Questões de Concurso
Sobre história da geografia em geografia
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Conforme Suertegaray (2005), sobre a constituição histórica da ciência geográfica, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. A construção da ciência geográfica no século XIX foi marcada pelas ideias hegemônicas advindas da visão positivista do conhecimento, mas também foi influenciada pelo historicismo e pelo funcionalismo/estruturalismo.
II. A Geografia Clássica está centrada na análise de processos espaciais focados nos problemas de ordem econômica, ambiental e social tendo como objetivo a reconstrução da Europa pós-Segunda Guerra Mundial. Os principais exemplos da Geografia Clássica são a Teoria dos Círculos Concêntricos e a Teoria dos Lugares Centrais.
III. Na década de 1970, diante das críticas à Geografia Clássica, outros métodos despontam na ciência geográfica, como a fenomenologia. O método fenomenológico é dedutivo e empírico.
( )A Geografia Tradicional fundamentava-se em perspectiva positivista, em uma visão simplista da realidade, para qual uma das tarefas estaria na descrição dos lugares e na valorização em memorizar informações geográficas do planeta Terra.
( )O pensamento geográfico tradicional foi considerado profundamente empirista e naturalista, com filiação positivista, tendo a memorização prática corrente.
( )A unidade do pensamento geográfico tradicional se devia ao uso das teorias críticas, ao emprego de reflexões vindas do marxismo e da convivência de vários métodos de interpretação. Por abarcar quantidade plural de métodos e referencial bastante eclético, a geografia tradicional demandava memorização de aspectos do globo terrestre, prática que até hoje é indicada no ensino de Geografia.
( )O pensamento geográfico tradicional - de filiação positivista - propunha a existência de múltiplos referenciais teóricos e a convivência de ecléticas influências, sendo uma de suas características a recusa de um único método de interpretação. Por isso, a memorização fazia parte do pensamento geográfico tradicional e, até hoje, é recorrente, sobretudo, no ensino da Geografia.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Assinale a alternativa que compreende, exclusivamente, países da Europa Oriental.
Prevista na Constituição, mas nunca regulamentada, a taxação de grandes fortunas conta com significativo apoio popular. Pesquisa do instituto DataSenado revela que 62% dos brasileiros concordam com a criação de um imposto específico para os mais ricos do país.
Agência Senado. Disponível em: https://www12. senado.leg.br/noticias/materias/2023/02/16/ criacao‑de‑imposto‑sobre‑grandes‑fortunas‑tem‑apoio‑popular. Acesso em: 18 jun. 2024.
A política, por definição, é sempre ampla e supõe uma visão de conjunto. Ela apenas se realiza quando existe a consideração de todos e de tudo. Quem não tem visão de conjunto não chega a ser político. E não há política apenas para os pobres, como não há apenas para os ricos. [...] Fora daí o que se pretende é encontrar formas de proteção a certos pobres e certos ricos, escolhidos segundo os interesses dos doadores. Mas a política tem de cuidar do conjunto de realidades e do conjunto de relações.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. 2. ed. Rio de Janeiro: Record, 2000. p. 33.
O ensino de Geografia pode contribuir para a reflexão dos estudantes como cidadãos, reconhecendo as principais questões e entraves para o desenvolvimento socioeconômico do país.
Considerando a notícia e o texto apresentados, assinale a alternativa que evidencia uma correlação entre eles.
Entretanto uma periodização é necessária, pois os usos são diferentes nos diversos momentos históricos. Cada periodização se caracteriza por extensões diversas de formas de uso, marcadas por manifestações particulares interligadas que evoluem juntas e obedecem a princípios gerais, como a história particular e a história global, o comportamento do Estado e da nação (ou nações) e, certamente as feições regionais. Mas a evolução que se busca é a dos contextos, e assim as variáveis escolhidas são trabalhadas no interior de uma situação que é sempre datada. Interessa-nos em cada época o peso diverso da novidade e das heranças.
(SANTOS, Milton; SILVEIRA, Maria Laura. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. 15 ed. Rio de Janeiro: Record, 2011. p 20.)
Sobre o estudo do uso do território, a partir do trecho anterior é, correto afirmar que
Como parte das atividades da Companhia Elétrica, é fundamental compreender os padrões climáticos locais para otimizar a produção de energia eólica. A região onde a empresa atua é caracterizada por ventos predominantes que sopram do oceano em direção ao continente, especialmente durante os meses de verão. No entanto, durante o inverno, a direção dos ventos tende a se inverter, tornando-se mais variável. Nesse contexto, assinale a alternativa CORRETA, que apresenta o fenômeno climático responsável pela mudança sazonal nos padrões de vento na região.
Assim, a educação geográfica pressupõe:
I. Conceber a geografia como ciência.
II. Realizar leitura analítica e crítica do espaço geográfico.
III. Trabalhar as diferentes escalas geográficas (mundial, regional e local).
IV. Tratar e contribuir para a questão ambiental.
V. Considerar a complexidade socioespacial.
Estão corretas as proposições
Qual alternativa representa corretamente uma característica da teoria Neomalthusiana?
A representação cartográfica da vulnerabilidade aos processos erosivos, ou poluidores, ou o zoneamento por graus de risco de erosão, ou de contaminação por poluição do ar, ou da água superpostos à distribuição dos usuários classificados por renda e condições das habitações facilitam a compreensão da geografia dos impactos ambientais [...] dos diferentes ambientes urbanos.
COELHO in GUERRA, 2001, p. 37. Disponível em:https://uniesp.edu.br/sites/_biblioteca/uploads/20170322160002.pdf . Acesso em: 18 jun. 2024.
Quais técnicas são recomendas para auxiliar nas investigações em impactos urbanos?
O vento, genericamente definido, é o movimento horizontal do ar sobre a superfície do planeta. A turbulência acrescenta correntes ascendentes e descendentes, além de uma componente vertical à essa definição. As duas principais propriedades do vento são a velocidade e a direção, e existem instrumentos que medem cada uma delas. Quatro forças determinam a velocidade e a direção dos ventos. São elas, EXCETO a força:
Em quase meio século de carreira acadêmica, o renomado geógrafo brasileiro Milton Santos desenvolveu propostas teórico-metodológicas de notória contribuição para as Ciências Sociais, principalmente para a Geografia. Quando escreveu sobre o conceito de paisagem em seu livro “Metamorfose do Espaço Habitado”, descreveu-a como:
As chuvas são classificadas de acordo com sua gênese, que é resultante do tipo de processo que controla os movimentos ascensionais geradores das nuvens das quais se precipitam. Sobre a formação das chuvas de origem térmica e suas características, é correto considerar que
O pensamento marxista chega à geografia nos anos 1970 – depois de um rápido ensaio nos anos 1950 -, e em diferentes cantos do mundo. Nos anos 1950, um grupo de geógrafos, de que fazem parte Jean Tricart, Pierre George, René Guglielmo, Bernard Kayser e Yves Lacoste buscam criar na França uma geografia fundada no materialismo histórico e dialético. Nos anos 1970, é a vez de um naipe de geógrafos, espalhados por vários países, como David Harvey e Edward Soja, nos Estados Unidos, Milton Santos e Armando Correa da Silva, no Brasil, Yves Lacoste na França e Massino Quaini, na Itália, trazer de volta a relação entre marxismo e geografia. [...] Há, pois, uma dimensão ontológica e epistemológica nessa geografia de corte no marxismo. A dimensão ontológica relaciona-se ao tema da hominização do homem pelo próprio homem, mediante o processo do trabalho, definindo o espaço geográfico como geograficidade.
MOREIRA, Ruy. Para Onde Vai o Pensamento Geográfico? São Paulo: Contexto, 2006, p. 40. Adaptado.
Nessa geografia de corte marxista, a dimensão epistemológica aborda o conceito de espaço definido pela
Texto I
A questão não era delimitar um território, mas compreender como a unidade podia surgir da diversidade de meios naturais e do povoamento original. É fácil um meio uniforme ser valorizado por um povo que dispõe do gênero de vida adequado – daí a pertinência da noção de região natural. Mas é raro que um só tipo de ambiente seja suficiente para produzir tudo o que é indispensável à vida de uma colectividade: esta acaba por ter que recorrer ao comércio ou à emigração temporária de uma parte de seus trabalhadores; é por isso que a análise da circulação não pode ser dissociada da das relações com o meio local.
CLAVAL, Paul. História da Geografia. Lisboa. Edições 70, 2006, p. 92-93.
Texto II
Nessa corrente do pensamento geográfico, privilegiam-se os conceitos de paisagem e região, em torno deles estabelecendo-se a discussão sobre o objeto da geografia e a sua identidade no âmbito das demais ciências. Então, os debates incluem os conceitos de paisagem, região natural e região-paisagem, assim como os de paisagem cultural, gênero de vida e diferenciação de áreas. Nela, envolvem-se geógrafos vinculados tanto ao possibilismo quanto ao determinismo [...]. Assim, a abordagem espacial, associada à localização das atividades dos homens e aos fluxos, é muito secundária entre os geógrafos.
CORRÊA, Roberto. Espaço, um conceito-chave da geografia. In. Castro, I. et al. (Org.). Geografia: conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995, p. 17. Adaptado.
A corrente de pensamento mencionada nos Textos I e II é denominada Geografia:
O Plano Marshall foi uma iniciativa audaciosa dos Estados Unidos para fornecer assistência financeira e material aos países europeus devastados pela Segunda Guerra Mundial. Ao fornecer recursos substanciais para a reconstrução, os EUA buscaram estabelecer uma esfera de influência na Europa Ocidental, promovendo o capitalismo democrático como uma alternativa ao comunismo soviético.
A respeito das alterações na estrutura de classes que ocorreram após a Segunda Guerra Mundial, verifica-se que houve uma longa crise econômica e o consequente enxugamento do Estado a partir dos anos 1950, que geraram uma redução drástica da burocracia e uma precarização intensa da intelectualidade.