Questões de Concurso Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história

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Q3385676 História

Objetos são portadores de informações sobre costumes, técnicas, condições econômicas, ritos e crenças de nossos antepassados. Essas informações ou mensagens são obtidas mediante uma “leitura” dos objetos, transformandoos em “documentos”. A questão essencial é: como transformar os objetos em fonte de conhecimento histórico?


O trecho aborda que tipo de investigação histórica:

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Q3385674 História

    “O documento não é qualquer coisa que fica por conta do passado, é um produto da sociedade que o fabricou segundo as relações de forças que aí detinham o poder.”


A afirmação de Le Goff nos remete a uma característica importante do ofício do historiador, que é: 

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Q3379747 História
A partir das críticas às visões da história pautadas nas perspectivas da centralidade ocidental, desenvolveram-se estudos que procuraram eliminar as lacunas da temática da África e da Ásia. No entanto, esse preenchimento de lacunas também originou um novo modo de interpretar e analisar que se expressa
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Q3376916 História
A relação entre história e literatura se anuncia no campo da historiografia brasileira como proveitosa e produtiva e, nos últimos anos, ganhou espaço no debate historiográfico. Com relação ao Morro do Castelo e à primeira etapa de sua destruição, os historiadores têm à sua disposição um conjunto de reportagens escritas por Lima Barreto, que se transformaram em um livro que recebeu o nome de: 
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Q3376915 História
No campo da historiografia brasileira contemporânea, a discussão em torno das epidemias possui referências importantes como:
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Q3376914 História
Uma das novidades que envolveram contemporaneamente o debate sobre a teoria da história foi a perspectiva da história dos conceitos que ampliou os horizontes da história intelectual. A base do progresso da história dos conceitos se deveu a: 
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Q3364938 História
Qual das seguintes opções NÃO é considerada uma fonte primária em pesquisas históricas?
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Q3364931 História
A conexão entre passado e presente no ensino da História é fundamental para a compreensão dos processos históricos e sua influência contínua sobre o mundo contemporâneo. Acerca desse assunto, julgue as frases abaixo.

I. A conexão entre passado e presente promove a empatia histórica, permitindo que os alunos entendam e apreciem as experiências de pessoas em diferentes períodos e contextos. Isso pode levar a uma maior tolerância e compreensão multicultural. 
II. A história da arte revela os processos que moldaram as desigualdades econômicas contemporâneas. A Revolução Industrial apenas transformou as economias locais porque estabeleceu padrões de desenvolvimento sociais que influenciam as nações industrializadas em desenvolvimento.
III. Hayden White e outros teóricos argumentam que o entendimento histórico é sempre moldado pelas perspectivas do presente, um conceito conhecido como presentismo. Isso sugere que o ensino da História deve reconhecer que os alunos interpretam o passado através das lentes de suas próprias experiências e contexto atual.

Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões).
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Q3332588 História
Leia o texto a seguir:

    O problema, em termos do processo de ensino- -aprendizagem, é que o abandono da diacronia, da ideia de processo, pode transformar o conhecimento histórico numa sabedoria de almanaque mal digerida, em que acontecimentos, instituições e movimentos ocorrem do nada para o nada. Será que é isso o que mais nos interessa com relação à disciplina História? Misturar Galileu e Einstein ou Espártaco e Zumbi como se fossem contemporâneos prontos a dialogar pode desistoricizar suas práticas e formas de pensamento se não estivermos muito atentos.

(Jaime Pinsky; Carla Bassanezi Pinsky, “Por uma história prazerosa e consequente”. Em: Leandro Karnal (org.), História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2015. Adaptado)

O texto faz uma crítica ao ensino de História que se propõe a trabalhar com
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Q3328435 História
Em 1980, a então Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan) e a Fundação Nacional Pró‑Memória divulgaram um documento com o objetivo de fornecer uma visão panorâmica da questão do patrimônio cultural no país e traçar as diretrizes dos trabalhos que ainda precisavam ser desenvolvidos.

Não eram atividades previstas para serem realizadas naquele momento:
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Q3328433 História
“[...] no desenvolvimento da memória coletiva, não há linhas de separação claramente traçadas, como na história, mas somente limites irregulares e incertos. O presente (compreendido como certa duração, aquela que concerne à sociedade de hoje) não se opõe ao passado como se distinguem dois períodos históricos vizinhos. Pois o passado não existe mais, ao passo que, para o historiador, os dois períodos têm, igualmente, realidades”.

HALBWACHS, M. La mémoire collective, p. 134. In: REVEL, Jacques. Proposições: ensaios de história e historiografia. Rio de Janeiro: Eduerj, 2009. p. 63.

Sobre a leitura que Maurice Halbwachs empreende das relações entre história e memória, é correto afirmar: 
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Q3328431 História
Por meio da descrição de uma aldeia no sudoeste da França no início do século XIV, o historiador francês Le Roy Ladurie encontrou, em Montaillou, vestígios sobre os relacionamentos sociais, as concepções locais de tempo, espaço e religião, sobre a economia pastoril e a vida material de seus moradores. Publicada em 1975, sua obra “Montaillou, povoado occitânico de 1294 a 1324”, transformou essa aldeia em um documento histórico.

