Questões de Concurso
Sobre avaliação neurológica em fisioterapia
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I.O treinamento de tarefa específica promove o recrutamento de áreas perilesionais através da reorganização cortical dependente do uso, conhecida como plasticidade sináptica.
II.O reflexo tônico cervical assimétrico, quando presente em adultos com lesão de neurônio motor superior, manifesta-se pela flexão do membro superior do lado para o qual a face é voltada.
III.A Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva utiliza o reflexo de estiramento e a resistência manual para promover a irradiação da atividade muscular de segmentos fortes para segmentos fracos.
Está correto o que se afirma em:
I. A Heminegligência trata-se de um distúrbio da atenção visuoespacial, o paciente inutiliza o membro e não reconhece como parte de seu esquema corporal.
II. A distonia é causada por lesões dos núcleos da base do cérebro. Os movimentos são lentos, o tônus é flutuante e pode acometer membros, tronco e face.
III. O tremor é caracterizado pela cocontração agonista/ antagonista com conseguinte enrijecimento e lentidão de movimentos do membro espástico.
IV. A afasia consiste na incapacidade de executar, sob solicitação, tarefas que exigem combinação de atos motores em sequência lógica, para sua completa realização.
I. O teste de Romberg é um procedimento utilizado para investigar o equilíbrio postural em condições estáticas, especialmente quando há suspeita de acometimento proprioceptivo.
II. A resposta em extensão do hálux observada no teste de Babinski é considerada um reflexo fisiológico em adultos saudáveis.
III. A presença do sinal de Hoffman sugere comprometimento de vias corticoespinhais, sendo indicativo de disfunção no sistema nervoso central.
IV. O teste de Tinel é aplicado para identificar irritação ou compressão de nervos periféricos, incluindo estruturas localizadas no punho.
Com base nessasinformações, é correto afirmar que
Criança, 5 anos, com quadro de paralisia cerebral espástica quadriparética, classificada no nível III pelo Gross Motor Function Classification System, apresenta falha na estabilidade dinâmica da cintura escapular.
No caso dessa criança, há fixação das escápulas em
Lucas, 18 meses, com mielomeningocele, apresenta nível neurológico L3–L4 de acordo com Bartonek e Saraste. Realiza fisioterapia motora desde que recebeu alta hospitalar, que ocorreu aos 2 meses de vida. Ele está evoluindo bem, já consegue assumir a posição sentada de forma independente e começou a engatinhar há 1 mês.
Lucas, 18 meses, com mielomeningocele, apresenta nível neurológico L3–L4 de acordo com Bartonek e Saraste. Realiza fisioterapia motora desde que recebeu alta hospitalar, que ocorreu aos 2 meses de vida. Ele está evoluindo bem, já consegue assumir a posição sentada de forma independente e começou a engatinhar há 1 mês.
De acordo com o nível neurológico apresentado, L3–L4, assinale a alternativa que apresenta o grau de força que ele possui.
A avaliação fisioterapêutica em crianças e adolescentes baseia-se no conceito de que os padrões motores resultam da interação dinâmica entre vários fatores que facilitam ou dificultam os movimentos. Tais fatores podem ser internos, como a integridade dos sistemas nervosos central e periférico, a capacidade cognitiva, a habilidade de percepção, o peso corporal, força muscular e biomecânica, ou externos, como as condições sociais e ambientais.
Esse conceito vai ao encontro do modelo utilizado para compreender as necessidades da criança e, consequentemente, traçar um plano de tratamento adequado e personalizado.
Esse é o modelo
Criança do sexo masculino, com 3 anos de idade, foi encaminhada ao ambulatório de fisioterapia com diagnóstico médico de paralisia cerebral (PC). A queixa, segundo a mãe, é de dificuldade para andar de forma independente. A avaliação fisioterapêutica indicou: (1) discreta alteração de tônus muscular de membros inferiores (varia entre 1 e 1+ na escala de Ashworth modificada para a maioria dos grupos, exceto para adutores de quadril e flexores plantares – grau 2); (2) força muscular grau 4 para a maioria dos grupos, exceto para abdutores e dorsiflexores – grau 2; (3) uso de órtese antiequino bilateral e padrão adutor de membros inferiores durante a marcha; (4) diminuição da base de apoio que compromete a estabilidade postural em bipedestação; (5) dificuldade para assumir e manter-se em posturas mais altas (ajoelhado, semiajoelhado e bipedestação), especialmente quando é desestabilizada ou procura realizar alguma atividade na postura (déficit de ajustes antecipatórios e compensatórios, respectivamente), o que não é observado em sedestação. A mãe realiza com frequência os alongamentos orientados em casa, e a criança não apresenta encurtamentos ou deformidades estabelecidas.
Conforme explicitado no caso, há dificuldade para assumir e manter-se em posturas mais altas (ajoelhado, semiajoelhado e bipedestação), especialmente quando é desestabilizada ou procura realizar alguma atividade na postura (déficit de ajustes antecipatórios e compensatórios, respectivamente), o que não é observado em sedestação.
Isso é indicativo de déficit