Questões de Concurso
Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história
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I – Historicismo é a denominação empregada para definir a forma predominante de se pesquisar, escrever e pensar a história a partir do século XXI.
II – O historicismo é pautado por meio da autonomia da ciência histórica.
III – O historicismo fundamenta sua maneira de pensar tomando por parâmetro a filosofia e a religião.
IV – O historicismo nega a afirmação cultural e ideológica da singularidade dos povos e das culturas.
É verdadeiro o que se afirma em:
[ ] A África conheceu, e praticou, a escravidão bem antes da chegada dos europeus e o estabelecimento das colônias europeias no continente.
[ ] Entretanto, a escravidão e o tráfico negreiro como uma instituição permanente, rotineira, desenvolveram-se, na África em decorrência de um fato histórico ocorrido a partir do século XV: as navegações portuguesas.
[ ] A escravidão praticada entre os povos negros da África tinha como interesse os reinos negros quando da vitória sobre um povo rival, e a subsequente captura dos vencidos, voltava-se para mulheres e crianças.
[ ] Em muitas sociedades africanas, principalmente nas fímbrias do Saara e do Sahel, um contingente verdadeiramente volumoso da população era constituído de escravos.
I – Os historiadores de inspiração positivista do século XIX e início do XX consideravam o documento como testemunho escrito, comprovação e prova sobre os acontecimentos do passado.
II - Os historiadores de inspiração positivista do século XIX e início do XX, apesar ter o direito de decidir quanto à escolha do documento a utilizar, tinham que manter a fidelidade do conteúdo dos textos.
III – Ao longo do século XIX e início do século XX, cabia ao historiador, depois de constatar a autenticidade do texto, descrever o real, baseando-se nos dados nele descritos. Nesse sentido, todo texto era considerado documento.
IV - Ao longo do século XX, o documento adquire outra amplitude no trabalho do historiador. São utilizadas outras fontes de pesquisa histórica relacionadas à preocupação de se estudar outras dimensões da vida social.
É verdadeiro o que se afirma em:
Observe a imagem e leia o texto a seguir.

Fonte: https://museudaimigracao.org.br/sobre-o-mi/ontem-e-hoje
Inaugurada em 1887, a Hospedaria de Imigrantes foi, a partir da década de 1930, o principal abrigo para estrangeiros e migrantes brasileiros recém-chegados à cidade de São Paulo. Após o período de acolhimento, os trabalhadores eram encaminhados às lavouras de café e à indústria paulista. Mesmo desempenhando essa função ao longo de todo o seu funcionamento, a Hospedaria serviu também para manter presos políticos sob custódia em três momentos: na Revolução de 1924, recolhendo revoltosos contra o governo de Arthur Bernardes; durante a Revolução de 1932, quando manteve reclusos combatentes getulistas capturados pelos paulistas, e a partir de 1942, após a entrada do Brasil na 2ª Guerra Mundial. Neste período, manteve sob custódia imigrantes japoneses e alemães detidos pelo Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops/SP) e considerados "prisioneiros de guerra". A Hospedaria encerrou suas atividades em 1978 e atualmente abriga o Museu da Imigração do Estado de São Paulo.
Fonte: https://memorialdaresistenciasp.org.br/lugares/hospedaria-deimigrantes-era-vargas/
Com base na observação da imagem e na leitura do trecho, assinale a opção que descreve corretamente os usos do espaço descrito.
O que entendemos por Época Moderna? Tentar responder a essa pergunta implica discutir uma operação central da historiografia: a periodização. Delimitar conceitual e cronologicamente uma época é um esforço necessário na busca pela compreensão do passado e de atribuição de sentido à ação dos agentes históricos, à força de sujeitos coletivos e ao peso das instituições. Nos termos de uma operação de valor discursivo, a periodização não é passível de ser operacionalizada fora do âmbito da sua enunciação; isto é, ao se nomear e, assim, conferir particularidade a uma porção da história da humanidade, expõe-se imediatamente a fragilidade da linguagem em dar conta do sentido latente do que é delimitado pelo conceito. Para tanto, é preciso inicialmente esclarecer que “Época Moderna” “História Moderna” “Primeira Modernidade” e “Período Moderno” são expressões utilizadas como sinônimos funcionais na historiografia e no ensino escolar e universitário em nosso país. Todavia, essas expressões advêm de tradições historiográficas distintas e, assim, refletem estratégias de periodização nem sempre coincidentes. Ao se analisar processos históricos identificados como particularmente europeus, verificase que os tempos assumem velocidades diferentes na constituição da modernidade e mesmo do que se entende por moderno.
