Questões de Concurso
Sobre cultura e sociedade em sociologia
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Na obra intitulada Vida para o consumo, Zigmunt Bauman (2022) apresenta e problematiza a “síndrome cultural consumista”, que ele considera um desvio seminal que congrega diferentes impulsos, intuições, propensões e modos de vida, sendo drasticamente distinta da síndrome cultural que a precedeu, qual seja, a “síndrome cultural produtivista”.
Para Bauman (2022), a “síndrome cultural consumista” caracteriza-se por
Trata-se de uma visão de cultura
Octavio Ianni sintetiza o argumento central de seu livro A ideia de Brasil moderno, no seguinte trecho: “Sob o aspecto social, racial, regional e cultural, entre outros, continua em aberto a questão nacional. Em perspectiva ampla, a história do Brasil pode ser vista como a de uma nação em processo, à procura da sua fisionomia. É como se estivesse espalhada no espaço, dispersa no tempo, buscando conformar-se ao nome, encontrar-se com a própria imagem, transformar-se em conceito”.
A análise de Ianni sobre a nação brasileira, apresentada no excerto, indica que
Um dos principais conceitos discutidos por Stuart Hall, em seu livro A identidade cultural na pós-modernidade, é o de identidades híbridas. Diz o autor: “As identidades nacionais estão em declínio, mas novas identidades – híbridas – estão tomando seu lugar”.
Para Hall, as identidades híbridas
Em seu livro A identidade cultural na pós-modernidade, Stuart Hall escreve: “Um tipo diferente de mudança estrutural está transformando as sociedades modernas no final do século XX. Isso está fragmentando as paisagens culturais de classe, gênero, sexualidade, etnia, raça e nacionalidade, que, no passado, nos tinham fornecido sólidas localizações como indivíduos sociais”.
Segundo Hall, as transformações da modernidade tardia propiciaram a
É compartilhada por um grupo, povo, nação, país ou grupo de países. Constitui e modela a identidade, inscrevendo-a na história do grupo. Transforma-se por meio de eventos e ao longo do tempo.
Essa descrição feita pelos autores diz respeito ao conceito de
Sobre os elementos característicos da cultura, entre outros, analise as alternativas e assinale a INCORRETA:
CANCLINI, Nestor Garcia. Culturas híbridas. São Paulo: Edusp, 2008, p. 96.
Para esse autor, o fenômeno da globalização
Leia este texto.
De acordo com Linda Rubim (2005), para que um sistema cultural se desenvolva em plenitude, é preciso atualizar, complementar e complexificar as atividades e práticas sociais necessárias e essenciais a ele. Para a autora, “além da diferenciação e especialização das atividades, desenvolvidas através do processo de divisão social do trabalho, que acompanha - em sentido negativo ou positivo - a história da sociedade humana, será preciso que tais atividades, agora autonomizadas, ganhem distinção social. Isto é, sejam reconhecidas pela sociedade como atividades diferenciadas e especializadas”. RUBIM, Linda. Produção cultural. In:
RUBIM, Linda (Org.). Organização e produção da cultura. Salvador: DUFBA; FACOM/ CULT, 2005, p. 16. [Fragmento]
A partir das ideias desse texto, relacione as atividades e práticas sociais concernentes a um sistema cultural (coluna I) aos tipos de profissionais e agentes característicos de tais atividades e práticas (coluna II).

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Diplomou-se em Ciências Sociais pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo, (1946), com especialização em Antropologia. Etnólogo do Serviço de Proteção aos Índios, dedicou os primeiros anos de vida profissional, (1947-56), ao estudo dos índios de várias tribos do país. Fundou o Museu do Índio, que dirigiu até 1947, colaborou na criação do Parque Indígena do Xingu. Escreveu uma vasta obra etnográfica e de defesa da causa indígena. Elaborou para a UNESCO um estudo do impacto da civilização sobre os grupos indígenas brasileiros no século XX, colaborou com a Organização Internacional do Trabalho na preparação de um manual sobre os povos aborígenes de todo o mundo. Organizou e dirigiu o primeiro curso de pós-graduação em Antropologia, foi professor de Etnologia da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, (1955-56).
Diretor de Estudos Sociais do Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais do MEC, (1957- 61); presidente da Associação Brasileira de Antropologia. Participou com Anísio Teixeira, da defesa da escola pública por ocasião da discussão de Lei de Diretrizes e Bases da Educação; criou a Universidade de Brasília, de que foi o primeiro reitor; foi Ministro da Educação e chefe da Casa Civil do Governo João Goulart. Com o golpe militar de 64, teve os direitos políticos cassados e se exilou.
Em 1995, lançou seu mais recente livro, "O povo brasileiro", que encerra a coleção de seus Estudos de Antropologia da Civilização, além de uma compilação de seus discursos e ensaios intitulada O Brasil como problema. Lançou, ainda, um livro para adolescentes, Noções das coisas, com ilustrações de Ziraldo, considerado, em 1996, como altamente recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.
Em 1996, entregou à Editora Companhia das Letras, seus Diários índios, em que reproduziu anotações que fez durante dois anos de convívio e de estudo dos índios Urubu-Kaapor, da Amazônia. Seu primeiro romance, Maíra, recebeu uma edição comemorativa de seus 20 anos, incluindo resenhas e críticas de Antônio Callado, Alfredo Bosi, Antônio Houaiss, Maria Luíza Ramos e de outros especialistas em Literatura e Antropologia. Ainda nesse ano, recebeu o Prêmio Interamericano de Educação Andrés Bello, concedido pela OEA.
(In: https://www.academia.org.br/academicos/darcy-ribeiro/biografia - acessado em 18/11/2024).
O texto refere-se ao grande intelectual brasileiro: