Questões Militares
Sobre medicina intensiva em medicina
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Dentre os cuidados no pós-operatório de crianças submetidas a cirurgias pediátricas e que são admitidas em Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica, a analgesia é sempre um dos fatores mais importantes a serem considerados na realização da prescrição.
Com relação à analgesia é correto afirmar:
Leia o caso a seguir para responder à questão.
Uma criança de 3 anos e 2 meses, pesando 15 kg, dá entrada no pronto-socorro com história de dor abdominal e vômitos há 1 semana, já tendo passado por outro pronto-socorro há 2 dias e recebido ondansetrona e dipirona. Ao exame físico, encontra-se sonolenta, com respiração profunda e rápida, desidratada de algum grau, porém a mãe relata que a criança está urinando bastante e dor abdominal difusa à palpação. O médico do pronto-socorro faz uma hipótese diagnóstica de desidratação e dispepsia aguda, prescreve expansão com cristaloides, 20 mL/kg por 3 vezes em 1 hora, e solicita avaliação da UTI para internação, pois a criança se mantém muito sonolenta após as 3 expansões e ainda parece bem desidratada, apesar de diurese clara e abundante.
Criança de 4 anos, sexo masculino, pesando 20 kg, dá entrada na UTI sonolenta e bastante pálida, com desconforto respiratório intenso. Inicialmente o médico solicita monitorização, inicia oxigênio na forma de máscara com reservatório, não reinalante, e solicita obtenção de um acesso venoso. A via aérea se mostra pérvia e a criança gemente, expansibilidade pulmonar bilateral e simétrica, uso de musculatura acessória com batimento de asa de nariz, retração intercostal, retração subdiafragmática e retração de fúrcula, saturação 94%, frequência respiratória – 65, ausculta com MV presente bilateralmente e crepitação em ambas as bases. A perfusão periférica é de 5 segundos, com extremidades frias, pulso radial muito fino, pulso braquial um pouco fino, PA 80 x 60, ausculta cardíaca com BRNF sem sopros, fígado – 3,5 cm RCD, doloroso à palpação. Do ponto de vista neurológico, com Glasgow de 10, Dextro – 95, sem manchas na pele, temperatura – 37,5 ºC.
Quanto à classificação do perfil hemodinâmico deste paciente e à conduta a ser tomada, assinale a alternativa correta.
Uma criança de 2 anos e 3 meses está na UTI pediátrica com insuficiência respiratória grave por síndrome de desconforto respiratório pediátrico (PARDS), em ventilação de alta frequência, e veio com uma gasometria arterial com Ph-7,51 pCO2-22 pO2-71 Bic-24 Saturação-92% K-3,2. O médico optou por aumentar a frequência respiratória da ventilação de alta frequência oscilatória de 7 Hertz para 9 Hertz, pois o PCO2 está baixo e a criança está em alcalose respiratória, e, ao mesmo tempo, prescreveu uma correção de potássio de 0,5 mEq/kg/hora em 2 horas, pois ela está em uso de furosemida e o potássio está baixo. Após 2 horas, a enfermagem chama o médico, pois a criança subitamente ficou muito pálida e o monitor está alarmado. Foi realizado o eletrocardiograma a seguir:

A criança tem pulso central presente, fraco e rápido e pressão arterial de 70 x 40 mmHg.
A respeito do caso apresentado, assinale a alternativa correta.
Uma lactente de 11 meses com história de cansaço, vômitos pós-alimentares e febre baixa até 37,5 graus Celsius é internada na Unidade de Terapia Intensiva com uma hipótese diagnóstica de choque séptico após ter recebido expansões volêmicas de 40 mL/kg de cristaloide em 2 horas e antibioticoterapia no pronto-socorro. Ao exame físico, observa-se via aérea pérvia, expansibilidade pulmonar bilateral simétrica, uso de musculatura acessória, crepitações pulmonares bilaterais nas bases, saturação de 92% em mascara não reinalante com fluxo de 15 litros de oxigênio por minuto, frequência respiratória de 55, tempo de enchimento capilar de 5 segundos, extremidades frias, frequência cardíaca de 180 e pressão arterial de 75 x 55, hepatometria com fígado a 4 cm do rebordo costal direito, Glasgow de 14, pele pálida, sem manchas e com temperatura de 37,2 graus Celsius.
Com relação à classificação do tipo de choque e conduta a ser tomada, assinale a alternativa correta.
PaO2 : pressão parcial arterial de oxigênio; FiO2 : fração inspirada de oxigênio; SpO2 : saturação de pulso de oxigênio; VMI: ventilação mecânica invasiva; DVA: drogas vasoativas; RNI: razão normalizada internacional (tempo de atividade de protrombina do paciente/controle; ECGlasgow: escala de coma de Glasgow).
a: O PSS pode ser calculado na ausência de algumas variáveis (lactato não medido ou sem medicações vasoativas usadas; nesse caso, usar pressão no escore cardiovascular). Obter exames de acordo com orientação médica. Idades não são ajustadas para prematuridade.Critérios não são aplicáveis a hospitalizações para nascimento, recém-nascidos com idade gestacional menor do que 37 semanas ou aqueles com 18 anos ou mais.
b: SpO2 : FiO2 usada apenas se SpO2 ≤ 97%
c: Disfunção respiratória de 1 ponto aplíca-se a qualquer paciente sob oxigenoterapia, alto fluxo, ventilação mecânica invasiva (VMI) e não invasiva (VNI) e inclui uma PaO2 :FiO2 < 200 e SpO2 :FiO2 < 220 em cças que não estão recebendo VMI. Para crianças sob VMI com PaO2 :FlO2 < 200 e SpO2 :FiO2 < 220, ver critério para 2 e 3 pontos.
d: Medicações vasoativas (DVA) inclui qualquer dose de epinefrina, norepinefrina, dopamina, dobutamina, milrinone e/ou vasopressores para choque
e: Varíação de Lactato é de 0,5 a 2,2 mmoL/L (arterial ou venoso)
f: Idade não é ajustada para prematuridade e o critério não se aplica a hospitalizações para nascimento, crianças com Idade pós-concepcional menor do que 37 semanas ou aqueles com 18 anos ou mais
g: Use medida da pressão arterial média (PAM), preferencialmente invasiva, se disponível ou não invasiva).
Se PAM invasiva não for disponível, usar a PAM calculada (1/3 x sistólica + 2/3 x diastólica) como alternativa
h: Valores coagulação: plaquetas: 150 a 450 x 103 /µL; D-dímero: < 0,5 mg/L; fibrinogênio: 180 a 410 mg/dL; RNI: baseado em referências locais
i: O sub escore de disfunção neurológica foi pragmaticamente validado em pacientes sedados e não sedados e naqueles recebendo ou não VMI
j: A Escala de Coma de Glasgow mede o nível de consciência baseado na resposta verbal, ocular e motora (variações 3-15, com um escore mais alto indicando melhor função neurológica).
(Shlapback LJ et al.6 )
Uma lactente de 4 meses de vida com história de febre há 2 dias, exame de urina com Leucocitúria > 1000000 de leucócitos, hemograma com leucocitose de 24000 e desvio à esquerda, coagulação exames não coletados, sonolenta alternando com irritabilidade, Glasgow modificado 14, tempo de enchimento capilar de 4 segundos após expansão volêmica de 40 mL/kg, PAM – 40 mmHg sem droga vasoativa, lactato de 35 mg/dL na entrada, saturação de 96% em ar ambiente. Com base no caso clínico e nos novos critérios diagnósticos de sepse e choque séptico publicados no JAMA 2024 e reproduzidos a seguir, assinale a alternativa correta.
Criança de 5 meses, portadora de cardiopatia congênita ainda não operada, internada na UTI por uma descompensação cardíaca, em uso de carvedilol, furosemida e xarope de cloreto de potássio. Subitamente a criança desmaia durante o banho no leito e o médico, após ser chamado, a encontra inconsciente, sem respirar e sem pulso palpável. O profissional chama ajuda, imediatamente inicia as compressões e solicita monitorização. O lactente é monitorizado conforme a fita a seguir:

Com relação à conduta inicial, hipótese diagnóstica e conduta a ser tomada posteriormente, assinale a alternativa correta.
O cálculo estimado de VeF1 pós-operatório é de:
I. O objetivo principal do tratamento da hipercalemia aguda é aumentar a absorção de potássio no trato gastrointestinal.
II. A redistribuição do potássio extracelular para dentro das células é considerada uma medida de longo prazo no manejo da hipercalemia aguda.
III. A terapia para hipercalemia aguda ou grave visa principalmente reduzir a concentração de sódio no corpo para compensar o excesso de potássio.
IV. Um dos primeiros passos no tratamento da hipercalemia grave é antagonizar o efeito da hipercalemia nas membranas das células excitáveis.
Sobre as afirmativas acima, é correto afirmar que
I. A LAD é tipicamente resultante de forças lineares aplicadas diretamente ao crânio, causando compressão do tecido cerebral.
II. A lesão axonal difusa é caracterizada por danos cerebrais que levam os pacientes a um estado de inconsciência ou coma imediatamente após o trauma craniano.
III. Em muitos casos de LAD grave, a tomografia computadorizada do crânio (CT) inicial pode revelar hemorragias petequiais focais, sendo que uma TC normal exclui LAD.
IV. As lesões causadas pela LAD podem inicialmente apresentar-se como hemorrágicas, evoluindo para atrofia e formação de cicatrizes, frequentemente acompanhadas de formação de cistos.
Estão corretas apenas as afirmativas