Questões de Concurso Sobre o que é a filosofia em filosofia

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Q4012542 Filosofia
“Foi pela admiração que os homens começaram a filosofar, tanto no princípio como agora. De início, ficaram perplexos diante das dificuldades mais simples; depois, avançaram pouco a pouco e enunciaram problemas a respeito das dificuldades mais complexas, como os fenômenos da lua, do sol e das estrelas, assim como a gênese do Universo.”
ARISTÓTELES. Metafísica. Tradução Leonel Vallandro. Porto Alegre: Globo, 1969. p.40.

Além das afirmações de Aristóteles acima, considere as seguintes proposições sobre o surgimento da Filosofia.
I. A Filosofia surgiu quando alguns pensadores gregos perceberam que a verdade do cosmo e dos homens não era algo nem secreto e nem misterioso, que necessitasse ser anunciado por divindades aos escolhidos, mas que, em contraste, podia ser alcançado através do raciocínio e operações mentais, das quais somente os filósofos são dotados.
II. Apesar de se atribuir aos gregos o surgimento da Filosofia, é mais correto afirmar que ela tem seu aparecimento primeiramente junto aos povos orientais, como egípcios e hebreus (especificamente por influência de Moisés), que já possuíam, verdadeiramente, uma forma de “sabedoria” constituída de convicções religiosas, mitos teológicos e “cosmogônicos”.
III. Dentro do conjunto de circunstâncias que contribuíram para o surgimento do pensamento filosófico na Grécia, cita-se: a configuração geográfica de seu território, com relevo peculiar, que favorecia o comércio marítimo e o intercâmbio cultural e econômico com outros povos; e a organização social e política dos gregos com suas cidades-Estados e oferecendo possibilidades para a realização de debates e prática da livre expressão.
IV. Antes dos gregos, especulações filosóficas já eram levantadas na China e na Índia, a partir de questões relacionadas à natureza da divindade, à alma humana e à vida após a morte, bem como a respeito dos princípios de todas as coisas, chegando a conclusões que levaram à terra, ao fogo e ao ar como tais princípios.
É CORRETO afirmar que:
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Q4012533 Filosofia

A digitalização não é apenas uma nova ferramenta para velhos métodos, mas um desafio à própria autocompreensão da didática da filosofia. Plataformas de diálogo assíncrono, inteligência artificial generativa e ambientes de realidade virtual colocam questões sobre a natureza do diálogo filosófico, a autoria do pensamento e a mediação da experiência. Podemos falar em um ‘digitales Philosophieren’ específico? Ele amplia ou empobrece as condições da reflexão? A didática precisa desenvolver critérios normativos para o uso digital que preservem os objetivos centrais da filosofia: a profundidade reflexiva, a autoria do pensamento e a relação intersubjetiva crítica.


KIRCHNER, C.; WIESE, M. Digitales Philosophieren. Journal für Didaktik der Philosophie und Ethik, Sonderheft “Digitalität”, p. 10–15, 2022. 


A partir do texto acima e de seus conhecimentos, pode-se concluir que:

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Q3990865 Filosofia
Investiga os fundamentos, fins e valores da educação. Essa dimensão envolve questões epistemológicas, axiológicas e teleológicas. Uma de suas grandes perguntas é “Para que educar?”. Essa dimensão específica da prática educativa é a: 
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Q3973327 Filosofia

Texto 5A2-I


    A crença na inspiração. Os artistas têm interesse em que se creia nas intuições repentinas, nas chamadas inspirações; como se a ideia da obra de arte, do poema, o pensamento fundamental de uma filosofia, caísse do céu como um raio de graça. Na verdade, a imaginação do bom artista ou pensador está produzindo sem parar, sejam coisas boas, medíocres ou ruins, mas o seu julgamento — altamente aguçado e exercitado — rejeita, seleciona, combina; como vemos nas anotações de Beethoven, que, aos poucos, juntou as melodias mais esplêndidas e de certo modo as retirou de múltiplos esboços. Quem separa menos rigorosamente e confia de bom grado na memória imitativa pode se tornar, em certas condições, um grande improvisador; mas a improvisação artística está muito abaixo do pensamento artístico selecionado com seriedade e dedicação. Todos os grandes foram grandes trabalhadores, incansáveis não apenas no inventar, mas também no rejeitar, escolher, remodelar e ordenar. 


Friedrich Nietzsche. Humano, demasiado humano (aforismo 155). Tradução de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2020 [1878], p. 111 (com adaptações).

Ao mencionar as anotações de Beethoven no aforismo apresentado no texto 5A2-I, Nietzsche pretende ilustrar a ideia de que
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Q3973319 Filosofia
Acerca das relações entre filosofia, arte e ciência, assinale a opção correta. 
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Q3940695 Filosofia

Durante aula sobre argumentação filosófica, um professor apresenta aos estudantes o seguinte texto de um aluno:


"Eutanásia deveria ser legalizada. Muitas pessoas sofrem dores insuportáveis em doenças terminais. É cruel prolongar sofrimento desnecessário. Países como Holanda e Bélgica já legalizaram. Portanto, deveríamos seguir esse exemplo."


O professor solicita que os estudantes identifiquem: (1) a tese defendida, (2) os argumentos oferecidos, (3) distinção entre premissas factuais e normativas, e (4) lacunas argumentativas.


Assinale a alternativa que apresenta a identificação correta.  

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Q3940688 Filosofia

No contexto dos debates contemporâneos sobre epistemologia social e construção do conhecimento, a filósofa Miranda Fricker desenvolveu o conceito de "injustiça epistêmica". Nesse sentido, considere a situação a seguir.


Durante décadas, mulheres que relatavam experiências de assédio sexual no ambiente de trabalho tinham suas narrativas sistematicamente desacreditadas ou minimizadas. Além disso, a ausência de um vocabulário conceitual adequado e socialmente legitimado para nomear essas experiências dificultava tanto a articulação individual dessas vivências quanto o reconhecimento coletivo do fenômeno.


Qual alternativa interpreta adequadamente essa situação à luz da teoria de Fricker sobre as dimensões sociais da produção de conhecimento? 

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Q3940685 Filosofia
Ao investigar as origens da Filosofia na Grécia Antiga, diversos historiadores contemporâneos têm questionado a narrativa tradicional do "milagre grego", propondo uma nova compreensão sobre o tema. Sob essa perspectiva, é correto afirmar que: 
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Q3940684 Filosofia

Considere o excerto abaixo:


“[...] finalidade da filosofia é o esclarecimento lógico dos pensamentos. A filosofia não é teoria mas atividade. Uma obra filosófica consiste essencialmente em comentários. A filosofia não resulta em ‘proposições filosóficas’ mas em tornar claras as proposições.”

Referência: Ludwig Wittgenstein, Tractatus Logico-Philosophicus, 4.112.


A partir da citação, identifique a alternativa que explicita a distinção fundamental entre a atividade filosófica e a atividade científica segundo essa perspectiva.

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Q3940683 Filosofia

A compreensão contemporânea da ciência como um processo histórico e socialmente situado encontra um de seus fundamentos mais consistentes na abordagem histórico-epistemológica de Thomas Kuhn. Sobre esse assunto, julgue as sentenças abaixo como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F).


(__) O conceito central no pensamento de Kuhn é o de paradigma, entendido não apenas como um conjunto de teorias formais, mas como uma matriz disciplinar mais ampla que engloba métodos de investigação, critérios de validação, instrumentos técnicos, valores epistêmicos e exemplos consagrados de solução de problemas.

(__) Para Kuhn, a substituição de um paradigma por outro não ocorre por simples critérios lógicos ou empíricos isolados, mas envolve processos complexos de convencimento, disputa intelectual, reorganização institucional e redefinição de valores científicos.

(__) Kuhn enfatiza o papel da observação sistemática e da experimentação como base do conhecimento, defendendo uma ciência orientada pela indução e pelo controle empírico dos fenômenos.


Assinale a alternativa que indica a sequência correta. 

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Q3940682 Filosofia

No contexto das metodologias ativas aplicadas ao ensino de Filosofia no Ensino Médio, analise as afirmativas a seguir.


I. As metodologias ativas deslocam o estudante de uma posição predominantemente receptiva para uma participação mais investigativa, favorecendo o desenvolvimento da argumentação, da problematização e do pensamento crítico filosófico.

II. A utilização de metodologias ativas no ensino de Filosofia pressupõe a mediação docente intencional, responsável por orientar o debate conceitual e evitar a fragmentação ou superficialidade das discussões.

III. As metodologias ativas eliminam a necessidade de conteúdos filosóficos sistematizados, uma vez que a experiência prática dos estudantes é suficiente para a construção do conhecimento filosófico.

IV. Estratégias como estudos de caso, debates orientados, projetos investigativos e aprendizagem baseada em problemas podem favorecer a articulação entre conceitos filosóficos e questões contemporâneas vivenciadas pelos estudantes.


Está correto o que se afirma em: 

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Q3911669 Filosofia
A compreensão do conhecimento nas sociedades contemporâneas envolve reconhecer sua natureza dinâmica. Com base nesse entendimento, analise as afirmativas a seguir e, em seguida, assinale a alternativa correta.

