Questões de Concurso
Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história
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Entre as correntes atuais do pensamento historiográfico, pode-se mencionar a História Cultural, que foca nas representações culturais, simbolismos e práticas cotidianas, explorando como as pessoas dão significado ao mundo ao seu redor; a História Pós-Colonial, que examina o impacto duradouro do colonialismo e questiona as narrativas históricas tradicionais centradas na perspectiva ocidental, a História Ambiental, que aborda a evolução dos biomas ao longo das eras geológicas desde antes do surgimento da espécie humana, e a História Global, que visa entender eventos e processos históricos em escala global, considerando interconexões e interdependências entre diferentes regiões.
O excerto acima está:
A manufatura, diz Marx, “estropia o trabalhador e faz dele uma espécie de monstro, favorecendo, como numa estufa, o desenvolvimento de habilidades parciais, suprimindo todo um mundo de instintos e capacidades”. [...] Em Tempos Modernos são excelentes as cenas em que o corpo alcança uma condição automatizada, com movimentos precisos e ritmo regular. Procurando mostrá-lo como mais uma peça da engrenagem, o personagem de Chaplin perde o controle, tornando-se puro movimento automático das mãos. [...] Carlitos, enlouquecido, puro movimento automático, [persegue] uma mulher pela rua, ao confundir botões de seu vestido com os parafusos que deve apertar.
(Carlos Alberto Vesentini, “História e ensino: o tema do sistema de fábrica visto através de filmes”. In: Circe Maria Fernandes Bittencourt (org.) O saber histórico na sala de aula, 1998)
A comparação, veiculada pelo excerto,
(BLOCH, Marc. Apologia da história ou o ofício do historiador. Adaptado)
Marc Bloch apresenta essa reflexão com o intuito de
Leia o texto a seguir.
Além de ser o domínio propício para o exame epistemológico das condições de possibilidade de construção de conhecimento válido, a teoria da história auxilia na análise dos princípios que organizam as distintas constituições narrativas de sentido, no estabelecimento de uma correlação substantiva entre o mundo da vida e o conhecimento histórico.
MENDES, Breno; ARRAIS, Cristiano Alencar; BERBERT JÚNIOR, Carlos Oiti. O lugar da teoria da história na formação de historiadores e historiadoras no ensino superior. Varia Historia, Belo Horizonte, v. 39, n. 79, e23108, jan./abr. 2023, p. 21.
O campo de reflexão ao qual os autores se referem e que propõe esse vínculo entre o pensamento histórico e a vida prática é a
(1) Africanidade.
(2) Afrocentrismo.
( ) Percepção do africano como sujeito e ação para a formação de sua própria imagem cultural.
( ) Compreensão dos costumes africanos como atos de resistência.
( ) Consciência da relevância e atuação das práticas ancestrais.
( ) Oposição ao eurocentrismo e à sua hierarquização.
(RAMOS, Fábio Pestana. In: PINSKY, Carla Bassanezi (Org.). Novos temas nas aulas de História. São Paulo, Editora Contexto, 2009).
O tema da alimentação é muito importante para a História. Nesse sentido, é INCORRETO afirmar que:
(BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2009)
Sobre a história do tempo presente, analise as seguintes afirmações:
I. A história do tempo presente só deve tratar de eventos extremamente recentes e sua análise deve ser feita de forma imediata.
II. Os historiadores do tempo presente devem ser neutros em sua análise dos eventos contemporâneos.
III. A história do tempo presente possui exigências metodológicas e conceituais e deve ser situada dentro do conceito de contemporâneo e sua periodização.
IV. A partir do conceito de “longa duração”, a história do tempo presente tem outras escalas de tempo e espaço.
Com base nas afirmativas, estão corretas:
(CERRI, Luis Fernando. Ensino de História e consciência histórica. Implicações didáticas de uma discussão contemporânea. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2011).
Qual é o papel da consciência histórica na formação da identidade coletiva e nas relações humanas?
(SILVA, Kalina Vanderlei In: PINSKY, Carla Bassanezi (Org.). Novos temas nas aulas de História. São Paulo, Editora Contexto, 2009).
A biografia é um instrumento que oferece possibilidades para a sala de aula. Nesse sentido, é INCORRETO afirmar que:
Para os historiadores, a habilidade em recapturar os conceitos variantes de Brasil sempre tem sido limitada.
(Stuart B. Schwartz, Gente da terra brasiliense da nasção. Pensando o Brasil: a construção de um povo. Em: Carlos Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000). Formação: histórias, 2000. Adaptado)
Segundo o autor, a recaptura mencionada limita-se pela condição
(Circe Maria Fernandes Bittencourt. Ensino de História: fundamentos e métodos, 2008. Adaptado)
Esse modelo, segundo Circe Bittencourt,
(BRASIL/Ministério da Educação. BNCC. Base Nacional Comum Curricular: Ensino Fundamental – História)
Desse modo, considerando as premissas da BNCC, está correto afirmar que, no contexto escolar, é importante que as indagações mencionadas sejam
Segundo Jacques Le Goff, em seu livro História e Memória, de alguma forma, todo documento é uma mentira, já que é o resultado de uma “montagem, consciente ou inconsciente, da história, da época, da sociedade que o produziram(...).”
De acordo com o autor podemos afirmar que: