Questões de Concurso Sobre conceitos filosóficos em filosofia

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Q3540311 Filosofia

De acordo com os estudos de lógica e semiótica de Charles Pierce, relacione as colunas e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.


1. Primeiridade.

2. Secundidade.

3. Terceiridade.


( ) Símbolo.

( ) Ícone.

( ) Índice. 

Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Agente de Vigilância |
Q3533831 Filosofia

Texto para a questão.



    “Na linguagem filosófica, o termo fundamento designa o que serve de base ao ser, ao conhecer, ou ao decidir. Fundamento é a causa ou razão de algo (ratioessendi, ratio cognoscendi, ratio decidendi). Justamente em se tratando da ratio decidendi, em matéria ética, é preciso saber distinguir entre a razão ou razões pelas quais uma norma de comportamento social é de fato obedecida – o costume, o temor da sanção, o desejo de agradar aos poderosos – e a razão última pela qual ela deve ser obedecida.


    No sistema filosófico kantiano, uma razão justificativa para a lei moral é semelhante à causalidade no campo da natureza. E esse fundamento último da moralidade, segundo Kant, só pode ser a liberdade.


    Ora, em matéria ética, o fundamento é um critério ou modelo de vida. Na língua grega, de onde nos veio o vocábulo, critério é um substantivo ligado ao verbo krinô, empregado em três acepções principais: 1ª) julgar, decidir, condenar; 2ª) estimar, crer; e 3ª) separar, escolher, comparar. Em latim, usava-se o verbo cerno, de onde proveio o nosso discernir. Ressalte-se, desde logo, que não pode servir de critério para o juízo do bem e do mal a opinião deste ou daquele indivíduo. Em matéria ética, o critério ou modelo de vida deve valer, no essencial, para todos os homens e todas as civilizações. Frise-se: no essencial, pois há valores secundários que variam enormemente, entre as diferentes culturas e civilizações. É preciso não confundir, por isso, desigualdades com diferenças: as primeiras representam a negação da dignidade intrínseca de todos os seres humanos, sem exceção alguma, ao passo que as diferenças fundadas na realidade biológica ou na capacidade de criação cultural constituem valores a serem sempre respeitados, sob pena, ainda aí, de negação da dignidade humana”.



Fabio Konder Comparato. Ética, p. 437-439 (adaptado)

No âmbito de um evento acadêmico sobre políticas de ações afirmativas voltadas a pessoas com deficiência visual, muito concorrido, os agentes de vigilância da USP, que estão controlando o acesso ao local, decidem restringir a entrada. Como restam cerca de 50 lugares no auditório, decidem usar um critério que consideram ser o mais adequado do ponto de vista ético. Assinale a alternativa que indica a solução que devem ter adotado sabendo que, na USP, 50% dos estudantes são cotistas.
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Q3533164 Filosofia
Becker (2012) problematiza o que define como uma miopia epistemológica compartilhada tanto pelo inatismo, segundo o qual o sujeito “nasce com o conhecimento já programado na sua herança genética”; quanto pelo empirismo, admitindo o sujeito como tábula rasa, ou seja, assumindo que “o indivíduo, ao nascer, nada tem em termos de conhecimento”.
Para o autor, apesar da oposição que guardam entre si, ambas as epistemologias têm como ponto em comum
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Q3532819 Filosofia
Clara, ao aceitar um cargo de liderança, decide agir de forma prudente diante de um conflito entre colaboradores. Segundo os fundamentos da ética, a prudência é importante porque: 
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Q3529718 Filosofia
Chauí (citada por Barroco e Tada, 2021) aborda a relação entre ética e violência, explicitando que a violência pode ser compreendida, fundamentalmente, como
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Q3529303 Filosofia
Em sua obra Ética prática, Peter Singer rejeita a concepção clássica da racionalidade intrínseca da ação ética benevolente, problematizando teses levantadas, por exemplo, por Thomas Nagel, quem busca justificar a necessidade racional da ação altruísta. Mas Peter Singer preserva um papel para a razão na ética, entendendo: “a racionalidade, num sentido amplo, o qual inclui a consciência de si mesmo e a reflexão sobre a natureza e a finalidade da nossa própria existência”. (2018. Adaptado).

Segundo Peter Singer, a racionalidade
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Q3529302 Filosofia
Volnei Garrafa enfatiza que: “A rapidez dos avanços científicos e tecnológicos exigiu que as diversas áreas de conhecimento envolvidas com os fenômenos relacionados ao nascimento, vida e morte das pessoas se adequassem à nova realidade. A filosofia, por exemplo, viu-se repentinamente obrigada a caminhar com agilidade compatível à evolução dos conceitos e das descobertas e com as consequentes mudanças que passaram a se verificar no cotidiano das pessoas e coletividades” (2005. Adaptado).

Segundo Volnei Garrafa, a situação descrita no excerto implicou que
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Q3529301 Filosofia
Peter Singer, no livro Ética prática, explicita que: “A argumentação contra a utilização de animais para a alimentação ganha especial relevância quando os animais são submetidos a condições de vida miseráveis para os seres humanos disporem da sua carne ao mais baixo custo possível. As modernas formas de criação intensiva aplicam a ciência e a tecnologia em prol da atitude segundo a qual os animais são objetos para o nosso uso” (2018. Adaptado).

Para Peter Singer, o argumento apresentado no excerto
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Q3529300 Filosofia
Embora recebam críticas, os investigadores estadunidenses vêm trabalhando a bioética a partir exclusivamente dos quatro princípios tradicionais: autonomia, beneficência, não maleficência e justiça. A teoria principialista tomou como fundamento esses quatro princípios básicos, os quais seriam uma espécie de “mantra”, um instrumento acessível e prático para análise dos conflitos surgidos no campo bioético. Como esse contexto foi produzido a partir da visão anglo-saxônica do mundo, o tema da autonomia foi maximizado hierarquicamente com relação aos outros três, tornando-se uma espécie de superprincípio.

(Garrafa, 2005. Adaptado)

Segundo o autor, a prioridade atribuída ao princípio bioético da autonomia é contestável porque
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Q3529299 Filosofia
Os pressupostos racistas partilhados pela maioria dos Europeus na virada do século XIX ao XX são hoje totalmente inaceitáveis, pelo menos na vida pública. Um poeta não poderia hoje escrever sobre: “raças inferiores à margem da lei” e manter – e até aumentar – a sua reputação, como fez Rudyard Kipling em poema de 1897 que celebrava os 60 anos no trono britânico da Rainha Vitória. Não quer isto dizer que os racistas tenham desaparecido, mas apenas que têm de disfarçar o seu racismo se quiserem que a sua política e as suas ideias tenham alguma possibilidade de aceitação. O princípio de que todos os seres humanos são iguais faz parte da ortodoxia política e ética dominante.

(Singer, 2018. Adaptado)

Segundo Peter Singer, o princípio da igualdade supõe que
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Q3529298 Filosofia
A Bioética passou, desde os anos de 1970 até a atualidade, por várias etapas de desenvolvimento histórico. A última etapa, de ampliação conceitual, caracteriza-se após a homologação, em 10 de outubro de 2005, em Paris, da Declaração Universal de Bioética e Direitos Humanos da UNESCO, a qual, além de confirmar o caráter pluralista e multi-inter-transdisciplinar da bioética, amplia definitivamente sua agenda para além da temática biomédica-biotecnológica inicial.

(Garrafa, 2005. Adaptado)

A ampliação da temática tratada pela Bioética mencionada no excerto passou a incorporar
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Q3529297 Filosofia
Na obra Ética prática, Peter Singer indica que: “Algumas pessoas pensam que a ética é inaplicável ao mundo real por a encararem como um sistema de regras curtas e simples do tipo “Não mintas”, “Não roubes” ou “Não mates”. Não admira que quem adopta esta visão da ética pense que esta não se adapta às complexidades da vida. Em situações invulgares, as regras simples entram em conflito; e, mesmo quando isso não acontece, seguir uma regra pode levar ao desastre” (2018. Adaptado).

Segundo Peter Singer, as limitações próprias da aplicação de regras éticas simples
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Q3529296 Filosofia
Ao estudas questões relacionadas à argumentação filosófica, Juvenal Savian Filho alerta que é preciso considerar que: “nem todos os textos filosóficos contêm uma argumentação explícita. Alguns deles são propositalmente escritos na forma de aforismos, ou seja, de afirmações sucintas e diretas sobre o pensamento de um autor (2010. Adaptado).

Segundo Juvenal Savian Filho, para compreender adequadamente aforismos filosóficos, é necessário
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Q3529294 Filosofia
A atitude filosófica é uma atitude crítica. De modo geral, costuma-se julgar que a palavra “crítica” significa “ser do contra”, dizer que tudo vai mal, tudo está errado ou é feio ou é desagradável. “Crítica” parece significar mau humor e coisa de gente chata ou pretensiosa, que imagina saber mais e melhor que os outros.

(Chauí, 2010. Adaptado)

Marilena Chauí ressalta que a crítica filosófica se refere
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Q3529291 Filosofia
No capítulo intitulado Rousseau: da servidão à liberdade, Milton Meira do Nascimento aponta que o ingresso de Jean-Jacques Rousseau: “na república das letras deu-se com a obtenção do prêmio concedido pela Academia de Dijon, na França, que havia proposto como tema para uma dissertação a pergunta ‘O restabelecimento das ciências e das artes teria contribuído para aprimorar os costumes?’ Ao responder negativamente a essa questão, Rousseau iria marcar uma posição bem diferente daquela do espírito da época. Afirma Rousseau que se nossas ciências são inúteis no objeto a que se propõem, são ainda mais perigosas pelos efeitos que produzem”.

(In: Weffort, 2006. Adaptado)

Considerando a posição de Rousseau apresentada no excerto, teria sido ele contra os princípios do Iluminismo?
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Q3529284 Filosofia
Hegel introduz uma noção nova, a de que a razão é histórica, ou seja, a verdade é construída no tempo. Partindo da noção kantiana de que a consciência (ou o sujeito) interfere ativamente na construção da realidade, propõe o que se chama filosofia do devir, do ser como processo, como movimento, como vir-a-ser. Desse ponto de vista, o ser está em constante transformação, donde surge a necessidade de fundar uma nova lógica.

(Aranha e Martins, 2009. Adaptado)

A “nova lógica”, a que se referem Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena Pires Martins, problematiza o 
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Q3529283 Filosofia
Em a Crítica da Razão Pura, Immanuel Kant aponta que: “Não se pode duvidar de que todos os nossos conhecimentos começam com a experiência, porque, com efeito, como haveria de exercitar-se a faculdade de se conhecer se não fosse pelos objetos que, excitando os nossos sentidos, de uma parte, produzem por si mesmos representações, e, de outra parte, impulsionam a nossa inteligência a compará-los entre si, a reuni-los ou separá- -los, e deste modo à elaboração da matéria informe das impressões sensíveis para esse conhecimento das coisas que se denomina experiência? (1999. Adaptado).

Para Kant, embora todos os conhecimentos comecem com a experiência,
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Q3529281 Filosofia
Como apontam Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena Pires Martins: “O filósofo inglês John Locke elaborou sua teoria do conhecimento na obra Ensaio sobre o entendimento humano, que tem por objetivo saber qual é a essência, qual é a origem, qual é o alcance do conhecimento humano” (2009. Adaptado).

De acordo com Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena Pires Martins, o conhecimento, para Locke,
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Q3529279 Filosofia
Ressaltam Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena Pires Martins que: “No percurso realizado por Descartes, nota-se uma incontestável valorização da razão, do entendimento, do intelecto. Como consequência, acentua-se o caráter absoluto e universal da razão, que, partindo do cogito, e só com suas próprias forças, descobre todas as verdades possíveis. Daí a importância de um método de pensamento, como garantia de que as imagens mentais – ou representações da razão – correspondam aos objetos a que se referem, que, por sua vez, são exteriores à própria razão” (2009).

Com base na análise de Aranha e Martins (2009), cabe afirmar que, para Descartes,
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Q3529278 Filosofia
As histórias da filosofia tradicionalmente não reconheciam no Renascimento importância ou especificidade do ponto de vista filosófico, sendo apenas um período de transição entre a Idade Média e a Modernidade. Atualmente, entretanto, essa tendência tem mudado, e o Renascimento tem sido visto como detentor de uma identidade própria, desenvolvendo uma concepção específica de filosofia e do estilo de filosofar que, se rompe com a escolástica medieval, por outro lado não se confunde inteiramente com a filosofia moderna.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Para Danilo Marcondes, a principal contribuição filosófica do Renascimento para a filosofia moderna foi
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Respostas
561: C
562: E
563: D
564: A
565: B
566: D
567: B
568: E
569: A
570: C
571: E
572: A
573: D
574: B
575: C
576: A
577: B
578: E
579: E
580: B