( ) As sociedades abertas caracterizam-se pela imprevisibilidade, exigindo que o conhecimento não se apoie em certezas rígidas.
( ) A construção do conhecimento deve basear-se em programas fixos e estáveis, adequados a percursos previamente determinados.
( ) A volatilidade e o acaso são vistos como obstáculos que devem ser eliminados para garantir a linearidade do processo de conhecer.
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Q3883208 Filosofia
P. D. N. Velasco discute a didática do ensino de filosofia focando no desenvolvimento da "competência filosófica". Qual é o papel fundamental da pergunta em sala de aula, conforme a perspectiva defendida pelo autor? 
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Q3883207 Filosofia
Walter Kohan, ao refletir sobre a relação entre infância e filosofia, utiliza os conceitos gregos de tempo: Chronos e Aion. Segundo o autor, qual é a natureza da "infância" na experiência do pensar filosófico?
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Q3883205 Filosofia
Segundo J. B. Libânio, a atitude filosófica nasce da ruptura com o cotidiano e com o saber dogmático. Ao analisar o conceito de thaumazein (espanto/admiração) em Aristóteles e Platão, como a obra define a transição do mito à filosofia? 
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Q3825526 Filosofia
Texto 5A2-I

        “A filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Essa afirmação, muito conhecida e divulgada, tem um sentido muito preciso: a filosofia não serve para coisa alguma. Essa imagem da filosofia encontra-se presente entre os alunos do ensino médio, marcados pelo modelo instrumental de educação e pela figura dos exames vestibulares como fim último da existência escolar. Curiosamente, porém, eles também costumam considerar a filosofia como um conjunto de opiniões e valores pessoais, que orientam a conduta, o julgamento e o pensamento de alguém, variando de indivíduo para indivíduo — cada um tem “a sua filosofia”. Como quebrar essas imagens? Ou melhor, como fazer com que os alunos percebam que essas imagens não são absurdas, mas que seu sentido não é exatamente aquele com que se acostumaram? Talvez o ponto de partida mais interessante seja fazer uma abordagem filosófica dessas imagens, mas sem avisar aos alunos de que estão entrando no universo da filosofia. Nesse sentido, o primeiro momento de iniciação à filosofia seria perguntar: o que é o útil? Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se for útil compreender criticamente nosso presente [...] então podemos dizer que a filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.

Marilena Chauí. A filosofia no ensino médio. In: Marilena Chauí. Em defesa da educação pública,
gratuita e democrática. São Paulo: Autêntica Editora, 2018, p. 558-568 (com adaptações). 
O texto 5A2-1 afirma que a filosofia é útil porque ajuda a abandonar ingenuidades e preconceitos do senso comum. No ensino de filosofia, isso significa que o professor deve
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Q3825525 Filosofia
Texto 5A2-I

        “A filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Essa afirmação, muito conhecida e divulgada, tem um sentido muito preciso: a filosofia não serve para coisa alguma. Essa imagem da filosofia encontra-se presente entre os alunos do ensino médio, marcados pelo modelo instrumental de educação e pela figura dos exames vestibulares como fim último da existência escolar. Curiosamente, porém, eles também costumam considerar a filosofia como um conjunto de opiniões e valores pessoais, que orientam a conduta, o julgamento e o pensamento de alguém, variando de indivíduo para indivíduo — cada um tem “a sua filosofia”. Como quebrar essas imagens? Ou melhor, como fazer com que os alunos percebam que essas imagens não são absurdas, mas que seu sentido não é exatamente aquele com que se acostumaram? Talvez o ponto de partida mais interessante seja fazer uma abordagem filosófica dessas imagens, mas sem avisar aos alunos de que estão entrando no universo da filosofia. Nesse sentido, o primeiro momento de iniciação à filosofia seria perguntar: o que é o útil? Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se for útil compreender criticamente nosso presente [...] então podemos dizer que a filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.

Marilena Chauí. A filosofia no ensino médio. In: Marilena Chauí. Em defesa da educação pública,
gratuita e democrática. São Paulo: Autêntica Editora, 2018, p. 558-568 (com adaptações). 
A BNCC indica que o ensino de filosofia deve desenvolver a capacidade de analisar argumentos, interpretar discursos e compreender contextos sociopolíticos. De acordo com o texto 5A2-I, a abordagem pedagógica que atende adequadamente a tais competências seria(m)
Alternativas
Q3825524 Filosofia
Texto 5A2-I

        “A filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Essa afirmação, muito conhecida e divulgada, tem um sentido muito preciso: a filosofia não serve para coisa alguma. Essa imagem da filosofia encontra-se presente entre os alunos do ensino médio, marcados pelo modelo instrumental de educação e pela figura dos exames vestibulares como fim último da existência escolar. Curiosamente, porém, eles também costumam considerar a filosofia como um conjunto de opiniões e valores pessoais, que orientam a conduta, o julgamento e o pensamento de alguém, variando de indivíduo para indivíduo — cada um tem “a sua filosofia”. Como quebrar essas imagens? Ou melhor, como fazer com que os alunos percebam que essas imagens não são absurdas, mas que seu sentido não é exatamente aquele com que se acostumaram? Talvez o ponto de partida mais interessante seja fazer uma abordagem filosófica dessas imagens, mas sem avisar aos alunos de que estão entrando no universo da filosofia. Nesse sentido, o primeiro momento de iniciação à filosofia seria perguntar: o que é o útil? Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se for útil compreender criticamente nosso presente [...] então podemos dizer que a filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.

Marilena Chauí. A filosofia no ensino médio. In: Marilena Chauí. Em defesa da educação pública,
gratuita e democrática. São Paulo: Autêntica Editora, 2018, p. 558-568 (com adaptações). 
A BNCC propõe que a filosofia ajude os estudantes a compreender práticas sociais, valores e a organização política. Essa orientação converge com o apresentado no texto 5A2-I porque
Alternativas
Q3825523 Filosofia
Texto 5A2-I

        “A filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Essa afirmação, muito conhecida e divulgada, tem um sentido muito preciso: a filosofia não serve para coisa alguma. Essa imagem da filosofia encontra-se presente entre os alunos do ensino médio, marcados pelo modelo instrumental de educação e pela figura dos exames vestibulares como fim último da existência escolar. Curiosamente, porém, eles também costumam considerar a filosofia como um conjunto de opiniões e valores pessoais, que orientam a conduta, o julgamento e o pensamento de alguém, variando de indivíduo para indivíduo — cada um tem “a sua filosofia”. Como quebrar essas imagens? Ou melhor, como fazer com que os alunos percebam que essas imagens não são absurdas, mas que seu sentido não é exatamente aquele com que se acostumaram? Talvez o ponto de partida mais interessante seja fazer uma abordagem filosófica dessas imagens, mas sem avisar aos alunos de que estão entrando no universo da filosofia. Nesse sentido, o primeiro momento de iniciação à filosofia seria perguntar: o que é o útil? Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se for útil compreender criticamente nosso presente [...] então podemos dizer que a filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.

Marilena Chauí. A filosofia no ensino médio. In: Marilena Chauí. Em defesa da educação pública,
gratuita e democrática. São Paulo: Autêntica Editora, 2018, p. 558-568 (com adaptações). 
Segundo a BNCC, o ensino de filosofia deve promover autonomia intelectual e capacidade de argumentação. Essa afirmação se alinha ao exposto no texto 5A2-I porque ambos
Alternativas
Q3825522 Filosofia
Texto 5A2-I

        “A filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Essa afirmação, muito conhecida e divulgada, tem um sentido muito preciso: a filosofia não serve para coisa alguma. Essa imagem da filosofia encontra-se presente entre os alunos do ensino médio, marcados pelo modelo instrumental de educação e pela figura dos exames vestibulares como fim último da existência escolar. Curiosamente, porém, eles também costumam considerar a filosofia como um conjunto de opiniões e valores pessoais, que orientam a conduta, o julgamento e o pensamento de alguém, variando de indivíduo para indivíduo — cada um tem “a sua filosofia”. Como quebrar essas imagens? Ou melhor, como fazer com que os alunos percebam que essas imagens não são absurdas, mas que seu sentido não é exatamente aquele com que se acostumaram? Talvez o ponto de partida mais interessante seja fazer uma abordagem filosófica dessas imagens, mas sem avisar aos alunos de que estão entrando no universo da filosofia. Nesse sentido, o primeiro momento de iniciação à filosofia seria perguntar: o que é o útil? Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se for útil compreender criticamente nosso presente [...] então podemos dizer que a filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.

Marilena Chauí. A filosofia no ensino médio. In: Marilena Chauí. Em defesa da educação pública,
gratuita e democrática. São Paulo: Autêntica Editora, 2018, p. 558-568 (com adaptações). 
Com base no texto 5A2-I, assinale a opção que apresenta o recurso didático adequado ao processo de formação crítica dos alunos.
Alternativas
Respostas
41: A
42: A
43: A
44: C
45: A
46: C
47: B
48: B
49: B
50: A
51: D
52: C
53: C
54: A
55: B
56: D
57: C
58: A
59: E
60: E