1936.


Discurso II

As fundas pegadas e traços que ficaram de nós na terra e nas almas, por muita parte onde não é hoje nosso o domínio político, e tem maravilhado os observadores desde as costas de Marrocos à Etiópia e do mar Vermelho aos estreitos e ao mar da China, vêm exatamente de que a nossa obra não é a do caminheiro que olha e passa, do explorador que busca à pressa as riquezas fáceis e levantou a tenda e seguiu, mas a do que, levando em seu coração a imagem da Pátria, se ocupa amorosamente em gravá-la fundo onde adrega de levar a vida, ao mesmo tempo que lhe desabrocha espontâneo da alma o sentido da missão civilizadora. Não é a terra que se explora: é Portugal que revive.

SALAZAR, António de O. Discursos. Coimbra Ed, vol. III, p. 153. 1959.


A respeito dos discursos reproduzidos, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q3050098 História

Leia o trecho a seguir.


Por milênios, o homem foi caçador. Durante inúmeras perseguições, ele aprendeu a reconstruir as formas e movimentos das presas invisíveis pelas pegadas na lama, ramos quebrados, bolotas de esterco, tufos de pelos, plumas emaranhadas, odores estagnados. Aprendeu a farejar, registrar, interpretar e classificar pistas infinitesimais como fios de barba. Aprendeu a fazer operações mentais complexas com rapidez fulminante, no interior de um denso bosque ou numa clareira cheia de ciladas. O que caracteriza esse saber é a capacidade de, a partir de dados aparentemente negligenciáveis, remontar a uma realidade complexa não experimentável diretamente.



GINZBURG, Carlo. Mitos, Emblemas, Sinais. Morfologia e História. São Paulo: Companhia das Letras, 1989, p. 151-152. (Adaptado).


Sobre o paradigma indiciário na História, com base na leitura do trecho acima, assinale a afirmativa correta.

Alternativas
Respostas
401: A
402: A
403: C
404: D
405: B
406: A
407: C
408: A
409: B
410: E
411: B
412: D
413: C
414: D
415: A
416: C
417: B
418: A
419: B
420: B