Questões de Concurso Sobre conceitos filosóficos em filosofia

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Q3673363 Filosofia
A finalidade da obra de arte é a contemplação do Belo e da Beleza, que se tornam uma só e mesma coisa. O Belo e a Beleza se relacionam intimamente, indistintamente e substancialmente. Nessa estreita relação, a obra de arte comunica e manifesta os espectros que o ser humano toma para a configuração do que pode ser visto, manifesto, apreendido pelos sentidos. A estética é a capacidade de sentir pelos sentidos, da mesma forma que é a construção da percepção, da comunicação e da representação de tudo o que o ser humano é capaz de expressar. Essa abertura ao fenômeno humano mediada pela expressão estética traz consigo a tensão sobre
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Q3673362 Filosofia
Uma das definições clássicas de ética é a que trata da análise das ações humanas no sentido de como elas favorecem (ou desfavorecem) a realização do ser humano tanto individualmente como coletivamente, enquanto ideia de humanidade. Nessa definição de ética, a racionalidade é um ponto importante para desenvolver as ideias de responsabilidade, participação (ou em que medida cada pessoa pode contribuir para o projeto humano) e juízo moral com a reflexão sobre o impacto das nossas ações. Para que as necessidades temporais não constituíssem um impeditivo à elaboração, por parte da racionalidade, de pressupostos de como agir, a ciência moral voltou-se às excelências que a razão estabeleceu como sendo a sua forma e a sua força (sustentação) na expressão da
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Q3673358 Filosofia
A ideia de indivíduo, segundo o pensamento ético moderno, difere da postura do Individualismo, que se refere à conduta pessoal daquela pessoa que não considera o impacto das suas ações, seja nas relações interpessoais, seja na estrutura de manutenção da sociedade. Por outro lado,

“para a sociedade em geral, até a perda do melhor indivíduo é um sacrifício pequeno. É uma pena que este sacrifício seja necessário! Mas seria bem pior se o indivíduo pensasse de outra forma e considerasse sua preservação e seu desenvolvimento mais importantes que o trabalho para a sociedade”
(NIETZSCHE, Gaia Ciência; tradução Paulo César de Souza. 1ª edição - São Paulo: Companhia das Letras, 2012, aforismo 21, p.68).

Nessa relação de forças contraditórias, a Sociedade e o Indivíduo, a filosofia moral de Nietzsche apresenta-se como uma elaborada metáfora dos tempos atuais em que duas forças duelam no interior do mesmo ser, na mimesis dos contrários entre
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Q3673357 Filosofia
Em sua exposição sobre o Existencialismo, intitulada O Existencialismo é um Humanismo, o filósofo Jean-Paul Sartre buscou defender a corrente filosófica do Existencialismo de uma série de críticas que, segundo o autor, não expressariam o sentido e o entendimento da condição humana exposta nessa filosofia. O ponto de partida do pensamento filosófico existencialista é que o ser humano se constitui à medida que toma consciência de sua existência, mediante as suas escolhas. A possibilidade de escolha é um dos aspectos da questão da liberdade no pensamento existencialista, cujo ponto central é a estrutura da consciência como um nada. O ser humano é livre porque a sua consciência é sempre “um nada de ser”, ausente de determinações prévias, diferentemente do objeto que é sempre concebido mediante um projeto e uma finalidade. Como a intenção de Sartre, nesta palestra, era expor a reflexão filosófica sobre as implicações teóricas e morais para a condição humana no Existencialismo, ele rebate as críticas dos outros autores apontando que a corrente existencialista desenvolve uma filosofia que relaciona a liberdade com a
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Q3671907 Filosofia
A falseabilidade corresponde ao critério segundo o qual uma afirmativa, teoria ou hipótese científica deve poder ser testada e, eventualmente, refutada por meio de experimentos ou observações que lhe sejam contrários. Assim, uma teoria científica é considerada válida apenas enquanto resistir a tentativas de refutação empírica.
Assinale a alternativa que apresenta o autor responsável por formular o princípio da falseabilidade como critério de demarcação científica:
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Q3661802 Filosofia
“Wittgenstein explica, porém, que na linguagem se revela aquilo que ele denomina ‘o elemento místico’, a saber, o fato de haver um mundo ou ainda, as condições que fazem com que possa haver um mundo. A linguagem descreve o mundo, exprime o ‘como’ do mundo; mas, através da linguagem, manifesta-se aquilo que faz o mundo como mundo, aquilo que coloca o mundo”.
(Ladrière, J. A articulação do sentido. São Paulo: Edusp, 1977, p. 69)

“A expressão ‘jogo de linguagem’ deve salientar aqui que falar uma língua é parte de uma atividade ou de uma forma de vida”.
(Wittgenstein, L. Investigações filosóficas. Petrópolis: Vozes, 1996, p. 27)

Avalie as seguintes afirmações:

I. Wittgenstein compreende a linguagem como caixa de ferramentas.
II. Wittgenstein relaciona linguagem e mundo a partir do preenchimento de sentidos, a partir da falta de sentidos.
III. O significado de uma linguagem é dado pelo seu uso, enquanto jogo.
IV. Aprendemos os nomes das coisas, mas não tem relação com o modo de usos.

Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas. 
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Q3661800 Filosofia
Para Gianni Vattimo, a filosofia contemporânea e suas diversas correntes caracteriza-se como uma arena de discussões, na qual a hermenêutica tem o papel de koinè, ou seja, de um modo comum de pensar, enquanto processo de leitura de textos e discussão de questões. Ao mesmo tempo, Hans-Georg Gadamer, na esteira de Martin Heidegger, pensa a hermenêutica de modo ontológico, ou seja, como um modo de se comportar. Em tempo, Paul Ricoeur também entende a hermenêutica do texto como um horizonte central no qual as narrativas ainda são possíveis. Tendo em vista esses modos de pensar a hermenêutica, qual a importância da mesma para a filosofia contemporânea?
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Q3661799 Filosofia
“Diz Schopenhauer que há homens que se tornam filósofos por causa do mundo. Há outros que se tornam filósofos por causa de livros. Fichte é um destes casos: virou filósofo porque leu a Crítica da Razão Pura”.
(Domingues, I. O continente e a ilha. São Paulo: Loyola, 2009, p. 91).

“É bem sabido que Kant, em citadíssima passagem, afirma que não se pode ensinar filosofia, mas apenas ensinar a filosofar. O filósofo de Königsberg quer dizer outra coisa que geralmente lhe atribui; assim, por exemplo, ele jamais entenderia por filosofia ‘história da filosofia’. A oposição que lhe interessa é entre uma ciência constituída como um conjunto de verdades e uma atividade da razão”.
(Porta, M. A filosofia a partir de seus problemas. São Paulo: Loyola, 2002, p. 21).

Avalie as seguintes afirmações:

I. Aprender filosofia significa decorar as ideias principais da história da filosofia e repeti-las de acordo com as necessidades.

II. A tensão entre ensinar filosofia e ensinar a filosofar está relacionada ao método a ser utilizado na formação dos filósofos profissionais.

III. Filosofar é uma atividade da razão. E não se caracteriza por fazer somente repetições de ideias do passado, mas articulá-las com as questões do presente.

IV. Não há uma única forma consagrada de filosofar. Basta observarmos a história da filosofia ocidental, com sua pluralidade de modos de pensar filosoficamente.


Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas. 
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Q3661798 Filosofia
“Três questões podem ser formuladas sobre a existência de Deus: 1. A existência de Deus é uma verdade evidente? 2. A existência de Deus pode ser demonstrada? 3. Deus existe?”.
(Aquino, Santo Tomás. Suma Teológica, I, questão 2, art.1).
A questão da existência de Deus é central na filosofia cristã, no tocante às provas da existência de Deus pela razão.
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Q3661797 Filosofia
David Hume (1711-1776) é um dos principais autores da tradição empirista. A publicação do Tratado sobre a natureza humana, em 1739, traz os traços fundamentais de sua filosofia, levando o empirismo às últimas consequências. Como se caracteriza o empirismo de Hume?
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Q3661793 Filosofia
Thomas Kuhn é conhecido por sua filosofia da ciência que considera a estrutura das revoluções científicas, com grande destaque para o conceito de paradigma. Assim, o que significa paradigma para o autor?
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Q3661792 Filosofia
“A virtude é, pois, uma disposição de caráter relacionada com a escolha e consistente numa mediania, isto é, a mediania relativa a nós, a qual é determinada por um princípio racional próprio do homem dotado de sabedoria prática. E é um meio-termo entre dois vícios, um por excesso e outro por falta; pois que, enquanto os vícios ou vão muito longe ou ficam aquém do que é conveniente no tocante às ações e paixões, a virtude encontra e escolhe o meio-termo. E assim, no que toca à sua substância e à definição que lhe estabelece a essência, a virtude é uma mediania; com referência ao sumo bem e ao mais justo, é, porém, um extremo.
(Aristóteles. Ética a Nicômaco. São Paulo, Abril, 1989, 1107ª).

Aristóteles contribui com a reflexão ética a partir da consideração da virtude como um elemento próprio da vida prática.
Assim, a partir da passagem acima, o que poderíamos afirmar sobre a virtude?
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Q3661791 Filosofia
“Precisamos, no entanto, distinguir entre Estética e Filosofia da Arte. A rigor, o domínio dos fenômenos estéticos não está circunscrito à Arte, embora encontre nesta a sua manifestação mais adequada. Sob esse prisma, o domínio do estético abrange o da arte, não só por ser muito mais dilatado, como também porque é nele que devemos ir buscar os critérios gerais que permitem distinguir, nas manifestações artísticas, as autênticas das inautênticas, as valiosas das desvaliosas, as esteticamente boas das esteticamente más”.

Nunes, Benedito. Introdução à filosofia da arte. São Paulo: Ática, 1989, p. 15).

“Assis Brasil faz uma distinção que vale a pena enfatizar. O fato de Alexander Baumgarten (1714-1762) ser considerado o criador da Estética como disciplina científica, pois cunhou a palavra com base nos termos gregos aisthetikós (‘que possui a faculdade de sentir’) e aisthésis (‘sensação’), evidentemente não invalida a reflexão estética feita ao longo dos séculos anteriores nem a que se fazia no seu tempo (...), com suas reflexões sobre a origem da ideia de beleza”.
(Perissé, Gabriel. Estética & Educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2009, p. 10-11).

Avalie as seguintes afirmações:

I - Estética e filosofia da arte são a mesma coisa.
II - Enquanto a estética lida especificamente com o caráter formal da arte, a filosofia da arte dedica-se a pensar a arte de modo ampliado, considerando outras experiências que vão além da estética.
III - A beleza é um tema comum à estética e à filosofia da arte. Ou seja, é um momento comum às duas áreas.
IV - A filosofia da arte pode ser também uma crítica da estética.

Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.
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Q3661790 Filosofia
“Mediante essa experiência se põem uma pura consciência-de-si e uma consciência que não é puramente para si, mas para um outro.(...) São essenciais ambos os momentos; porém, como de início são desiguais e opostos, e ainda não resultou sua reflexão na unidade, assim os dois momentos soam como duas figuras opostas da consciência: uma, a consciência independente, para a qual o ser-para-si é a essência; outra, a consciência dependente, para a qual a essência é a vida, ou o ser para um Outro. Uma é o senhor, outra é o escravo”.
(Hegel. Fenomenologia do Espírito,§ 189)

Hegel compreende a dialética do senhor e escravo como o modelo pelo qual a consciência se manifesta na história,
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Q3661788 Filosofia
“Fotografias são onipresentes: coladas em álbuns, reproduzidas em jornais, expostas em vitrines, paredes de escritórios, afixadas contra muros sob forma de cartazes, impressas em livros, latas de conservas, camisetas. O que significam tais fotografias?”
(Flusser, V.Filosofia da Caixa Preta. São Paulo: Annablume, 2011, p. 51).

“Com a fotografia, o valor de culto começa a recuar, em todas as frentes, diante do valor de exposição. Mas o valor de culto não se entrega sem oferecer resistência. Sua última trincheira é o rosto humano. Não é por acaso que o retrato era o principal tema das primeiras fotografias”.
(Benjamin, W. A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica. In Benjamin, W. Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1994, p. 174)

Avalie as seguintes afirmações:

I. Ao tratar da noção de aura como um elemento também próprio da fotografia, Benjamin vê com otimismo essa nova forma de obra de arte, pois ainda está munida de aura.

II. Benjamin pensa o valor de  culto e o valor de exposição das imagens técnicas. Flusser, em sua perspectiva, considera a fotografia como produções automáticas, mediada por aparelhos codificadores.

III. Flusser analisa positivamente a mediação técnica da fotografia, ao contrário de Benjamin, que considera tal mediação decadente.

IV. Vilém Flusser, ao pensar a fotografia como imagem produzida e distribuída por aparelho, evidencia a influência do pensamento de Walter Benjamin, ao considerar a imagem fotográfica como a primeira imagem técnica.


Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.
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Q3661787 Filosofia
“Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outros indivíduos”. (Kant, Resposta à pergunta: que é “Esclarecimento”?. In Kant, I. Textos seletos. Petrópolis: Vozes, 2010, p. 63.)
Para Kant, a relação entre a menoridade e a maioridade da razão, no contexto do Esclarecimento,
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Q3661786 Filosofia
“Ao chegar à cidade mais próxima, encontrou Zaratustra grande quantidade de povo reunido na praça do mercado; pois lhe fora prometido que iriam ver um funâmbulo. E Zaratustra assim falou ao povo: ‘Eu vos ensino o super-homem. O homem é algo que deve ser superado. Que fizestes para superá-lo?’”
(Nietzsche, Assim falou Zaratustra, 3).

Tendo em vista a passagem acima, que afirma Nietzsche sobre o super-homem?
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Q3661784 Filosofia
A filosofia de Martin Heidegger caracteriza-se, entre outros aspectos, como o trilhar de caminhos em busca do melhor tratamento para a questão mais fundamental da história da filosofia ocidental: a questão do ser. Mas o que é necessário, segundo Heidegger, para recolocar esta questão?
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Q3647068 Filosofia
Determinada concepção epistemológica sustenta que o conhecimento científico tem sua origem na experiência sensível, sendo o sujeito entendido como uma “tábula rasa”, que adquire ideias a partir da observação e da percepção dos fenômenos. A validade da ciência, nessa visão, depende da acumulação de dados empíricos provenientes da realidade observável. Assinale a alternativa que corresponde a essa concepção.
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Q3645231 Filosofia
“Sabemos, historicamente, que o saber científico, em áreas como medicina, psiquiatria e biologia, produziu categorias patologizantes para mulheres, homossexuais, pessoas trans e sujeitos considerados fora da norma. Com isso a ciência não apenas silenciou, mas produziu o silêncio ao enquadrar certas existências como “anomalias”, “doenças” ou “desvios” [...]” (Fiocruz, 2025).
Fonte : FIOCRUZ. Storie s do Canal de Comunicação do Centro de Apoio ao Docente (CAD) Fiocruz. 2025. Disponível em: (Adaptado).

Considerando conhecimentos epistemologicamente adequados de Natureza da Ciência ao contexto é CORRETO afirmar que esta é uma crítica à ideia de que a ciência é:
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Respostas
481: B
482: E
483: E
484: B
485: B
486: B
487: C
488: E
489: B
490: B
491: E
492: B
493: C
494: B
495: E
496: D
497: C
498: B
499: A
500: B