Questões de Concurso Sobre o que é a filosofia em filosofia

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Q3588271 Filosofia
Marilena Chaui, na obra Boas-vindas à filosofia, argumenta que: “As indagações fundamentais da atitude filosófica e da reflexão filosófica não se realizam ao acaso, segundo preferências e opiniões de cada um de nós. A Filosofia não é um ‘eu acho que’ ou um ‘eu gosto de’. [...] As indagações filosóficas se realizam de modo sistemático”.
De acordo com Marilena Chaui, o modo sistemático da atividade filosófica diz respeito à 
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Q3566764 Filosofia
Analise o trecho a seguir, da obra “Investigações Filosóficas”:

§23. Quantas espécies de frases existem? Afirmação, pergunta e comando, talvez? — Há inúmeras de tais espécies: inúmeras espécies diferentes de emprego daquilo que chamamos de “signo”, “palavras”, “frases”. E essa pluralidade não é nada fixa, um dado para sempre; mas novos tipos de linguagem, novos jogos de linguagem, como poderíamos dizer, nascem e outros envelhecem e são esquecidos. (Uma imagem aproximada disso podem nos dar as modificações da matemática) [...]. O termo “jogo de linguagem” deve aqui salientar que o falar da linguagem é uma parte de uma atividade ou de uma forma de vida. Imagine a multiplicidade de jogos de linguagem por meio destes exemplos e outros: Comandar, e agir segundo comandos; Descrever um objeto conforme aparência ou conforme medidas; Produzir um objeto segundo uma descrição (desenho); Relatar um acontecimento; Conjecturar sobre o acontecimento; Expor uma hipótese e prová-la; Apresentar os resultados de um experimento por meio de tabelas e diagramas; Inventar uma história, ler; Representar teatro; Cantar uma cantiga de roda; Resolver enigmas; Fazer uma anedota, contar; Resolver um exemplo de cálculo aplicado; Traduzir de uma língua para outra; Pedir, agradecer, maldizer, saudar, orar.
É interessante comparar a multiplicidade das ferramentas da linguagem e seus modos de emprego, a multiplicidade das espécies de palavras e frases com aquilo que os lógicos disseram sobre a estrutura da linguagem (e também o autor do Tractatus Logico-Philosophicus)(Wittgenstein, 1979).

Com base no texto acima e nos conhecimentos sobre a transição filosófica de Wittgenstein do “Tractatus Logico-Philosophicus” para as “Investigações Filosóficas”, analise as assertivas e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) A ideia de jogos de linguagem substitui a concepção de linguagem como representação lógica do mundo, afirmando a pluralidade dos usos linguísticos como parte integrante das formas de vida humanas.
( ) O conceito de linguagem nas “Investigações Filosóficas” continua subordinado ao ideal de uma estrutura formal universal, sendo os jogos de linguagem instâncias derivadas dessa estrutura lógica.
( ) A crítica ao essencialismo na segunda fase de Wittgenstein implica a rejeição da busca por definições unívocas dos termos filosóficos, valorizando em seu lugar a descrição dos modos de uso nas práticas concretas.
( ) Ao abandonar a busca por fundamentos últimos da linguagem, Wittgenstein estabelece uma nova metafísica da linguagem baseada em jogos ontológicos fixos, que garantem o sentido como produto de uma gramática transcendental.
( ) A noção de que “o significado de uma palavra é seu uso na linguagem” representa uma ruptura com a tentativa anterior de fixar o sentido por meio da correspondência lógica entre proposições e estados de coisas.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Q3566762 Filosofia
Analise o excerto a seguir, da obra “O Ensino de Filosofia e a Lei 10.639”:

“Os manuais de História da Filosofia, em sua maioria, concordam quando se trata de fazer o registro do ‘nascimento’ do pensamento filosófico. A hipótese mais aceita é da certidão grega. O modo menos polêmico gira em torno de um ‘cadastro’ feito por volta do século VI a.C. na Grécia antiga, com a patente de primeiro filósofo conferida a Tales de Mileto. E, ainda que existam algumas divergências entre historiadores da Filosofia, esta não deixaria de ser grega, porque se não for de Tales de Mileto, o posto de primeiro filósofo seria de Sócrates ou de Platão. A pergunta que quero compartilhar é simples: é possível falar da Filosofia fora de um desenho geopolítico europeu? Pois bem, é importante interrogar a validade da assertiva ‘a Filosofia é ocidental’. Eu advogo que o eurocentrismo e colonialidade são elementos-chave para o entendimento da ideia de que a Filosofia é uma ‘versão’ do pensamento humano, exclusivamente europeia. A defesa de que os europeus e o seu projeto civilizatório seriam necessariamente superiores aos de outros povos numa escala hierárquica que, invariavelmente, localiza a África e sua diáspora na parte mais baixa está presente nos textos de muitos filósofos ocidentais” (Nogueira, 2015).

Com base no trecho acima e nos debates presentes na obra sobre o afroperspectivismo e a diáspora na filosofia brasileira e africana, analise as assertivas a seguir:

I. A crítica ao eurocentrismo filosófico busca desconstruir a ideia de que a Filosofia só pode ter nascido na Grécia Antiga, reivindicando uma pluralidade geopolítica e epistêmica.
II. A proposta afroperspectivista defende uma filosofia centrada nos valores ocidentais, para garantir a universalidade dos conceitos filosóficos clássicos.
III. A Filosofia Africana e Afrodiaspórica busca visibilizar os saberes ancestrais que foram marginalizados pelo epistemicídio promovido pela colonialidade do saber.
IV. A oralidade (ou oralitura), enquanto forma legítima de transmissão do conhecimento, é desvalorizada por critérios ocidentais que privilegiam a escrita como única forma de registro válido.
V. O afroperspectivismo propõe um campo policêntrico de produção filosófica, que reconhece a contribuição africana não apenas como objeto de estudo, mas como produtora de teorias filosóficas.

Quais estão corretas?
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Q3529304 Filosofia
Madalena da Silva, Joel Cezar Bonin e Ramón Garrote (2023), no artigo intitulado Elementos da cultura digital para o ensino de filosofia no Ensino Médio: o que dizem as pesquisas?, ressaltam que: “Como área do conhecimento humano, a Filosofia tem sido considerada ultimamente como conhecimento obsoleto e desnecessário e isso se explica, muitas vezes, porque no mundo contemporâneo, vemos que há uma supervalorização do tecnicismo e do pragmatismo, que consideram apenas válido o conhecimento que tem caráter útil”.

Para os autores, tal concepção tecnicista e utilitarista é equivocada porque a Filosofia
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Q3529296 Filosofia
Ao estudas questões relacionadas à argumentação filosófica, Juvenal Savian Filho alerta que é preciso considerar que: “nem todos os textos filosóficos contêm uma argumentação explícita. Alguns deles são propositalmente escritos na forma de aforismos, ou seja, de afirmações sucintas e diretas sobre o pensamento de um autor (2010. Adaptado).

Segundo Juvenal Savian Filho, para compreender adequadamente aforismos filosóficos, é necessário
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Q3529295 Filosofia
Juvenal Savian Filho, no livro Argumentação: a ferramenta do filosofar, defende que: “Ao nos aproximarmos de um texto, devemos, antes de tudo, deixá-lo “falar”. Em outras palavras, isso quer dizer que, antes de o interpretarmos ou de darmos nossa opinião sobre ele, devemos lê-lo e entendê-lo segundo a maneira como seu autor o construiu” (2010).

Segundo Juvenal Savian Filho, no primeiro contato com uma obra filosófica, o leitor precisa
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Q3529294 Filosofia
A atitude filosófica é uma atitude crítica. De modo geral, costuma-se julgar que a palavra “crítica” significa “ser do contra”, dizer que tudo vai mal, tudo está errado ou é feio ou é desagradável. “Crítica” parece significar mau humor e coisa de gente chata ou pretensiosa, que imagina saber mais e melhor que os outros.

(Chauí, 2010. Adaptado)

Marilena Chauí ressalta que a crítica filosófica se refere
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Q3529293 Filosofia
Marilena Chauí, no livro Boas-vindas à Filosofia, ressalta que: “As indagações fundamentais da atitude filosófica e da reflexão filosófica não se realizam ao acaso, segundo preferências e opiniões de cada um de nós. A Filosofia não é um “eu acho que” ou um “eu gosto de”. Não é pesquisa de opinião à maneira dos meios de comunicação de massa. Não é pesquisa de mercado para conhecer preferências dos consumidores, a fim de montar uma propaganda”.

(Chauí, 2010)

Para Marilena Chauí, por conseguinte, as indagações filosóficas são realizadas
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Q3529268 Filosofia
Como apontam Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena Pires Martins na obra Filosofando: introdução à filosofia: “O mito não se reduz a simples lendas, mas faz parte da vida humana desde seus primórdios e ainda persiste no nosso cotidiano como uma das experiências possíveis do existir humano, expressas por meio das crenças, dos temores e desejos que nos mobilizam. No entanto, hoje os mitos não emergem com a mesma força com que se impuseram nas sociedades tribais” (2009).

Segundo as autoras, na contemporaneidade, os mitos impõem-se diferentemente porque
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Q3525827 Filosofia
No texto A tecnologia como problema filosófico: três enfoques, Alberto Cupani analisa o objeto de estudo da filosofia da tecnologia de Mario Bunge: “A tecnologia pode, assim, ser definida como: o campo de conhecimento relativo ao desenho de artefatos e à planificação da sua realização, operação, ajuste, manutenção e monitoramento à luz do conhecimento científico”.

Segundo o texto, a tecnologia pode ser caracterizada como
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Q3525826 Filosofia
Ao refletir sobre os resultados de sua pesquisa, Madalena Silva, Joel Bonin e Ramón Garrote, em seu texto Elementos da cultura digital para o ensino de filosofia no ensino médio: o que dizem as pesquisas?, destacam que: “O texto exposto se fundamentou […] na tentativa de aproximar a realidade cotidiana dos estudantes com o mundo da Filosofia. Pelos resultados alcançados […] percebe-se que essa possibilidade é premente e provocativa, necessitando, para tanto, que a reflexão filosófica não fique presa ao currículo […], o que pode ser facilitado com o uso dos elementos da Cultura Digital”.

No contexto da recomendação apresentada no excerto, os autores salientam que uma das funções do docente é 
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Q3525814 Filosofia
Em seu livro Argumentação: a ferramenta do filosofar, Juvenal Savian Filho ressalta que: “É no nível dos pressupostos e premissas que podemos ter os melhores debates filosóficos, pois, nesse nível, podemos concordar ou discordar sobre a maneira como se exprime a experiência do mundo, as vivências etc.”

Segundo o autor, a investigação descrita é considerada central para o debate filosófico porque
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Q3525792 Filosofia
Em seu livro Iniciação à história da filosofia: dos pré- -socráticos a Wittgenstein, Danilo Marcondes aborda a transição do pensamento mítico para o filosófico. Diz ele: “O pensamento mítico, com seu apelo ao sobrenatural e aos mistérios, vai assim deixando de satisfazer às necessidades da nova organização social, mais preocupada com a realidade concreta […]. É nesse contexto que o pensamento filosófico-científico encontrará as condições favoráveis para o seu nascimento”.

Com base no excerto, a transição mencionada se caracteriza como
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Q3525789 Filosofia
Madalena Silva, Joel Bonin e Ramón Garrote, em seu texto Elementos da cultura digital para o ensino de filosofia no ensino médio: o que dizem as pesquisas?, apresentam a seguinte consideração sobre os desafios do ensino de filosofia: “As pesquisas apontam que o ensino da Filosofia, especialmente no Ensino Médio, tem sido desafiador para a maioria dos professores que lecionam a disciplina […]. Os professores percebem as dificuldades atuais em garantir audiência, atenção e participação de adolescentes nas atividades”.

No texto, a causa da dificuldade mencionada para o ensino de filosofia consiste na
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Q3525116 Filosofia
Em Filosofando: introdução à filosofia, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins dizem: “Os filósofos do Círculo de Viena pertencem ao movimento filosófico do positivismo lógico (…), segundo o qual o saber científico deve ser expurgado de conceitos vazios e dos falsos problemas metafísicos, submetendo-se ao critério da verificabilidade”.
O critério mencionado no excerto, no contexto apresentado por Aranha e Martins, estabelece que o saber é científico
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Q3525110 Filosofia
Em seu interesse por definir em que consiste a reflexão filosófica, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, em sua obra Filosofando: introdução à filosofia, examinam a proposta do filósofo Demerval Saviani, que conceitua filosofia com uma “reflexão radical, rigorosa e de conjunto sobre os problemas apresentados pela realidade”.
Ao compartilhar com Saviani o atributo “radical”, Aranha e Martins concebem a reflexão filosófica como algo
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Q3525105 Filosofia
Ao abordarem a filosofia desenvolvida nos séculos XIX e XX, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, no livro Filosofando: introdução à filosofia, explicam um dos acontecimentos importantes desse período: “Chama-se ‘virada linguística’ (…) a revolução que representou o novo paradigma filosófico da epistemologia. A filosofia analítica privilegia a análise conceitual, utilizando os novos recursos da linguística à sua disposição e os da lógica simbólica, que permitem o estudo lógico das sentenças. (…) Abandona as noções do ‘sujeito que conhece’ para se limitar à investigação da linguagem”.
O primeiro Wittgenstein contribui com essa virada ao defender que
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Q3525092 Filosofia
Marilena Chauí, em Boas-vindas à filosofia, apresenta a noção de atividade filosófica como constituída de três tipos de atividades: análise, reflexão e crítica. Para a filósofa, “Essas três atividades (…) estão orientadas pela elaboração de ideias sistemáticas e demonstradas sobre a realidade e os seres humanos”.
Na caracterização de atividade filosófica, Chauí define “crítica” como
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Q3525084 Filosofia
“As indagações filosóficas se realizam de modo sistemático”, diz Marilena Chauí em seu livro Boas-vindas à filosofia.
No entendimento de Chauí, as indagações são sistemáticas, pois
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Q3525080 Filosofia
Marilena Chauí, em seu livro Boas-vindas à filosofia, explica sobre a invenção da palavra “filosofia” a partir da história de Pitágoras nos Jogos Olímpicos. Pitágoras observou três tipos de pessoas: “as que iam para comerciar durante os jogos (…); as que iam para competir (…); e as que iam para assistir aos jogos e torneios”.
No contexto da explicação de Chauí, o filósofo é identificado por Pitágoras como aquele que
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Respostas
121: A
122: E
123: D
124: A
125: D
126: B
127: B
128: E
129: A
130: B
131: C
132: E
133: B
134: A
135: C
136: E
137: A
138: D
139: B
140: C