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Q3504289 Filosofia
Ao abordar, em sua obra “A Condição Humana”, o surgimento da Cidade Estado clássica e apontar para a distinção entre o que é próprio (idion) e o que é comum (koinon), Hannah Arendt indica que o homem antigo recebera, nesse momento, uma “segunda vida” que tem relação com a noção de 
Alternativas

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Alternativa correta: B – “bio politikós”

Tema central da questão:
A questão aborda o pensamento de Hannah Arendt em “A Condição Humana”, especialmente a diferença entre o que é próprio (idion) e o que é comum (koinon) com o surgimento da Cidade-Estado (Pólis) na Grécia Antiga. O foco está em como o ser humano, ao participar do espaço público, recebe uma “segunda vida”: uma existência voltada à convivência, à ação política e ao reconhecimento dos outros.

Resumo teórico:
Para Arendt, viver apenas na “vida privada” (oikos) era ter uma existência voltada à sobrevivência. A entrada do indivíduo no espaço público (pólis) permitia uma vida política (bios politikós), onde a pessoa se realizava plenamente como cidadão, participando dos assuntos comuns. A “segunda vida” é, portanto, a vida política, aquela que se constrói na interação com os outros e no exercício da liberdade e da ação coletiva (Arendt, “A Condição Humana”, capítulo II).

Justificativa da alternativa correta:
A alternativa B (bio politikós) é a resposta certa porque expressa exatamente esse conceito de “segunda vida”: a passagem da esfera privada à vida política, ao “viver entre os outros” na pólis, tema central de Arendt ao tratar da distinção entre idion (privado) e koinon (comum).

Análise das alternativas incorretas:

  • A – “vita activa”: Embora Arendt use este termo para descrever a atividade humana (trabalho, obra e ação), ele não se refere especificamente à “segunda vida” política, mas sim ao conjunto das atividades da vida ativa.
  • C – “dialetiké”: Refere-se à arte do diálogo ou da dialética, de origem socrática/platônica, não relacionada à ideia de “segunda vida” na pólis.
  • D – “mores”: Palavrra latina ligada a costumes e moral, também não específica à categoria política da “segunda vida”.

Dica de interpretação:
Sempre identifique palavras-chave do enunciado (“segunda vida”, “comum”, “Cidade-Estado”) e relacione-as com conceitos estudados. Evite alternativas amplas ou genéricas.

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