Questões de Concurso
Sobre história da geografia em geografia
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Para cumprir os objetivos do ensino de Geografia, sintetizados na ideia de desenvolvimento do raciocínio geográfico, é preciso que se selecionem e se organizem os conteúdos que sejam significativos e socialmente relevantes. A leitura do mundo do ponto de vista de sua espacialidade demanda a apropriação, pelos alunos, de um conjunto de instrumentos conceituais de interpretação e de questionamento da realidade socioespacial. Esses conceitos são considerados como fundamentais para o raciocínio espacial e são citados como os mais elementares para o estudo da Geografia.
(Lana de Souza Cavalcanti, Geografia, escola e construção de conhecimentos)
São exemplos desses conceitos:
No Brasil, o movimento de renovação do ensino de Geografia faz parte de um conjunto de reflexões mais gerais sobre os fundamentos epistemológicos, ideológicos e políticos da ciência geográfica, iniciadas no final da década de 1970. Podem-se situar nesse movimento alguns marcos, como _______________________.
(Lana de Souza Cavalcanti, Geografia, escola e construção de conhecimentos. Adaptado)
A lacuna é corretamente preenchida por:
Quando tudo era meio natural, o homem escolhia da natureza aquelas suas partes ou aspectos considerados fundamentais ao exercício da vida, valorizando, diferentemente, segundo os lugares e as culturas, essas condições naturais que constituíam a base material da existência do grupo. Nesse período, os sistemas técnicos não tinham existência autônoma. Sua simbiose com a natureza resultante era total. Na sequência, o período técnico vê a emergência do espaço mecanizado. Os objetos que formam o meio não são, apenas, objetos culturais; eles são culturais e técnicos, ao mesmo tempo. Quanto ao espaço, o componente material é crescentemente formado do “natural” e do “artificial”. O terceiro período começa praticamente após a segunda guerra mundial e, sua afirmação, incluindo os países do terceiro mundo, vai realmente dar-se nos anos 1970. É a fase que R. Richta distingue das anteriores pela profunda interação da ciência e da técnica, a tal ponto que certos autores preferem falar de tecnociência para realçar a inseparabilidade atual dos dois conceitos e das duas práticas.
SANTOS, M. A Natureza do Espaço. São Paulo: Hucitec, 1996, pp.187-190. Adaptado.
O terceiro período mencionado é especificamente denominado pelo autor de:
Ao colocar a reflexão da relação do homem com a natureza no plano da fronteira da geografia com a antropologia e a sociologia, Ratzel praticamente inaugura uma tradição de ver o homem em sua relação com a natureza pela mediação do espaço político do Estado. Nisso difere dos demais criadores das geografias setoriais, que elaboraram uma geografia física pura ou uma geografia humana pura. Daí a forte impressão que dá a sua obra de uma grande virada, e, assim, um novo momento paradigmático na história do pensamento geográfico.
MOREIRA, R. Para Onde vai o Pensamento Geográfico? São Paulo: Contexto, 2006, p. 30. Adaptado.
Na geografia de Ratzel, identifica-se uma distinção dentro do pensamento geográfico em grande medida decorrente de sua referência ao:
No longo e infindável processo de organização do espaço, o Homem estabeleceu um conjunto de práticas através das quais são criadas, mantidas, desfeitas e refeitas as formas e as interações espaciais. São as práticas espaciais, isto é, um conjunto de ações espacialmente localizadas que impactam diretamente sobre o espaço, alterando-o no todo, em parte ou preservando-o em suas formas e interações espaciais. (...) As práticas são ações que contribuem para garantir os diversos projetos. São meios efetivos através dos quais objetiva-se a gestão do território. (...) Há uma prática espacial por meio da qual o Homem decide sobre um determinado lugar segundo este apresente atributos julgados de interesse ou em condições favoráveis, de acordo com os diversos projetos estabelecidos. A fertilidade do solo, um sítio defensivo, a proximidade da matéria-prima, o acesso ao mercado consumidor ou a presença de um porto, de uma força de trabalho não qualificada e sindicalmente pouco ativa, são alguns exemplos de atributos que podem levar a localizações específicas, definindo essa prática espacial.
CORRÊA, R. Espaço, um conceito-chave da Geografia. In. CASTRO, I. et al. (Org.). Geografia: Conceitos e Temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995, p. 36. Adaptado.
A prática espacial acima mencionada é a:
Trata-se de uma geografia que utiliza a teoria marxista como fundamental para a análise científica. Com ela, pretende-se construir uma sociedade mais equitativa, sem pobreza nem sofrimento, trabalhar para a mudança social e criar uma organização, com uma ação efetiva, dentro da geografia acadêmica. Esta geografia analisa principalmente as relações estruturais dos problemas sociais. Uma das noções básicas é a de que o espaço não pode ser percebido independentemente do objeto de estudo. A geografia quantitativa, pelo contrário, considerava o espaço como uma variável explicativa. Teoricamente o maior contributo deve-se a David Harvey, que recusa igualmente o idealismo, o positivismo e a fenomenologia, porque essas teorias ou se centram sobre o indivíduo, não considerando as limitações à liberdade individual por parte das estruturas sociais, ou esquecem o papel das elites na manipulação das estruturas sociais.
FERREIRA, C.; SIMÕES, N. A Evolução do Pensamento Geográfico. Lisboa: Gradiva, 1986, p. 100. Adaptado.
No texto, são apresentadas as características próprias da Geografia:
Sobre a evolução do conceito de região nas três principais divisões regionais do Brasil no século XX, propostas pelo IBGE, é correto afirmar que:
A partir desse fragmento de texto, o professor Francisco Mendonça defende a ideia de uma Geografia:
(Lana de Souza Cavalcanti. Geografia, escola e construção de conhecimentos, 2003. Adaptado)
Esses conceitos fundamentais são:
(Antonio Carlos Robert Moraes. Geografia: pequena história crítica,1985. Adaptado)
O texto faz menção ao conceito de uma geografia
(Milton Santos; Maria Laura Silveira, O Brasil: território e sociedade no início do século XXI, 2021. Adaptado)
O texto apresenta elementos da constituição
(São Paulo (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista. São Paulo: SEDUC, 2019. Adaptado)
O texto apresenta do conceito de
(Wanderley Messias da Costa, Geografia política e geopolítica. Discursos sobre o território e o poder, 2010. Adaptado)
Esse contexto gerou condições para o uso de novas teorias da Geografia, dentre elas:
(Antonio Carlos Robert Moraes, Geografia: pequena história crítica,1985. Adaptado)
O texto apresenta elementos da conceituação de
(Antonio Carlos Robert Moraes, Geografia: pequena história crítica,1985. Adaptado)
Esses pressupostos foram defendidos por uma corrente do pensamento geográfico denominada de Geografia
(Antonio Carlos Robert Moraes, Geografia: pequena história crítica,1985. Adaptado)
Esses princípios da ciência geográfica foram defendidos e explicitados por