Adaptado de: ARAÚJO, André; Doré, Andréa; Lima, Luís Filipe; Machel, Marília; Rodrigues, Rui. A Época Moderna. Petrópolis: Editora Vozes, 2024, pp. 13 – 23.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o procedimento de nomear e periodizar a época moderna representa
Observe as imagens a seguir.

A imagem I é uma charge que retrata o rei Luís XIV da França no centro, flanqueado por dois personagens vestidos com trajes nobres. Na imagem II mostra D. Pedro II aos 12 anos, trajando uma vestimenta de gala, com uma aparência que sugere maior idade.
As opções a seguir descrevem corretamente a análise das duas imagens, de acordo com a representação dos monarcas, à exceção de uma. Assinale-a.
Para evitar equívocos chamamos de monarquia pluricontinental algo distinto de monarquia compósita. Para John Elliott, esta última monarquia era algo constituído por vários reinos, com estatutos próprios que preexistiam à formação de tal monarquia. Os vários reinos eram, desse modo, preservados, nos termos de suas formações originais, com seus corpos de leis, normas e direitos locais. Cada uma dessas unidades mantinha sua capacidade de autogoverno no interior de um complexo monárquico mais amplo. Nesse formato, o rei – o monarca – operava como a cabeça do corpo social, constituído pelos vários reinos que se mantinham regidos por suas regras coadunadas com as leis maiores editadas pela Coroa. A monarquia pluricontinental é entendida de modo bastante diverso. Nela há um só reino – o de Portugal –, uma só nobreza de solar, mas também diversas conquistas extra europeias. Nela há um grande conjunto de leis, regras e corporações – concelhos, corpos de ordenanças, irmandades, posturas, dentre vários outros elementos constitutivos – que engendram aderência e significado às diversas áreas vinculadas entre si e ao reino no interior dessa monarquia. Tratavam-se, na verdade, na América lusa, por exemplo, de poderes locais – no limite, se organizaram enquanto capitanias – que tomavam instituições sócio-organizacionais reinóis como referência para a formalização de sua organização social.
Adaptado de: FRAGOSO, João; Gouvêa, Maria de Fátima. Monarquia pluricontinental e repúblicas: algumas reflexões sobre a América lusa nos séculos XVI-XVIII. Tempo, n. 27, p. 55.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que a monarquia
[ ] A história da escrita começou no período da pré-história, em que a pintura rupestre representa o primeiro tipo de escrita.
[ ] Os sistemas de escrita que se tem conhecimento foram instituídos de forma dependente, por civilizações como: Mesopotâmia, China, Egito e América Central.
[ ] Assim como a linguagem, o processo da escrita está em constante processo de transformação.
[ ] De acordo com os historiadores, no decorrer de três mil anos, a escrita cuneiforme foi usada por quinze línguas diferentes, destacando-se, por exemplo: o sumério, o persa e o sírio.
"Marc Bloch, em sua obra Apologia da História (1949), questiona a tradicional fragmentação da história em períodos estanques e defende a interdisciplinaridade como ferramenta indispensável para compreender as complexidades das sociedades humanas. Essa visão encontra eco em Fernand Braudel, que, ao estruturar a história em níveis temporais — curta, média e longa duração —, reforça a necessidade de analisar estruturas econômicas e geográficas que transcendem os acontecimentos imediatos. Contudo, ambas as abordagens enfrentaram críticas, especialmente de correntes que priorizam a agência individual e o papel do acaso histórico."
Com base no texto e nos debates historiográficos, assinale a alternativa correta:
I. A historiografia positivista prioriza a neutralidade do historiador, buscando os fatos “tal como ocorreram”, conforme a máxima de Leopold von Ranke, mas ignora a subjetividade intrínseca ao processo de seleção documental.
II. O materialismo histórico marxista compreende a história como um processo dialético, fundamentado nas contradições entre as forças produtivas e as relações de produção, o que explica a transformação dos modos de produção ao longo do tempo.
III. A Escola dos Annales propõe uma ruptura com a história factual e política ao enfatizar o estudo das estruturas econômicas e sociais de longa duração, abordando também as mentalidades coletivas.
IV. A Nova História, influenciada por perspectivas antropológicas e sociológicas, desloca o foco para os sujeitos anônimos, explorando as práticas cotidianas e as experiências de grupos marginalizados.
V. A história cultural, segundo Peter Burke, reforça a centralidade dos grandes eventos políticos na construção da cultura, ignorando as práticas culturais de grupos subalternos.
Assinale a alternativa correta: