Questões de Concurso
Comentadas sobre treinamento desportivo em educação física
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I. O modelo de periodização em blocos de Verkhoshansky apresenta limitação para o contexto descrito porque a concentração de cargas unidirecionais exige períodos sem competição para implementação adequada, incompatíveis com calendário competitivo estendido.
II. A periodização tática proposta por Vítor Frade para esportes coletivos questiona a fragmentação das capacidades em blocos, propondo que a dimensão tática deve subordinar as demais dimensões (física, técnica, psicológica) em processo integrado ao longo de toda a temporada.
III. O modelo de cargas seletivas de Bondarchuk, desenvolvido para esportes individuais cíclicos, é diretamente aplicável ao voleibol por priorizar o desenvolvimento da técnica específica sobre as capacidades condicionais genéricas.
É correto o que se afirma em:
I. A manipulação da carga deve respeitar a capacidade individual de resposta ao estresse, uma vez que incrementos padronizados podem representar sobrecarga adequada para um atleta e insuficiente ou excessiva para outro.
II. O aumento sistemático do estímulo deve considerar a relação inversa entre volume e intensidade, sendo inadequado elevar ambos os componentes simultaneamente em magnitude significativa.
III. A progressão das cargas produzirá adaptações que serão perdidas caso o novo patamar de estímulo não seja mantido, estabelecendo relação de dependência entre a sobrecarga aplicada e a continuidade do treinamento.
É correto o que se afirma em:
I. A especificidade das adaptações neuromusculares implica que os ganhos de força são mais transferíveis quando o padrão de recrutamento motor, a velocidade de contração e a amplitude de movimento do exercício de preparação aproximam-se das demandas da ação competitiva.
II. A dissociação entre ganhos de força geral e desempenho específico pode indicar déficit no componente de potência, uma vez que a força máxima desenvolvida em velocidades lentas apresenta transferência limitada para ações explosivas características da natação velocista.
III. O princípio da especificidade estabelece que exercícios de preparação geral são ineficazes para atletas de alto rendimento, devendo ser completamente substituídos por exercícios específicos da modalidade em todas as fases do treinamento.
É correto o que se afirma em:
I. O modelo clássico fundamenta-se no princípio da variação pendular entre volume e intensidade ao longo do macrociclo, pressupondo que a capacidade adaptativa é limitada e não permite desenvolvimento simultâneo de múltiplas capacidades em níveis elevados, justificando a sequenciação temporal.
II. A periodização ondulatória diária ou semanal propõe variações frequentes nos parâmetros de carga dentro de microciclos curtos, fundamentando-se na hipótese de que a variação constante previne a acomodação e maximiza as adaptações, sendo modelo consensualmente superior aos demais para todas as populações.
III. O conceito de efeito residual de treinamento, que fundamenta os modelos de blocos, estabelece que as adaptações desenvolvidas em um mesociclo persistem por períodos distintos após a redução ou cessação do estímulo específico, permitindo sobreposição de capacidades em alto nível através de sequenciamento estratégico.
É correto o que se afirma em:
I. O HIIT é método superior ao treinamento contínuo em todas as circunstâncias, devendo substituí-lo completamente na preparação de atletas de modalidades coletivas, uma vez que reproduz com maior fidelidade o padrão intermitente característico dessas modalidades.
II. Intervalos curtos de alta intensidade (10-30 segundos) com recuperação incompleta priorizam o estresse sobre o sistema glicolítico anaeróbio e a tolerância ao acúmulo de metabólitos, enquanto intervalos longos (3-5 minutos) próximos ao VO2max com recuperação ativa prolongam o tempo em alta demanda oxidativa.
III. A manipulação da relação esforço-recuperação altera o acúmulo de lactato sanguíneo e a demanda sobre o sistema oxidativo durante a recuperação; proporções de 1:1 ou menores aumentam o estresse metabólico, enquanto proporções de 1:3 ou maiores permitem recuperação mais completa da fosfocreatina.
É correto o que se afirma em:
I. A estratégia "treinar baixo" (realizar sessões com disponibilidade reduzida de carboidratos) potencializa sinalizações moleculares que promovem biogênese mitocondrial e oxidação de gorduras, porém pode comprometer a capacidade de realizar sessões de alta intensidade e aumentar o risco de lesões e imunossupressão.
II. A disponibilidade crônica reduzida de carboidratos deve ser adotada universalmente por atletas de endurance, uma vez que a maior oxidação de gorduras elimina completamente a dependência de glicogênio durante competições de longa duração.
III. A supercompensação de glicogênio eleva as reservas musculares e hepáticas acima dos níveis basais através de fase de depleção seguida de sobrecarga de carboidratos, sendo estratégia com benefício demonstrado para eventos de endurance com duração superior a 90 minutos.
É correto o que se afirma em:
I. A prática randômica (alternância entre habilidades a cada tentativa) produz desempenho inferior durante a aquisição, porém superior em testes de retenção e transferência, fenômeno explicado pelo maior esforço cognitivo de reconstrução do plano motor a cada tentativa.
II. A prática bloqueada é universalmente inferior à prática randômica em todos os contextos e níveis de habilidade, devendo ser completamente eliminada dos programas de treinamento técnico em favor de estruturações que maximizem a interferência contextual.
III. O efeito de interferência contextual apresenta interação com o nível de habilidade: iniciantes podem beneficiar-se de prática bloqueada inicial para estabilização do padrão básico, enquanto atletas avançados beneficiam-se mais de prática randômica para refinamento e adaptabilidade.
É correto o que se afirma em:
De acordo com Tubino (1984), os êxitos de atletas de alto rendimento, independente da especialização esportiva, estão ligados a uma grande quantidade (volume) e uma alta qualificação (intensidade) no trabalho, sendo que, estas duas variáveis (volume e intensidade) deverão sempre estar adequadas às fases de treinamento. Para o autor, esse princípio do treinamento desportivo é nomeado princípio da:
A passagem do bastão é elemento significativo das corridas de revezamento. Ela é exaustivamente treinada pelas equipes, pois a passagem mal-sucedida ou o não acontecimento dela pode trazer resultados bastante penosos, como a perda de tempo ou, no pior dos casos, a desclassificação da equipe. Entre as técnicas de passagem do bastão, de acordo com Petris (2016), a passagem não-visual conta com alguns estilos utilizados historicamente:
Ao descrever os princípios do treinamento esportivo, Tubino (1984) aborda a individualidade biológica enquanto fenômeno que:
Para Cronin e Blazevich (2011), o treinamento de velocidade contra resistência implica a movimentação do atleta:
Ao destacar aspectos sobre o treinamento com atletas de esportes de raquete, Ackland, Kerr e Newton (2011) assinalam a exigência de níveis elevados de flexibilidade, possibilitando maior força contrátil quando a batida ocorre com os músculos em:
Para Gava (2025), o manejo de bola no basquetebol é um dos fundamentos mais essenciais e cativantes do jogo. Ele permite que os jogadores se movimentem livremente, com confiança, além de criar oportunidades para ataques eficazes e jogadas espetaculares. O manejo de bola refere-se: