Questões de Concurso
Sobre história da geografia em geografia
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O mérito do conceito de formação socioespacial, ou simplesmente formação espacial, reside no fato de se explicitar teoricamente que uma sociedade só se torna concreta através de seu espaço, do espaço que ela produz e, por outro lado, o espaço é inteligível através da sociedade. Não há, assim, por que falar em sociedade e espaço como se fossem coisas separadas que nós reuniríamos a posteriori, mas sim de uma formação socioespacial.
(Roberto Lobato Corrêa, “Espaço: um conceito-chave da Geografia”. In: Iná Elias de Castro et al. Geografia: Conceitos e temas, 2025. Adaptado)
Com base na passagem apresentada, para a ciência geográfica, a formação socioespacial representa
A manifestação desta filiação científica está pautada pela redução da realidade ao mundo dos sentidos, isto é, em circunscrever todo trabalho científico ao domínio da aparência dos fenômenos. Tal postura aparece na Geografia através da desgastada máxima – “a Geografia é uma ciência empírica, pautada na observação”. A descrição, a enumeração e classificação dos fatos referentes ao espaço são momentos de sua apreensão, mas a Geografia se limitou a eles; como se eles cumprissem toda a tarefa de um trabalho científico. Por esta razão, a Geografia Geral, tão almejada pelos geógrafos, na prática sempre se restringiu aos compêndios enumerativos e exaustivos.
(Antonio Carlos Robert Moraes, Geografia – pequena história crítica, 2007. Adaptado)
A fase do pensamento geográfico e da corrente científica a que o trecho do texto faz referência, corresponde à Geografia
(MORAES, Antonio Carlos Robert., 1985)
O texto refere-se à Geografia
(MORAES, Antonio Carlos Robert. Geografia: pequena história crítica, 1985. Adaptado)
De acordo com o autor, nesta obra, a unidade de análise do geógrafo para Milton Santos é:
(MORAES, Antonio Carlos Robert. Geografia: pequena história crítica. São Paulo, 1985)
Duas vertentes foram responsáveis pela crítica à Geografia tradicional. Uma delas refere-se à
(MORAES, Antonio Carlos Robert. Geografia: pequena história crítica, 1985)
O texto apresenta um dos principais autores relacionado ao pensamento
(MORAES, Antonio Carlos Robert. Geografia: pequena história crítica. São Paulo,1985)
O autor a que o texto se refere é:
(MORAES, Antonio Carlos Robert. Geografia: pequena história crítica, 1985)
Para Carl Ritter, a Geografia tem como objetivo principal
SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista. São Paulo: SEDUC, 2019. Adaptado)
Dentre esses princípios fundamentais tem-se aquele em que, um fenômeno geográfico sempre é comparável a outros. A identificação das semelhanças entre fenômenos geográficos é o início da compreensão da unidade terrestre.
Esse conceito remete ao princípio fundamental da
(SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista. São Paulo: SEDUC, 2019. Adaptado)
O texto refere-se ao conceito de
(COSTA, Wanderley Messias da. Geografia política e geopolítica. Discursos sobre o território e o poder, 2010. Adaptado)
Surge nesse contexto, o termo conhecido como
Leia o texto a seguir.
O conceito de lugar envolve todas as transformações que ocorreram no espaço geográfico ao longo do tempo e possui grande influência sentimental devido aos significados dados pela ação antrópica no meio espacial. Assim, o lugar é um conceito de forte individualidade e mutabilidade e envolve os significados aplicados no contexto da ciência geográfica.

A aplicação da categoria geográfica “lugar” no ensino da geografia é exemplificada
I- Território é um espaço delimitado e exercido por relações de poder. É um conceito utilizado apenas para analisar os Estados-Nação, ou seja, a geopolítica mundial.
II- Paisagem é tudo aquilo que conseguimos identificar e interpretar por meio dos nossos sentidos.
III- Lugar é um espaço dotado de valor, significados e sentimentos. Um espaço torna-se um lugar à medida que nos tornamos íntimos e desenvolvemos afetividade por ele.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Esse conceito tem uma larga utilização na história da ciência geográfica. No ensino, ele está presente em diversos conteúdos que compõem o programa curricular do Ensino Médio e Fundamental. Nas análises cientificas da década de 1990, um dos elementos que têm sido apontados como destaque na constituição desse conceito é o poder.
(Lana de Souza Cavalcanti, Geografia, escola e construção de conhecimentos. Adaptado)
O excerto apresenta o conceito de
No longo e infindável processo de organização do espaço, o Homem estabeleceu um conjunto de práticas através das quais são criadas, mantidas, desfeitas e refeitas as formas e as interações espaciais. São as práticas espaciais, isto é, um conjunto de ações espacialmente localizadas que impactam diretamente sobre o espaço, alterando-o no todo ou em parte ou preservando -o em suas formas e interações espaciais. Dentre essas práticas, uma delas destaca que o valor atribuído a um dado lugar pode variar ao longo do tempo. Razões de ordem econômica, política ou cultural podem alterar a sua importância, deixando-o à margem da rede de lugares a que se vinculava.
(Iná Elias de Castro, Paulo Cesar da Costa Gomes e Roberto Lobato Corrêa (orgs.), Geografia: conceitos e temas. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a prática espacial descrita.
De forma semelhante à Geografia crítica, calcada nas filosofias do significado, especialmente a fenomenologia e o existencialismo, é uma crítica à Geografia de cunho lógico-positivista. Essa corrente da Geografia está assentada na subjetividade e na contingência, privilegiando o singular, e não o particular ou o universal, e, ao invés da explicação, tem na compreensão a base de inteligibilidade do mundo real.
(Iná Elias de Castro, Paulo Cesar da Costa Gomes e Roberto Lobato Corrêa (orgs.), Geografia: conceitos e temas. Adaptado)
O texto apresenta elementos da Geografia
Para esse autor, o objeto da Geografia podia ser definido como “o estudo da influência que as condições naturais exercem sobre a humanidade”. Para ele, o progresso da humanidade seria obtido com o maior uso dos recursos naturais, propondo mesmo que se estreitassem as relações do homem com a natureza.
(Nídia Pontuschka, Tomoko Paganelli e Núria Cacete, Para ensinar e aprender Geografia. Adaptado)
São apresentados elementos do pensamento geográfico de
Na perspectiva de Vidal de La Blache, a natureza passou a ser vista como possibilidades para a ação humana; daí o nome de Possibilismo dado a essa corrente por Lucien Febvre. A teoria de Vidal concebia o homem como hóspede antigo de vários pontos da superfície terrestre, que em cada lugar se adaptou ao meio que o envolvia, criando, no relacionamento constante e cumulativo com a natureza, um acervo de técnicas, hábitos, usos e costumes, que lhe permitiram utilizar os recursos naturais disponíveis.
(Antonio Carlos Robert Moraes, Geografia: pequena história crítica. Adaptado)
O conjunto de técnicas e costumes construído historicamente pelas sociedades foi denominado por Vidal de La Blache como
Nessa corrente da Geografia, a paisagem foi bastante evidenciada, tornando-se, para determinados teóricos, o próprio objeto dessa ciência. Por permitir a observação dos aspectos visíveis dos fatos, fenômenos e acontecimentos geográficos, era considerada a melhor expressão do relacionamento entre o homem e o meio.
(Lana de Souza Cavalcanti, Geografia, escola e construção de conhecimentos. Adaptado)
O texto refere-se à seguinte corrente da Geografia: