Questões de Concurso Comentadas sobre o que é a filosofia em filosofia

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Q3940682 Filosofia

No contexto das metodologias ativas aplicadas ao ensino de Filosofia no Ensino Médio, analise as afirmativas a seguir.


I. As metodologias ativas deslocam o estudante de uma posição predominantemente receptiva para uma participação mais investigativa, favorecendo o desenvolvimento da argumentação, da problematização e do pensamento crítico filosófico.

II. A utilização de metodologias ativas no ensino de Filosofia pressupõe a mediação docente intencional, responsável por orientar o debate conceitual e evitar a fragmentação ou superficialidade das discussões.

III. As metodologias ativas eliminam a necessidade de conteúdos filosóficos sistematizados, uma vez que a experiência prática dos estudantes é suficiente para a construção do conhecimento filosófico.

IV. Estratégias como estudos de caso, debates orientados, projetos investigativos e aprendizagem baseada em problemas podem favorecer a articulação entre conceitos filosóficos e questões contemporâneas vivenciadas pelos estudantes.


Está correto o que se afirma em: 

Alternativas
Q3911669 Filosofia
A compreensão do conhecimento nas sociedades contemporâneas envolve reconhecer sua natureza dinâmica. Com base nesse entendimento, analise as afirmativas a seguir e, em seguida, assinale a alternativa correta.

( ) As sociedades abertas caracterizam-se pela imprevisibilidade, exigindo que o conhecimento não se apoie em certezas rígidas.
( ) A construção do conhecimento deve basear-se em programas fixos e estáveis, adequados a percursos previamente determinados.
( ) A volatilidade e o acaso são vistos como obstáculos que devem ser eliminados para garantir a linearidade do processo de conhecer.
Alternativas
Q3883208 Filosofia
P. D. N. Velasco discute a didática do ensino de filosofia focando no desenvolvimento da "competência filosófica". Qual é o papel fundamental da pergunta em sala de aula, conforme a perspectiva defendida pelo autor? 
Alternativas
Q3883207 Filosofia
Walter Kohan, ao refletir sobre a relação entre infância e filosofia, utiliza os conceitos gregos de tempo: Chronos e Aion. Segundo o autor, qual é a natureza da "infância" na experiência do pensar filosófico?
Alternativas
Q3883205 Filosofia
Segundo J. B. Libânio, a atitude filosófica nasce da ruptura com o cotidiano e com o saber dogmático. Ao analisar o conceito de thaumazein (espanto/admiração) em Aristóteles e Platão, como a obra define a transição do mito à filosofia? 
Alternativas
Q3825526 Filosofia
Texto 5A2-I

        “A filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Essa afirmação, muito conhecida e divulgada, tem um sentido muito preciso: a filosofia não serve para coisa alguma. Essa imagem da filosofia encontra-se presente entre os alunos do ensino médio, marcados pelo modelo instrumental de educação e pela figura dos exames vestibulares como fim último da existência escolar. Curiosamente, porém, eles também costumam considerar a filosofia como um conjunto de opiniões e valores pessoais, que orientam a conduta, o julgamento e o pensamento de alguém, variando de indivíduo para indivíduo — cada um tem “a sua filosofia”. Como quebrar essas imagens? Ou melhor, como fazer com que os alunos percebam que essas imagens não são absurdas, mas que seu sentido não é exatamente aquele com que se acostumaram? Talvez o ponto de partida mais interessante seja fazer uma abordagem filosófica dessas imagens, mas sem avisar aos alunos de que estão entrando no universo da filosofia. Nesse sentido, o primeiro momento de iniciação à filosofia seria perguntar: o que é o útil? Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se for útil compreender criticamente nosso presente [...] então podemos dizer que a filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.

Marilena Chauí. A filosofia no ensino médio. In: Marilena Chauí. Em defesa da educação pública,
gratuita e democrática. São Paulo: Autêntica Editora, 2018, p. 558-568 (com adaptações). 
O texto 5A2-1 afirma que a filosofia é útil porque ajuda a abandonar ingenuidades e preconceitos do senso comum. No ensino de filosofia, isso significa que o professor deve
Alternativas
Q3825525 Filosofia
Texto 5A2-I

        “A filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Essa afirmação, muito conhecida e divulgada, tem um sentido muito preciso: a filosofia não serve para coisa alguma. Essa imagem da filosofia encontra-se presente entre os alunos do ensino médio, marcados pelo modelo instrumental de educação e pela figura dos exames vestibulares como fim último da existência escolar. Curiosamente, porém, eles também costumam considerar a filosofia como um conjunto de opiniões e valores pessoais, que orientam a conduta, o julgamento e o pensamento de alguém, variando de indivíduo para indivíduo — cada um tem “a sua filosofia”. Como quebrar essas imagens? Ou melhor, como fazer com que os alunos percebam que essas imagens não são absurdas, mas que seu sentido não é exatamente aquele com que se acostumaram? Talvez o ponto de partida mais interessante seja fazer uma abordagem filosófica dessas imagens, mas sem avisar aos alunos de que estão entrando no universo da filosofia. Nesse sentido, o primeiro momento de iniciação à filosofia seria perguntar: o que é o útil? Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se for útil compreender criticamente nosso presente [...] então podemos dizer que a filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.

Marilena Chauí. A filosofia no ensino médio. In: Marilena Chauí. Em defesa da educação pública,
gratuita e democrática. São Paulo: Autêntica Editora, 2018, p. 558-568 (com adaptações). 
A BNCC indica que o ensino de filosofia deve desenvolver a capacidade de analisar argumentos, interpretar discursos e compreender contextos sociopolíticos. De acordo com o texto 5A2-I, a abordagem pedagógica que atende adequadamente a tais competências seria(m)
Alternativas
Q3825524 Filosofia
Texto 5A2-I

        “A filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Essa afirmação, muito conhecida e divulgada, tem um sentido muito preciso: a filosofia não serve para coisa alguma. Essa imagem da filosofia encontra-se presente entre os alunos do ensino médio, marcados pelo modelo instrumental de educação e pela figura dos exames vestibulares como fim último da existência escolar. Curiosamente, porém, eles também costumam considerar a filosofia como um conjunto de opiniões e valores pessoais, que orientam a conduta, o julgamento e o pensamento de alguém, variando de indivíduo para indivíduo — cada um tem “a sua filosofia”. Como quebrar essas imagens? Ou melhor, como fazer com que os alunos percebam que essas imagens não são absurdas, mas que seu sentido não é exatamente aquele com que se acostumaram? Talvez o ponto de partida mais interessante seja fazer uma abordagem filosófica dessas imagens, mas sem avisar aos alunos de que estão entrando no universo da filosofia. Nesse sentido, o primeiro momento de iniciação à filosofia seria perguntar: o que é o útil? Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se for útil compreender criticamente nosso presente [...] então podemos dizer que a filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.

Marilena Chauí. A filosofia no ensino médio. In: Marilena Chauí. Em defesa da educação pública,
gratuita e democrática. São Paulo: Autêntica Editora, 2018, p. 558-568 (com adaptações). 
A BNCC propõe que a filosofia ajude os estudantes a compreender práticas sociais, valores e a organização política. Essa orientação converge com o apresentado no texto 5A2-I porque
Alternativas
Q3825523 Filosofia
Texto 5A2-I

        “A filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Essa afirmação, muito conhecida e divulgada, tem um sentido muito preciso: a filosofia não serve para coisa alguma. Essa imagem da filosofia encontra-se presente entre os alunos do ensino médio, marcados pelo modelo instrumental de educação e pela figura dos exames vestibulares como fim último da existência escolar. Curiosamente, porém, eles também costumam considerar a filosofia como um conjunto de opiniões e valores pessoais, que orientam a conduta, o julgamento e o pensamento de alguém, variando de indivíduo para indivíduo — cada um tem “a sua filosofia”. Como quebrar essas imagens? Ou melhor, como fazer com que os alunos percebam que essas imagens não são absurdas, mas que seu sentido não é exatamente aquele com que se acostumaram? Talvez o ponto de partida mais interessante seja fazer uma abordagem filosófica dessas imagens, mas sem avisar aos alunos de que estão entrando no universo da filosofia. Nesse sentido, o primeiro momento de iniciação à filosofia seria perguntar: o que é o útil? Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se for útil compreender criticamente nosso presente [...] então podemos dizer que a filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.

Marilena Chauí. A filosofia no ensino médio. In: Marilena Chauí. Em defesa da educação pública,
gratuita e democrática. São Paulo: Autêntica Editora, 2018, p. 558-568 (com adaptações). 
Segundo a BNCC, o ensino de filosofia deve promover autonomia intelectual e capacidade de argumentação. Essa afirmação se alinha ao exposto no texto 5A2-I porque ambos
Alternativas
Q3825522 Filosofia
Texto 5A2-I

        “A filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Essa afirmação, muito conhecida e divulgada, tem um sentido muito preciso: a filosofia não serve para coisa alguma. Essa imagem da filosofia encontra-se presente entre os alunos do ensino médio, marcados pelo modelo instrumental de educação e pela figura dos exames vestibulares como fim último da existência escolar. Curiosamente, porém, eles também costumam considerar a filosofia como um conjunto de opiniões e valores pessoais, que orientam a conduta, o julgamento e o pensamento de alguém, variando de indivíduo para indivíduo — cada um tem “a sua filosofia”. Como quebrar essas imagens? Ou melhor, como fazer com que os alunos percebam que essas imagens não são absurdas, mas que seu sentido não é exatamente aquele com que se acostumaram? Talvez o ponto de partida mais interessante seja fazer uma abordagem filosófica dessas imagens, mas sem avisar aos alunos de que estão entrando no universo da filosofia. Nesse sentido, o primeiro momento de iniciação à filosofia seria perguntar: o que é o útil? Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se for útil compreender criticamente nosso presente [...] então podemos dizer que a filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.

Marilena Chauí. A filosofia no ensino médio. In: Marilena Chauí. Em defesa da educação pública,
gratuita e democrática. São Paulo: Autêntica Editora, 2018, p. 558-568 (com adaptações). 
Com base no texto 5A2-I, assinale a opção que apresenta o recurso didático adequado ao processo de formação crítica dos alunos.
Alternativas
Q4196960 Filosofia

O fato de que o atual professor de filosofia seja um funcionário do Estado pode definir um papel institucional mais ou menos importante na reprodução do estado de coisas, mas não esgota necessariamente a fertilidade do lugar em que se inscreve. As escolas, ou as instituições educativas em geral, são lugares de encontros entre pessoas, saberes, tradições, pensamentos. Portanto, a dimensão eventual de toda prática educativa, e da filosófica em especial, constitui o suplemento permanente de toda repetição, por mais intensa ou fechada que aparente ser. Todo saber está sempre exposto a ser interpelado e nisso a filosofia joga sua condição de possibilidade.


(Alejandro Cerletti.

O ensino de filosofia como problema filosófico, 2009. Adaptado)



Segundo Cerletti, mesmo como funcionário do Estado, o professor de filosofia pode fazer do ensino uma prática de resistência porque a

Alternativas
Q4196953 Filosofia
O que está em jogo é um esforço intelectual múltiplo que não se prenda às formas e métodos de historiografia filosófica hegemônicos no Ocidente. Para dar curso a este objetivo, vale colocar a História da Filosofia em afroperspectiva. Em linhas bem gerais, uma abordagem filosófica afroperspectivista é pluralista, reconhece diversos territórios epistêmicos, empenhada em avaliar perspectivas e analisar métodos distintos e com uma preocupação especial para a reabilitação e incentivo de trabalhos africanos e afrodiaspóricos em prol da desconstrução do racismo epistêmico antinegro e da ampliação de alternativas para uma sociedade intercultural e não hierarquizada. Em outros termos, um tipo de ação afirmativa no campo epistêmico.
(Renato Noguera. O Ensino de Filosofia e a Lei no 10.639, 2011. Adaptado)

Quando associada a um horizonte intercultural, a Filosofia em afroperspectiva enfatiza a
Alternativas
Q4196952 Filosofia
O conceito explicativo da realidade nunca está pronto; ele é uma construção que o sujeito faz a partir da lógica que encontra nos fragmentos da realidade. Para tanto, utiliza-se de recursos metodológicos, de meios e processos de investigação. Ele se constrói por meio de longa busca, por meio de esforço de desvendamento. A elucidação do mundo exterior exige imaginação investida, busca disciplinada e metodológica, tendo em vista captar os meandros do real.
(Cipriano Carlos Luckesi e Elizete Passos. Introdução à filosofia: aprendendo a pensar, 2012)

No trecho, é descrito como se formaria um “conceito explicativo” do real. Segundo os autores, tal conceito resultaria de uma
Alternativas
Q4196951 Filosofia
Não somos capazes de formar uma ideia correta do sabor de um abacaxi sem tê-lo realmente provado. Existe, entretanto, um fenômeno que parece contradizer isso, e que poderia provar que não é absolutamente impossível que as ideias antecedam suas impressões correspondentes. Suponhamos, assim, uma pessoa que tenha gozado de sua visão durante trinta anos e tenha-se familiarizado perfeitamente com todos os tipos de cores, exceto com uma única tonalidade de azul. Pergunto, então, se lhe é possível suprir tal deficiência por meio de sua própria imaginação. Acredito que poucos discordarão de que isso seja possível. Esse exemplo pode servir como prova de que as ideias simples nem sempre derivam das impressões correspondentes – embora o caso seja tão particular e singular que quase não é digno de nossa atenção, não merecendo que, apenas por sua causa, alteremos nossa máxima geral.
(David Hume. Tratado da natureza humana, 2009. Adaptado)

No trecho, Hume introduz o célebre “tom de azul ausente”. À luz desse recurso, conclui-se que, para o filósofo, o episódio serve para
Alternativas
Q4196948 Filosofia
Cada concepção de filosofia supõe um recorte de temas e uma proposta de acesso à filosofia (de transmissão ou ensino) porque vincula o que e o como ensinar de uma maneira particular. A formação que se teve impõe, mal ou bem, um que de leituras filosóficas canônicas e um como ensinar. Mas destaquemos que se trata de “leituras”, ou seja, de seleções e interpretações que foram feitas pelos professores que se teve. Com o gosta de dizer Jorge Larrosa, cada um de nossos professores nos transmitiu a “sua biblioteca”, e também nos transmitiu uma forma de ler seus livros e uma forma de fazer pública essa leitura e, portanto, essa interpretação. Isso é o que nos “formou” em grande medida como filósofos ou filósofas e como professores ou professoras de filosofia.
(Alejandro Cerletti. O ensino de filosofia como problema filosófico, 2009. Adaptado)


Segundo Cerletti, a ideia de que cada professor transmite a “sua biblioteca” indica que a formação filosófica
Alternativas
Q4110175 Filosofia
No positivismo de Comte, qual é a função epistemológica da “lei dos três estados”?
Alternativas
Q4110168 Filosofia
No idealismo hegeliano, a dialética desempenha papel central na articulação do desenvolvimento do Espírito (Geist). Considerando o processo dialético e a noção de Aufhebung, assinale a alternativa que apresenta corretamente o sentido filosófico desse conceito no sistema de Hegel.
Alternativas
Q4110163 Filosofia
Durante uma atividade em sala, um docente de filosofia do ensino médio propõe aos alunos a análise crítica de fake news divulgadas em período eleitoral. Ele os convida a investigar as fontes, confrontar dados, identificar argumentos falaciosos e refletir sobre os impactos sociais da desinformação. Após a atividade, alguns responsáveis questionam o professor, afirmando que ele estaria “doutrinando” politicamente os estudantes. Considerando o papel da filosofia na formação crítica e cidadã, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4110162 Filosofia
Os chamados pré-socráticos desenvolveram investigações filosóficas diversas sobre a origem, a estrutura e a inteligibilidade do real, revelando orientações contrastantes no modo de conceber o ser, o devir e o conhecimento. Considerando as diferenças fundamentais entre a Escola de Mileto e os eleatas, assinale a alternativa que apresenta corretamente essa distinção. 
Alternativas
Q4110161 Filosofia
Em uma escola da rede pública localizada em região com presença significativa de comunidades indígenas e quilombolas, um professor de filosofia propõe atividades que envolvem o estudo de diferentes formas de pensamento sobre o tempo, a natureza e a coletividade. Durante as aulas, ele estimula os alunos a compararem essas visões com concepções filosóficas da tradição ocidental, promovendo o diálogo entre saberes. Considerando o papel da filosofia na valorização do multiculturalismo e na superação de paradigmas excludentes, é correto afirmar que a prática do professor
Alternativas
Respostas
41: D
42: C
43: C
44: A
45: B
46: D
47: C
48: A
49: E
50: E
51: B
52: A
53: B
54: D
55: E
56: B
57: C
58: A
59: B
60: A