Questões de Concurso
Sobre fisioterapia neonatal e pediátrica em fisioterapia
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I. A primeira etapa motora que o bebê deve alcançar é o controle de cabeça até três meses de vida.
II. O rolar deve aparecer por volta dos cinco meses.
III. O sentar sozinho aos seis meses.
IV. Aos oito meses, a criança deve assumir a postura sentada sozinha.
V. Aos nove meses deve engatinhar e se puxar para a postura de pé.
VI. Em 10 meses, a criança começa a andar livremente.
Estão CORRETOS:
São instrumentos para avaliação voltados para a DMD, em uma criança de 8 anos de idade, para os domínios função e estrutura de acordo com a CIF, exceto:
Leia o caso clínico.
Lactente, 2 meses, sexo masculino, peso: 3,8 Kg, nascido a termo, sem intercorrências neonatais, deu entrada na emergência com sinais de desconforto respiratório importante. A mãe relata histórico de tosse, rinorreia, cansaço para se alimentar, irritação e febre nas últimas 72 horas. Afirma também, quadro gripal nos irmãos maiores do bebê.
Exame físico: FR: 60ipm, presença de retrações intercostais, FC: 126 bpm Temperatura: 37ºC, SpO2: 90% AR: MV + em AHT com crepitantes difusos e sibilos na fase expiratória, boa perfusão com tempo de enchimento capilar: 2s, e pressão arterial no percentil 50%. Mantém-se irritado ao exame.
No exame laboratorial: Leucograma normal, pesquisa de vírus positivo para VSR. RX: presença de hiperinsuflação pulmonar, alargamento de espaços intercostais e retificação de cúpula diafragmática.
Após avaliação a hipótese para o quadro desse lactente é uma Bronquiolite Viral Aguda (BVA).
Considerando o caso clínico do paciente na emergência e seus conhecimentos acerca do suporte ventilatório, julgue as proposições colocando (V) verdadeiro ou (F) falso e marque a alternativa correta.
(_) Para esse paciente o valor do escore clínico de gravidade de Wang é 8, o que configura uma BVA moderada, e para chegar a esse valor o fisioterapeuta considerou o valor da FR e a presença da sibilância.
(_) Para esse caso, se o Cateter nasal de alto fluxo (CNAF) for indicado, sugere-se iniciar com fluxo de 1L/kg/min para adaptação e aumentar até 2L/kg/min, conforme o padrão ventilatório, a FR e a FC. A FiO2 deve ser titulada para manter uma SpO2 maior, ou igual a 94%.
(_) Se for indicado a ventilação não invasiva (VNI) é recomendado o CPAP. O bínivel não se aplica, mesmo que ocorra uma hipoventilação.
(_) Na instituição da VNI é importante a detecção precoce da falha terapêutica com intuito de não postergar o momento da intubação. Alguns fatores preditivos de falha da VNI na BVA são idade, menor peso, presença de apneia, frequência cardíaca mantendo-se elevada após o início da terapia e acidose respiratória sem melhora.
(_) Se houver necessidade de instituir a ventilação mecânica invasiva nesse paciente, dependendo da mecânica respiratória, podemos considerar ventilar com volume corrente de 10mL/kg, uma pressão inspiratória (Pins, pico ou PIP) mais elevada, de 25 a 35cmH2O, devido à alta resistência das vias aéreas, mas com a pressão platô ≤ 30cmH2O, e uma FiO2 menor possível para manter SpO2 > 90–92%.
(_) O texto não relata a realidade nas unidades de terapia intensiva pediátricas, pois essa terapêutica é muito difundida e não apresenta qualquer barreira na sua implementação.
(_) Podemos destacar diversas barreiras na implementação ao protocolo de mobilização precoce, conforme o texto ressalta. De maneira sistemática, podemos dividir essas barreiras em relacionadas ao paciente, relacionadas à equipe e institucionais.
(_) A fraqueza muscular adquirida na UTI é resultado do estado catabólico inerente à doença crítica resultando em perda de massa muscular. Afecções no sistema neural não são vistas/detectadas.
