Questões de Concurso
Sobre linguagem e encenação teatral em artes cênicas
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Diretor italiano e fundador do Odin Teatret, Eugenio Barba desenvolveu um importante campo de estudos sobre o comportamento do ser humano em situação de representação. Essa pesquisa, que investiga os princípios que regem a "pré-expressividade" e a energia do ator em diferentes culturas (ocidentais e orientais), é denominada:
1. Caracteriza-se por satirizar situações do cotidiano por meio de figuras caricatas e exageradas.
2. No Renascimento, foi considerado um gênero inferior pela elite pelo excesso de linguagem grosseira e gestos obscenos.
3. “O avarento”, de Moliére, e “O auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna, são exemplos de farsa.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Assim, é correto afirmar que, na encenação contemporânea:
I.O aquecimento corporal e vocal é dispensável no ensino escolar, pois as crianças já possuem energia natural suficiente para entrar em cena.
II.A consciência corporal envolve o reconhecimento das articulações, do tônus muscular e do alinhamento postural, fundamentais para a expressividade.
III.A projeção vocal refere-se à capacidade de fazer a voz ser ouvida no espaço sem gritar, utilizando o apoio respiratório (diafragma).
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
( ) Por meio dos jogos teatrais, o objetivo é a libertação dos gestos e da atuação cênica enrijecida pela experiência cotidiana, possibilitando que os sujeitos tomem consciência de gestos mecanizados para transformá-los em material propício à criação cênica, muitas vezes ressignificando-os.
( ) As técnicas são artifícios mecânicos – um saquinho de truques devidamente rotulados, a serem tirados pelo ator quando necessário.
( ) Se o ator não for extremamente intuitivo, tal rigidez no ensino que negligencia o desenvolvimento interior estará invariavelmente refletida no espetáculo.
Assinale a alternativa correta:
( ) O sistema de jogos de Viola Spolin parte do valor intuitivo do jogador em grupo até criar uma estrutura de preparação e interpretação do/a ator/atriz, amparada por Stanislavski (1988).
( ) A preparação para a interpretação se aplica apenas a atores profissionais e não tem relevância pedagógica.
( ) O método de Spolin se baseia numa abordagem lúdica que possibilita a assimilação dos conteúdos e práticas dos participantes do jogo, que são estimulados à resolução de situações e problemas cênicos.
( ) Na cena, a pessoa é capaz de compreender elementos que estão fora do seu alcance, a ler a realidade do outro que se difere do seu cotidiano.
( ) O processo de experimentação e criação cênica contribui significativamente para a educação da sensibilidade de qualquer ser humano.
( ) Na cena, a pessoa lê apenas a própria realidade, focando no personagem que está interpretando.
Assinale a alternativa correta:
I.No contexto educacional brasileiro, o teatro-educação, influenciado por Augusto Boal e seu Teatro do Oprimido, propõe metodologias em que os estudantes deixam de ser espectadores passivos e tornam-se espect-atores, participando ativamente da construção cênica e desenvolvendo consciência crítica sobre questões sociais, sendo essa abordagem reconhecida pela BNCC como estratégia pedagógica válida.
II.Os elementos formais da representação cênica incluem o texto dramático e a atuação dos atores, sendo o espaço cênico, a iluminação e os figurinos considerados elementos secundários e opcionais, especialmente no contexto escolar onde os recursos materiais são limitados.
III.Na educação básica, conforme previsto na BNCC, o teatro deve ser trabalhado considerando suas dimensões de criação, crítica, estesia, expressão, fruição e reflexão, promovendo não apenas o desenvolvimento da expressão corporal, mas também habilidades comunicativas, trabalho colaborativo, empatia e compreensão de diferentes perspectivas culturais e sociais.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões):
O corpo que se movimenta sem seguir um eixo fixo ou uma ordem previsível não se prende a uma narrativa linear. Ele se expande, cria conexões, rompe fronteiras e se reinventa a cada gesto. Não há um centro que o governe, nem hierarquias entre suas partes. Cada impulso pode gerar outro, cada fragmento pode tornar-se origem. É um corpo que pensa com o espaço, que se deixa afetar por sons, luzes e presenças, construindo sentido não por imitação, mas por contágio. Esse corpo não obedece à forma, mas à intensidade. Ele não representa; ele produz. Suas ações não são respostas, mas bifurcações que abrem caminhos inesperados, nos quais a experiência sensorial se mistura à imaginação e à memória. Em cena, ele não está "a serviço" de um personagem ou de uma história, mas de uma rede de forças que o atravessam — desejo, acaso, ruído, respiração. Trata-se de um corpo que se desdobra em muitos, que se multiplica na relação com o outro e com o ambiente. Cada contato, cada movimento mínimo, é uma possibilidade de criação. Sua potência não está na unidade, mas na diversidade de conexões que estabelece, como se o próprio ato de mover-se fosse um pensamento em expansão.
O excerto se refere ao conceito de: