Questões de Concurso Sobre a política em filosofia

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Q3523499 Filosofia
Como indica Renato Janine Ribeiro no capítulo dedicado ao pensamento político de Thomas Hobbes, para este filósofo, os homens seriam tão iguais, inclusive quanto a suas forças e desejos, que nenhum homem consegue triunfar definitivamente sobre o outro, o que levaria, segundo Hobbes, a permanentes conflitos entre eles (Weffort, 2006).
Para Renato Janine Ribeiro, essa tese hobbesiana teria chocado a comunidade filosófica europeia porque
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Q3523491 Filosofia
O marxismo procura explicar a realidade a partir da estrutura material de uma determinada sociedade. A questão central da análise de Marx passa a ser o trabalho, questão, aliás, praticamente ausente da análise dos filósofos desde a Antiguidade. O trabalho é uma relação invariante entre a espécie humana e seu ambiente natural, uma perpétua necessidade natural da vida humana (Marcondes, 2010).
Segundo a perspectiva teórica mencionada
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Q3523487 Filosofia
Rousseau parece demonstrar extrema nostalgia do estado feliz em que viveria o “bom selvagem”, antes de ser introduzida a desigualdade, a diferenciação entre rico e pobre, poderoso e fraco, senhor e escravo e a predominância da lei do mais forte. O indivíduo que surge da desigualdade é corrompido pela sociedade e esmagado pela violência. Trata-se de um falso pacto social, esse que coloca as pessoas sob grilhões. Há que se considerar a possibilidade de outro contrato verdadeiro e legítimo, pelo qual o povo esteja reunido sob uma só vontade (Aranha e Martins, 2009. Adaptado).
Para Rousseau, a desigualdade entre os seres humanos decorre
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Q3523486 Filosofia
Hobbes analisa a natureza humana em uma perspectiva mecanicista: o ser humano é como uma máquina que age sozinha, na linha da concepção mecanicista de mundo típica da física da época, cujo problema central consistia em entender a natureza dos corpos e de seus movimentos (Marcondes, 2010. Adaptado).
Como resultado de sua concepção mecanicista, para Hobbes
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Q3523480 Filosofia
“Para Maquiavel, a moral política distingue-se da moral privada, uma vez que a ação política deve ser julgada a partir das circunstâncias vividas e tendo em vista os resultados alcançados na busca do bem comum. Com isso, Maquiavel distancia-se da política normativa dos gregos e medievais, porque não busca as normas que definem o bom regime, nem explicita quais devem ser as virtudes do bom governante” (Aranha e Martins, 2009).
Segundo as autoras, a teoria política de Maquiavel
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Q3504297 Filosofia
Considere o excerto a seguir.

“[...] numa primeira fase o invasor instala sua dominação, estabelece firmemente sua autoridade. O grupo social submetido econômica e militarmente é desumanizado segundo um método polidimensional. Exploração, torturas, pilhagens, racismo, assassinatos coletivos, opressão racional se revezam em diferentes níveis para literalmente fazer do autóctone um objeto nas mãos da nação ocupante.”
(FANON; Frantz. Por uma revolução africana: textos políticos. Tradução de Carlos Alberto de Medeiros. Rio de Janeiro: Zahar, 2021, p. 74).

Esse excerto da obra de Frantz Fanon faz referência ao estágio de exercício do poder colonial conhecido como 
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Q3504293 Filosofia
No passo 558 b/c da República, Platão escreve:

“E a indulgência, não a mesquinharia, qualquer que seja, e o desprezo de tudo que tão seriamente dizíamos quando estávamos fundando a cidade, isto é, quando dizíamos que, a menos que tenha uma natureza superior, jamais será um homem bom quem, já desde a infância, não tenha brincado no meio de coisas belas e só se tenha ocupado com belas atividades? Com que soberba a democracia calca aos pés tudo isso, sem preocupar-se com que estudos se preparou quem busca a prática da política, enquanto, para conceder-lhe honras, basta que seja benevolente com o povo.”
(PLATÃO. A República. Tradução de Anna Lia Amaral de Almeida Prado. São Paulo: Martins Fontes, 2006, pp 327 - 328.).

No fragmento, há uma crítica baseada na noção de que a democracia desconsidera
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Q3504292 Filosofia
A ideia apresentada por John Locke de que seria legítimo que os súditos pudessem resistir a seu rei tem uma dimensão que a aproxima do pensamento de Platão, especialmente no que diz respeito à figura do “tirano”, caracterizada na República. Sob esse aspecto, para Locke, a tirania é o emprego que o soberano faz de seu poder político a fim de 
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Q3504291 Filosofia
Considere o fragmento a seguir.

“Uma vez que as ideias dominantes são separadas dos indivíduos dominantes e, sobretudo, das relações que brotam de uma fase dada do modo de produção - e disso resulta o fato de que em toda a história o aspecto dominante é sempre o pensamento.”

(MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A Ideologia Alemã. Tradução de Marcelo Backes. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007. p. 73).

No fragmento, a noção de que “o aspecto dominante é sempre o pensamento” indica que, para Marx e Engels, a ideologia atua
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Q3504289 Filosofia
Ao abordar, em sua obra “A Condição Humana”, o surgimento da Cidade Estado clássica e apontar para a distinção entre o que é próprio (idion) e o que é comum (koinon), Hannah Arendt indica que o homem antigo recebera, nesse momento, uma “segunda vida” que tem relação com a noção de 
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Q3491009 Filosofia
A doutrina marxista foi fundada por Karl Marx na década de 1840, promovendo uma revolução no pensamento filosófico, “[...] especialmente pelas conotações políticas explícitas nas suas ideias” (Triviños, 1987, p. 49). De acordo com Triviños (1987), o marxismo compreende, precisamente, três aspectos principais, que são: 
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Q3489475 Filosofia
De acordo com a obra: “Sentir, Pensar, Agir: Corporeidade e Educação”, de Maria Augusta Salin Gonçalves, é possível compreender algumas das mudanças contextuais filosóficas trazidas pelo marxismo. Em relação à perspectiva de Marx, analisada da referida obra, “a própria consciência está imersa na concretude da vida corpórea”, podendo ser explicada a partir das __________.
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Q3486039 Filosofia

Voltaire foi um dos principais pensadores do Iluminismo Francês, movimento intelectual que defendia o uso da razão e da ciência para a compreensão do mundo e para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.


"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las."


A passagem de Voltaire citada acima expressa a defesa de qual das seguintes ideias iluministas? 

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Q3450112 Filosofia
O filósofo marxista Antonio Gramsci (1891-1937) apresenta nos Cadernos do Cárcere (que foram publicados a partir de 1948) uma série de apontamentos a respeito da noção de intelectual, das categorias de intelectuais e de suas funções na sociedade. Sobre o pensamento de Gramsci acerca dos intelectuais, é CORRETO afirmar:
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Q3450108 Filosofia

Thomas Hobbes (1588-1679), John Locke e Jean-Jacques Rousseau são considerados contratualistas, já que estabeleceram a existência de um pacto social que define como os sujeitos vivem ao saírem do estado de natureza. Na discussão contratualista, os pensadores buscam estabelecer de que forma acontece a legitimidade do Estado. Considerando o pensamento destes filósofos, analise as afirmações abaixo.


I - Segundo Hobbes, o direito de natureza é a liberdade que cada homem possui de usar seu próprio poder, buscando a preservação da sua própria natureza.


II - Os indivíduos deixados no seu estado natural, vivendo na insegurança, na angústia, na guerra, são lobos de outros homens, segundo Locke. 


III - Para Locke, o poder legislativo age como um poder fiduciário, agindo apenas para certos fins, podendo ser removido pelo povo.


IV - Rousseau entende que não é o número de votos que generaliza a vontade, mas, sim, o interesse comum que une os diferentes cidadãos.


V - O pacto social para Rousseau não estabelece entre os cidadãos uma igualdade, pois não exige o mesmo grau de comprometimento de todos os sujeitos.


Estão CORRETAS:

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Q3450105 Filosofia
“[...] cada príncipe deve desejar ser tido como piedoso e não como cruel: apesar disso, deve cuidar de empregar convenientemente essa piedade. Cesar Bórgia era considerado cruel, e, contudo, sua crueldade havia reerguido a Romanha e conseguido uni-la e conduzi-la à paz e à fé. O que, bem considerado, mostrará que ele foi muito mais piedoso do que o povo florentino, o qual, para evitar a pecha cruel, deixou que Pistoia fosse destruída. Não deve, portanto, importar ao príncipe a qualificação de cruel para manter seus súditos unidos e com fé, porque, com raras exceções, é ele mais piedoso do que aquele que por muita clemência deixam acontecer desordens, das quais podem nascer assassínios ou rapinagem. É que essas consequências prejudicam todo um povo, e as execuções que provêm do príncipe ofendem apenas um indivíduo. E, entre todos os príncipes, os novos são os que menos podem fugir à fama de cruéis, pois os Estados novos são cheios de perigo”.

 (MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973. p. 79 - 80).
Sobre o pensamento de Maquiavel, é INCORRETO afirmar que:
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Q3450103 Filosofia

Leia trecho do texto a seguir:


“Um cidadão integral pode ser definido por nada mais nada menos que pelo direito de administrar a justiça e exercer funções públicas; algumas destas, todavia, são limitadas quanto ao tempo de exercício, de tal modo que não podem de forma alguma ser exercidas duas vezes pela mesma pessoa, ou somente podem sê-lo depois de certos intervalos de tempo prefixados; para outros encargos, não há limitações de tempo no exercício de funções públicas (por exemplo, os jurados e os membros da assembleia popular.” 


(ARISTÓTELES, Política. 3ª ed. Brasília: Editora da UnB, 1997. p. 78).


Sobre a Filosofia Política de Aristóteles de Estagira (384-322 a.C.), é CORRETO afirmar que: 

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Q3440097 Filosofia
Leia os dois textos abaixo:

Texto I
   Se considerasse somente a força e o efeito que dela resulta, diria: quando um povo é obrigado a obedecer e o faz, age acertadamente; assim que pode sacudir esse jugo e o faz, age melhor ainda, porque, recuperando a liberdade pelo mesmo direito por que lha [sic] arrebataram, ou tem ele o direito de retomá-la ou não o tinham de subtraí-la. A ordem social, porém, é um direito sagrado que serve de base para todos os outros. Tal direito, no entanto, não se origina da natureza: funda-se, portanto, em convenções.
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do contrato social. São Paulo: Nova Cultural, 1999. (Coleção Os Pensadores). p. 53-54.

Texto II
    Para bem compreender o poder político e derivá-lo de sua origem, devemos considerar em que estado todos os homens se acham naturalmente, sendo este um estado de perfeita liberdade para ordenar-lhes as ações e regular-lhes as posses e as pessoas conforme acharem conveniente, dentro dos limites da lei da natureza, sem pedir permissão ou depender da vontade de qualquer outro homem.

(LOCKE, John. Segundo tratado sobre o governo. 3. Ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983. [Coleção os Pensadores]. p. 35.)

Com base nos textos apresentados e nos fundamentos teóricos de seus autores, assinale a alternativa correta. 
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Q3440085 Filosofia
      A democracia é, como o próprio nome indica, a forma de governo na qual o povo exerce o poder político. Ora, o povo, viu-se, tem como grau de conhecimento máximo o conhecimento que Platão designa de opinião [...]. Assim, a rigor, a democracia é precisamente a forma de governo na qual a opinião pública é livre para se realizar, por assim dizer.

COMPARINI, Julio de Souza; NUNES, Silvio Gabriel Serrano; TOMELIN, Georghio Alessandro. Democracia e opinião pública em Platão. Cadernos de Ética e Filosofia Política, São Paulo, v. 42, n. 2, p. 40–54, 2º sem. 2023.

Segundo o texto, o fundamento da crítica de Platão à democracia está na
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Q3440083 Filosofia
     “Maquiavel provoca uma ruptura com o saber repetido pelos séculos. Trata-se de uma indagação radical e de uma nova articulação sobre o pensar e fazer política [...]. A ordem, produto necessário da política, [...] tem um imperativo: deve ser construída pelos homens para se evitar o caos e a barbárie, e, uma vez alcançada, ela não será definitiva, pois há sempre, em germe, o seu trabalho em negativo, isto é, a ameaça de que seja desfeita”.

SADEK, Maria Tereza. “Nicolau Maquiavel: o cidadão sem fortuna, o intelectual de virtù”. In: WEFFORT, Francisco Correia (org.). Os clássicos
da política. São Paulo: Ática, 2006. v. 1.

A ruptura promovida por Maquiavel, mencionada no excerto, põe fim à ideia de que
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Respostas
241: E
242: A
243: A
244: C
245: A
246: B
247: A
248: C
249: A
250: B
251: B
252: C
253: E
254: E
255: B
256: B
257: B
258: C
259: E
260: B