De acordo com o exposto, assinale a alternativa que não se relaciona com a emergência desse tipo de trabalho na historiografia.
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Q3323146 História
Sobre os objetivos para o terceiro ciclo, no ensino da História, considere V (verdadeiro) ou F (falso):

( ) Conhecer realidades históricas singulares, distinguindo diferentes modos de convivência nelas existentes.
( ) Caracterizar e distinguir relações sociais da cultura com a natureza em diferentes realidades históricas.
( ) Caracterizar e distinguir relações sociais de trabalho em diferentes realidades históricas.
( ) Refletir sobre as transformações tecnológicas e as modificações que elas geram no modo de vida das populações e nas relações de trabalho.

A sequência correta é: 
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Q3312846 História
“Me referir à oralidade como o oceano da oralidade é mais do que uma expressão poética, é reconhecer que nós somos herdeiros de tempos imemoriais, onde quase tudo que a gente sabe sobre nós, os humanos, e a Terra, vem desses registros”.
[Discurso de posse de Ailton Krenak na Academia Brasileira de Letras, 2024]

A tradição oral é um elemento fundamental para a preservação e para a transmissão da cultura dos povos, assim como a escrita ou qualquer outro tipo de produção humana e social. Com base na importância da oralidade, como aspecto de manutenção da história, assinale a alternativa correta:
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Q3312827 História
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A relação entre Tempo e História é um campo de estudo complexo e multifacetado, abordado por filósofos e historiadores de diferentes maneiras. Ao contrário do tempo científico, o tempo na historiografia é visto de forma distinta, sendo uma combinação de aspectos teóricos e práticos. Para historiadores, o tempo é fundamental para a criação das narrativas históricas e reflete a experiência individual e cultural. Cada sociedade tem sua própria compreensão do tempo, que pode ser cíclico, linear, estático ou dinâmico, influenciando a forma como entendem suas interações com a natureza e a sociedade. O termo “tempo” pode significar várias coisas, como passado, ciclos ou eras, o que pode complicar as discussões teóricas e compreensão pública. Diversas filosofias e teorias sobre o tempo, como cronologias e periodizações, surgem de diferentes visões culturais e históricas.

Guezer, Raqual. Tempo e História. Cienc. Cult., São Paulo, v. 54, n.2, p. 23-24, Oct. 2002. Disponível em: GLEZER, Raquel. Tempo e História. Cienc. Cult., São Paulo, v. 54, n.2, p. 23-24,Oct. 2002. Disponível em: <http:icienciaecultura.bvs.br/scielo. php?script=sci_arttext&pid=S000-672520020002000218Ing=en&nrm=iso>. Acesso em 21 Julho 2024.

A relação entre Tempo e História envolve uma série de conceitos e abordagens teóricas que influenciam a forma como interpretamos o passado. O entendimento do tempo, na historiografia, difere do conceito científico e pode afetar a maneira como os historiadores constroem suas narrativas e análises. Com base nas informações fornecidas e no seu conhecimento sobre a teoria histórica e as noções de tempo, assinale a alternativa correta:
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Q3311243 História

Acerca do Império Songhai, julgue as frases abaixo.



I. O Império Songhai teve suas origens na cidade de Gao, que já era um importante centro comercial no rio Níger desde o século XI. O povo Songhai estabeleceu sua presença na região e começou a se expandir no século XV.


II. A expansão do império foi significativamente impulsionada durante o reinado de Sonni Ali, que governou de 1464 a 1492. Sob sua liderança, o Songhai derrotou o Império Mali, que estava em declínio, e expandiu seu território, conquistando importantes cidades como Tombuctu e Djenné, centros comerciais e culturais que eram cruciais para o controle das rotas comerciais.


III. A administração do Império Songhai, especialmente durante o reinado de Askia Muhammad, era descentralizada. Nesse sentido, o império era composto por vários estados vassalos e províncias que mantinham um certo grau de autonomia, com governadores locais (ou "farbas") nomeados para coletar tributos e manter a ordem.



Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões):

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Q3311242 História
A partir do século XX, novas abordagens teóricas e metodológicas começaram a transformar o estudo da História, questionando a ênfase nas narrativas políticas e eventos isolados que caracterizavam a historiografia tradicional. Uma dessas escolas historiográficas surgiu na França e propôs uma visão interdisciplinar da História, incorporando elementos da Sociologia, Geografia, Economia e Antropologia para entender processos históricos de longa duração, mentalidades coletivas e estruturas sociais. Estamos falando da seguinte corrente historiográfica: 
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Q3298007 História
O desfile das Escolas de Samba de 2025 foi histórico, já que foi a primeira vez que o Grupo Especial do Rio de Janeiro se dividiu em três noites de desfiles. Até 1983, as apresentações eram realizadas apenas no domingo, e entre 1984 e 2024, o desfile também acontecia na segunda-feira. Esse ano, o Carnaval mais conhecido no Brasil e no Mundo trouxe em muitos de seus sambas enredos, através das escolas de samba, uma temática de um povo que, para ser estudado nas escolas, tiveram que “promulgar” uma lei, a lei nº 10.639/2003 que estabelece nas diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira". Assim, sobre as temáticas da História Nacional, do Carnaval, da Cultura Afro-Brasileira e suas relações com outros continentes analisemos os itens abaixo:

I. No Governo de Lula, em 09 de janeiro de 2003, este faz alterações na Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e nela consta a inclusão da obrigatoriedade da temática da História e Cultura Afro-Brasileira, fora isso, no calendário escolar e brasileiro trouxe um dia que passou a ser emblemático para criarmos consciência sobre nossas origens históricas, esse dia é o 20 de novembro como ‘Dia Nacional da Consciência Negra’.
II. “Transbordo a revolta dos mais oprimidos, Eu sou caboclo da mata do catucá, Eu sou pavor contra tirania, Das matas, o encantado, Cachimbo já foi facão amolado, Salve malungueiro, juremá” – Esse foi um trecho do samba enredo da escola de samba Unidos do Viradouro, que fora em 2024 a campeã do desfile de carnaval do Rio de Janeiro, buscou seu quarto título em 2025 com o enredo “Malunguinho: O Mensageiro de Três Mundos”, que retrata a entidade afro-indígena em suas manifestações como Caboclo, Mestre e Exu/Trunqueiro. Sob a assinatura de Tarcísio Zanon, o desfile retorna ao século XIX, em Pernambuco, para narrar a resistência do quilombo do Catucá e a luta de seu último líder, João Batista, o Malunguinho. Vimos que em 2025, mais de uma das escolas de samba apresentaram em seus sambas enredos uma característica expressiva sobre a história afro-indígena brasileira, destacando o seu valor na História do Brasil.
III. Os tais “limões de cheiro”, símbolo máximo do entrudo, era uma bola de cera ou bexiga animal recheada com uma mistura de água, perfume e, em muitos casos, líquidos menos inocentes, como urina. Apesar da violência, o entrudo fazia parte do calendário festivo anual e tinha muitos adeptos e simpatizantes, inclusive na Corte. Outra herança carnavalesca portuguesa, essa bem mais tranquila, foi o zé-pereira, em que tocadores de bumbos enormes acompanhavam as procissões na região do Minho, em Portugal, os chamados zé-pereiras se espalharam pelo Rio de Janeiro no século 20, assim como em Teresina, no Piauí, que em 2012 o Corso do Zé Pereira entrou para o Livro dos Recordes (Guinness World Records Book) como o maior Desfile de Carros Alegóricos.
IV. Com base nesses discursos podemos afirmar que a religião, a cultura e a raça estiveram presentes na temática Carnaval e a relação entre igreja e os folguedos foram de altos e baixos, visto que durante a Idade Média, “Ao criar a Quaresma, a Igreja Católica instituiu o carnaval” muitos papas foram inimigos da “festa da carne”, mas, no século 15, o papa Paulo II se mostrou mais tolerante ao autorizar a Via Lata, área diante do seu palácio em Roma, para a celebração do carnaval romano, com desfiles, corridas, danças, brincadeiras. “O carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça.” Logo no primeiro parágrafo de seu Manifesto da Poesia Pau-Brasil, um dos mais importantes textos da literatura brasileira, o escritor Oswald de Andrade exalta a importância da festa mais popular do país, que contagia grande parte da população com uma explosão de alegria e transporta a cultura brasileira a todas as partes do mundo.

Está correto o que se afirma apenas em:
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Q3298002 História
A História, como ciência, busca em diversas teorias entender como o homem pensa, cria sua realidade, a modifica, se organiza em sociedade, e através de ações culturais, econômicas, filosóficas, dentre outras; criam paradigmas que se perpetuam ao longo do tempo evidenciando a evolução do sujeito e do objeto estabelecendo uma interlocução desses na construção da história, bem como o repasse de todo esse método na forma educacional para a construção do ser humano, alguns podem chamar isso de fazer história e outros historiografia, portanto sobre o conhecimento histórico, saber histórico e historiografias, marque a alternativa incorreta:
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Q3279079 História
Na BNCC, o processo de ensino e aprendizagem da História no Ensino Fundamental – Anos Finais está pautado por três procedimentos básicos. Sobre os procedimentos, analisar a sentença.

O primeiro procedimento implica o uso de uma forma de registro de memória, a cronológica, constituída por meio de uma seleção de eventos históricos consolidados na cultura historiográfica contemporânea (1ª parte). O terceiro procedimento diz respeito à escolha de fontes e documentos. O exercício de transformar um objeto em documento é prerrogativa do sujeito que o observa e o interroga para desvendar a sociedade que o produziu (2ª parte).


A sentença está:
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Respostas
261: D
262: B
263: A
264: A
265: D
266: C
267: D
268: A
269: C
270: D
271: C
272: C
273: E
274: A
275: D
276: D
277: B
278: C
279: E
280: B