Questões de Concurso Sobre a política em filosofia

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Q3525821 Filosofia
A saída do estado de “guerra de todos contra todos” em Hobbes é abordada por Renato Janine Ribeiro, em seu texto Hobbes: o medo e a esperança, na seguinte passagem: “Como pôr termo a esse conflito? Há uma base jurídica para isso […] a lei de natureza […] Mas não basta o fundamento jurídico. É preciso que exista um Estado dotado da espada, armado, para forçar os homens ao respeito. […] No Estado deve haver um poder soberano, isto é, um foco de autoridade que possa resolver todas as pendências e arbitrar qualquer decisão. Hobbes desenvolve essa ideia”.

Para Hobbes, a criação do Estado com poder soberano foi o que tornou possível a
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Q3525816 Filosofia
Milton Meira do Nascimento, em seu texto Rousseau: da servidão à liberdade, explica a unidade temática presente nas obras Contrato social e Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens, de Rousseau, como se segue: “A chave para se entender a articulação entre essas duas obras está no primeiro parágrafo no capítulo I, do livro I, do Contrato: ‘O homem nasce livre, e por toda parte encontra-se aprisionado. O que se crê senhor dos demais, não deixa de ser mais escravo do que eles. Como se deve esta transformação? Eu o ignoro: o que poderá legitimá-la? Creio poder resolver esta questão’”.

De acordo com Rousseau, a forma legítima de superar a transformação mencionada consiste
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Q3525815 Filosofia
Em seu livro Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, Danilo Marcondes analisa a relação entre os sofistas e Sócrates na seguinte passagem: “O pensamento de Sócrates e dos sofistas deve ser entendido, portanto, tendo como pano de fundo o contexto histórico e sociopolítico de sua época, pois tem um compromisso bastante direto e explícito com essa realidade. Isso mostra uma proximidade maior entre Sócrates e os sofistas do que entre Sócrates e os pré-socráticos”.

Segundo Danilo Marcondes, o elemento central que aproxima os filósofos mencionados é
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Q3525805 Filosofia
. Renato Janine Ribeiro, em seu texto Hobbes: o medo e a esperança, comenta sobre a natureza humana segundo Hobbes. Eis a passagem: “Hobbes […] não afirma que os homens são absolutamente iguais, mas que são ‘tão iguais que…’: iguais o bastante para que nenhum possa triunfar de maneira total sobre outro. Todo homem é opaco aos olhos de seu semelhante […]. Como ele também não sabe o que quero, também é forçado a supor o que farei. Dessas suposições recíprocas, decorre que geralmente o mais razoável para cada um é atacar o outro […]: assim a guerra se generaliza entre os homens”.

A explicação apresentada por Renato Janine Ribeiro ressalta que a
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Q3525798 Filosofia
Milton Meira do Nascimento, em seu texto Rousseau: da servidão à liberdade, traz a célebre citação do texto de Rousseau intitulado Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens: “O primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer: ‘Isto é meu’, e encontrou pessoas bastante simples para crê-lo, foi o verdadeiro fundador da sociedade civil”.

Segundo Rousseau, a consequência fundamental do marco descrito no excerto é que a
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Q3525796 Filosofia
Maria Tereza Sadek analisa a concepção de natureza humana na filosofia de Maquiavel, em seu texto Nicolau Maquiavel: o cidadão sem fortuna, o intelectual de virtù, na passagem: “Maquiavel estuda a história […]. Seu ‘diálogo’ com os homens da antiguidade clássica e sua prática levam-no a concluir que por toda parte […] pode-se observar a presença de traços humanos imutáveis. Daí afirmar, os homens ‘são ingratos, volúveis, simuladores, covardes ante os perigos, ávidos de lucro’ (O príncipe, cap. XVII). Estes atributos negativos compõem a natureza humana e mostram que o conflito e a anarquia são desdobramentos necessários dessas paixões e instintos malévolos”.

De acordo com Maquiavel, o papel da política frente à natureza humana é
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Q3525791 Filosofia
No texto Nicolau Maquiavel: o cidadão sem fortuna, o intelectual de virtù, Maria Tereza Sadek destaca a mudança de paradigma promovida por Maquiavel: “Em seu texto Maquiavel rejeita a tradição idealista de Platão, Aristóteles e Santo Tomás de Aquino e segue a trilha inaugurada pelos historiadores antigos […]. Seu ponto de partida e de chegada é a […] verità effettuale – a verdade efetiva das coisas”.

A noção de “verdade efetiva”, mencionada no excerto, marca a mudança ao 
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Q3525115 Filosofia
No texto “John Locke e o individualismo liberal”, Leonel Itaussu Almeida Mello apresenta um conceito fundamental para a compreensão do contratualismo lockeano. Diz ele: “Em Locke, o contrato social é um pacto de consentimento em que os homens concordam livremente em formar a sociedade civil para preservar e consolidar ainda mais os direitos que possuíam originalmente no estado de natureza. No estado civil os direitos naturais inalienáveis do ser humano à vida, à liberdade e aos bens estão melhor protegidos sob o amparo da lei, do árbitro e da força comum de um corpo político unitário”.
À luz da teoria contratualista mencionada, a noção de “pacto de consentimento” é
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Q3525114 Filosofia
Aristóteles aborda uma das relações entre ética e política, no livro Ética a Nicômaco, da seguinte forma: “A resposta à pergunta que estamos fazendo é também evidente pela definição da felicidade, por quando dissemos que ela é uma atividade virtuosa da alma, de certa espécie. (…) o objetivo da vida política é o melhor dos fins, e essa ciência dedica o melhor de seus esforços a fazer com que os cidadãos sejam bons e capazes de nobres ações”.
No excerto, o Estado, detentor da vida política, possui o papel de
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Q3525112 Filosofia
“No processo de legitimação do pacto social, o fundamental é a condição de igualdade das partes contratantes. As cláusulas do contrato, quando bem compreendidas, reduzem-se a uma só”, explica Milton Meira do Nascimento no texto “Rousseau: da servidão à liberdade”. E completa com um trecho do próprio Rousseau: “a alienação total de cada associado, com todos os seus direitos, à comunidade toda, porque, em primeiro lugar, cada um dando-se completamente, a condição é igual para todos e, sendo a condição igual para todos, ninguém se interessa por tornar onerosa para os demais”.
De acordo com Rousseau, a falta da “alienação total” implica
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Q3525103 Filosofia
A análise que Andrew Feenberg desenvolve sobre a tecnologia é uma das abordagens discutidas no artigo “A tecnologia como problema filosófico: três enfoques”, de Alberto Cupani. Apesar da crítica à reificação social que a tecnologia tem promovido, Cupani destaca uma postura de esperança de Feenberg: “Essa esperança do autor fundamenta-se no fato de que a hegemonia do ‘código técnico’ do capitalismo não pode impedir que haja iniciativas contrárias”.
A esperança de Feenberg está pautada no que ele denomina “margens de manobra”, que consiste na
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Q3525095 Filosofia
José Augusto Guilhon Albuquerque, no texto “Montesquieu: sociedade e poder”, escreve: “Com o conceito de lei, Montesquieu traz a política para fora do campo da teologia e da crônica, e a insere num campo propriamente teórico. (…) As instituições políticas são regidas por leis que derivam das relações políticas. As leis que regem as instituições políticas, para Montesquieu, são relações entre as diversas classes em que se divide a população, as formas de organização econômica, as formas de distribuição do poder etc. Mas o objeto de Montesquieu não são as leis que regem as relações entre os homens em geral, mas as leis positivas”.
O segundo tipo de lei mencionada, segundo Montesquieu, tem como característica ser
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Q3525090 Filosofia
Renato Janine Ribeiro, em seu texto “Hobbes: o medo e a esperança”, escreve: “Na tradição contratualista, às vezes se distingue o contrato de associação (pelo qual se forma a sociedade) do contrato de submissão (que institui um poder político, um governo, e é firmado entre ‘a sociedade’ e ‘o príncipe’). A novidade de Hobbes está em fundir os dois num só. Não existe primeiro a sociedade, e depois o poder (‘o Estado’)”.
A novidade hobbesiana, mencionada no excerto, sustenta sua legitimidade no pressuposto segundo o qual o 
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Q3525085 Filosofia
No texto “Nicolau Maquiavel: o cidadão sem fortuna, o intelectual de virtù”, a autora Maria Tereza Sadek explica um aspecto da filosofia de Maquiavel ao afirmar que “A história é cíclica, repete-se indefinidamente, já que não há meios absolutos para ‘domesticar’ a natureza humana. (…) O poder político tem, pois, uma origem mundana. Nasce da própria ‘malignidade’ que é intrínseca à natureza humana e aparece como a única possibilidade de enfrentar o conflito, ainda que qualquer forma de ‘domesticação’ seja precária e transitória”.
A partir do excerto, em Maquiavel, é apresentada uma mudança histórica na concepção política,
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Q3523502 Filosofia
“Nas obras de juventude de Marx, é tão evidente a crítica do idealismo hegeliano quanto a sombra das frustrações com a Revolução Francesa. As mesmas frustrações, aliás, que impulsionaram o pensamento socialista em vários países, a começar pela própria França. A crítica do idealismo filosófico traz de modo implícito – às vezes é bem mais do que isso – a crítica das revoluções burguesas e a necessidade de uma nova revolução” (Weffort, 2006).
Diante do lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” da Revolução Francesa, um exemplo que ilustra as frustrações de Marx mencionadas no texto é
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Q3523501 Filosofia
“A soberania não pode ser representada pela mesma razão por que não pode ser alienada; consiste essencialmente na vontade geral, e a vontade de forma alguma se representa: ou é ela mesma, ou é outra, não há meio-termo. Desta forma, os deputados do povo não são, e nem podem ser, seus representantes: não passam de seus comissários, nada podendo concluir definitivamente. E nula toda lei que o povo diretamente não ratificar e, em absoluto, não é lei” (Rousseau, J.-J., Do contrato social, apud WEFFORT, Francisco C. (org.). Os clássicos da política. São Paulo: Ática, 2006. v. 1).
O excerto refere-se a uma tese central do pensamento político de Rousseau. Tal tese consiste em defender a
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Q3523500 Filosofia
“Concedo de bom grado que o governo civil é o remédio acertado para os inconvenientes do estado de natureza, os quais certamente devem ser grandes onde os homens podem ser juízes em causa própria, já que é fácil imaginar que quem foi tão injusto a ponto de causar dano a um irmão, raramente será tão justo a ponto de condenar a si mesmo por isso” (Locke, J. Two Treatises of Government. London: Every Man’s Library, 1966. Tradução de Cid Knipell Moreira, apud Wefort, F. C. (org.). Os clássicos da política. São Paulo: Ática, 2006. v. 1.)
John Locke propõe uma teoria na qual 
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Q3523499 Filosofia
Como indica Renato Janine Ribeiro no capítulo dedicado ao pensamento político de Thomas Hobbes, para este filósofo, os homens seriam tão iguais, inclusive quanto a suas forças e desejos, que nenhum homem consegue triunfar definitivamente sobre o outro, o que levaria, segundo Hobbes, a permanentes conflitos entre eles (Weffort, 2006).
Para Renato Janine Ribeiro, essa tese hobbesiana teria chocado a comunidade filosófica europeia porque
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Q3523491 Filosofia
O marxismo procura explicar a realidade a partir da estrutura material de uma determinada sociedade. A questão central da análise de Marx passa a ser o trabalho, questão, aliás, praticamente ausente da análise dos filósofos desde a Antiguidade. O trabalho é uma relação invariante entre a espécie humana e seu ambiente natural, uma perpétua necessidade natural da vida humana (Marcondes, 2010).
Segundo a perspectiva teórica mencionada
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Q3523487 Filosofia
Rousseau parece demonstrar extrema nostalgia do estado feliz em que viveria o “bom selvagem”, antes de ser introduzida a desigualdade, a diferenciação entre rico e pobre, poderoso e fraco, senhor e escravo e a predominância da lei do mais forte. O indivíduo que surge da desigualdade é corrompido pela sociedade e esmagado pela violência. Trata-se de um falso pacto social, esse que coloca as pessoas sob grilhões. Há que se considerar a possibilidade de outro contrato verdadeiro e legítimo, pelo qual o povo esteja reunido sob uma só vontade (Aranha e Martins, 2009. Adaptado).
Para Rousseau, a desigualdade entre os seres humanos decorre
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Respostas
161: C
162: C
163: A
164: A
165: D
166: C
167: E
168: A
169: D
170: A
171: D
172: C
173: C
174: A
175: A
176: D
177: C
178: E
179: A
180: A