(_) A musculatura respiratória também sofre influências negativas do imobilismo no ambiente de terapia intensiva. Crianças capazes de compreender e executar as manobras solicitadas devem aferir a força muscular respiratória. As técnicas para aferição da Pimáx e Pemáx devem seguir as indicações e recomendações da European Respiratory Society (ERS) statement on respiratory muscle testing at rest and during exercise.
(_) Na mobilização e reabilitação de crianças internadas em UTI avaliar o nível de desconforto nas populações pediátricas é necessário, a fim de estabelecer a melhor conduta. A escala Comfort Behavior, contempla 6 itens, cada um pontuando de 1 a 5. De limitação para essa escala temos a não aplicação em crianças ventiladas mecanicamente.
I- Durante a gravidez alguns fatores maternos como a má nutrição, exposição ao tabaco, diabetes, hipertensão arterial, entre outros, podem diminuir o fluxo sanguíneo para o feto durante o período sacular e alveolar do desenvolvimento pulmonar. O que leva a prejuízos ao recém-nascido como a redução do número de alvéolos, do volume pulmonar e área de superfície de troca gasosa.
II- Recém nascidos prematuros (RNPT) podem apresentar respostas reduzidas à hipercapnia, devido à menor sensibilidade dos centros respiratórios centrais ao CO2, em virtude da própria imaturidade do sistema nervoso central. Ao contrário da hiperventilação persistente esperada, durante episódios de hipoxemia RNPT podem apresentar apenas hiperventilação transitória, em seguida a ventilação minuto pode retornar para valores basais e na sequência evoluir para depressão respiratória.
III- Durante o sono REM (movimento rápido dos olhos) há diminuição do tônus postural, o que pode causar redução da capacidade residual funcional e aumento do trabalho respiratório de RNPT. RNPT mais imaturos geralmente despendem mais tempo em períodos de sono REM, período no qual a respiração periódica (padrão respiratório alternado com pausas) é mais frequente.
IV- Como a resistência das vias aéreas ao fluxo de ar é reduzida em RNPT, o trabalho respiratório também é menor. Assim, durante quadros de infecção brônquica/bronquiolar, inflamação e broncoespasmo, podemos facilmente encontrar desconforto respiratório e declínio da função pulmonar.
Particularidade estrutural.
1. Brônquio principal direito verticalizado em relação à traqueia.
2. Ausência de ventilação colateral em RN.
3. Arcos costais e esterno mais cartilaginosos.
4. Diafragma com menor percentual de fibras oxidativas e resistentes à fadiga (tipo I).
5. Laringe mais alta em relação ao adulto.
6. Menor quantidade de surfactante.
7. Alvéolos diminuídos em número e tamanho.
Particularidade funcional.
(_) Aumento da TS com diminuição da complacência pulmonar.
(_) Aumento da complacência do tórax.
(_) Menor superfície de troca gasosa.
(_) Maior predisposição para atelectasia e hiperdistensão.
(_) Respiração predominantemente nasal.
(_) Menor resistência à fadiga; aumento do trabalho respiratório.
RN: recém-nascidos; TS: tensão superficial; LSD: lobo superior direito.
Nos itens, estão descritas algumas consequências das diferenças entre os parâmetros respiratórios do neonato e lactente em relação ao adulto. Identifique quais afirmações são verdadeiras.
I- Como a resistência das vias aéreas no neonato é mais elevada, o trabalho respiratório também é maior.
II- Em caso de infecção brônquica, o broncoespasmo e a inflamação, que podem ser assintomáticos nos adultos, determinam logo de início, um quadro clínico de desconforto respiratório na criança pequena, podendo comprometer a função respiratória.
III- O aumento da frequência respiratória (FR) e um volume corrente (VC) ligeiramente baixo, compensam em certa medida, a elevada resistência das vias aéreas, devido às pequenas dimensões do pulmão.
IV- A aumentada luz dos brônquios do lactente o expõe a acidentes obstrutivos graves em caso de má deglutição, ou eliminação insuficiente das secreções brônquicas.
V- A frequência respiratória baixa no lactente “varre” o espaço morto anatômico, o que promove um baixo volume minuto (VM).